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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Segredos de uma noite de verão – Lisa Kleypas

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- Ficha Técnica:
- Título Original:
Secrets of a Summer Night
- N° de páginas: 285
- Editora: Arqueiro
- Sinopse: Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar. Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle. No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar – apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz. se amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon... e descobre que o amor é um jogo perigoso. No primeiro livro da série As Quatro Estações do Amor, Annabelle sai em busca de um marido, mas encontra amizades verdadeiras e desejos intensos que ela jamais poderia imaginar.

Embora seja uma série anterior a história dos Hathaway, publicada pela editora Arqueiro nos últimos meses, “As Quatro Estações do Amor” é, originalmente, uma história que antecede uma das séries mais queridas entre os leitores de romances históricos. Justamente por isso, a difícil tarefa de se igualar a seu antecessor no Brasil não seria fácil. Não há dúvidas de que “Os Hathaway” marcaram pela história divertida, carismática e de romances arrebatadores.

Logo nas primeiras páginas, “Segredos de uma noite de verão” já nos mostras as divergências entre as duas série. Enquanto “Os Hathaway” trabalhava na delicadeza da amizade familiar e no romance mais açucarado, porém não menos divertido, a série “As Quatro Estações do Amor” trará quatro amigas como tema central, cuja falta de pretendentes as aproximam para um plano em comum: arrumar um partido para cada uma. Juntas darão início a uma caça dos melhores partidos das melhores famílias na Inglaterra.

É aí, para mim, que já reside o primeiro problema da história. Lisa Kleypas transforma uma trama romântica em uma corrida contra o tempo para um casamento as pressas, sem amor, cujo status social do pretendente, bem como sua fortuna, valesse páginas e mais páginas de planos, tramas e diálogos entre as amigas para alcançar o matrimônio. Antipática, arrogante e decidida a não abandonar seus objetivos – ainda que simplesmente pelo amparo social –, Annabelle se recusa a permitir que o filho do açougueiro, Simon Hunt, estrague seu plano. Contudo, Simon tinha seus próprios planos para conseguir que Annabelle se apaixonasse por ele.

Simon parece o elemento chave para sustentar uma história arrastada e apática. A ausência de um romance mais explorado deixou uma lacuna importante a ser preenchida. Tudo parece meio frio, da inimizade ao casamento dos dois, que a princípio nada mais é do que um desvio nos planos iniciais de Annabelle. Mesmo envolvida emocionalmente, a ideia de ser amparada pelo status social do marido parece um ponto ainda presente na história.

Não fez o meu estilo de leitura, o que, confesso, era um dos receios que alimentava após ter devorado “Os Hathways”. Contudo, houve momentos em que Simon fez a história valer a pena. Dono de um coração nobre e de origem humilde, o personagem não desiste em conquistar Annabella, mesmo que, para isso, tenha que recorrer à paciência e à sua astucia. Foi a única parte, ao menos, que não fez da história de todo ruim, embora muitos leitores estejam aplaudindo a “nova” série.

- Nota: image

- Capa original:

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quinta-feira, 16 de abril de 2015

8 segundos – Camila Moreira

image - Ficha Técnica:
- N° de páginas:
275
- Editora: Suma de Letras
- Sinopse: O que fazer, quando dois mundos totalmente diferentes se chocam em uma realidade não esperada? Pietra sempre teve tudo o que desejava, mas após ser obrigada a passar trinta dias isolada em uma das fazendas da família, ela vai descobrir que nem tudo está ao alcance de suas mãos. Um peão de olhos azuis está tirando o sono da princesa da cidade.Lucas Ranger é um homem ligado às coisas mais simples da vida. Suas maiores paixões são o rodeio, o campo e os animais. Lucas não se deixa levar pelos lindos olhos verdes de Pietra, ele sabe que ela significa problema. Mas será que o cowboy indomável, irá se deixar laçar por uma menina de cristal? Oito segundos... uma história de amor e paixão superando as diferenças.

- Nota:  image

8 segundos, de Camila Moreira, não é o livro de estreia da autora. “O Amor Não tem Leis” e o “Amor Não Tem Leis: O Julgamento Final” são uma duologia publicadas pela Suma de Letras em 2014, ambas voltadas para o romance erótico. Em “8 segundos”, Camila Moreira também aposta em um romance com cenas sensuais e eróticas, desta vez ambientado em uma fazenda no interior do Brasil, com personagens típicos ao cenário proposto.

Na história, Pietra acaba de chegar a fazenda de seu pai. Antipática e irritante, a personagem trata a todos so seu redor como ignorantes, especialmente Lucas. Seu encontro com o cowboy começou com o pé direito, mesmo que a atração tenha sido imediata. Por sua vez, Lucas não consegue acreditar que uma patricinha mimada, “Cristal”, como ele mesmo se refere, esteja virando sua vida do avesso. Mesmo o levando a loucura, Lucas se sente cada vez mais atraído por ela, e não consegue resistir a paixão que cresce cada vez mais.

Camila tem uma boa história em mãos, mas ainda está na fase de amadurecimento. A autora abusa dos clichês mais óbvios e se ampara sobre situações um tanto convenientes para dar segmento a história. Diria, até, que sua inspiração vem de novelas brasileiras e de filmes de sessão da tarde: a patricinha mimada que faz discursos vazios sobre roupas de marcas e sapatos caros, o cowboy esquentadinho e sexy, que, a menor das provocações, sai por aí querendo bater em todo mundo. Não seria um ponto negativo se não fosse estereotipado demais, mas acabou sendo.

O emprego do “palavreado sujo” causa certo incômodo. “Potranca”, “bocetinha”, “rebola pra mim” e “goza gostoso” são apenas parte das expressões mais obscenas que encontramos no livro. Em muitas situações, Lucas se refere ao próprio pênis como “meu amigo aqui” ou “meu amigão”. Se não é brega, é, no mínimo, desestimulante um personagem se referir assim ao seu próprio órgão genital.

Mas o tema principal do enredo não é o sexo com linguajar mais depravado. A dedicação de Pietra em cuidar do Lucas é o maior apelo da história, a relação carinhosa que ambos constroem mediante as dificuldades de um relacionamento cheio de brigas e reconciliações, além de um passado misterioso que interfere na vida dos dois. Pietra, que melhora gradativamente ao longo da história, e Lucas Vitor, vivem literalmente “entre tapas e beijos”, mas conseguem chegar a um denominador comum.

A escrita da autora é promissora, mas ainda peca em alguns pontos. Camila é muito detalhista e exagera no uso de pronomes possessivos e da primeira pessoa do singular (Eu andei até ele… (…) …Eu peguei sua xícara… (…) …Eu calcei minhas botas.), o que prejudica a história como um todo, deixando a leitura cansativa. Porém, tendo um olhar mais crítico a sua própria narrativa, lapidando alguns pontos, Camila só tende a crescer nos próximos livros. São os pequenos detalhes que acabaram prejudicando sua história.

Pelo burburinho que os livros da autora vem causando nas redes sociais, confesso que esperava mais. Entretanto, sob um ponto de vista menos crítico, a autora consegue atingir seu objetivo: trazer uma história de romance entre duas pessoas de mundo diferentes, mas que uma se adapta a outra mediante aos problemas da vida. A história no geral é agradável, e o final não poderia ser mais justo depois de tudo que os personagens passam. 8 segundos é o terceiro livro de Camila Moreira publicada pela Suma.

 

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Mar da Tranquilidade – Katja Millay

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- Ficha Técnica:

- Título Original: The Sea of Tranquility

- N° de páginas: 368

- Sinopse: Nastya Kashnikov foi privada daquilo que mais amava e perdeu sua voz e a própria identidade. Agora, dois anos e meio depois, ela se muda para outra cidade, determinada a manter seu passado em segredo e a não deixar ninguém se aproximar. Mas seus planos vão por água abaixo quando encontra um garoto que parece tão antissocial quanto ela. É como se Josh Bennett tivesse um campo de força ao seu redor. Ninguém se aproxima dele, e isso faz com que Nastya fique intrigada, inexplicavelmente atraída por ele. A história de Josh não é segredo para ninguém. Todas as pessoas que ele amou foram arrancadas prematuramente de sua vida. Agora, aos 17 anos, não restou ninguém. Quando o seu nome é sinônimo de morte, é natural que todos o deixem em paz. Todos menos seu melhor amigo e Nastya, que aos poucos vai se introduzindo em todos os aspectos de sua vida. À medida que a inegável atração entre os dois fica mais forte, Josh começa a questionar se algum dia descobrirá os segredos que Nastya esconde – ou se é isso mesmo que ele quer.

- Nota: image

Mar da Tranquilidade, da autora Katja Millay, é um sick-lit bem estereotipado na proposta do gênero: o enredo traz uma narrativa cujo relato emocional da protagonista transparece em sentimentos como dor, apatia, medo e até mesmo raiva de si próprio e do mundo a sua volta. A indiferença as pessoas e a autodepreciação são as características mais marcantes, e estão presentes em uma personagem em que o passado misterioso e cruel é desmembrado lentamente ao longo da história. Eu já comentei aqui uma vez que não gosto desse tipo de enredo – especialmente pelas características melancólicas do gênero. Mar da Tranquilidade não foi a exceção.

Nastysa é uma garota que mudou-se para uma nova cidade com sua tia. Ela não fala, mas não porque nasceu muda. Ela simplesmente decidiu parar de falar desde o que ocorrera quanto tinha 15 anos. Sua vida perdeu a cor, seus amigos sumiram e ela não se importa com as pessoas da nova escola – nem o que estes dizem a respeito de sua roupa preta decotada ou de sua maquiagem pesada. Todo dia Nastysa deseja ter morrido desde o ocorrido – e, acredite, enfrentar uma nova escola é o menor dos males. É lá que ela conhece Josh, um garoto que fará com que as coisas comecem a mudar em sua vida.

Josh não parece muito sociável. Quieto e misterioso, o rapaz carrega um passado traumático, mas, após um encontro forçado e inusitado entre os dois, Josh e Nastysa começam a se aproximar. O relacionamento gradativo transforma duas almas perdidas e lhes dão a chance de um novo recomeço. Porém, Nastysa precisará enfrentar o seu passado antes de seguir em frente – de dar a si própria a chance de um recomeço. Seria possível deixar tanta dor, ódio e sofrimento para trás? Será que algum dia ela seria capaz de ter uma vida normal novamente?

Narrado em primeira pessoa, sob pontos de vista alternados, Mar da Tranquilidade é uma história morna e apática. O tom delicado que a autora se propõe a passar confere um ritmo lento à história. Tanto o psicológico de cada personagem, quanto o envolvimento emocional entre eles, é ditado por passos sutis e quase imperceptíveis. A evolução da história parece não ocorrer, e tive a impressão, muitas vezes, de ficar estagnada num mesmo ponto. Aliás, a leitura só foi possível porque trapaceei e dei uma espiada no final para saber o que, de fato, ocorreu no passado da protagonista. A todo momento a autora nos fornece algumas pistas, mas fica a sensação do leitor ser enrolado para estender este mistério até as últimas páginas.

Por sem bem escrito, a leitura não foi de todo maçante. Mar da Tranquilidade é o relato emocional e por vezes tocante da dor e do sofrimento de uma pessoa que teve o seu psicológico abalado de forma cruel. A história aborda o luto pessoal e a recuperação gradativa de alguém cuja vida foi destruída em algum momento. Neste ponto, o livro atingi sua proposta. Porém, Mar da Tranquilidade peca por levantar outros elementos – como o romance, por exemplo -, e não explorá-los de forma satisfatória.  Josh e Nastysa até possuem um bom entrosamento, mas falta aos dois um aprofundamento maior. Os dois passam a maior parte da história sem de fato se conhecerem, e levam muito tempo para engatarem diálogos mais concisos e interessantes.

No final, quando os segredos vêem a tona, tudo parece muito abrupto e terminado de forma conveniente. O desfecho para determinado personagem – uma peça chave do livro -, ficou  à margem da história. Se no começo a autora desliza por se prolongar muito, nas últimas páginas a solução para resolver as questões propostas parecem apressadas, sem o cuidado que um tema deste requer. Enfim, Mar da Tranquilidade foi uma leitura muito mediana, cheia de altos e baixos.

Capa original: image

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Prazeres da noite – Sylvia Day

image - Ficha técnica:

- Título original: Pleasures of the night

- N° de páginas: 213 (ebook)

- Sinopse: No limiar entre o sono e a consciência, uma batalha se trava entre o sonho e o pior pesadelo. Capitão Aidan Cross é uma lenda, tão hábil em criar sonhos eróticos quanto em matar seus inimigos. As mulheres o veem como parte de suas fantasias... Exceto Lyssa Bates. Esquisita, enigmática e desejável, Lyssa desdenha deste sedutor imoral, porque ela o vê como ele realmente é. E, enquanto ele tenta desvendar seus segredos, o impensável acontece: Aidan se apaixona. Lyssa tem tido os sonhos mais incríveis com esse homem de olhos azuis que promete prazeres intensos e profunda intimidade. Até que ele aparece em sua porta. Mas na sua rendição, há também um grande perigo... Aidan está em uma missão e a paixão que os consome poderá ter consequências terríveis. Amar a mulher que veio para destruir o seu mundo não é só apenas impossível... é proibido.

- Nota: image

Prazeres da noite foi um leitura muito boa de início, mas que descambou na metade da história até o final. Sylvia Day explora o lado místico dos sonhos, e cria um mundo paralelo próprio onde tece toda uma hierarquia de guardiões que oferecem as pessoas – chamadas de Sonhadoras –, todo o tipo de sonho.  Uma ideia interessante – a princípio bem explorada, mas que deixou a desejar por apresentar alguns problemas no enredo

Para cada tipo de sonho existente há um determinado tipo de guardião. Sonhos divertidos são proporcionados por Brincalhonas, Curandeiros ajudam aqueles que precisam passar pelo luto, fantasias eróticas são oferecidos por Guerreiros de Elite e assim por diante. Aidan é o capitão deste último, e há séculos é responsável por proporcionar prazer em sonhos para lá de sensuais. O objetivo é manter os Pesadelos longe, uma vez que estes só se alimentam da vida de uma pessoa quando o Sonhador em questão tiver sentimentos de fúria ou medo durante o sonho, por exemplo. Desse modo, Guardiões são responsáveis por oferecer o melhor sonho possível as pessoas.

Quando Aidan é designado para entrar no sonho de Lyssa, ele não esperava encontrar uma mulher tão intrínseca. Desde pequena Lyssa se sente sempre cansada, dorme com frequencia mas nunca acorda disposta. Acontece que seus sonhos, quando não são permeados de Pesadelos – drenando, assim, sua vida –, são envoltos na escuridão silenciosa, o que não permite a ela sonhar. Aos poucos, Aidan quebrará esta barreira e mostrará a Lyssa infinitas possibilidades no mundo onírico dele. Ao mesmo tempo, o Guerreiro de Elite não só descobrirá que Lyssa é uma peça importante em um dos mistérios que rege o seu mundo, como também se apaixonará por ela.

A princípio a história se destaca pela delicadeza com que a autora explora cenários paradisíacos e diálogos ternos entre os protagonistas. A narrativa traz um leve tom melancólico – até porque a condição de Lyssa, de início, é a escuridão. Aos poucos, por meio de uma paisagem encantadora que preza a descrição de pequenos detalhes – como o barulho do mar em uma praia deserta, o balanço de Lyssa, a areia sobre os pés, por exemplo -, a personagem se fortalece e estabelece um vínculo com Aidan. Sua vida começa a melhorar, mas ela é logo envolvida em outro problema: ao que parece, Lyssa é a chave para afastar de vez os pesadelos. Mas para que isso aconteça, a Sonhadora teria que ser destruída.

É nesse ponto que reside o principal problema da trama. Há toda uma história sobre o surgimento dos Pesadelos, mas que as vezes soa confuso e um tanto mal estruturado. Conta-se sobre uma fissura que foi aberta no mundo dos sonhos, e que os anciões procuram há anos uma Chave que seria capaz de destruí-los. Porém quando algumas revelações são feitas, as informações dadas de início não se entrelaçam ao mistério que a autora tece no final da história.  Fiquei perdida no meio de determinados acontecimentos que não apresentaram embasamento consistente, além de situações que ficaram sem explicações ou  respostas mais coerentes.

Outro problema reside no fato que citei no inicio de minha resenha. Por ser um livro do gênero erótico, Prazeres da Noite ressalta cenas explícitas de sexo em demasia. Em consequência, não somente o romance – a interação entre eles no começo da história –, parece ser deixada em segundo plano, como o alicerce onírico também.  A história, que até certo ponto ditava um ritmo interessante, caiu na mesmice de apresentar dois personagens que se jogam no sexo a todo instante. Uma pena.

Prazeres da noite não foi uma história de todo ruim, mas não posso dizer que amei. Uma leitura que deixou muitas incógnitas a serem respondidas para sua continuação, ainda sem data prevista. Para quem gosta da autora será uma boa leitura, mas, para mim, não funcionou muito bem.

Capa estrangeira:

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mar de Rosas – Nora Roberts

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Bed of Roses

- 287 páginas

- Sinopse: Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado.

- Nota: image

Achei a história bem fraca. Por apresentar características que também encontrei no primeiro volume, como humor e leveza, acreditei que Mar de Rosas seria uma ótima leitura. Talvez eu não estivesse muito no clima, pois não achei a história tão empolgante quanto esperava. Arrastei a leitura, pulei algumas páginas e fiquei travada em vários momentos. Estava tão desmotivada que pensei em desistir do livro, mas segui em frente por pura teimosia.

Mar de Rosas conta a história de Emma Grant, uma das sócias da empresa VOTOS. Ela e Jack se conhecem há bastante tempo, porém nunca travaram qualquer tipo de relacionamento que fosse além da amizade. Mas Jack nutre uma paixão secreta por ela e, em um dos incontáveis casamentos que realizam, Jack a aborda em um beijo avassalador. A partir daí, os dois travarão uma relação gradativa que envolverá sedução e muito romance.

Qual o problema do livro? Vários. Primeiro, a demora em desenvolver o relacionamento dos protagonistas. Emma passa boa parte da história dividindo com as amigas dilemas inseridos em diálogos que me pareceram um tanto fúteis. Como Jack beija, seus atrativos físicos, se ela ia ou não para cama com ele… tudo de um jeito mais desengonçado, sem papas na língua, tal como quando amigas de longa data se reúnem para fofocar. O problema é que este estilo deixou a história parecendo um mexerico entre amigas – um tanto raso –, cujos diálogos soam bem sonsos.

Em seguida, Jack e Emma passam para um estágio de sedução via email. Indecisos quanto ao relacionamento – se deveriam ou não transar e comprometer a amizade caso não desse certo –, começam então uma troca de mensagens sensuais que, para mim, se arrastou por muitas páginas. A história melhora um pouco depois, mas já estava tão desgostosa com o enredo que não consegui curtir muito a leitura. Porém, devo dizer que adorei as seções de Pôquer em que Jack reunia os personagens masculinos da trama.

Em Mar de Rosas, Nora Roberts introduz um novo personagem e dá abertura à “trama” do próximo livro da série, além de retomar os protagonistas de Álbum de Casamento. Não sei se continuarei acompanhando a série; pelo menos o próximo volume pareceu mais interessante. Como eu disse, senti que não estava muito no clima para o livro, o que – admito –, também prejudicou minha leitura. Ainda assim, achei que passou longe de ser a melhor obra da autora. Leiam, caso gostem bastante da autora e estejam no clima de Mar de Rosas.

Capa original:

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terça-feira, 27 de maio de 2014

Entrega Total – Raine Miller

image- Ficha Técnica:

- Título Original: All In

- 223 páginas

- Sinopse: Ethan Blackstone traiu a confiança de Brynne, sua ‘bela garota americana’, e por isso ela o deixou. Nem mesmo a paixão explosiva que unia o casal foi capaz de vencer os segredos que eles escondiam. Mas Ethan está disposto a fazer qualquer coisa para trazê-la de volta. E, quando Brynne passa a sofrer ameaças, Ethan terá de correr contra o tempo, usando todas as armas que tem para protegê-la dos perigos que ameaçam separá-los para sempre. Em Entrega total, Ethan Blackstone é um homem apaixonado, que irá às últimas consequências para salvar a mulher amada. O segundo volume da série O caso Blackstone traz a história de duas pessoas que se entregam a um amor poderoso, capaz de curar as feridas do passado e revelar uma vida de prazer total.

- Nota: image

Entrega Total, da autora Raine Miller, é a continuação do primeiro volume da série Blackstone – Nua. Comentei aqui minhas impressões sobre a história e alguns pontos negativos que fizeram de Nua uma leitura pouco atraente. Em consequência disso, não tive grandes expectativas para Entrega total. Tal qual eu esperava, a autora tropeça nos mesmos erros – especialmente no linguajar vulgar e em situações fora do contexto apresentado.

Neste volume, Brynne e Ethan estão juntos novamente e precisam combater seus próprios demônios pessoais. Ethan retoma lembranças de seu passado, e pesadelos da época em que era um prisioneiro de guerra começam a assombrá-lo. Já Brynne relata o que ocorreu a ela quando tinha somente dezessete anos – o que esclarece cada pormenor para o leitor sobre o passado da personagem e o porquê dela precisar de um segurança nos dias atuais. O envolvimento dos dois é, também, uma forma que encontram de consolar um no outro em decorrência de seus dilemas.

Ethan intensifica a segurança de Brynne. Ele confisca seu celular e aperta o cerco protetor envolta dela, uma vez que Brynne recebe uma estranha ligação. Tamanha preocupação reflete no relacionamento deles – e, com Ethan demontrando um ciúmes mais exacerbado em decorrência das mais diversas situações –, o texto permeia brigas e discussões que desestruturam o relacionamento até então perfeito. Ethan se sente cada vez mais ligado a Brynne, contudo o personagem não sabe lidar com este tipo de sentimento e patina em situaçõs para lá de constragedoras.

A caracterização mais aprofundada de Ethan foi o maior empecilho que encontrei durante a leitura. Dotado de uma insegurança irritante, o personagem está sempre querendo firmar para si e para os outros o seu relacionamento – ou melhor, a sua possesividade –, por meio de falas retrógadas e pensamentos estúpidos que muitas vezes quebram o clima da história. Não gostei de ler um texto cujo protagonista destila pensamentos tão vulgares que, ao invés de soarem excitante, me pareceram nojentos. Além disso, há diversas situações sexuais repetitivas, o que tornou o texto deveras cansativo. Era praxe que, mesmo nas passagens mais inadequadas, eles terminassem na cama em uma noite de sexo quente e avassalador.

Ainda estou pensando se lerei o último livro da trilogia, pois embora a relação entre eles não tenha me agradado, há alguns pontos na trama que fazem de Entrega Total uma leitura até interessante. A trama por trás do passado de Brynne é bem trabalhada e me instigou nos momentos finais do livro. Todavia, ainda sinto uma narrativa amadora e personagens rasos que poderiam ter sido melhores desenvolvidos. Um livro curto, que, se lido sem pretensões, talvez agrade aqueles que são mais fãs do gênero.

Capa original:

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Paixão Sem Limites – Abbi Glines

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Fallen Too Far

- 184 páginas

- Sinopse: Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após a sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara. Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça. Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Ele tem 24 anos, é lindo, rico, charmoso e parece ter o mundo inteiro a seus pés. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias garotas para a cama e dispensá-las no dia seguinte. Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente a mesma coisa. Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam se entregando a uma paixão proibida, sobre a qual não têm nenhum controle. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas.

- Nota: image

Um dos subgêneros que mais gosto é o New Adult. O estilo mais ousado, em cenas para lá de sensuais, me agradou logo de cara. Geralmente é comum encontrarmos temas polêmicos, cuja narrativa – por vezes intensa –, proporciona uma leitura de tirar o fôlego. O linguajar solto é  característico dos protagonistas – jovens que já saíram da adolescência e são mais abertos ao sexo, sem muitos dramas sobre o tema. Porém, mesmo encontrando todos esses elementos em Paixão Sem Limites, o livro deixou a desejar. Minhas expectativas eram altas, mas os pontos negativos foram tantos que não consegui curtir a leitura.

Por onde começar? O enredo é frágil. Sem um clímax satisfatório e um embasamento consistente, a história apresenta muitos furos. Paixão Sem Limites trouxe o sexo quente como foco e poucos elementos que realmente se destacassem. Os personagens são inconsistentes e os diálogos, rasos, por vezes se mostraram repetitivos. A narrativa não é fluída, e em alguns momentos tive que voltar para reler alguns trechos. Mas o pior de tudo, para mim, foi a autora introduzir na trama um segredo que justificaria o comportamento sem sentido do protagonista em determinadas passagens da história. Entretanto, ao invés de atiçar, o mistério foi uma enrolação sem tamanho. Apenas nas últimas páginas é que entendemos a conduta de Rush - um artifício mal inserido na história. Nenhum dos personagens tem dez anos para se comportar daquele jeito, muito menos a tal da Nan. As sequelas emocionais deixadas na personagen apelam para um drama que não me convenceu.

As cenas de sexo são bem descritas, mas confesso que pela primeira vez o vocabulário chulo me incomodou. Tive a impressão que estava lendo um roteiro de um filme pornô barato. Quanto a isso nunca tive problemas, afinal, um dos meus livros favoritos deste subgênero também apresenta este tipo de linguagem, mas em Paixão Sem Limites, o uso a torto e a direito do vocabulário limitado soou pobre e muitas vezes vulgar. Também me irritou o personagem ficar usando o diminutivo para tudo, “bucetinha, molhadinha, apertadinha, bundinha”…

A construção dos personagens é falha. Apesar de ter um certo charme, Rush é instável, soltando frases clichês fora de contexto. O personagem é muito estereotipado no estilo bad boy misterioso, mas pouco explorado. Blaire é insegura, tímida e um elemento sem voz na trama. Quando confrontada, ou perde as estribeiras e se comporta como uma garota birrenta, como no final da história, ou abaixa a cabeça e ouve em silêncio, sem reação. Achei uma pena, pois a autora introduz tão bem a personagem que esperava encontrar uma protagonista instigante. Além disso, a protagonista é um poço de contradição. Na questão do sexo, por exemplo, há um trecho onde Blaire afirma ter assistido à vários vídeos de sexo no passado e que estava acostumada, porém, naquele momento da narrativa, era a primeira vez que experimentava um orgasmo e não sabia qual era a sensação. Isso soou incoerente. Além disso, para alguém tão ingênua e sem experiência, ela não parecia se comportar como tal após a primeira vez. Enfim, é frequente esses tropeços no enredo.

A premissa é boa, tanto que estava bem ansiosa para ler. Admito que em alguns momento a leitura me entreteve, mas não foi suficiente para gostar da história. O livro vem fazendo sucesso, e, por isso, acho que se você está em dúvida, deve dar uma chance à história. Infelizmente, para mim, não funcionou.

Capa original:

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Peça-me o que quiser – Megan Maxwell

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Pídeme lo que queiras

- 408 páginas

- Sinopse: Primeiro volume de uma trilogia, Peça-me o que quiser, da escritora espanhola Megan Maxwell, é um romance sobre desejo, paixão e erotismo sem limites. Lançada na Espanha em novembro de 2012, a trilogia é um sucesso de vendas no país, aparecendo em todas as listas de mais vendidos. Com tempero latino e uma abordagem excitante, a autora conta a história da secretária espanhola Judith Flores e seu chefe, o alemão Eric Zimmerman, também conhecido como Iceman: um homem muito sério e com os olhos azuis mais intensos e sexies que ela já viu. Recém-chegado ao comando da empresa Müller, antes dirigida por seu pai, Eric tem uma atração instantânea pelo jeito divertido de Judith e exigirá que ela o acompanhe nas viagens de trabalho pela Espanha. Mesmo sabendo que está se metendo numa situação arriscada, a ideia de estar ao lado de Iceman é irresistível. Com ele, a jovem viverá experiências sexuais até então inimagináveis, em um universo de fantasias eróticas pouco convencionais. Conciliando sexo e romantismo na medida exata, Peça-me o que quiser é uma história de amor cheia de encontros e desencontros, na qual os jogos eróticos, o voyeurismo e o desejo de ultrapassar todos os limites do prazer são os grandes protagonistas.

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Confesso que não tinha pretensões de ler Peça-me o que quiser, tampouco achei que fosse gostar. Comecei a leitura de mente aberta, talvez por isso não tenha me incomodado com o voyeurismo presente na história. Achei que, dentro do contexto, essa foi a melhor parte explorada pela autora. Quanto à construção do enredo, infelizmente não posso dizer o mesmo. A história prende e o relacionamento chega a entreter o leitor, porém a autora exagera e peca em tantos pontos que, no final, já não estava gostando tanto assim da história.

Para começar, a narrativa foi um grande problema. O texto é mal escrito. Peça-me o que quiser é repleto de clichês, mas não soube explorar de forma satisfatória nenhum deles – pelo contrário. As mesmas expressões e cenas aparecem em demasia, o que tornou a leitura arrastada, previsível e cansativa. Mesmo as cenas de sexo são repetitivas. Além disso, os personagens não se sustentam. O texto “apressado” da autora resulta em diálogos por vezes sofríveis e difíceis de acreditar.

As brigas entre o casal foram outro incômodo. Eric, embora um personagem a princípio atraente, trouxe um comportamento bipolar tão mal feito que tirou a credibilidade do personagem. Era quase um padrão saber que, após alguma cena de sexo, ele mudaria de humor de repente e implicaria com alguma besteira tão absurda que devo ter ficado com cara de “sério isso?" muitas vezes. Já Judith é um pouco mais coerente e gostei mais dela. A protagonista é ousada em seus comentários e, referente a outras personagens deste gênero, seu gênio forte e seu jeito mais decidido contaram pontos a seu favor. Não há melindres quanto ao sexo e Judith é bem decidida nessa parte.

O que eu gostei? Por incrível que pareça, do relacionamento deles. A exceção das brigas, Eric é um personagem que a respeita dentro do contexto da história. Em nenhum momento ele a engana sobre o tipo de relacionamento que teriam ou lhe dá falsas esperanças mas, ao mesmo tempo, há um envolvimento sutil entre eles bem explorado. Por isso, quando Eric a apresenta ao mundo do voyeurismo ele respeita o tempo dela para assimilar o que vê e, mais ainda, a decisão dela em querer fazer parte daquilo. E quando Judith decide que não quer algo, ele não a pressiona, embora aos poucos desmembra o mundo dele para ela. Esse tempo em que a personagem leva para aceitar e experimentar a prática foi aceitável e coerente, para mim. Como citado no livro, o importante é que os dois gostem e que curtam a experiência.

Peça-me o que quiser, embora com todos os defeitos, conseguiu me prender até dado momento. Da metade para o final, porém, a autora descamba e sua narrativa parece mais desleixada ainda. O final é previsível que cheguei a revirar os olhos. Não lerei a continuação por enquanto, mas acho uma pena que uma história com premissa interessante não foi explorada como merecia.

Capa original:

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domingo, 13 de outubro de 2013

Paixão – Nicole Jordan

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Passion

- 400 páginas

- Sinopse: A bela e sensual Aurora Demming acaba de perder o seu prometido e para garantir seu futuro, seu autoritário pai arranja-lhe um casamento de conveniência com um homem bem mais velho que ela. Com o fim de espantar a tristeza da sua vida, viaja às Ilhas Britânicas Ocidentais onde conhece Nicholas Sabine, um perigoso e sedutor americano condenado à forca por assassinato e pirataria com quem faz um estranho pacto. Aurora aceita se casar com o enigmático estrangeiro e tornar-se tutora de sua meia-irmã para fugir do acordo paterno. Há porém outra condição essencial, é preciso legitimar a união dos dois e para isso, a angelical donzela deverá realmente consumar a noite de núpcias, um breve espaço de tempo no qual o encantador Nicholas mostrará a Aurora parte dos segredos voluptuosos de dois corpos em um mesmo leito. Viúva, de volta à sociedade inglesa e com a irmã de Nicholas sob a sua responsabilidade, ela inicia uma uma nova vida, independente mas desprovida de amor.

- Nota: image

Paixão é o segundo volume da série Notorius. O primeiro livro “Sedução” foi lançado há algum tempo pela editora Planeta; um dos meus queridinhos desse gênero. Desde então venho aguardando ansiosa pela continuação, porém já adianto que a história não me fisgou. O livro mostrou-se bem menos interessante do que eu esperava, o que geralmente acontece quando as expectativas tendem a ser grandes.

A história tem um bom início, quando Aurora presencia a brutalidade de dois guardas sobre um prisioneiro. Em um ato impulsivo, ela parte para defender o pobre homem. Aurora descobre que o prisioneiro ferido se chama Nicholas Sabine, é americano e condenado à forca por traição. Inconformada com o destino dele, e sem conseguir tirá-lo da cabeça, Aurora volta a visitá-lo na prisão. Ao se conhecerem melhor, Nicholas lhe conta sobre sua meia irmã e o receio de deixá-la  só. Aurora, por sua vez, revela sobre seu casamento forçado que ocorreria em pouco tempo. Então Nicholas lhe faz uma proposta: eles se casariam para um benefício mútuo. Nicholas teria a garantia que sua meia irmã estivesse sobre o amparo de Aurora e, ao mesmo tempo, ela conseguiria se livrar de um matrimônio arranjado.

Quatro meses depois, Aurora leva uma vida amena ao lado de sua tutelada. Entretanto, ela não esperava encontrar Nicholas Sabine em uma festa a fantasia, disfarçado de pirata. O homem que fora seu marido por uma noite – e que ela acreditava que estivesse morto –, está de volta, disposto a retomar o casamento e conquistar Aurora. Entretanto, ela não irá abrir mão de sua liberdade tão facilmente. Nicholas terá um árduo caminho pela frente.

Paixão traz a essência do título às suas páginas. Um livro carregado de cenas sensuais bem descritas, mas que peca pela falta de ação e repetições em demasia. A história fica presa à um único foco – a tentativa de Nicholas em reconquistar a esposa –, o que por si só daria um bom enredo se não fosse esses “poréns” citados. Já a narrativa traz certa elegância e suavidade à história, mas as descrições minuciosas tornam a leitura arrastada. Por exemplo, um beijo de Nicholas motiva páginas inteiras descrevendo o que Aurora sentiu, o que ela pensa e o quão errado era aquele contato – contexto que se repete ao longo do romance. Em diversos momentos fui tentada a pular várias páginas.

Não me senti conectada aos personagens. Entendam, Nicholas é um charme, carinhoso e paciente, já Aurora é irritante. Ela não quer sofrer novamente e tampouco está disposta a abrir mão de sua liberdade, mas com isso só prolonga seu próprio sofrimento. Sem quaisquer traços interessantes, a heroína passa boa parte do livro travando discursos insossos sobre não querer se envolver com o personagem. Seus diálogos são fracos e seu caráter passivo me incomodou. Sou avessa a personagens apáticas e teimosas.

Por outro lado, Paixão tem seus encantos. A história permeia um estilo mais água com açúcar, mais delicado e romântico. Uma sutileza transborda nas cenas mais sensuais. A terceira parte da história traz um diferencial, pois há uma interação maior entre os personagens e até um pouco de ação. Paixão é uma leitura leve que deve ser lida de modo despretensioso, contudo eu certamente teria apreciado mais se o livro fosse menor ou se houvesse mais acontecimentos na trama. Considerei a obra regular, longe de ser o melhor da autora.

Capa Original:

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Teorema Katherine – John Green

image- Ficha Técnica:

- Título Original: An abundance of Katherines

- 302 páginas

- Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

- Nota: image

[OFF TOPIC]

Quando se trata de John Green, ainda me sinto dividida entre a satisfação encontrada ao ler Will & Will – uma obra divertida, inteligente e leve, que não chegou de fato a me tornar fã do autor, porém me agradou muito –, e, agora, a decepção ao ler O Teorema Katherine. Embora o autor prime pelo mesmo estilo narrativo de uma maneira solta e fluída, a estrutura da história e os poucos acontecimentos marcantes tornaram O Teorema Katherine uma história muito arrastada e desinteressante. Além disso, há certo toque de pedantismo irritante que falarei mais para frente.

A história retrata a vida de Colin e seus dezenove relacionamentos com dezenove Katherines. Colin é um superdotado; sua inteligência acima de média o tornou um garoto solitário, de poucos amigos. Ao terminar com sua última Katherine, Colin está depressivo, desmotivado para tudo. É seu amigo Hassan quem consegue tirar o rapaz da tristeza com uma ideia em mente: os dois viajariam sem rumo, conhecendo lugares novos. Na viagem, Colin começa a desenvolver um teorema que mostraria quando um relacionamento terminaria e qual dos dois iria fazê-lo.

A abordagem de John Green prima por um estilo mais “desleixado”. Sua narrativa é solta, cheia de notas de rodapés onde, por vezes, o autor “dá pitaco” sobre seu próprio protagonista. Há observações tolas que soam engraçadas, outras que pareceram, na minha visão, desnecessárias. O leitor também encontrará comentários aleatórios sobre algum fato recorrente na história e uma atenção especial para os vários termos encontrados ao longo do livro – em geral o islamismo – cujo próprio autor tratou de explicá-las em suas notas.

De início achei interessante o modo como o autor prometia conduzir sua história. Trazendo  um clima on the road, onde o protagonista cai na estrada e agrega alguma mensagem ao longo da narrativa, me diverti nas primeiras páginas com o jeito afoito de Hassan e o comportamento introvertido de Colin. Este, como admite mais para frente, está em busca de reconhecimento pela sua genialidade e seu teorema que inventa para explicar matematicamente quando uma pessoa terminaria com a outra em um relacionamento amoroso. Entretanto, esse estilo inusitado, que prometia uma boa história, acabou caindo no vazio.

Determinados argumentos utilizados na construção do enredo me pareceram forçados demais. Colin teve dezenove namoradas antes mesmo dos vinte anos, porém mal consegue manter um diálogo interessante com seu melhor amigo ou qualquer outra pessoa de sua idade. Os dois, durante a viagem, passam a morar em uma mansão cuja dona oferece a eles – até então dois desconhecidos –, um emprego que pagaria quinhentos dólares por semana apenas para entrevistar algumas pessoas. Infelizmente, para mim, ficou pouco crível aceitar estas e outras situações singulares que permeiam a história. O leitor que não implicar com as peculiaridades certamente será mais feliz na leitura do que eu fui.

Fiquei com a impressão que John Green estava mais preocupado em inserir alguma metáfora na história do que desenvolvê-la propriamente. Embora a narração seja fluída, o ritmo é lento, poucas coisas de fato acontecem, o que me desanimou com a leitura. O protagonista é enervante com sua monotonia e seus comentários que não agregam ou transmitem algum vínculo com o leitor - o que, por consequência, fez com que eu o detestasse. O pedantismo ao qual me refiro fica justamente por conta de Colin e seus cálculos matemáticos, cálculos estes verdadeiros, já que o próprio autor afirma que pediu ajuda a um de seus amigos da área. As páginas semeadas de matemática me pareceu uma tentativa de elevar a história a um conhecimento rebuscado e, por mim, dispensável. Fiquei me perguntando quantas pessoas realmente pararam para absorver o conteúdo das fórmulas.

Caso fosse tirar alguma mensagem de O Teorema Katherine, eu diria que a história fala sobre pessoas que tentam o reconhecimento pelos seus talentos, que procuram ser alguém neste mundo e deixar sua marca na história. Quantas pessoas não sonham com isso? Porém quanto a trama, John Green deixou muito a desejar. O Teorema Katherine passou longe de ser meu livro favorito e, por enquanto, me privo de suas obras. Uma pena.

Capa original:

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segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Símbolo Perdido – Dan Brown

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- Ficha Técnica:

- Título Original: The Lost Symbol

- 489 páginas

- Sinopse: Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico.

- Nota: image

[OFF TOPIC]

Até a metade da história, O Símbolo Perdido foi um livro que me deixou dividida. O argumento explorado no enredo é interessante – a francomaçonaria e a ciência noética –, mas, sinceramente, os temas descritos quase não conseguiram me impulsionar a ler a história até o final. Em alguns momentos gostei do modo como as ideias foram apresentadas, porém não demorou muito e eu já estava achando O Símbolo Perdido uma das leitura mais cansativas e arrastadas desse ano. Principalmente da metade do livro para o final, o autor se estende numa enrolação e ladainha sem fim, o que frustrou qualquer expectativa minha de encontrar uma história ao nível de Ponto de Impacto, Anjos e Demônios ou O Código da Vinci.

Na história, Robert Langdon recebe o telefonema do assistente de seu velho amigo, Peter Solomon, onde o assistente afirma que o mesmo está pedindo sua ajuda para substituir um orador em um evento importante no capitólio. Um pouco contrariado, Robert aceita ao desafio, mas quando viaja para Washington não só percebe que não há evento algum como descobre que Peter, seu antigo amigo, fora sequestrado por um louco denominado Mal'akh, cujas exigências ultrapassavam o crível do absurdo. Ao mesmo tempo, Katherine Solomon é uma cientista que desenvolve pesquisas sobre a ciência noética. Uma de suas buscas traria uma grande revelação à humanidade, mas Mal'akh está decidido a não deixá-la levar seu conhecimento ao mundo. Assim, Robert Langdon e Katherine Solomon entram em uma rede de intrigas e caçadas contra um assassino e pela busca por segredos deixados por Peter.

O começo do livro mostrou-se interessante, mas não gostei do modo como a história foi conduzida ao longo das páginas. Dan Brown quis repetir a fórmula de sucesso mas se esqueceu de trazer inovação e os aspectos que mais agradaram em seus livros anteriores. A narrativa ágil foi deixada de lado, em 200 páginas há dois ou três acontecimentos importantes embasados numa história que se arrasta e, consequentemente, parece que não se desenvolve. O objetivo palpável do sequestrador parece não ter um fundamento mais nítido, pois Dan Brown tenta atiçar o leitor através de uma redoma de mistérios vagos até a metade do livro. O leitor fica sem saber, com precisão, qual o sentido daquela caçada desenfreada do sequestrador boa parte da história. Achei que o autor se estendeu demais nesse lengalenga.

Outro problema foram os próprios personagens. Para mim, dessa vez a protagonista mostra-se mais interessante que o próprio Robert Langdon. O personagem perde aquele caráter interessante, torna-se um chato que questiona a todo momento as informações que recebe. “Você está me pedindo para acreditar nisso? Impossível!” - essa frase repete-se várias vezes ao longo da história. Como o livro mexe com a ideia do poder da mente – abordado pela ciência noética –, Robert Langdon entra em discussões sobre o possível e o improvável, mostrando sempre um lado cético que não condiz com o próprio personagem. Fica um embasamento improvável para um protagonista que enfrentou a ameaça da antimatéria em Anjos e Demônios e decifrou enigmas e uma caçada perigosa em O Código da Vinci.

Senão por isso, a cada duas ou três páginas Robert Langdon divaga em discursos que se repetem a todo instante – seja para bater o pé ao afirmar que não acredita naquelas coisa, seja para explorar o seu momento pseudo-filosófico iluminado, o que muitas vezes significa explicações extremamente banais e desnecessárias. Por mais que Langdon tenha uma boa memória, em alguns momentos o personagem soa artificial com suas explicações históricas na ponta da língua, como se ele tivesse decorado um roteiro já pré-estabelecido em sua mente.

O Símbolo Perdido não foi de todo ruim. O começo conseguiu me fisgar um pouco, Katherine Solomon promove uma caçada de gato e rato em seu laboratório que foi de tirar o fôlego. Também achei interessante o passado do sequestrador; por mais que possa parecer óbvio, eu me surpreendi e fiquei besta ao descobrir qual era sua verdadeira identidade. Os temas também, como já mencionei, foram o principal fator para que desse continuidade a história.

De todos os seus livros, Ponto de Impacto continua sendo minha obra favorita. Tenho grandes expectativas para Inferno, pelas críticas positivas do qual vem recebendo. Porém, infelizmente, O Símbolo Perdido passou longe de me conquistar.

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Emmi & Leo – Daniel Glattauer

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Alle sieben Wellen

- 167 páginas

- Sinopse: Emmi & Leo: a sétima onda é a sequência dessa história tão intrigante quanto inusitada e que surgiu por erro de endereçamento no envio de um email. Na atual etapa, Leo Leike retorna de Boston após uma longa ausência, e é recebido por uma caixa de emails lotada de notícias de Emmi Rothner. O sentimento dos dois não mudou, e eles reiniciam a troca de mensagens. Só que agora Leo está namorando a americana Pamela, e Emmi continua casada. A orgulhosa Emmi e o tímido Leo nunca estiveram tão próximos, e ao mesmo tempo tão distantes.

- Nota: image

Talvez eu esteja sendo extremamente chata, mas Emmi & Leo foi uma das leituras mais decepcionantes deste ano. A continuação de @mor não apenas desconstruiu aquele romance viciante, forte, porém leve e gostoso de acompanhar como também traçou um enredo bem mais rígido, diálogos que não chegam a lugar algum e personagens que perderam o carisma uma vez que o foco visa acentuar a obsessão quase doentia que um protagonista sente pelo outro.

Emmi & Leo me frustrou logo no começo. Uma das minhas expectativas era o encontro tão idealizado no primeiro livro (clique aqui para ler a resenha de @mor). Bom… vários encontros ocorrem de fato, mas o leitor é privado deles no momento em que eles acontecem. Ficamos apenas com a visão de Emmi ou Leo para o dia seguinte, mas de forma breve e um tanto vaga. Aliás, se no primeiro livro tivemos diálogos inteligentes e ecléticos, que traziam sim um toque de angustia pela relação virtual conturbada porém deliciosa, que sabia como abordar de tudo um pouco, Emmi & Leo perde o foco por visar apenas a filosofia e as aparências de seu relacionamento via internet. Ou melhor, Emmi tornou-se o fio condutor de diálogos maçantes e Leo lhe acompanhou por sua dependência que chega a causar certa compaixão ao pobre personagem.

Em @mor, os dois travam conversas consistentes, mas aqui tudo parece ter saído de um script. Perdeu, para mim, aquele encanto de acreditar que eram mesmo duas pessoas escrevendo de forma natural, espontânea, como faria alguém conhecendo outro alguém por internet. Os diálogos são repetitivos, Emmi dá voltas e mais voltas para questões banais - o que muitas vezes acaba irritando. Ela nunca parece estar satisfeita com nada, qualquer simples frase ou resposta é motivo para longas dissertações malucas que acabam caindo na mesmice por repeti-las diversas vezes na história. Uma simples pergunta “O que você está vestindo?” é respondida como: “O que você quer que eu esteja vestindo? Como você quer que eu fale? O que você vai sentir se eu te disser que estou vestindo “x” e não “y”? Como será sua expressão quando eu disser que na verdade não estou vestindo nenhum dos dois? Porque acho que você preferiria que eu estivesse vestindo “w”? O que isso muda no nosso relacionamento? Porque você está demorando para responder depois que eu lhe disse que estou vestindo “T”? Ah caro Leo, você não gosta mais de mim só porque disse que  gosto de vestir “T”? Saiba que estou vestindo “T” porque uma vez me disseram que… (…) Leo? Leo? Leo? “… não é, obviamente, a réplica fiel do diálogo que passei aqui, mas a ideia geral que encontramos é esta. Para mim foi cansativo me deparar com conversas assim o tempo todo. Em @mor, pelo contrário, as ideias eram mais diretas, os diálogos mais concisos e o importante era trazer ao leitor o toque romântico que fez com que eu me apaixonasse pelo casal. Mas o romance se perdeu e no lugar acompanhamos a obsessão de Emmi por manter seu “brinquedinho particular” para si.

Outro ponto irritante em seus diálogos foi a tentativa frustrada de soar poética e filosófica. Eu nunca coloco quotes nas minhas resenhas, mas acho que o texto abaixo exemplifica o que quero dizer:

“Agora já devem ter passado, o que, dois anos de “outra coisa”? Mas seu “outra coisa” pode oscilar com força para o lado de “uma coisa” , meu querido. Se você como “outra coisa” já consegue ser tão “uma coisa” , quão “uma coisa” você seria se já fosse realmente “uma coisa”?

É extremamente chato acompanhar seus raciocínios que, como eu disse, não chegam a lugar algum. Essa obsessão da personagem em questionar tudo e analisar cada detalhe minúsculo com teorias filosóficas beira ao bizarro. Em dado momento, Emmi conta os minutos em que Leo leva para responder seu e-mail e traça toda uma análise do motivo de sua demora, assim como avalia o significado de cada palavra que ele usou para construir seu e-mail. Se forem três pontos, há um motivo por trás, se foi um “sim” seguido de vírgula, lá vem a personagem com sua teoria… Emmi claramente mostra que o romance se evaporou e no lugar encontramos uma personagem carente que procura manter à atenção de Leo com exclusividade. Para isso, ela não se importa em fazer chantagem, implorar e exigir atenção e contar suas idas ao psicoterapeuta onde ele é o principal assunto e o motivo dela ir a um. No mínimo, nada saudável.

No primeiro livro o caráter moral dos personagens é deixado em aberto, porém dessa vez não resta dúvidas. Parte da consciência do leitor decidir, em meio ao contexto, se o que Emmi & Leo fazem é moralmente aceitável, principalmente porque neste livro Leo também se encontra em um relacionamento. Mas confesso, o personagem inspirou compaixão em mim… o rapaz mostra-se encantado e acaba se deixando levar pelo egoísmo e hipocrisia de Emmi – assim como seu “jeitinho” de manipulá-lo –, o que complica sua situação na sua vida amorosa real. Cheguei a conclusão que ele teria se dado melhor sem ela.

Entretanto, as últimas páginas conseguiram me agradar pois senti aquele toque familiar que encontrei no primeiro livro, mas aí já estava de cara virada para a história. Se o intuito do autor foi mostrar como um relacionamento a princípio inocente pode tomar proporções absurdas de dependência, então ele foi extremamente feliz. Porém, fui atraída na relação dos dois pela promessa de um sólido romance, não pelos dilemas da relação obsessiva que não conseguiram me encantar. Para mim, @mor foi uma excelente leitura, mas infelizmente não consegui ser fisgada pela sua continuação…

Capa Original:

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