Mostrando postagens com marcador New Adult. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador New Adult. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A Aposta – Rachel Van Dyken

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Bet

- 285 páginas

- Sinopse: Kacey deveria ter fugido assim que ouviu essas palavras do milionário Jake Titus. O amigo de infância que Kacey não via há anos é hoje um dos homens mais poderosos e cobiçados de Seattle. E ele precisa de um favor dela: que ela finja ser sua noiva em uma viagem para visitar a avó Nadine, que está muito doente. Kacey aceita sem hesitar, afinal, o que poderia acontecer em apenas quatro dias? Mas o que ela não esperava era reencontrar Travis, o irmão mais velho de Jake, Quando mais novo, ele adorava perturbar Kacey: já incendiou uma boneca, colocou uma cobra em seu saco de dormir. Por isso, recebeu dela o apelido de “Satã”. Mas depois de tantos anos, Kacey se vê diante de um homem lindo, por quem se apaixona no momento em que vê o seu sorriso. O que ela não sabe, no entanto, é que os dois irmãos haviam feito uma aposta quando eram meninos: quem se casasse com Kacey receberia um milhão de dólares. Em “A Aposta”, da autora best-seller do New York Times Rachel Van Dyken, Kacey terá que descobrir qual dos irmãos é o cara certo e fazer sua escolha. Essa é a única certeza que lhe resta.

- Nota: image

A Aposta é uma leitura rápida e descontraída. Recheado de clichês que nos remete a uma mistura de romance de banca com sessão da tarde, o livro agrada pela simplicidade e bom humor com que constrói a história de Kacey, uma garota cujo ex-namorado lhe pede para que finja que estão noivos. Jake era o seu melhor amigo até se envolverem em um relacionamento e ele estragar tudo, porém pela grande consideração com a avó de Jake – que estava com a saúde frágil –, e aos velhos tempos, Kacey decide embarcar em um final de semana fingindo que estava noiva dele.

O que ela não esperava, ao ficar na casa dos pais de Jake, era que o irmão deste estivesse presente. Travis é um homem atraente, dono de um rancho e de um corpo musculoso. É também o homem que na infância sempre a atormentou e fez de sua vida um inferno. Ele está de volta e relacionamento entre os dois parece o mesmo de anos atrás: cheio de provocações e brincadeiras infantis. Kacey nunca soube que Travis agia deste modo porque sempre a amou em silêncio. Agora, em um final de semana, os dois se aproximam e Kacey precisará enfrentar seus receios e tomar algumas decisões que mudarão para sempre sua vida.

Inicialmente, a sinopse e o título passam a ideia errônea de que o enredo é embasado em um triângulo amoroso cujo foco central é uma aposta entre os irmãos. Jake e Travis fizeram sim uma aposta quando eram crianças, alegando que conseguiriam conquistar o coração de Kacey. Todavia esse argumento fica no passado e quase não aparece na história; justificando o título do livro, portanto, somente no final da trama. A história é mais voltada para uma comédia romântica de jovens que ainda estão com um pé no final da adolescência, visto que os personagens possuem de vinte a vinte e três anos.

Confesso que houve alguns pontos que dificultaram um pouco minha leitura. Embora os personagens tenham essa faixa etária que descrevi acima, eles não pareciam agir como tal. Jake, por exemplo, passa a impressão de ser bem mais velho - principalmente pelo contexto do personagem que, aos vinte anos, já era presidente de uma empresa e vivia sendo manchete nos jornais pelas suas saídas com strippers. Travis e Kacey, em boa parte da história, agem de forma extremamente imaturas para a idade deles, com  brincadeiras que muitas vezes pareciam forçadas até mesmo para amigos de longa data. A narração também dificulta um pouco a leitura. Mesmo sendo leve e divertida em alguns momentos, em outras soa confusa ao ponto de que precisei voltar várias vezes para reler o mesmo parágrafo.

Apesar disto, gostei do livro. Travis é um personagem fofo e possui um jeito que deixa o leitor a vontade para curtir uma história rápida e bem humorada. Quem rouba a cena, para mim, é a vovó de Jake, personagem esta que motiva quase todo o argumento principal da trama. Acabei me divertindo mais com seu jeitinho introvertido de ser do que com as desavenças entre os personagens. Confesso, porém, que na última parte do livro a história tomou um rumo mais consistente e passei a aproveitar melhor a leitura.

Para mim, A Aposta é um livro que começou muito bem, desandou no meio, terminou de forma previsível mas satisfatória. O toque romântico permeia cenas sensuais mas nada muito explícito. É, contudo, um gatilho para quem estava procurando uma leitura leve, engraçada e romântica, bem ao estilo de um romance de banca. Não é o melhor que já li desta linha, mas o enredo despretensioso consegue arrancar alguns sorrisos bobos no rosto. Recomendo.

 

Capa original:

image

image

 

sábado, 19 de abril de 2014

Entre o Agora e o Sempre – J. A. Redmerski

image- Ficha Técnica

- Título Original: The Edge of Always

- 303 páginas

- Sinopse: Camryn Bennett e Andrew Parrish nunca foram tão felizes. Cinco meses depois de se conhecerem num ônibus interestadual, os dois estão noivos e prestes a ter um bebê. Nervosa, mas empolgada, Camryn mal pode esperar para viver o resto de sua vida com Andrew, o homem que ela sabe que vai amá-la para sempre. O futuro só lhes reserva felicidade... até que uma tragédia os surpreende. Andrew não consegue entender como algo tão terrivelmente triste pôde acontecer. Ele tenta superar o trauma — e acredita que Camryn esteja fazendo o mesmo. Mas, quando descobre que Camryn busca sufocar uma dor imensa de uma forma perigosa, fará de tudo para salvá-la. Determinado a provar que o amor dos dois é indestrutível, Andrew decide levar Camryn numa nova jornada carregada de esperança e paixão. O mais difícil será convencê-la a ir junto... Com Entre o agora e o sempre, a aguardada continuação de Entre o agora e o nunca, J. A. Redmerski concluiu a história de amor que encantou milhares de leitores.

- Nota: image

Entre o Agora e o Sempre parece sofrer da maldição que determinadas continuações estão sujeitas. Quando a autora escreve um segundo livro com o intuito de suprir a vontade de seus leitores por uma continuação – e eu estava entre esses leitores – pode acontecer de não trazer uma história que faça jus ao primeiro livro. Junte as expectativas erradas, e o resultado é um livro que decepciona como continuação de uma das melhores histórias que li em 2013.

Ressalto, entretanto, que Entre o Agora e o Sempre está longe de ser uma obra ruim. Bem escrito, o desenvolvimento da história continua em um ritmo agradável. O problema está, ao meu ver, em seu enredo. O livro repete as mesmas características apresentadas em seu antecessor, e, com isso, deixa o leitor em uma zona comum. Sem qualquer inovação ou traços surpreendentes que pudesse  fazer de Entre o Agora e o Sempre uma história própria, o que temos é um “repeteco” da fórmula roadtrip que a autora propôs no primeiro volume. Com tantas possibilidades a serem exploradas, não esperava que o livro se prendesse ao mesmo estilo de Entre o Agora e o Sempre. Falta de inspiração, talvez?

A história se passa algum tempo depois do primeiro livro. A vida de Andrew e Camryn estava perfeita, até que um acontecimento trágico transforma a relação dos dois. As coisas não são mais as mesmas; Camryn não se permite ser ajudada, e Andrew não sabe o que fazer para que as coisas voltem a ser como eram. Então, ele decide ajudar sua noiva ao levá-la para uma nova viagem na estrada. A princípio relutante, Camryn enfim aceita a proposta. Os dois se jogam em outra aventura sem planejamento, que trará para Andrew e Camryn respostas para traçar uma nova página de suas vidas, a fim de decidirem o que querem para o futuro.

Entre o Agora e o Sempre traz a retrospectiva de descobertas pessoais, de enfrentar as barreiras impostas por si mesmo devido as tragédias que acarretam em seu passado. Aqui, aproveitamos para conhecer melhor os motivos que fizeram Camryn largar tudo na sua primeira viagem na estrada. Seu passado é cheio de perdas, e, por desmembrá-lo neste livro, sua jornada traz uma atmosfera melancólica que, em alguns momentos, consegue tocar o leitor – embora, na minha opinião, o texto também tenha soado repetitivo. A história, portanto, resgata as lembranças boas e ruins para que os dois possam trilhar novas perspectivas.

Um dos pontos positivos do livro é a devoção com que Andrew trata sua noiva. O personagem ainda mantém um estilo blasé para tudo e a todos – o que por vezes promove situações ao estilo bad boy que o caracteriza desde o primeiro livro, mas seu carinho e devoção para com Camryn parece amadurecê-lo a cada página. Admito, porém, que em alguns momentos os dois pareciam voltar a adolescência em situações um pouco forçadas, tal como a cena da praia com um grupo desconhecido. Desculpem, mas até uma criança de dez anos sabe os perigos de ter se envolvido naquela situação.

O final da história, para mim, foi muito corrido. A autora dá vários pulos no tempo e não desenvolve determinadas cenas que poderiam ser o ápice dos personagens. Acho que, como um livro isolado, Entre o Agora e o Sempre cumpre sua proposta, mesmo com alguns aspectos negativos. Como continuação, o livro soa como um eco do enredo original, o que, para mim, foi uma pena. É como ter visto “mais do mesmo” de uma história que me conquistou ano passado. É bom, mas tinha potencial para ser muito melhor.

Capa original:

image

image

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Paixão Sem Limites – Abbi Glines

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Fallen Too Far

- 184 páginas

- Sinopse: Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após a sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara. Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça. Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Ele tem 24 anos, é lindo, rico, charmoso e parece ter o mundo inteiro a seus pés. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias garotas para a cama e dispensá-las no dia seguinte. Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente a mesma coisa. Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam se entregando a uma paixão proibida, sobre a qual não têm nenhum controle. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas.

- Nota: image

Um dos subgêneros que mais gosto é o New Adult. O estilo mais ousado, em cenas para lá de sensuais, me agradou logo de cara. Geralmente é comum encontrarmos temas polêmicos, cuja narrativa – por vezes intensa –, proporciona uma leitura de tirar o fôlego. O linguajar solto é  característico dos protagonistas – jovens que já saíram da adolescência e são mais abertos ao sexo, sem muitos dramas sobre o tema. Porém, mesmo encontrando todos esses elementos em Paixão Sem Limites, o livro deixou a desejar. Minhas expectativas eram altas, mas os pontos negativos foram tantos que não consegui curtir a leitura.

Por onde começar? O enredo é frágil. Sem um clímax satisfatório e um embasamento consistente, a história apresenta muitos furos. Paixão Sem Limites trouxe o sexo quente como foco e poucos elementos que realmente se destacassem. Os personagens são inconsistentes e os diálogos, rasos, por vezes se mostraram repetitivos. A narrativa não é fluída, e em alguns momentos tive que voltar para reler alguns trechos. Mas o pior de tudo, para mim, foi a autora introduzir na trama um segredo que justificaria o comportamento sem sentido do protagonista em determinadas passagens da história. Entretanto, ao invés de atiçar, o mistério foi uma enrolação sem tamanho. Apenas nas últimas páginas é que entendemos a conduta de Rush - um artifício mal inserido na história. Nenhum dos personagens tem dez anos para se comportar daquele jeito, muito menos a tal da Nan. As sequelas emocionais deixadas na personagen apelam para um drama que não me convenceu.

As cenas de sexo são bem descritas, mas confesso que pela primeira vez o vocabulário chulo me incomodou. Tive a impressão que estava lendo um roteiro de um filme pornô barato. Quanto a isso nunca tive problemas, afinal, um dos meus livros favoritos deste subgênero também apresenta este tipo de linguagem, mas em Paixão Sem Limites, o uso a torto e a direito do vocabulário limitado soou pobre e muitas vezes vulgar. Também me irritou o personagem ficar usando o diminutivo para tudo, “bucetinha, molhadinha, apertadinha, bundinha”…

A construção dos personagens é falha. Apesar de ter um certo charme, Rush é instável, soltando frases clichês fora de contexto. O personagem é muito estereotipado no estilo bad boy misterioso, mas pouco explorado. Blaire é insegura, tímida e um elemento sem voz na trama. Quando confrontada, ou perde as estribeiras e se comporta como uma garota birrenta, como no final da história, ou abaixa a cabeça e ouve em silêncio, sem reação. Achei uma pena, pois a autora introduz tão bem a personagem que esperava encontrar uma protagonista instigante. Além disso, a protagonista é um poço de contradição. Na questão do sexo, por exemplo, há um trecho onde Blaire afirma ter assistido à vários vídeos de sexo no passado e que estava acostumada, porém, naquele momento da narrativa, era a primeira vez que experimentava um orgasmo e não sabia qual era a sensação. Isso soou incoerente. Além disso, para alguém tão ingênua e sem experiência, ela não parecia se comportar como tal após a primeira vez. Enfim, é frequente esses tropeços no enredo.

A premissa é boa, tanto que estava bem ansiosa para ler. Admito que em alguns momento a leitura me entreteve, mas não foi suficiente para gostar da história. O livro vem fazendo sucesso, e, por isso, acho que se você está em dúvida, deve dar uma chance à história. Infelizmente, para mim, não funcionou.

Capa original:

image

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Desastre Iminente – Jamie McGuire

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Walking Disaster

- 405 páginas

- Sinopse: Travis perdeu a mãe muito cedo, mas, antes de morrer, ela lhe ensinou duas regras de vida - ame muito, lute mais ainda. Tendo crescido em uma família de homens que gostam de jogos e lutas, Travis Maddox é um cara durão. Musculoso e tatuado, bad boy até o último fio de cabelo, ele leva uma mulher diferente para casa a cada noite. Até conhecer Abby Abernathy. Determinada a se manter longe de problemas, Abby resiste com todas as forças ao charme de Travis, sem saber que assim só o deixa mais determinado a conquistá-la. Será que o invencível Travis 'Cachorro Louco' Maddox vai ser derrotado por uma garota?

- Nota: clip_image004

Quando a autora anunciou que escreveria um livro na visão do irresistível personagem Travis Maddox, fui uma das primeiras a torcer o nariz. Achei que parte do enigma que envolvia a personalidade rebelde do personagem se perderia, assim como ler a mesma história com ínfimas alterações seria uma tarefa cansativa. Não vou negar que, de fato, houve alguns pontos repetitivos durante a leitura, mas assim que peguei o livro fui devorando as páginas. A autora conseguiu trazer a mesma essência impactante de um enredo que envolve uma paixão louca, intensa e irresistível. Desastre Iminente relembrou meu amor por essa história viciante. 

De início pensei que Desastre Iminente não mostraria novidades, mas felizmente eu estava enganada. Os capítulos trazem, obviamente, as cenas familiares encontradas em Belo Desastre, porém o ponto de visão é outro. Isso por si só fez com que a narrativa apresentasse uma ótica inédita e interessante, visto que acompanhamos, desta vez, todas as cenas e diálogos na perspectiva de Travis Maddox. A autora aproveitou para inserir cenas que teriam sido impossíveis descrevê-las no primeiro livro – ou que ficamos sabendo apenas pela menção breve delas em Belo Desastre – como sua rotina no apartamento quando estava longe da Abby e, principalmente, seus pensamentos.

Desastre Iminente foi um presente e tanto da autora para os fãs da série. Entrar na mente de Travis foi como eu esperava: um caixinha de sentimentos intensos onde fui levada a conhecê-lo melhor. Há atitudes que continuaram me irritando, mas em outros momentos foi impossível não amar o personagem que me conquistou em Belo Desastre. Confesso que ficou bem mais fácil compreender certas atitudes de Travis depois da leitura desse livro. Como eu disse, a exceção de alguns diálogos e expressões repetidas – principalmente quando se tratava de descrever o temperamento ciumento do personagem, o que tornou esses momentos cansativos –, Travis continua irritantemente apaixonante. Ele é um personagem intenso como há tempos eu não lia.

Se por um lado a autora insere alguns momentos inéditos, houve passagens do primeiro livro que não constam em Desastre Iminente. Senti falta de uma ou outra cena, mas fiquei contente de ver que Jamie retirou sua inspiração do momento mais estranho da história – uma influência high school musical sem sentido. Aliás, é fácil encontrar no livro influências externas dos filmes de cassino, lutas clandestinas ou – como mencionado – musicais. O enredo é rico na cultura americana e a narrativa da autora é extremamente viciante.

Desastre Iminente fala de um amor intenso, forte, que muitas vezes confunde-se com a linha tênue do amor possessivo. Fala de arriscar tudo pela certeza de ser feliz, ainda que para isso seja preciso enfrentar um caminho cheio de pedras e bater de frente com quem se ama. O final foi uma surpresa que me agradou imensamente. Tive a impressão que a autora deixou margem para que, se um dia quisesse, pudesse dar continuação à história. Até lá – caso aconteça –, já aviso: Desastre Iminente transborda momentos de tirar o fôlego em brigas intensas, cenas ousadas, quentes e apaixonantes. Sinto-me um pouco órfã depois que terminei a leitura, e não vejo a hora de ler a história dos irmãos. Desastre Iminente entra para as melhores leituras de 2013, com toda certeza!

Capa original:

image

image

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Easy – Tammara Webber

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Easy

- 305 páginas

- Sinopse: Quando Jacqueline segue o namorado de longa data para a faculdade que ele escolheu, a última coisa que ela espera é levar um fora no segundo ano. Depois de duas semanas em estado de choque, ela acorda para sua nova realidade: ela está solteira, frequentando uma universidade que nunca quis, ignorada por seu antigo círculo de amigos e, pela primeira vez na vida, quase repetindo em uma matéria. Ao sair de uma festa sozinha, Jacqueline é atacada por um colega de seu ex. Salva por um cara lindo e misterioso que parece estar no lugar certo na hora certa, ela só quer esquecer aquela noite — mas Lucas, o cara que a ajudou, agora parece estar em todos os lugares. A atração entre eles é intensa. No entanto, os segredos que Lucas esconde ameaçam separá-los. Mas eles vão ter de descobrir que somente juntos podem lutar contra a dor e a culpa, enfrentar a verdade — e encontrar o poder inesperado do amor.

- Nota: clip_image004

A história de Easy difere dos motes apresentados na literatura NA até então lançadas aqui no Brasil. Easy, da autora Tammara Webber, elabora um enredo cujo romance não tende a grandes holofotes; não houve quaisquer pretensões da autora em transformar Lucas e Jacqueline em um casal moldado aos ingredientes de Belo Desastre, por exemplo. Porém, Easy me conquistou na mesma proporção. A história possui um cunho social bem direto e sua crítica é digna de aplausos.

O livro começa intenso ao apresentar a personagem Jaqueline. Universitária que cursa economia em razão de acompanhar seu namorado, Jaqueline vai embora de uma festa no campus quando é surpreendida por um colega de faculdade que tenta estuprá-la. Ela consegue sair ilesa graças ao misterioso Lucas. Traumatizada, Jacqueline tenta seguir com a vida quando descobre que Lucas está matriculado no mesmo curso de economia. A convivência acaba aproximando os dois e, quando ela percebe, está envolvida em um relacionamento com o rapaz. Mas há muito mais do que aparências, e Jaqueline vai descobrir que Lucas também possui seus segredos e traumas.

Os personagens de Easy conduzem um romance leve e, em alguns momentos, me pareceu proposital que a autora não tivesse inserido elementos mais densos encontrado em muitos NA’s. Não há um romance explosivo, aquela paixão quase doentia - pelo contrário. Tudo é muito sutil, mais doce, sem a carga dramática de posse ou o clímax sexual de personagens deste gênero. Para mim, a escolha se deve ao tema apresentado na história. Para falar de estupro, Tammara agregou um sopro de ar fresco a narrativa, centrada no romance. O livro traz uma crítica social gritante junto a cenas mais intensas e, por tal, os momentos mais doces e leve da história foram destinadas aos encontros de Jacqueline e Lucas. Um equilíbrio muito bom, pois os dois juntos são uma graça.

Easy foi de uma sensibilidade única. É o tipo de livro que me passou uma sensação muito boa pela mensagem de apoio as vítimas de estupro. Tammara parece falar, através da história, diretamente com mulheres ou meninas que já sofreram algum tipo de abuso por parte de namorado, “amigos” ou desconhecidos. O livro explora situações que trabalham o psicológico de vítimas e expõe com dedos críticos alegações bizarras – porém comum em nossa sociedade. Quantas vezes não ouvimos que a vítima provocou porque estava bêbada ou com uma roupa justa? Easy me deixou angustiada em diversos momento, mas, ao mesmo tempo, a história destaca, por meio de quotes maravilhosos, uma visão de apoio positiva muito elogiável. O recado é claro: A culpa jamais é da vítima e seu algoz não deve sair impune.

A narrativa da autora é leve, sem pretensões de trazer muita ação para história. Há dois ou três momentos mais tensos, contudo é no estilo mais calmo que Tammara se prende e segue sua história. Por ser um NA, imaginei que essa linha diferente seria um pouco tediosa, mas, como disse, a autora soube equilibrar muito bem e me conquistou . Há sempre algum argumento sendo levantado em Easy, e, portanto, o leitor não fica com aquela sensação de que a história caiu num vazio – pelo contrário. Easy também fala sobre escolhas e até que ponto um relacionamento deve interferir nas escolhas de seu futuro. Claro, os dilemas universitários também estão presentes. Para mim, Easy é leitura obrigatória. Fiquei tocada e adorei cada momento da história.

Capa Original:

image

image

domingo, 5 de maio de 2013

Entre o Agora e o Nunca – J. A. Redmerski

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The edge of never

- 368 páginas

- Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para a rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, "Entre o Agora e o Nunca" é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

- Nota: image

Entre o Agora e o Nunca é um New Adult que correspondeu às minhas expectativas até mais do que imaginava. Com um tom politicamente incorreto, personagens ousados e uma narração peculiar, fui conquistada por toda essa atmosfera louca de protagonistas que fogem dos padrões sociais em uma história que não hesita em abusar de palavrões e erotismo. Fui tão fisgada pelo livro que engoli as 368 páginas em apenas duas noites.

Somos apresentados a uma personagem que sente anseios de viajar pelo mundo para tentar se conhecer antes que acabasse em um emprego qualquer pelo resto da vida. Camryn traz em sua personalidade a inspiração de liberdade, um ar de rebelião contra os paradigmas da vida tratado de forma compreensível, sem soar rebelde sem causa ou piegas demais. De início a solidão e certa carga de melancolia acompanham Camryn em sua jornada, porém há muito mais na personagem do que a superfície vazia de tristeza. Gostei muito dela, suas convicções que a moldam e como ela se liberta de seus próprios receios ao longo da história é o que torna o livro interessante.

Portanto, quando ela parte para uma viagem sem destino definido, Camryn não esperava travar uma amizade com o rapaz do assento ao lado. Andrew não precisa se esforçar muito para conquistar o leitor, ele é engraçado, fala o que pensa e cativa pelo sorriso pronto e seu jeito carismático. Há certa rebeldia com sua fala cheia de palavrões, suas tatuagens e seu gênio acentuado para brigas, mas de um modo que, para mim, não soou exagerado. Seus pensamentos masculinos por vezes acabam soando engraçados, deixando de lado aquele esteriótipo de “mau”. Andrew até consegue passar a ideia de bad boy, porém de bom coração.

Acompanhamos ao longo do livro  uma amizade contextualizada em diálogos provocativos, brincalhões, que vez ou outra se transformam em falas mais densas e tristes, onde o leitor é levado à certa reflexão. A história meio que provoca e desafia nossas próprias convicções morais e sociais, além da carga sentimental sobre amadurecimento, barreiras pessoais e a procura de ser feliz. As mensagens reflexivas se enquadram de forma harmoniosa dentro de uma história que prima pela narrativa mais liberal, com sentimentos que transbordam nas páginas e com doses altas de erotismo.

É na escrita da autora que nos deparamos com o politicamente incorreto. Eu não pensei que iria gostar tanto de uma história cheia de palavrões; uma narrativa onde a escrita representa o modo literal de falar dos personagens, desprendendo-se dos padrões formais que geralmente encontramos. Tenho a impressão que essa narrativa “rebelde” foi proposiltal para enfatizar a ideia da história, onde o foco é libertar-se dos padrões, do que parece leviano ou moralmente incorreto se isso lhe trouxer satisfação pessoal. É como Andrew diz, “foda-se o que as pessoas pensam, viva sua vida e se deixe ser feliz”. E não é que foi uma peculiaridade bastante interessante? Me deparei com uma narrativa viciante, era quase uma obrigação ler “só mais um trechinho”.

A história é deliciosa e suas múltiplas facetas me conquistaram. A narrativa de pontos de vistas diferentes foi um bônus à história, pois esclarece ao leitor os dois lados de um casal apaixonado que vivem, ao mesmo tempo, seus dramas pessoais. É engraçado, é triste e é fofo ao mesmo tempo, e entre um sentimento e outro o leitor pode esperar uma história bem quente, um prato cheio para aqueles que apreciam cenas eróticas e explícitas. A química é intensa, o erotismo brinca com o sensual e o obsceno e o resultado traz uma leitura provocante e excitante. Os personagens não falam em fazer amor, mas sim em meter, chupar , boquetes e transas. Ainda assim, engana-se quem pensa que a dose romântica é abandonada por conta da linguagem mais direta, e isso foi o que mais me surpreendeu.

Minha única crítica é relacionada com o final do livro, achei corrido demais e pouco desenvolvido o drama que a autora tenta encaixar de última hora. Porém, não me importaria se a autora escrevesse uma continuação, adoraria acompanhar mais desse casal que me tirou o fôlego diversas vezes. Esperava uma história agradável, porém não com o grau de impacto que me causou. Entre o Agora e o Nunca entra na lista de preferidos de 2013 com sua leitura deliciosa, quente e reflexiva. Amei.

Capa original:

image

image

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Belo Desastre – Jamie McGuire

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Beautiful Disaster

- 389 páginas

- Sinopse: A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.

- Nota: 5

Depois de tantas resenhas, positivas quanto negativas, minha curiosidade quanto ao livro – e a vontade de ler –, só aumentavam. Travis Maddox veio causando o furor em nove a cada dez blogueiras que liam Belo Desastre, da autora Jamie McGuire. Bom, comigo não foi diferente.

A receita do bolo, todo mundo já conhece. O bad boy cheio de tatuagens, rebelde, que fala palavrão, bebe, fuma, dirige uma moto e participa de uma espécie de Clube da Luta. Ah, o quadro não seria completo se ele não saísse com qualquer vadia que se oferecesse para ele, sem compromissos, e fosse o desejo de consumo de qualquer garota da Universidade. Menos de Abby Abernathy, claro.

Abby ganha o papel de mocinha certinha. A antipatia é certa, mas, devido a uma aposta, Travis consegue conquistá-la pouco a pouco. A narrativa é em 1° pessoa, mas não tira o brilho da sedução de Travis, ou do modo como Abby acaba se apaixonando por ele e, por tal, somos induzidas a se apaixonar pelo bad boy nada perfeito. Entre o belo e o desastre, temos uma relação tensa, cheio de cenas quentes, brigas, reconciliações e mais brigas. O romance beira a uma montanha russa de sentimentos que vão do ódio ao amor repetidas vezes.

Eu gostei da personalidade de todos da trama. A autora consegue escrever de tal modo, que faz tudo parecer mais intenso e real. Engraçado encontrarmos personagens com nomes como Brazil ou America, a melhor amiga da Abby. Outros também acabam cativando de certo modo, como Shepley e Finch. A própria Abby  foge de qualquer estereótipo chatinho, entrando numa personalidade mais madura, que precisa lidar com um romance louco e intenso. Travis é quase um bipolar, e o ponto chave do livro é justamente esse. Jamie McGuire nos mostra uma relação que pode ser doentia, de tão intensa. Só eu sei minha ansiedade para quando sair o livro que contará toda a história dos dois, mas na visão de Travis. Quem sabe assim conseguimos entender um personagem tão conturbado!

Acredito que nem todos possam gostar de um livro com uma quantidade considerável de palavrões, sexo e agressões (é, Travis não podia ver ninguém dar em cima da Abby que enfiava a cara do sujeito no para brisa). Aliás, pesquisando um pouco, descobri que o gênero desse livro não é um YA Book, mas sim um New Adult, gênero que eu pouco tinha ouvido falar no Brasil ainda. *Podem me chamar de lerda.* Isso explica o ar mais adulto que vemos na trama, ainda que estamos falando de “adolescentes” de dezoito, dezenove anos. Sai os velhos clichês saturados para entrarmos num universo mais real, apimentado e conturbado. Tenho alegria em dizer que já estava na hora de livros assim virem para o Brasil. Eu amei!

O livro provoca os mais variados sentimentos. Por um lado, Jamie McGuire nos brinda com o romance no seu melhor. A veneração, a adoração, o romance físico e o carinho; a ideia de saber que alguém iria até o fim do mundo por você. E Travis vai e volta, quantas vezes for preciso. Como ele mesmo diz, Abby era o ar que ele respirava, a vida dele. Por outro, a autora mostra o quão tênue  o mundo florzinha do amor intenso pode se tornar algo doentio. Por vezes, eu mesma me sentia sufocada com Travis e todo seu amor transbordando, nos fazendo questionar até que ponto era, de fato, amor e não obsessão. Travis é obcecado pela Abby. Ele pode ser o mocinho que todas sonham e, no minuto seguinte, ser aquele namorado grudento e perigoso. Jamie mostra os dois lados da moeda de um intenso romance, o bom e o ruim, e quão próximo eles estão. Mas eu concordo com muitas opiniões que andei lendo por aí. Na vida real, acredito que certas atitudes de Travis, bem como a cena final, seriam diferente, e vistas de outro modo. Na história, eu me deixei levar pela fantasia e pelas partes saudáveis. Suspirei pelo Travis, pelo casal desastroso, mas belo. Não consegui largar a leitura até terminar. Definitivamente, 5 estrela e mais algumas!

Capa original:

image

image