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quinta-feira, 20 de março de 2014

Êxtase – Nicole Jordan

image- Ficha Técnica:

- Título original: Ecstasy

- 380 páginas

- Sinopse: Depois de ver seu amor definhar por causa de um amor perdido, Raven Kendrick jurou nunca entregar seu coração. Mas quando sua vida se transforma em um escândalo, ela é forçada a aceitar uma proposta de casamento do sensual prorietário da casa de jogos mais conhecida de Londres. Embora fortemente atraída por seu enigmático salvador, Raven luta para resistir ao marido, cujas carícias prometem um êxtase além de suas fantasias mais selvagens. Para salvar a reputação da inocente jovem, Kell Lasseter se vê obrigado a sacrificar sua liberdade casando-se com a deslumbrante garota, uma vez que o irmão dele foi o causador da ruina de Raven. Desprezado por seu sangue irlândes e seu passado obscuro, Kell não pode negar que essa mulher geniosa e encantadora é diferente de todas as outras que já conheceu... Assim como não pode reprimir o desejo ardente que sente por ela. Dividido entre a lealdade para com o irmão e seus sentimentos crescentes por sua noiva rebelde, Kell precisa libertar o coração relutante de Raven de alguma forma, para que eles possam conhecer o extase do verdadeiro amor.

- Nota:clip_image004

Eu confesso que estava um pouco receosa com esta leitura, pois a sinopse se parecia um tanto quanto a do livro “Paixão” – livro este que não gostei. Porém, felizmente, Êxtase foi o melhor que li da série até o momento presente. As características narrativas permeiam, como marca da autora, um texto mais detalhado, que tende a descrever passagens mais longas – especialmente os momentos sensuais entre os personagens. Outro aspecto é o enredo por vezes delimitado, em que temos a decisão dos protagonistas pela escolha de um casamento arranjado e sem amor. O diferencial, entretanto, está na dinâmica com que isto ocorre, e que vem melhorando consideravelmente a cada volume.

Em Êxtase, a história se inicia de maneira pouco convencional. Raven está para se casar quando é raptada por um de seus antigos admiradores. Seal é um homem perigoso e desequilibrado, que jurou se vingar de Raven após ser levado para a Marinha Britânica, onde sofreu diversos castigos físicos. Então, o rapaz a amarra sobre a cama de um quarto escuro, decidido a fazê-la pagar pelo seu sofrimento. Antes, porém, seu irmão o intercepta, e consegue convencê-lo a ir embora. Kell terá um grande problema pela frente: não somente teria que lidar com o fato de que seu irmão doente poderia ir para a prisão, como também precisaria resolver a reputação da moça em questão.

Ele, então, sugere a Raven um casamento de fachada. Sem outra escolha – uma vez que ser raptada no dia do casamento tinha machado sua honra –, a moça aceita, sabendo que, ao menos, seria concedido a ela um casamento sem amarras. Mas, aos poucos, os acontecimentos sociais e a química entre os dois acabam por aproximá-los. Antes que Kell e Raven percebam, o casamento por conveniência se transforma em amor. Caberia a cada um, então, tomar a decisão de deixar esse sentimento aflorar ou negar-se a ele.

O tema clichê é bem desenvolvido, o que tornou a leitura muito fluida. Assim como no volume anterior, Êxtase não se prende somente a relação sexual entre o casal – estas descritas com um toque de elegância –, mas também na relação cotidiana entre eles. Nenhum dos dois estava interessado naquele casamento, o que os deixa afastado boa parte da história. Porém, influências externas – como mexericos e a má fama que ronda o estabelecimento de seu marido, e que poderia arruiná-lo, faz com que Raven, aos poucos, se aproxime dele. A química se tece aos ao longo das páginas, bem como a convivência entre os dois.

A cada trama a autora nos brinda com antigos personagens. Uma característica marcante é a presença de um vilão que proporciona nos momentos finais um toque de ação à trama. Aqui, a autora explora mais a fundo este vilão, interligado ao passado sofrível de kell. Além disso, Nicole Jordan não deixa de inserir propositalmente um cenário retrógado a liberdade feminina com situações pouco favoráveis à protagonista da história. Nos livros desta série, a autora sempre levanta a questão do papel da mulher no matrimônio.

Apesar de ter gostado bastante, ao olhar para trás, não posso deixar de comentar que me sinto um pouco decepcionada pela falta de inovação. O tema, se sobreposto ao volume anterior, é praticamente o mesmo: o casamento arranjado e a veemente negação de se apaixonar. Há tantas outras variáveis a serem exploradas dentro do romance histórico, que estava esperando algo diferente. Ainda assim, Êxtase se mostrou uma ótima leitura, o diferencial seria somente um adendo para a história. Que venha o próximo!

Capa original:

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Desejo – Nicole Jordan

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Desire

- 363 páginas

- Sinopse: Uma noiva relutante. Uma maldição de família. Uma paixão escaldante que não pode ser domada… Amante lendário e chefe de espionagem, o sombriamente sensual conde de Wycliff evita o matrimónio até que um encontro próximo com a morte o faz ansiar por um filho que perpetue o seu nome. No momento em que Lucian avista a atraente Brynn Caldwell numa praia da Cornualha, sabe que encontrou a mulher que quer para sua esposa. Brynn acredita que o fascínio daquele conhecido libertino por ela resulta de uma maldição com séculos que condena as mulheres da sua família a tentarem os homens – apenas para conduzirem aqueles que amam à morte. Obrigada por circunstâncias difíceis a casar com Lucian, Brynn entrega o corpo às suas carícias mas não se atreve a entregar-lhe o coração. Preso numa batalha de vontades com a sua encantadora mulher, Lucian começa a suspeitar que Brynn é uma traidora. Não tarda a ver-se atraído para uma teia de perigo e traição, na qual o preço de conquistar o coração esquivo da esposa pode ser a sua própria vida.

- Nota: clip_image004

Desejo é o terceiro livro da série Notorius. O segundo livro, Paixão, me decepcionou ao tal ponto que minhas expectativas pela continuação não eram tão altas. Felizmente, meu receio de que o terceiro livro pudesse ter seguido os mesmo passos de seu antecessor, se mostrou infundado. Desejo não só foi uma leitura viciante, com elementos muito bem desenvolvidos, como também o considero uma das melhores obras que já li da autora. A premissa é instigante e me fisgou logo nas primeiras páginas. O livro explora o envolvimento emocional de um casamento arranjado, regido pelas convenções formais da época e inserido num contexto repleto de erotismo narrado de forma elegante, além de trazer, de bônus, uma história com traições, segredos e uma terrível maldição.

Em Desejo, Brynn é amaldiçoada. Todos em Cornualha conhecem a calamidade que ronda as mulheres da família dela. Há dois séculos, Eleanor Stanhope fora amaldiçoada por roubar o amante de uma cigana. Ela e todas as mulheres descendentes da família estariam condenadas a enfeitiçar os homens e atrai-los para a morte. Pela sua beleza, Brynn sempre chamara à atenção de pretendentes, mas por causa da maldição ela os repele e se mantém em um certo isolamento da sociedade. Uma única vez, Brynn não se importou com a maldição, o que fora um erro. Seu primeiro e único pretendente morrera afogado, e Brynn jamais se perdoou pelo seu deslize. Desde então, ela evita qualquer atenção masculina e, principalmente, qualquer ideia de matrimônio.

Lucian está em Cornualha como um espião. Ele se depara com uma mulher seminua nadando em uma praia, e se fascina com o que vê. O primeiro encontro dos dois é explosivo. Mais tarde, Lucian descobre a verdadeira identidade de Brynn. Decidido a ter um herdeiro, após um episódio traumático de sua vida, Lucian se empenha em convencê-la a aceitar um matrimônio, ainda que, para isso, ele tenha que recorrer a certos subornos. Brynn não deseja se casar com um libertino como ele, não apenas pela maldição como também pelo caráter irritante de Lucien. Ele é frio e não se importa em concordar com um matrimônio unicamente pela geração de um herdeiro. Os dois não precisariam ter qualquer tipo de envolvimento emocional, se ela assim preferisse. O problema é que, aos poucos, Brynn cai na sedução de seu marido e começa a mudar seus pensamentos. Ela seria capaz de amá-lo e, assim, levá-lo a morte?

Um texto elegante, bem escrito, que trouxe alguns aspectos interessantes. Esse tipo de proposta –abordar um relacionamento sem amor –, traz muitos perigos caso não seja bem estruturado. Mas ao contrário de muitos motes que tornaram a leitura cansativa, Nicole Jordan soube construir, de forma satisfatória, um enredo embasado nas convenções sociais da época. O relacionamento é distante, cheio de brigas e com um toque de frieza que permeia boa parte da história. É importante ressaltar que esses elementos não tornaram os personagens indiferentes, e talvez este tenha sido o diferencial para que o livro se tornasse atraente. Apesar do envolvimento sem amor, garanto que Brynn e Lucien possuem uma química cativante.

O desenvolvimento do romance é gradativo. Lucien e Brynn possuem qualidades e defeitos que amamos e odiamos ao longo da história, porém essa característica os torna agradavelmente mais humanos. O relacionamento é cheio de tropeços. Lucien é sedutor, mas autoritário. Ele está acostumado a ver as coisas pelo lado prático, como o casamento – o que faz com que Brynn se sinta, nas próprias palavras dela, uma égua reprodutora.  Aos poucos, é perceptível uma mudança no comportamento do personagem e seu amadurecimento sobre diversos aspectos. Brynn, entretanto, muitas vezes me cansou com seu discurso pronto sobre a maldição. O jeito insensível e ríspido da personagem é irritante. Dá uma dózinha de Lucien no começo do livro! Se não fosse por isso, o livro poderia muito bem ser um cinco estrelas.

Algumas questões sociais são levantadas ao longo da história. Nicole Jordan aborda a posição social da mulher, suas escolhas e alguns discursos machistas – porém comuns à época –, sobre o papel da mulher no matrimônio. Temas interessantes que trouxeram algumas discussões pertinentes entre os personagens. Além disso, a autora recheia a história inserindo no enredo um contrabando de barras de ouro que estão sendo enviadas para o governo Francês afim de financiar o exército de Napoleão. Cabe a Lucien descobrir quem seria o traidor e, de um jeito que envolve ação e tensão, Brynn é jogada neste meio de traições e conspiração. A última parte da história é eletrizante.

A narrativa refinada trouxe cenas sensuais bem exploradas. Infelizmente, encontrei alguns erros na edição. Traduções e errinhos bobos são alguns dos problemas que ocorreram durante a leitura. Alguns diálogos são cortados; começam numa linha e se iniciam novamente na linha abaixo, o que por vezes me fez voltar na linha anterior para entender qual personagem estava discursando. Isso me incomodou bastante. Contudo, Desejo foi uma leitura muito boa. Fico feliz de não ter desisto da série após o segundo livro, o que seria uma pena. Com um enredo que conquista, devorei a história em pouquíssimo tempo. Já estou me sentindo um pouco órfã por ter terminado a leitura tão rápido, com certeza vale à pena.

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domingo, 13 de outubro de 2013

Paixão – Nicole Jordan

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Passion

- 400 páginas

- Sinopse: A bela e sensual Aurora Demming acaba de perder o seu prometido e para garantir seu futuro, seu autoritário pai arranja-lhe um casamento de conveniência com um homem bem mais velho que ela. Com o fim de espantar a tristeza da sua vida, viaja às Ilhas Britânicas Ocidentais onde conhece Nicholas Sabine, um perigoso e sedutor americano condenado à forca por assassinato e pirataria com quem faz um estranho pacto. Aurora aceita se casar com o enigmático estrangeiro e tornar-se tutora de sua meia-irmã para fugir do acordo paterno. Há porém outra condição essencial, é preciso legitimar a união dos dois e para isso, a angelical donzela deverá realmente consumar a noite de núpcias, um breve espaço de tempo no qual o encantador Nicholas mostrará a Aurora parte dos segredos voluptuosos de dois corpos em um mesmo leito. Viúva, de volta à sociedade inglesa e com a irmã de Nicholas sob a sua responsabilidade, ela inicia uma uma nova vida, independente mas desprovida de amor.

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Paixão é o segundo volume da série Notorius. O primeiro livro “Sedução” foi lançado há algum tempo pela editora Planeta; um dos meus queridinhos desse gênero. Desde então venho aguardando ansiosa pela continuação, porém já adianto que a história não me fisgou. O livro mostrou-se bem menos interessante do que eu esperava, o que geralmente acontece quando as expectativas tendem a ser grandes.

A história tem um bom início, quando Aurora presencia a brutalidade de dois guardas sobre um prisioneiro. Em um ato impulsivo, ela parte para defender o pobre homem. Aurora descobre que o prisioneiro ferido se chama Nicholas Sabine, é americano e condenado à forca por traição. Inconformada com o destino dele, e sem conseguir tirá-lo da cabeça, Aurora volta a visitá-lo na prisão. Ao se conhecerem melhor, Nicholas lhe conta sobre sua meia irmã e o receio de deixá-la  só. Aurora, por sua vez, revela sobre seu casamento forçado que ocorreria em pouco tempo. Então Nicholas lhe faz uma proposta: eles se casariam para um benefício mútuo. Nicholas teria a garantia que sua meia irmã estivesse sobre o amparo de Aurora e, ao mesmo tempo, ela conseguiria se livrar de um matrimônio arranjado.

Quatro meses depois, Aurora leva uma vida amena ao lado de sua tutelada. Entretanto, ela não esperava encontrar Nicholas Sabine em uma festa a fantasia, disfarçado de pirata. O homem que fora seu marido por uma noite – e que ela acreditava que estivesse morto –, está de volta, disposto a retomar o casamento e conquistar Aurora. Entretanto, ela não irá abrir mão de sua liberdade tão facilmente. Nicholas terá um árduo caminho pela frente.

Paixão traz a essência do título às suas páginas. Um livro carregado de cenas sensuais bem descritas, mas que peca pela falta de ação e repetições em demasia. A história fica presa à um único foco – a tentativa de Nicholas em reconquistar a esposa –, o que por si só daria um bom enredo se não fosse esses “poréns” citados. Já a narrativa traz certa elegância e suavidade à história, mas as descrições minuciosas tornam a leitura arrastada. Por exemplo, um beijo de Nicholas motiva páginas inteiras descrevendo o que Aurora sentiu, o que ela pensa e o quão errado era aquele contato – contexto que se repete ao longo do romance. Em diversos momentos fui tentada a pular várias páginas.

Não me senti conectada aos personagens. Entendam, Nicholas é um charme, carinhoso e paciente, já Aurora é irritante. Ela não quer sofrer novamente e tampouco está disposta a abrir mão de sua liberdade, mas com isso só prolonga seu próprio sofrimento. Sem quaisquer traços interessantes, a heroína passa boa parte do livro travando discursos insossos sobre não querer se envolver com o personagem. Seus diálogos são fracos e seu caráter passivo me incomodou. Sou avessa a personagens apáticas e teimosas.

Por outro lado, Paixão tem seus encantos. A história permeia um estilo mais água com açúcar, mais delicado e romântico. Uma sutileza transborda nas cenas mais sensuais. A terceira parte da história traz um diferencial, pois há uma interação maior entre os personagens e até um pouco de ação. Paixão é uma leitura leve que deve ser lida de modo despretensioso, contudo eu certamente teria apreciado mais se o livro fosse menor ou se houvesse mais acontecimentos na trama. Considerei a obra regular, longe de ser o melhor da autora.

Capa Original:

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