Mostrando postagens com marcador 3 estrelas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 3 estrelas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Depois de você – Jojo Moyes

imageTítulo: Depois de você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Nota: 3 estrelas
Sinopse: Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.
Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

Após o fenômeno bestseller “Depois de você”, Jojo Moyes lançou a continuação da aclamada história que está sendo adaptada para os cinemas. O drama, que no primeiro volume conta as peripécias românticas e dificultosas de um personagem tetraplégico e de sua cuidadora, ganha um segmento que de antemão está mostrando divergências de opiniões muito antes do seu lançamento. Afinal, era mesmo necessário, após uma história tão impactante, com um desfecho digno de fechar com chave de ouro, trazer uma continuação que corria grandes riscos de não ter a mesma essência que o seu antecessor?

Na história de “Depois de você”, o leitor encontrará uma Lou que, apesar de todos os esforços de seguir em frente, não consegue superar a morte de Will. Sua vida está longe de parecer um mar de rosas pós-luto. Ao se mudar para Londres, a promessa que fez a Will é quebrada de imediato. Seu apartamento pequeno e sem graça e o ritmo pacato como encara sua atual situação a leva a um estado de início de depressão. Assim, quando por acidente ela escorrega a cai do telhado do seu apartamento, todos pensam que Lou, na verdade, tentou o suicídio.

Ciente de que precisa dar um passo a frente, Lou decide entrar para um grupo de terapia pós-luto. Apesar de estar pouco a vontade, a ex-cuidadora passa a frequentar as reuniões, dividindo sua dor com os demais presentes. Nesse período, além de conhecer o pai viúvo de um dos membros do grupo, Lou recebe uma inesperada surpresa que bate a sua porta, revivendo o seu passado com Will.

“Depois de você” é o retrato pós-luto, mas não há nada nesta história que possa ser comparado aos trâmites dramáticos e tocantes apresentados no primeiro volume. Nem sequer chega perto. A Lou amadurecida, que promete seguir os desejos de Will, parece voltar algumas casas nesse novo episódio de sua vida. Desanimada com tudo, a personagem passa boa parte da história mostrando ao leitor sua vida sem graça, preenchida por pensamentos com requintes depressivos. Não chega a ser maçante, mas quando estamos falando da continuação de um dos drama mais tocantes dos últimos tempos, é inevitável que se espere algo mais do que descrever uma rotina pacata e suas lamúrias “pós-Will”, ambas sem provocar uma grande e profunda empatia no leitor.

O livro também apresenta uma gama de personagens desconexos. Jéssica surge de repente como a filha desconhecida de Will, sem mais nem menos. Por mais que a autora tente nos convencer sobre a menina, sua personalidade chata, folgada e irritante em boa parte da história, usada com a justificativa de nunca ter recebido carinho dos pais ricos, acaba não trazendo uma ligação especial conosco. O par romântico de Lou passa pela mesma crise: apesar de gentil e bondoso, sua aparição escassa não traz aquela química vista anteriormente.

Sob a ótica de um livro independente, “Depois de você” passaria como uma história razoavelmente agradável, apesar dos pormenores negativos até então citados. Contudo, é impossível enxergá-lo como tal, especialmente ao ser lançado como o sucessor de uma história tão aclamada. O que nos volta ao questionamento do porquê de seu lançamento, se não, em parte, pelo embalo do sucesso com o filme em vias de ser lançado. Não é ruim, mas está muito longe de nos levar à comoção.   Leia, mas sem muita pretensões de se apaixonar profundamente pela história.

image

domingo, 30 de agosto de 2015

O Conde Enfeitiçado – Julia Quinn

image - Ficha Técnica:
- Título Original: When he was wicked
- N° de páginas: 290
- Editora: Arqueiro
- Sinopse: O Conde Enfeitiçado - Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo.

O Conde Enfeitiçado é o sexto livro da série “Os Bridgertons”, de Julia Quinn. Francesa, a protagonista, já foi citada anteriormente na série, num dos momento mais tétricos para a personagem: o enterro de seu querido marido John. Contudo em “O Conde Enfeitiçado”, a história se inicia com John ainda vivo, na propriedade da família, em uma animada conversa com sua esposa e seu primo Michael.

O que ambos desconhecem é a paixão secreta que Michael sempre nutriu por Francesca. Estar tão perto e não poder tê-la é uma loucura, mas Michael resigna-se apenas em ser o melhor amigo dela, sabendo que jamais poderia tê-la. E para tirá-la da cabeça, nada melhor do que ser um dos mulherengos mais inveterados de Londres, dando lhe a fama de “O Devasso Alegre”. Ainda assim, nenhuma mulher consegue fazê-lo esquecer de sua doce e amada Francesa.

Um dia, contudo, John morre subitamente. A dor do luto transforma Michael e Francesa em estranhos, afastando-os do convívio diário. Além da culpa que o assola por ter desejado a mulher de seu primo falecido durante tanto tempo, há também a questão do título: Michael não quer ser o novo conde. Deste modo ele parte para Índia por quatro longos anos, deixando toda a responsabilidade do condado para Francesa.

Diferente dos livros anteriores, “O Conde Enfeitiçado” traz como cenário um desdobramento do enredo pautado no luto e na consciência moral dos personagens: ambos sofrem com a dor de perder alguém próximo, e o maior empecilho certamente está em superar e em seguir em frente após a morte de John. Assim, o relacionamento precisa ser novamente explorado a passos lentos, permitindo a ambos de se conhecerem melhor sem a culpa de trair a memória do marido de Francesa. Contudo, não será assim tão fácil renunciar as normas regentes de suas consciências. 

Ainda que ao falar de perdas, “O Conde Enfeitiçado” não abandona os traços de humor presente nas histórias do Bridgerton, pelo contrário. As falas engraçadas e divertidas nunca estiveram tão acentuadas em uma trama, equilibrando o lado mais pungente com momentos bem descontraídos. E embora a relutância de ficarem juntos chega a ser enfadonha em certo ponto, os diálogos acabam servindo de escape para a demora do romance. É divertido acompanhar os desbravamentos de Michael para se comportar como um cavalheiro e frear seus pensamentos libidinosos quando está na presença de Francesa.

O Conde Enfeitiçado” não é o melhor livro da série, mas de certo traz suas particularidades que fazem a leitura valer a pena. O próximo livro, “Um Beijo Enfeitiçado” – título este ainda provisório –, ainda não tem previsão de lançamento, e contará a história de Gareth com a irmã caçula da família Hyacinth.

- Nota:image

- Capa original:

 

image

image

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Coração Bárbaro – Michelle Styles

image

-Ficha Técnica:
-Título Original: Taken by the viking
-N° de páginas: 284
-Editora: Harlequin
-Sinopse: Eles haviam dito que vieram em paz, mas logo Lindis farne estava em chamas. Annis de Birdoswald tentou fugir, porém não conseguiu escapar dos guerreiros do Norte. Haakon Haroldson, o viking sombrio e arrogante, sequestrou-a e a afastou de tudo o que ela amava. Agora, Annis precisa escolher entre continuar uma prisioneira ou viver uma vida de prazer ao lado desse poderoso invasor.
-Nota: 3 estrelas

Coração Bárbaro, de Michelle Styles, foi publicado originalmente em 2007 no exterior. Aqui no Brasil, o romance medieval de mote Viking foi lançado mês passado pela Harlequin Brasil. Dada a descrição do enredo, a percepção inicial é que a história fosse envolta por personagens de índoles mais cruéis, cujo contexto histórico, mais bárbaro, apresentasse grande influência no comportamento dos personagens Contudo, “Coração Bárbaro” é uma história leve, que dita um ritmo agradável, sem muitas reviravoltas.

Embora os personagens sejam todos fictícios, o início da história é baseada em fatos reais, pautado pelas pesquisas da autora. Quando Annis presencia a morte de seu tio, sabe que deve se esconder do ataque súbito dos vikings, ou seria morta em pouco tempo. Seu esconderijo, contudo, logo é atacado por um inimigo enloquecido pela sede de sangue, mas outro viking consegue interfirir a tempo. Haakon Haroldson é o líder do grupo, e possui uma dívida de gratidão com Annis. Por isso, ele a leva para um local seguro, longe de todo o frenesi do ataque.

Pouco tempo depois, Annis acaba sendo capturada por um dos companheiros de Haakon. Não resta outra opção a ele, como jarl, senão levá-la como prisioneira. A vida que Annis conhecia é deixada para trás: Annis viaja para a terra Viking, e é colocada para ajudar outras mulheres na cozinha. Enquanto seu resgate não fosse pago, a prisioneira serviria aos vikings e aprenderia sobre os costumes deles. Ela só não esperava que durante este tempo, fosse se envolver cada vez mais com Haakon, de uma forma muito, muito perigosa. Agora, Annis teria a difícil tarefa entre escolher quem ela um dia fora, para quem um dia ela gostaria de ser.

Dotado de um toque mais suave, “Coração Bárbaro” é a antítese certa de seu título. Ao invés dos conflitos esperados entre os personagens, Annis e Haakon são, na verdade, duas figuras que apresentam um romance mais apático, porém interessante. Não diria que ambos fazem parte daquele típico enredo “água com açucar”, mas de um romance mais discreto, moldado a passos mais lentos. Em alguns momentos, de certo, o leitor mais ávido sentirá falta de uma interação maior. Talvez, se Annis fosse mais impetuosa, a história teria alavancado em um enredo expecional. Contudo, as diferentes posições entre Haakon e Annis, assim como o fato de Annis ser uma prisioneira, fazem com que ambos se mantenham mais distantes durante a história.

“Coração Bárbaro” também possui seus lados positivos, e mostra a contrução de um romance doce e singelo. O livro aprensenta personagens interessante, amigos de Haakoon, que darão segmento individual a trama. Este mês, a Harlequin Brasil lançarará “Força Invasora”, que conta a história de Viking. Já “Coração Bárbaro” pode não ser tudo que eu esperava, mas, de certo, é uma história boa de se ler, com o bom e velho toque de ares vikings, como a tempos eu queria.

Capa original:

image

image

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Príncipe dos Canalhas – Loretta Chase

image -Ficha Técnica:
-Título Original:
Lord of Scoundrels
-N° de páginas: 285
-Editora: Arqueiro
-Sinopse: Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent... Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu. Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho. Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.

-Nota: image

Obs: Eu sei que ando sumida do blog. Estou com alguns projetos que estão tomando um tempo maior, o que me fez ler menos em maio. Espero, inclusive, trazer novidades legais para vocês em breve. :) Mês que vem tentarei ser mais presente por aqui. ^^

Entendo que muitos elejam “O Príncipe dos Canalhas” como um dos romances históricos mais inteligentes já lançados – e, ao dizer “lançados”, nos referimos a um livro cujo lançamento oficial foi há vinte anos. “O Príncipe dos Canalhas”, vencedor do prêmio RITA de melhor romance histórico, é certamente um livro que dita um ritmo pouco esperado a uma história do gênero. O livro apresenta personagens principais que não hesitam em destilar uma guerra de diálogos aguçados, por vezes ácidos, um contra o outro. Dain e Jéssica são como dois oponentes lutando para encontrarem uma brecha na armadura de cada um.

Dain nunca conheceu qualquer forma de carinho: seu pai o detestava, sua mãe fugiu com um amante e os colegas do internato fizeram de sua vida um inferno. Assim, cresceu como um libertino, rico, decidido a manter suas emoções distantes. Adotou uma personalidade ácida, fria e  egocêntrica, até conhecer Jéssica, a irmã de um de seus seguidores mais tolos. Jéssica entraria em sua vida da forma mais abrupta possível, minando tudo que Dain tinha levado anos para construir.

A história começa bem, fisgando o leitor logo nas primeiras páginas. Tudo em excesso, porém, cansa. Para cada palavra ácida de Dain, Jéssica tem um resposta na ponta da língua. A personagem, muito longe de se adequar aos padrões femininos e recatados da época, não se deixa abalar, nem mesmo quando Dain ressalta que pagou um preço caro para usá-la como bem entendesse, pronta para rebatê-lo com outra de suas respostas rápidas. E assim seguimos em quase trezentas páginas. Por mais que os diálogos sejam bons, a ausência de reações mais convictas torna o livro estagnado. Não há sentimentos da raiva, dor ou mágoa – ou melhor, eles existem, mas são esquecidos ao segundo plano, sem serem convincentes, dando espaço ao incansável jogo de gato e rato de dois personagens muito teimosos.

“O Príncipe dos Canalhas”, contudo, nos mostra certas ressalvas interessantes. Vinte anos atrás, personagens densas como Jéssica, que prefere assistir a luta livre, atirar no pretendente e a pular em cima de um ladrão, fugiam a regra – não somente do contexto social da qual a personagem está inserida, mas da época em que a história foi lançada. A presença de uma figura mais marcante, que fosse páreo as incansáveis recusas de Dain, talvez tenha impulsionado à história ao prêmio RITA. Não é ruim, pelo contrário, e personagens assim deveriam ser mais presentes nas histórias de época. Mas faltou o equilíbrio, mais romance e uma química maior – ou até mesmo reações mais fortes entre os dois além das provocações de cada um. Neste quesito, acredito que “O Príncipe dos Canalhas” tenha falhado. Fico, portanto, com o meio a meio, e três estrelas dada ao livro.

Capa original:

image

image

domingo, 3 de maio de 2015

Um Amor Perfeito – Susan Fox

image - Ficha Técnica:
- Título Original: Caribou Crossing
- N° de páginas: 190
- Editora: Única
- Sinopse: Wade Bly e Miriam são um casal perfeito: juntos desde a escola, ambos sonham com uma vida feliz juntos. Wade tem planos de se casar com Miriam e trabalhar no rancho de seu pai, e futuramente, com o dinheiro que irá guardar, aumentar sua família com quatro filhos. Miriam sabe que sua felicidade está ao lado de Wade. Ele é um homem carinhoso e sonhador e um amante quente e sensual. Suas vidas estão conectadas e felizes. Até que uma gravidez inesperada e algumas decepções irão desafiá-los. Eles estão prontos para encarar os desafios da vida? Um amor que está apenas começando... e provações que irão mostrar-lhes o caminho. Não perca a saga Caribou Crossing!

- Nota: image

“Um Amor Perfeito”, de Susan Fox, é o primeiro volume da série “Caribou Crossing”. Cada volume conta a história de personagens do cotidiano, que nasceram ou se mudaram para a cidade pequena, vivendo dilemas e questões emocionais que estão ligadas intimamente a Caribou Crossing. Retratando uma geração diferente em cada história, “Um Amor Perfeito” destaca a relação entre Wade e Mirian, um casal jovem e apaixonado, cheio de sonhos. Os dois levam a vida perfeita, até que o inesperado acontece.

Wade e Miriam possuem a vida que sempre sonharam. Uma filha querida, um rancho herdado dos pais de Wade e uma vida simples e trabalhadora. Tudo estava indo bem, obrigado. Porém, de repente, um baque transformará a vida dos dois, e eles precisarão lidar com uma perda terrível e dolorosa. A dor do luto não só os afasta, como também os faz perceberem que nenhum dos dois, de fato, estavam sendo sinceros um com outro. Esse difícil momento em suas vidas trará muitas lições a serem aprendidas.

Com menos de 200 páginas, “Um Amor Perfeito” foi uma leitura rápida, mas nem por isso menos prazerosa. A história é simples e despretensiosa, mas consegue traçar um ritmo bom e agradável. O livro retrata as dificuldades de um casal comum, passível de erros, que passam a maior parte da história distantes um dos outro depois de um baque em suas vidas perfeitas. Talvez seja este o único lado negativo da relação entre os dois; um envolvimento romântico mais profundo seria necessário para convencer o leitor do amor entre eles. Porém, a história de Wade e Miriam é prazerosa, com gostinho de cotidiano – especialmente pela filha do casal, Jessie, e sua relação com o melhor amigo, Evan. Os dois prometem serem um ótimo casal na continuação da série, “Um Sonho Perfeito”, já lançado pela editora Única.

Capa original:

image

image

domingo, 19 de abril de 2015

A Rainha Normanda – Patrícia Bracewell

image

- Ficha Técnica:
- Título original:
Shadow on the crown
- N° de páginas: 392
- Editora: Arqueiro
- Sinopse: Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.

Nota: image

A Rainha Normanda, de Patrícia Bracewell, traz ao leitor uma trama ambientada no ano de 1002, narrando a história de Emma, uma jovem normanda que se vê em meio a um embate político delicado. Baseado nas Crônicas Anglo-saxã, “A Rainha Normanda” é um desses livros envolventes que retrata, mesclando ficção e realidade, os acontecimentos de figuras importantes de um período histórico.

Aos quinze anos de idade, Emma nunca imaginou que acabaria tomando o lugar da irmã para se casar com Æthelred II, o rei da Inglaterra. O que era para ser um acontecimento importante em sua vida, torna-se seu pior martírio: a nova rainha precisará enfrentar inimigos na corte – incluindo a amante de seu marido. Além disso, será necessário conquistar a confiança dos filhos de Æthelred II, que não hesitam em demonstrar o rancor que sentem por ela. O rei, por sua vez, é um marido bruto que não confia nela.

Emma lutará com todas as suas armas para driblar os perigos de sua nova vida, mas uma paixão inesperada colocará em risco sua posição como rainha: Athelstan, o filho de Æthelred II, é um rapaz atraente e atencioso. O que começa como uma aproximação com intenções de se embrenhar nos planos de Emma, termina em uma paixão que nenhum dos dois conseguirá resistir. Entretanto, resta o dilema: Emma colocará sua posição como rainha em risco, por conta de um amor proibido?

Em “A Rainha Normanda”, as intrigas políticas no castelo tecem uma trama repleta de incertezas.  A influência da corte e as pessoas a sua voltam exercem um peso sobre o modo de vida de Emma, e logo a jovem pueril – usada como peão entre o irmão e o marido – amadurece, cedendo espaço para uma mulher forte e determinada, que entrará na disputa pelo poder. Entretanto, o romance com o filho de Æthelred II abala suas estruturas.

O caminho de Emma é decidido somente nos momentos finais da trama. Assim, acompanhamos seu conturbado relacionamento com o rei, com a corte e com os filhos de Æthelred II. Emma também enfrenta um sequestro político que a aproxima de Athelstan, deixando sua situação ainda mais complicada. A rainha, entretanto, reluta em aceitar a paixão que nutre pelo filho do rei, e lutará com afinco para afastar esse sentimento.

Apesar do romance ser um forte atrativo, a relação entre os dois parece pouco explorada. Encontros breves, flertes com olhares mais ousados, mas nada que nos dê o vislumbre de uma paixão forte – pelo contrário. No primeiro empecilho após se envolver com Athelstan, Emma usa da sensatez e não se deixa levar pelo atraente e gentil filho do rei. Assim, sua paixão parece tão passageira quanto um piscar de olhos.

De qualquer modo, “A Rainha Normanda” é uma história envolvente,  retratando personagens bem construídos em uma trama tensa, apoiada em dados reais de uma pesquisa minuciosa feita pela autora. Patrícia Bracewell tem uma escrita envolvente, fluída, o que nos faz virar páginas e mais páginas em poucas horas. Como a própria autora escreve no final do livro, ainda há muito o que contar sobre a história da rainha da Inglaterra. Acredito, portanto, que a continuação, ainda sem data para publicação no Brasil, nos dará o gostinho de uma reviravolta interessante na história – tanto política quanto romântica. Resta a nós aguardarmos ansiosos por isso.

Capa original:

image

image

 

quinta-feira, 5 de março de 2015

A Submissa – Tara Sue Me

image - Ficha Técnica:

- Título Original: The Submissive

- Sinopse: O poderoso empresário Nathaniel West precisa saciar suas fantasias secretas e busca uma mulher com quem realizar seus desejos mais primitivos. Ao saber que ele está à procura de uma nova submissa, Abigail King, movida por um segredo do passado, não hesita em se candidatar, aceitando os termos mais perversos do sedutor Nathaniel e deixando-se levar por um mundo de luxúria e submissão, onde não há limites para o prazer. Mas nenhum dos dois imagina que esse jogo pode despertar sentimentos e sensações incontroláveis.

- Nota: image

Quando muitos enredos dão a mera impressão de terem sido descaradamente transcritos de bestsellers para embarcarem no sucesso do momento, outros conseguem a façanha de se destacarem neste meio, mesmo que a história já tenha sido recontada diversas vezes em diversos livros. É por isso que “A Submissa”, livro de Tara Sua Me, se mostra uma grata e bem-vinda surpresa para aqueles que estão em busca de um mote do gênero com algum enredo substancial, sem, entretanto, abandonar os passos comuns já conhecidos pelo leitor para este tipo de história. 

Esqueça as descobertas, os receios, os dilemas entre ser ou não ser uma submissa. Neste livro, Tara Sue Me apresenta personagens decididos e já familiarizados com a prática de submissão. Abigail, uma bibliotecária com desejos particulares, descobre que o homem de seus sonhos estava contratando uma nova submissa. Sem pensar duas vezes, ela se candidata ao cargo. Após ser avaliada pelo rico e sedutor empresário, Nathaniel, os dois embarcam em uma jornada de prazer no jogo de dominador e submissa.

Longe de ser um romance arrebatador, mas fugindo do clichê exaustivo e mal trabalhado por muitos livros com este tema,  “A Submissa” fica entre o meio termo. Apresentando cenas de sexo bem escritas e muito sensuais, mescladas a um envolvimento romântico impulsionado pela relação sexual entre o casal, o equilíbrio entre ambos parece ser a chave principal para a história dar certo. O desenrolar do enredo acontece de forma gradativa, sem exageros, convencendo o leitor da relação que ambos vão construindo juntos. Exigente, Nathaniel é quem reluta em aceitar a química entre eles, desejando manter uma relação sem intimidades emocionais. Cabe a Abigail a tarefa de vencer as barreiras que o empresário ergue para mostrar a ele o vislumbre de uma relação romântica sólida e duradoura, ainda que ela se machuque no processo.

“A Submissa” foi uma leitura extremamente sensual, com personagens que apresentam uma química natural e bem desenvolvida. Há figuras secundárias que ganham voz na trama, mas o foco se mantém entre os dois. O segundo livro, “Dominador”, relata a mesma história, mas contada sobre o ponto de vista de Nathaniel. A trilogia termina em “O Treinamento”, finalizando o gancho final apresentado em “A Submissa”. Um livro rápido, próprio para aqueles que apreciam o tema – especialmente se mesclado a um enredo quente e sedutor.

Capa original:

image

image

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Seiva do Desejo – Anne McAllister

image

- Ficha Técnica:

- Título original:
Hired by Her Husband

- Sinopse:
De volta à cama de seu marido! Houve um tempo em que Sophy e George Savas tinham um casamento feliz… Porém, Sophy acordou um dia e percebeu que sua abençoada união era uma farsa. Abandonou a vida que levava e jamais se arrependeu… até o dia em que descobriu que seu marido fora seriamente ferido. Então, sentiu que algo muito intenso a deixou abalada… Apesar de teimoso e orgulhoso, George queria a ajuda de Sophy. Ele sabia que ela não viria por conta própria. Por isso, a contratou para ser sua esposa por todo o tempo que ele precisasse! Mas brincar de família feliz poderia ser perigoso, e logo George percebeu que sua necessidade por Sophy era profunda e forte…

- Nota: image

Apesar de sua primeira publicação ter sido em 2010, Seiva de Desejo, de Anne McAllister, resgata a essência dos romances de banca intitulado “florzinha”, lançados lá pela década de 80 e 90. Longe de personagens muito fantasiosos, tendência atual em livros do gênero – bilionários, espiões, sheiks árabes, soldados, e por assim em diante –, Seiva de Desejo apresenta o romance entre um professor universitário, George, e Sophy, uma empresária especializada em “Noivas de aluguel”. O que fará o leitor relembrar antigos “Julia” e “Sabrina”, para quem já leu, é o modo como o romance é desenvolvido.

Quando George sofre um acidente por salvar a vida do filho de seu vizinho, Sophy é chamada as pressas no hospital. Os dois se estranham a princípio, mas antes que percebam, Sophy está de volta em sua casa, ou melhor, em sua vida, resgatando antigas lembranças da época em que eram casados. Quando George sugere de trazer a filha deles para passar um tempo com os dois, o desejo de Sophy, de voltarem a serem uma família novamente, cresce ainda mais. Contudo, ela tinha suas dúvidas. Havia no passado algo que ainda a incomodava em relação a George, algo que ela precisaria esclarecer de uma vez por todas.

Mais do que apresentar um casal fora dos padrões dos últimos lançamentos, Seiva de Desejo também retrata uma relação amorosa cujas cenas flertam brevemente com o romance, sem ousar demais. Assim como as primeiras publicações do gênero, a história se baseia em uma relação mais água com açúcar, contudo, neste caso, faltou açúcar para dar o tempero certo à trama. As cenas são pacatas, estagnadas em uma relação incerta, baseada no passado dos protagonistas. Sophy, por ter ouvido parte de uma conversa entre George e o pai dele, há muitos anos, decide abandoná-lo logo em seguida, sem dar a ele a chance de qualquer explicação. A protagonista passa boa parte da história relutando qualquer aproximação com o ex-marido.

Seiva de Desejo é uma história despretensiosa, leve, como a maioria das histórias que este gênero tende a propor. Porém, com justificativas falhas e um romance pouco desenvolvido, o que parece sustentar o enredo do livro é a presença da filha do casal, a pequena Lily. Carismática e hiperativa, fica a cargo da personagem compensar as lacunas existentes na história, conduzindo o leitor em cenas fofas e descontraídas – especialmente ao lado de George. A relação entre pai e filha garante bons momentos no livro, salvando o enredo por trazer o relacionamento familiar as suas páginas. Nem por isso, entretanto, o leitor é livrado da sensação de que, se mais aprofundado, o livro teria dado um ótimo romance.

Capa original:

 image

image

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Herdeira das Sombras – Anne Bishop

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Heir to the Shadows

- N° de páginas: 478

- Sinopse: Há 700 anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súditos, uma profetisa viu na sua teia de sonhos e visões a chegada de uma poderosa Rainha. Jaenelle é essa Rainha. Mas mesmo a proteção dos Senhores da Guerra não impediu que os seus inimigos quase a destruíssem. Agora é necessário protegê-la até as últimas consequências. Três homens estão dispostos a dar a vida por Jaenelle. Mas há quem seja capaz de tudo para controlar ou destruir a Rainha. Conseguirá ela cumprir seu destino como detentora do maior poder que o mundo já conheceu?

- Nota: image

Obs: Contém spoilers para quem não leu o primeiro volume.

A Herdeira das Sombras é o segundo livro da trilogia das Jóias Negras, escrito por Anne Bishop. O primeiro livro, A Filha do Sangue, foi a melhor leitura que tive este ano. História complexa, carregada de elementos densos, cheio de contrastes, porém trabalhados com uma delicadeza e uma sensibilidade ímpar. Os personagens são sombrios e sedutores, que pendem entre emoções intensas – boas ou ruins –, junto a um cenário carregado de magia e de aparências. Uma história arrebatadora, rica, que nos deixa sem fôlego. Para ler A Herdeira das Sombras, continuação lançada este mês, é imprescindível que se leia A Filha do Sangue primeiro.

Em A Herdeira das Sombras, o leitor inicialmente retoma alguns passos do desfecho do livro anterior. Após os eventos de Briarwood, Janelle se desprendeu do próprio corpo para se livrar do sofrimento. Dois anos depois, agora com quatorze anos, a menina enfim desperta para o mundo dos vivos, porém sua mente bloqueou os acontecimentos traumáticos daquela noite de anos atrás – incluindo lembranças de Daemon. Saetan, querendo dar tempo à ela, não faz qualquer menção ao filho, mas decide que procuraria por Daemon no momento certo.

Ao mesmo tempo em que precisa enfrentar o Conselho das Trevas, que insiste em querer tirar a guarda de Saetan, o Senhor Supremo tenta lidar com uma adolescente cheia de dilemas sombrios. A mansão da família SaDiablo recebe visitantes inusitados, que ficarão durante todo o verão. Além disso, Lucivar consegue escapar das minas de sal e é amparado por Jaenelle, que o leva para morar com a família. Finalmente pai e filho se reencontram, dando a chance para Lucivar de conhecer o próprio passado. Já Daemon, seu irmão, está perdido no Reino Distorcido, se afastando cada vez mais da realidade.

A Herdeira das Sombras é dotado das mesmas características que fizeram de A Filha do Sangue uma história singular. A relação entre os personagens beira a uma linha tênue entre o doce e o amargo, pois cada um carrega os seus próprio demônios – especialmente Jaenelle. O convívio com ela, muitas vezes, não é o dos mais fáceis, porém Lucivar parece saber lidar com os momentos mais frios da garota. A presença do filho de Saetan, a partir da metade do livro em diante, é um breve consolo para o leitor que esperava encontrar Daemon neste volume. Apesar de Lucivar ser um personagem delicioso, a ausência do Sádico parece deixar um enorme buraco na história.

É difícil explicar. Daemon é um personagem complexo, apaixonante, mas aqui ele é reduzido a uma figura vagando entre o Reino Distorcido. Menos do que um mero coadjuvante. Assim, cria-se um contraste gritante entre o primeiro e o segundo livro, pois o laço que unia Daemon e Jaenelle era um dos pontos mais fortes e arrebatadores da história. Como o leitor não sabe o que se passa na mente da pequena feiticeira, fica a sensação de que Jaenelle, na maior parte do tempo, parece indiferente à ausência de Daemon.

Outras situações incomodam durante a história. Dá a impressão de que, desta vez, a autora estava com pressa de escrever o livro, pois, de início com catorze anos, Jaenelle termina a história com a idade de vinte. Os seis anos são descritos com uma rapidez que deixa o leitor, na maioria das vezes, intrigado. O que acontece no espaço entre um ano e outro? Além disso, o universo complexo da autora em um mundo mergulhado pela magia de joias poderosas apresenta, desta vez, algumas nuances desconcertantes. Determinadas passagens são fáceis de serem questionadas, por parecerem convenientes demais à situação.

Entretanto, não posso deixa de salientar que minhas queixas baseiam-se somente em uma comparação do primeiro com o segundo volume. A Herdeira das Sombras, por si só, mantém o ritmo envolvente e uma história interessante, que desperta o leitor e o instiga a devorar as páginas do livro e a ansiar pela continuação. O clima familiar quando Lucivar, Saetan e Jaenelle se reúnem, é um sopro de ar fresco delicioso à uma história com um fundo sombrio, que retrata a esperança e a amizade em meio a um cenário deturpado. Ainda considero a melhor literatura Dark Fantasy lida este ano, e estou ansiosa pelo desfecho, embora descobri recentemente que a trilogia se tornou uma série em seu nono livro, atualmente.

Capa original:

image

image

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Garoto encontra Garoto – David Levitan

image

- Ficha Técnica:

- Título Original: Boy meets boy

- N° de páginas: 239

- Sinopse: Nesta mais que uma comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola... E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah!

- Nota:image

Garoto encontra Garoto é uma leitura leve, voltada especialmente para o nicho juvenil – porém não há restrições de idade. Ambientado dentro de um colégio peculiar, a história reúne como principal tema o romance entre dois garotos que estudam na mesma escola, mas que só se encontram após uma reunião com os amigos de Paul. A atração imediata faz com que Paul se empenhe em procurar Noah no dia seguinte, durante o intervalo da escola.

Com a ajuda de seus amigos, Paul finalmente consegue encontrá-lo. A relação entre os dois é muito doce e delicada, principalmente por Noah já ter enfrentado uma decepção amorosa em sua antiga escola. O rapaz não quer sofrer novamente, e, por isso, mantém certa distância dos seus próprios sentimentos com relação à Paul. Entretanto, ao ouvir um boato parcialmente verídico, os receios de Noah se concretizam, e os dois terminam a relação.

Agora, o garoto precisará arranjar um meio de fazer Noah perdoá-lo. Enquanto pensa em como revolver isso, Paul precisa planejar um baile, resolver de vez as pendências com o seu ex-namorado, lidar com sua amiga, Joni, e ajudar o seu amigo gay enrustido, Tony, a enfrentar os próprios pais. Assim, acompanhamos os conflitos amorosos, as intrigas, as brigas e as reconciliações do protagonista e de seus amigos no cotidiano do colégio onde estudam.

Narrado em primeira pessoa, o enredo simples faz de Garoto encontra Garoto uma história sem muitas ambições. A leitura é despretensiosa, de um jeito rápido e gostoso de se ler. O autor reúne personagens com características quase únicas, e os coloca em um ambiente juvenil com peculiaridades interessantes e divertidas – como os viciados em clubes, por exemplo. Onde o comum é presença de uma maioria gay, lésbica, travesti e bissexual, David Levitam defende  a bandeira da diversidade ao idealizar uma sociedade juvenil onde todos convivem de maneira natural – independente da orientação sexual de cada um. O preconceito é trabalhado de forma leve, porém ele está presente na figura dos mais velhos – como nos pais de Tony. O principal foi ressaltar a convivência de todos e mostrar que, sem importar orientação de cada um, os personagens são dotados de defeitos e qualidades apresentadas ao longo da história.

Garoto encontra Garoto foi um livro rápido, narrado com passagens bem humoradas, doces e delicadas. Embora não seja meu estilo de leitura - por apresentar personagens muito jovens e situações mais banais - , curti a proposta da história. Entretanto, devo também acrescentar que esperava um pouco mais. Faltou ousadia? Acredito que sim. O autor estagna numa zona de conforto e não saiu muito da mesmice de qualquer livro comum com este tema. Ainda assim, não deixa de ser uma história fofa e agradável.

Capa original:

image

image

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Os Segredos de Colin Bridgerton – Julia Quinn

image - Ficha Técnica:

- Título original: Romancing Mr. Bridgerton

- N° de páginas: 335

- Sinopse: Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres.
Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.

- Nota: image

Os segredos de Colin Bridgerton é o quarto voluma da série. Assim como seus antecessores, o livro retrata com escárnio os costumes sociais da época em que a alta sociedade londrina se destacava por seus bailes suntuosos, mexericos e escândalos. Esses elementos, atrelado a narrativa bem humorada, faz com que Julia Quinn se destaque por uma história leve e descontraída. Apesar de gostar do estilo, costumo sentir falta de um romance mais condensado entre os protagonistas de cada livro, como foi o caso deste.

A história se inicia no passado da vida de Penélope Featherington, resgatando o primeiro momento em que a moça se apaixonou por Colin; – uma situação que confere as primeiras páginas do livro um texto cheio de bom humor. A partir daí, acompanhamos uma síntese dos encontros entre os dois em bailes e reuniões de família. Mas por mais que Penélope o ame, ela sabe que o fará em silêncio, pois Colin sempre a veria como a melhor amiga de sua irmã e nada mais. Assim, ao voltarmos a narrativa no presente, encontramos Penélope aos 28 anos de idade, considerada uma solteirona pela sociedade.

Quando Colin volta de uma de suas viagens, ele se surpreende ao encontrar Penélope. O rapaz tinha na lembrança uma mulher mais gorducha, que se vestia com cores berrantes que não valorizavam o corpo dela. Já no presente, Penélope está magra, com roupas que delineiam suas curvas e acentuam sua beleza. Além disso, a garota continuava com o jeito cativante e, aos poucos, mediante aos encontros sociais e a determinadas situações que os aproximam, Colin perceberá que Penélope é algo mais para ele.

A história foca no mistério que rege o enredo central de toda a série. Desta vez, a misteriosa Lady  Whistledown – anônima que escreve o periódico de fofocas da cidade –, tem, enfim, sua identidade revelada. Mas até que isso aconteça, uma aposta para descobrir  quem é a cronista responsável pelos textos mordazes agitará Londres e, como dito, aproximará Colin e Penélope. O romance, entretanto, será gradativo e muito sutil: são quase duzentas páginas antes do primeiro beijo entre os dois.

Colin e Penélope foram figuras encantadoras. Através deles a autora aborda questões familiares e dilemas pessoais sobre sonhos e objetivos de vida. Embora o envolvimento romântico seja um tanto disperso – acredito que poderia ter apresentado um foco maior -, os dois formam um casal muito agradável. Já os personagens secundários ganham destaque especial nesta história, principalmente a adorável senhora Lady Danbury, que se mostrou uma grata surpresa. Adorei sua participação na trama.

Os segredos de Colin Bridgerton é uma história leve, ótima para descontrair. Para acompanhar a passagem de tantos personagens da família Bridgerton, é imprescendível ler a série na ordem.

Capa original:

image 

image

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Olhos nos olhos – Raine Miller

image

- Ficha técnica:

- Título original: Eyes Wide Open

- N° de páginas: 350

- Sinopse: O terceiro volume da série O caso Blackstone mostra um amor à beira do abismo e a luta para mantê-lo vivo. Uma perda arrasadora e uma nova esperança abrem os olhos de Ethan e Brynne para as coisas importantes da vida. Mas como eles podem deixar para trás toda a dor do passado e seguir em frente? Um inimigo ainda os espreita das sombras, planejando se aproveitar da confusão trazida pelos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Brynne e Ethan vão se render aos obstáculos? Ou lutar até o fim para salvar um ao outro e alcançar o sonho — uma vida inteira juntos? Continuação de Nua e de Entrega total, Olhos nos olhos é a história de uma paixão avassaladora que mostra que o amor é capaz de superar qualquer adversidade.

- Nota: image

Olhos nos olhos é o terceiro livro da série “O Caso Blackstone”, que retrata as idas e vindas do casal Ethan e Brynne. Quem já leu minhas resenhas sobre os dois primeiros volumes (você pode ler clicando nos links abaixo), sabe que torço o nariz para esta série. Embora a ideia do livro seja interessante – um homem que, ao ser designado para cuidar da segurança de uma modelo, acaba se apaixonando por ela –, Raine Miller peca por exageros e falta de cuidados com a própria história. Resolvi ler o terceiro da série por pura teimosia, mas confesso que, desta vez, curti um pouco mais a história.

No terceiro volume, Ethan e Brynne estão em um relacionamento perfeito. Os dois se divertem ao passar alguns dias na casa da irmã de Ethan. Porém, um acontecimento inesperado vai abalar a estrutura da relação: Brynne descobre que está grávida. Nenhum dos dois planejou ter um filho – ao menos, não naquele momento tão caótico. Ethan precisa cuidar da segurança das Olímpiadas, e ainda havia o fato de que Brynne pudesse estar em perigo. Um bebê definitivamente não estava nos planos.

Entretanto, enquanto fazem os preparativos para o casamento, os dois começam a se acostumar com a ideia. Ethan admite que está feliz e Brynne não fica atrás. Aos mesmo tempo em que atravessam uma nova fase de suas vidas, os dois ainda guardam sombras de um passado torturado. Juntos, vão enfrentar os pesadelos que insistem em assombrá-los, e descobrirão um inimigo que parece determinado a destruir o tão sonhado final feliz

Confesso que o estilo da autora me incomoda. Sua história é em primeira pessoa, alternando na visão dos protagonistas da trama. A narrativa é solta, escrita de modo tão informal que, as vezes, passa a impressão de desleixo. O protagonista, embora tenha certo charme, demonstra, na maior parte da história, uma insegurança enorme sobre seu relacionamento com Brynne, o que reflete em um personagem com ciúmes exacerbado e um jeito possessivo pra lá de irritante. Nos dois primeiros livros, Ethan Blackstone destila pensamentos que tendem ao estilo “homem das cavernas” – o que me fez pensar em abandonar a leitura diversas vezes. Neste aqui, a autora soube dosá-lo melhor; talvez por isso a leitura tenha fluído tão bem.

Isso não significa que eu não tenha encontrado elementos que me irritaram desde o primeiro livro da série: cenas de sexo em demasia - muitas vezes fora do contexto -, e diálogos sonsos. Porém, a trama central da história ganha mais destaque – ao contrário dos volumes anteriores. Aqui, conhecemos finalmente quem está por trás da ameaça que ronda a segurança de Brynne. A solução e o desfecho encontrado para o vilão foram dentro do esperado para a história. Simples, mas satisfatório.

Se por um lado Ethan é exagerado, por outro demonstra carinho e dedicação as causas de sua amada. Ele a ouve e tenta ajudá-la a superar seus obstáculos, não importa qual seja ele. Ethan é “pau pra toda obra”. Um homem dominante, mas que se sensibiliza pela sua mulher. Isso deixou um tom romântico bem gostoso na história.

Olhos nos olhos termina sem arestas soltas. Um livro agradável, mas que me deixou dividida sobre um quarto volume. O final fecha um ciclo entre os dois, e, para mim, foi o suficiente para contar sua história de amor. Leve, sem dosar cenas eróticas e trazendo um toque leve de tensão à trama, Olhos nos olhos se mostrou uma leitura que me fisgou apesar das ressalvas. Para mim, agradou bem mais do que os dois primeiros da série.

Série “O Caso Blackstone”:

1 – Nua
2 – Entrega total
3 – Olhos nos olhos
4 – Rare and precisous things (ainda não publicado no Brasil).

Capa original:

image

image

domingo, 15 de junho de 2014

Um Caso Perdido – Colleen Hoover

image- Ficha Técnica:

- Título original: Hopeless

- 381 páginas

- Sinopse: Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras... Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

- Nota: image

Um Caso Perdido, da autora Collen Hoover, é um romance adolescente voltado para o drama. Acredito que o livro se encaixe na definição de sick-lit, cujo enredo transborda em acontecimentos sofríveis que marcaram ou marcam a vida dos protagonistas. Confesso que não sou muito fã deste tipo de história, o que prejudicou um pouco minha leitura. O enredo apresenta ao leitor um mistério sutil que é desmembrado aos poucos, entrelaçado a uma carga acentuada de drama.

Sky é uma garota adotada por Karen, e não se lembra de sua vida antes dos cinco anos. Sua vida é relativamente comum; possui uma melhor amiga, leva meninos para o seu quarto e mantém uma amizade com sua mãe baseado em companheirismo e confiança. Algumas coisas, porém, são diferentes: Sky jamais estudou em uma escola – e sim em casa. Além disso, Karen é contra tecnologia, e por isso jamais permitiu que Sky usasse aparelhos como televisão, telefone ou celular. Entretanto, quando Sky compartilha seu anseio por estudar no último ano de um colégio, Karen abre esta exceção a sua regra.

Um dia, enquanto estava fazendo compras, Sky conhece Holder. O encontro gera certo desconforto, pois o jovem se comporta de maneira esquisita por achar que a conhecia de algum lugar. Mais tarde, ela o encontra novamente enquanto corria na rua. Então, descobre que Holder está na mesma sala de seu colégio, e os dois travam um romance que trará alguns mistérios. Porque Hold age como se estivesse escondendo algo dela? O comportamento instável de Holder a assusta, mas ela logo descobrirá o motivo. Sky precisará encarar verdades de sua própria vida e os mistérios de sua adoção.

Achei que a história começou muito bem até Sky encontrar Holder. Daí começa uma ladainha sem fim sobre como ela se sentia sempre que ele estava por perto, a tocava, tirava a camisa, respirava… achei que ela fosse entrar em combustão alguma hora! Achei muito exagerado e a autora pecou pela repetição. Entretanto, admito que em algum momentos me envolvi com a história dos dois. Holder é um personagem misterioso mas ao mesmo tempo sua personalidade faz mais o estilo romântico devoto. Quando os segredos são desmembrados, ele protege e acompanha Karen nas situações mais complicadas de sua vida.

A história traz uma realidade cruel e revoltante. Ao mesmo tempo, a quantidade de situações convenientes e furos na trama fazem de Um Caso Perdido uma história inverossímil. Não contarei qualquer um dos fatos presentes no enredo, pois uma vez que se centram no mistério, são spoilers importante para o leitor. Só ressalto que um tema tão importante, para mim, foi trabalhada sem o menor cuidado. Em momentos em que esperava mais bom senso, a autora escolhe uma via de fuga sem sentido, e, em outros, se repete e se enrola em uma narrativa cansativa e pedante.

Narrado em primeira pessoa, Um Caso Perdido é uma leitura que, para mim, não funcionou. Gostei em alguns momentos, mas confesso que pulei e fiz uma leitura “dinâmica” na maior parte da história. O mais curioso é que, quando comecei a leitura, não sabia que se tratava da mesma autora que escreveu Métrica – livro, que, por sinal, abandonei logo no começo. É, acho que definitivamente não me encaixo nas histórias de Colleen Hoover. Uma pena.

Capa original:

image

image

domingo, 1 de junho de 2014

Absoluto – M. S. Fayes

image- Ficha Técnica:

- 218 páginas *

- Sinopse: Ela era um fenômeno, como estudante de direito. Ele era o advogado mais temido do estado. Prestes a se formar com honras, Kate se viu imersa no mundo do Direito civil, antes mesmo de estar com seu diploma em mãos. Conhecendo o trabalho do Dr. Gabe Szaloki, ela foi pega, inesperadamente, em uma onda avassaladora de atração, mas ainda assim relutou a se permitir viver esse tórrido romance. Porém, Gabe não era imbatível apenas nos tribunais. Ele queria Kate a qualquer custo e mostraria a ela porque ele sempre saía vitorioso em seus casos. Em meio a casos jurídicos, os dois se enfrentam em um duelo de palavras, que serve apenas para acender a chama incandescente que Gabe sente por Kate. Kate se vê seduzida pouco a pouco pelo poderoso advogado, entregando seu coração de maneira despretensiosa. Maquinações invejosas, um conflito e um mal entendido fazem com que os dois se afastem. E quando a verdade vem à tona, Gabe tem que provar que seu amor por Kate é simplesmente absoluto.

- Nota: image

* no formato e-book

Absoluto, da autora M. S. Fayes, é um dos primeiros lançamentos da editora Charme (mais informações sobre a editora você encontra clicando aqui). O livro cumpre um segmento mais florzinha do gênero romântico, permeando uma relação gradativa entre uma estudante de direito e um dos principais advogados do ramo. Bem escrito, a narrativa é simples e ágil, recheado de clichês ao estilo de um romance de banca. Um homem poderoso e sedutor e uma estudante que o repele num primeiro momento, mas que aos poucos se envolve nesta relação fofa e singela.

Gabe está em uma audiência, e Kate – junto à outros alunos –, está como ouvinte da sessão. Quando são apresentados, a arrogância de Gabe faz com que Kate não tenha uma primeira impressão muito agradável dele – embora o jeito atraente tenha mexido com ela. Kate não esperava que fosse encontrá-lo em diversas ocasiões, e que Gabe começaria um jogo de sedução lento e sensual. Os dois não resistem por muito tempo e se entregam a paixão, porém influências externas – como o ciúmes doentio de um terceiro personagem, por exemplo, e o fato de que os dois eram adversário em um caso –, faz com que o relacionamento perfeito fique balançado. Kate tomará uma difícil decisão que mudaria sua relação com Gabe, mas quando está prestes a tomar sua decisão, um mal entendido os separa. Será que haveria volta?

Absoluto foi uma história que, para mim, pecou pela demora. Em quase cem páginas, os encontros entre Kate e Gabe eram bem causais e não duravam muito. Os diálogos quase sempre tinham conotação sensual, e não havia outro tipo de interação entre eles que não fosse a da atração física. Acabei ficando desmotivada, pois esperava que quase na metade do livro os personagens teriam, ao menos, travado diálogos mais profundos e diversos além de breves flertes e alfinetadas. Em vários momentos me senti indiferente e descrente desta relação.

Mas, na segunda metade do livro, a história engata em um romance fofo – principalmente quando Kate é apresentada a família de Gabe. A partir daí comecei a curtir mais a leitura e me deixei levar pela história de amor entre os dois. Gabe é um personagem atraente cujo diferencial trouxe um toque sexy à história. É implacável nos tribunais, mas fora das salas de audiência se transforma em um homem doce e apaixonado. Já Kate é uma estudante batalhadora e inteligente, porém achei que ela foi ingênua demais nas últimas páginas e se rendeu muito fácil a situação em que se encontrava. Para alguém tão apaixonada, ela poderia ter lutado e confiado mais em Gabe.

O romance entre os dois é mais contido – cenas de amor estão presentes mas nada muito explícito. M. S. Fayes aposta no sensual e na relação cotidiana, o que deixou a história com uma característica mais doce e íntima. Gostei do desfecho, principalmente pelo final trazer algum agito à história. Absoluto é um romance leve e gostoso, que, bem escrito, cativa pela leitura rápida e despretensiosa. Por ser um dos primeiros trabalhos que a editora oferece – ainda que o li no formato ebook –, devo dizer que adorei a qualidade do material. O texto está impecável e a diagramação é bem feita. Que venham os próximos lançamentos! ;)

image