Mostrando postagens com marcador Edição estrangeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Edição estrangeira. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Escorted – Claire Kent

image- Ficha Técnica:

- Sinopse: Lori podia ser uma romancista famosa,  mas nunca foi nada além de um fracasso com relação a sexo e amor em sua vida pessoal. Ainda virgem aos vinte e seis anos e cada vez mais frustrada com sua inexperiência, ela decide resolver o assunto com suas próprias mãos e contrata um talentoso e sexy acompanhante para cuidar de sua inconveniente virgindade. Ela presume que uma noite com Ander será suficiente, mas nunca imaginou quanto prazer ele poderia fazê-la sentir. Uma noite não foi suficiente. Duas noites não foram suficientes, e logo ela se torna sua cliente regular. Lori sabe que nada seria tão tolo quanto se apaixonar por seu acompanhante pago, mas ela nunca foi sábia com seu coração. E, apesar de seu profissionalismo, ele não aparece imune a ela também.

- Nota: clip_image004

 

Escorted, da autora Claire Kent, é um romance erótico que me surpreendeu positivamente de diversos modos. A autora apresenta uma história sobre o relacionamento de um acompanhante e uma mulher de vinte e seis anos, escritora e virgem, que deseja mudar sua falta de experiência sexual e livrar-se de uma vez por todas de sua virgindade. Bem escrito, o elemento erótico, cujo contexto remete quase exclusivamente ao sexo casual, por mero negócio, é o principal ingrediente da história. Entretanto, o livro vai além da proposta de apresentar um enredo puramente sensual, explorando muito bem a relação entre eles e o envolvimento emocional de cada personagem.

Entre linhas suaves e descrições elegantes, as cenas de sexo atiçam e envolvem o leitor numa trama quente e, ao mesmo tempo, delicada. Fiquei surpresa comigo mesma por ter gostado – histórias que exploram paixões surgidas  em consequência do sexo não são exatamente o meu estilo preferido de leitura, pois tenho a tendência de encontrar textos um tanto quanto cansativos. Neste caso, entretanto, gostei muito da forma como a autora traçou a história. O relacionamento entre os personagens é gradativo – o que era para ser uma noite somente, com o objetivo de perder a virgindade, transforma-se em mais e mais sessões que acabam indo  além do sexo. Lori e Ander começam a se conhecerem melhor, de um jeito tímido, a princípio – porém muito encantador.

Os personagens são carismáticos e se sustentam na personalidade atribuída a cada um. Ander, por exemplo, é caracterizado por um lado mais reservado – por vezes aparentando certa indiferença. Trata-se unicamente, para ele, de levar suas clientes à satisfação sexual. Ele de fato se comporta como um acompanhante e nada mais. No decorrer da história, o personagem é desmembrado e passamos a enxergar o espírito verdadeiro do protagonista. De um rapaz enigmático, sem emoção, Ander cresce aos olhos do leitor como um jovem sensível e fofo, que precisou amadurecer muito rápido – um personagem adorável pelo seu jeito doce e sensual de ser.

Lori é uma figura espontânea. Escritora de romances, a personagem dá voz aos seus pensamentos delicados e sua curiosidade sem fim – fato este que a leva conhecer melhor Ander. Embora a protagonista seja virgem, a autora não fez muita questão de se aprofundar nos receios virginais da moça. Uma vez que ela experimenta o sexo, flui naturalmente a inserção de cenas sensuais bem escritas, sem reservas para explorar novas posições - desde que Lori se sinta bem com isso. Devo dizer, achei adorável cada cena e o modo gentil e atencioso com que Ander a tratou durante as sessões.

A narrativa é fluída e deliciosa. Depois de um tempo, a história parte para um drama mais acentuado sobre escolhas e conflitos com o passado. Além disso, a amizade que nasce entre eles os fazem questionar-se sobre o caminho que estavam traçando e onde aquilo os levaria – questões que engatam  um romance para lá de fofo.

Minha única crítica é em relação a algumas passagens do livro. Por ser uma história curta, achei que a autora se repetiu muito em algumas expressões, em um espaço curto de tempo. Fora isso, Escorted nada mais é do que uma ótima releitura do filme Uma Linda Mulher; uma história romântica, doce, divertida e deliciosa, que soube trabalhar elementos de forma sensual e despretensiosa. Digno de bis, pois merece uma continuação. Um dos melhores que li do gênero, com toda certeza.

image

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

In Bed With a Highlander – Maya Banks

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Ewan McCabe, o mais velho, é um guerreiro determinado a eliminar seu inimigo. Agora, com a hora da batalha se aproximando, seus homens estão prontos e Ewan está certo de que tomará de volta o que é seu – até que uma tentação de olhos azuis e cabelos negros é jogada sobre ele. Mairin pode ser a salvação do clã de Ewan, mas para um homem que sonha apenas com vingança, assuntos do coração são um território estranho a ser conquistado. Embora seja filha ilegítima do rei, Mairin possui uma propriedade muito desejada o que a transforma em um peão – e desconfiada do amor. Seu pior medo se torna realidade quando ela é resgatada de um perigo apenas para se ver forçada a se casar com seu carismático e exigente salvador, Ewan McCabe. Mas a atração que sente por seu poderoso marido, a faz desejar o surpreendentemente terno toque dele; seu corpo se torna vivo sob a sua sensual maestria. E, enquanto a guerra se aproxima, a força, espírito e paixão de Mairin desafiam Ewan a conquistar seus demônios – e a abraçar um amor que significa mais do que vingança e terras.

* tradução livre. Fonte: Skoob

- Nota: clip_image004

Este é o primeiro livro da série McCabe. Acabei lendo fora de ordem, mas a autora introduz tão bem a história geral em cada um dos livros que não me senti confusa. Tudo é muito claro desde o início, e após ler o segundo e o terceiro livro, fui atrás da história de Ewan, o irmão mais velho e laird do clã McCabe. Você pode ler as resenhas dos outros livros clicando aqui e aqui.

Logo na primeira página o leitor é apresentado a Mairin de uma maneira mais dinâmica. Mairin mora em um convento, mas seu santuário é atacado por homens de Cameron. Eles estão em busca dela e o homem por trás da invasão deixa claro que não hesitaria em torturar cada uma das freiras até que Mairin fosse encontrada. Com o senso de justiça batendo de frente com seu medo, ela se entrega aos homens de Cameron e eles partem em direção ao castelo dela. Porém, no meio do caminho o grupo se depara com um garoto que estava tentando roubar um dos cavalos, mas ele também é pego. É assim que nasce uma forte amizade entre Crispen, o filho de Ewan, com Mairin, e os dois se apoiam um no outro para tentar sobreviver à captura dos homens de Cameron. 

Mairin é levada até ele, que pretende desposá-la. Há um motivo para que Cameron queira um casamento apressado, porém, Mairin se nega no último instante. Cameron, irritado, após espancá-la, deixa-a trancada em um dos quartos do castelo, e é a noite, quando todos estão dormindo, que uma das empregadas lhe ajuda a escapar. Crispen alega que seu pai lhe daria proteção e Mairin o leva até as terras McCabe, contando com isso.

No começo o meu lado chato apitou para Mairin. Não tanto pelas suas ações, pois acompanhá-la na luta contra Cameron fez com que eu continuasse com a leitura –, mas pelos seus pensamentos bobos e diálogos sem consistência antes do casamento com Ewan. Tudo, claro, é uma questão de gosto, mas sou um pouco avessa a personagens sonsas. Aqui, tive a impressão que por meio de Mairin a autora tentou alcançar um tom humorístico, mas não consegui gostar. Visto que me apaixonei com os dois livros seguintes da série, fiquei receosa de que a autora tivesse feito o caminho inverso ao de personagens bem trabalhados e inteligentes.

Mas felizmente, não foi o caso e eu mordi a língua. Até certo ponto é plausível tamanha ingenuidade, uma vez que Mairin passou quase toda sua vida em um convento. Porém, aos poucos, a personagem evolui. Observamos ela passar de menina ingênua a uma mulher madura, castelã, guerreira e sedutora ao lado do principal homem do clã McCabe. Ela consegue o carinho de todos os temíveis guerreiros Highlander, e a forma como a autora retrata a família dentro de um clã é lindo. Além do deleite de acompanhar cenas românticas entre o casal, a amizade que ela possui com o filho de Ewan é um dos pontos mais fofos da história.

Em termos de pano de fundo, de todos foi o que eu mais gostei. O inimigo que atormenta os irmãos em todos os livros está presente na trama, mais vivo, pois aparece logo de início. É aqui que entendemos a obsessão de Cameron por Mairin e como ela está jogada numa trama política por ser descendente de quem é. Entretanto, comparado a outros livros que carregam uma atmosfera política mais densa, In Bed With a Highlander é mais suave,  ainda que com altas doses de tensão. A autora nos joga em cenas que se passam na corte e trabalha com a hipocrisia dos julgamentos que eram realizados naquela época, além da crítica a impotência das mulheres perante os homens numa época em que elas pouco tinham voz.

Mais uma vez, em termos de romance, o que me encanta é os sentimentos dos personagens que a autora consegue passar ao leitor. A devoção de seus homens por suas mulheres é passado de maneira doce e terna. A proteção de Ewan nos momentos mais difíceis, a preocupação dele com sua esposa, as cenas sensuais e, claro, os diálogos são deliciosos. Maya Banks transforma guerreiros temíveis em homens derretidos quando estão perto de suas mulheres. Fica uma sensação que mescla o doce e o divertido e esse tipo de leitura é muito agradável. No final, devorei o livro como tanto outros dessa autora.

image

 

sábado, 9 de novembro de 2013

Laird of The Mist – Paula Quinn

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Callum MacGregor chefe de um clã proscrito na Escócia deu um passo muito importante em seu plano de vingar as afrontas de seu sobrenome. Capturou a neta de Liam Campbell, quem o manteve preso em um calabouço durante sua infância. Ele já é um monstro que várias vezes se banhou com o sangue de seus inimigos. Ele é o Diabo que matou mais Campbells do que queria recordar .Ele jurou morrer com o coração de um Campbell em sua mão. Ele jurou morrer espremendo esse coração . E esse coração não será outro que o de Katherine Campbell.

* tradução livre. Fonte: Skoob

- Nota: clip_image004

Laird of The Mist foi um achado. Uma história envolvente e deliciosa, com elementos bem desenvolvidos que tornaram a leitura um vício do início ao fim. Sou apaixonada por romances históricos, mas nunca tinha, até então, lido nada dessa autora. Gostei da narrativa que se desenvolveu tão bem, e que trouxe uma história repleta de sedução e personagens encantadores. Paula Quinn superou minhas expectativas e, com certeza, entrou para minha lista de autoras favoritas.

Callum MacGregor vive apenas com o intuito de vingar seu clã esquecido pela Escócia. Vingar sua família que perdeu o sobrenome, sua irmã que passou anos em uma prisão – junto ao irmão –, sofrendo nas mãos de um Campbell. Para isso, ele não hesita duas vezes em capturar a filha de seu inimigo, Katherine Campbell. Ele faria uma troca e, assim, atrairia o irmão de Katherine e o tio dela para uma emboscada. Porém, o que começa com uma inimizade entre eles rapidamente se transforma em paixão. O dilema, contudo, permanece: Callum se deixaria levar pela filha de seu inimigo? Esqueceria a vingança pelo amor?

Laird of The Mist é clichê, porém uma graça de história. Sabemos como termina, mas é irresistível torcermos pelo amor do casal. Sabe aquele enredo em que tudo é feito na medida certa? Callum é bem descrito e possui uma aurea de bondade encantadora – igualmente a irmã dele. Aliás, aqui, os personagens são sensatos; fogem – felizmente - de diálogos vazios ou decisões que tendem ao absurdo. Por exemplo, Katherine é fiel ao seu clã, porém na medida em que descobre os horrores que seu tio infligiu a Callum e sua irmã, não hesita duas vezes em defendê-lo, mesmo que Callun não queira sua piedade. Brigas existem, mas brigas tolas e picuinhas, portanto, passam longe dessa história.

O romance se desenvolve de forma sutil e muito bela. O grande impasse fica por conta dos sobrenomes dos dois. Katherine descobre que ser uma MacGregor é muito mais do que apenas  um nome esquecido pela Escócia – é ter suas terras roubadas, receber olhares hostis e ser tratada como um nada. Porém, nem mesmo esses empecilhos a impedem de convencer o personagem turrão – mas carinhoso – de que ela o amava e viveria ao lado dele com todos os problemas. Há cenas apaixonantes entre os dois, com muito carinho e cumplicidade.

O ambiente, por vezes, traz uma atmosfera descontraída devido a presença de personagens divertidos, como os amigos de Callum. Há uma camaradagem presente entre eles que é gostosa de acompanhar. Há tempos eu não lia um romance ambientado nas Terras Altas, e posso dizer que Laird of The Mist foi uma ótima escolha para voltar a me familiarizar com o gênero. Minha única ressalva é em relação à pouca ação presente. A narrativa possui um bom desenvolvimento, mas não há muita ação acontecendo. Isso não prejudicou a leitura, seria apenas um adendo para a história. Laird of The Mist é um romance suave e gostoso, uma ótima leitura que recomendo com certeza.

image

sábado, 11 de maio de 2013

Never Love a Highlander – Maya Banks

image

- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Em uma história de laços forte sobre o verdadeiro amor, a trilogia de Maya Banks chega ao seu fim de modo impressionante. Jovem, de coração imprudente, o irmão mais jovem do clã McCabe quase destruiu seu clã. Agora, colocando a lealdade da família acima de tudo, ele sobe ao altar para se casar com a noiva abandonada pelo seu irmão mais velho, e assim salvar a aliança entre os dois clãs. Enquanto a bela Rionna McDonald é considerada uma esposa perfeita para qualquer homem, Caelen não confia nesta doce sedutora que o atormenta. Como um cordeiro sendo sacrificado no jogo de poder pelo seu pai, Rionna cumpre o seu dever, mas promete proteger seu coração e seu orgulho de qualquer humilhação. Mesmo assim, o toque de Caelen derrete suas defesas e ela se vê envolvida com um marido que insiste em guardar suas emoções dentro de si. Mas quando a batalha final do legado McCabe acontece, o verdadeiro espírito guerreiro de Rionna surge. Ela vai arriscar a ira de seu pai, a fúria de seus inimigos e sua propria vida para provar a Caelen que seu amor é precioso demais para ele perder.

* tradução livre

- Nota: clip_image004

Depois de ter me encantado pelo segundo livro da trilogia McCabe, não demorei muito e fui atrás do terceiro. Nas vezes em que apareceu, Caelen me conquistou pelo estilo mais mau humorado, rabugento, sempre com um pé atrás com qualquer mulher que se aproximasse dele. Desde o segundo livro - e acredito que também no primeiro -, não é segredo para o leitor que uma antiga paixão do passado lhe traiu, causando a morte de boa parte de seu clã. Por isso, diferente do amor quase instantâneo que seu irmão Alaric gerou pela amada, o dele prometia uma história onde a personagem teria um caminho espinhoso a trilhar antes que conseguisse alcançar o coração destruído do guerreiro. Para ler a resenha do segundo livro, clique aqui.

Em Never Love a Highlander, a história se inicia pouco depois do final de seu antecessor. Acompanhamos o casamento entre Caelen, o irmão mais jovem do clã McCabe, e Rhionna, a mulher cujo clã ofereceria estabilidade aos McCabe. Nenhum dos dois estão apaixonados ou sequer cogitaram a ideia de casamento, mas o senso de dever pelo seus clãs faz com que aceitem o matrimônio. É nessa atmosfera instável de romance onde o leitor acompanha dois personagens de temperamentos fortes que, em meio a um cenário de conflitos, descobrem o sentido real de um casamento e, pouco a pouco, o amor.

Enquanto no segundo livro eu só conseguia enxergar o romance delicado com uma carga de drama emocional mais acentuada, em Never Love a Highlander a autora trilha um caminho mais leve, voltado a um tom jocoso, embora sem alcançar de fato o humor. Maya Banks nos leva em um jogo de conquistas, onde Caelen tenta a qualquer custo moldar sua esposa a uma mulher que ele considera o ideal – submissa, sempre pronta para servi-lo e preparada para ser uma perfeita castelã, porém, vê-lo falhar miseravelmente é o gostoso da história. A brincadeira do conquistador e conquistado se repete em diversas cenas; é delicioso acompanhar Rhionna em suas tentativas de fazer o marido rabugento ceder em uma decisão aqui ou uma atitude ali, sempre com muita inteligência e – claro –, sedução.

Aqui, Maya nos apresenta personagens que conseguem dosar na teimosia ou no orgulho e aprendem a ceder no casamento. Rhionna é nossa guerreira, ela empunha espadas, se veste de homem, mas equilibra tudo muito bem com o seu lado feminino. Caelen, por sua vez, é daqueles que faz o papel de homem sofrido pela traição do passado e por isso não se permite amar de novo. Há todo um lado mau humorado que vai cedendo espaço a um homem cheio de carinho e ternura para com a esposa.

Maya Banks não abandona o drama de todo. Esta aí uma autora que sabe deixar seus leitores tenso até os últimos instante, principalmente porque, enquanto no segundo livro vimos apenas uma sombra da guerra que os McCabe lutavam contra Cameron, aqui a autora faz com que o conflito esteja interligado ao romance dos dois. Maya dá voz ao inimigo que apenas foi mencionado vez ou outra – mas em Never Love a Highlander o rival finalmente aparece e trás os momentos mais tensos da história. E, embora nesse aspecto siga um pouco os passos do que já vimos anteriormente, o ápice do relacionamento é posto à prova em um momento de onde a confiança e o amor beiram numa corda bamba.

O livro fala de confiança, superação de seus medos para tentar ser feliz novamente.  Maya Banks construiu em cada livro uma história de amor forte, de homens que colocam o mundo nas costas pela suas amadas. É fofo, é romântico, é sexy e delicioso. Adorei cada momento da história; Never Love a Highlander fecha a trilogia com chave de ouro.

 

Bruna Britti

quarta-feira, 17 de abril de 2013

One Moonlit Night – Samantha James

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Dominic e Olivia se encontraram pela primeira vez quando a carruagem do Conde está a ponto de atropelar uma mulher. Nesse primeiro encontro as faíscas saltam, e quando Dominic se inteira da precária situação de Olivia, lhe oferece um novo posto em Ravenwood: o de sua secretária. A partir deste momento ambos se submergirão em uma feroz paixão que ameaça destruí-los... ou fazê-los felizes para sempre.

* tradução livre. Fonte: Skoob

- Nota: clip_image004

Eu gosto do modo como a autora escreve; já li alguns de seus livros e nunca me decepcionei. Geralmente, sua narrativa é mais dinâmica, sem enrolação. Há sempre um forte romance e alguma mensagem por trás dele, por mais sutil que seja. Aqui, em One Moonlit Night, a história retrata um amor ao estilo de conto de fadas; um Conde cigano odiado por todos e Olívia, uma moça pobre que foi trabalhar como empregada em sua propriedade.

Samantha James constrói toda uma história de passado perturbado na vida dos personagens. Ele é Dominic St. Bride, o filho bastardo de James, que o rejeitou assim que soube que sua amante cigana estava grávida. Esta, iludida, jogou-lhe uma maldição de que ele jamais teria algum filho que não fosse o dela. Durante anos Dominic cresceu ao lado de sua mãe, em meio aos ciganos, sem importar quem era seu pai. Porém, um dia, James volta para reclamar o filho, uma vez que a maldição da mulher havia, de fato, se concretizado. Dominic é levado e educado para ser o futuro conde de sua propriedade.

A relação entre pai e filho, entretanto, sempre foi instável. Anos depois, após seu pai falecer, Dominic retorna a Ravenwood para reclamar seu posto. O personagem nos apresenta logo de cara traços de um homem amargurado, de poucas palavras. Seu passado cigano faz com que seja hostilizado por todos no vilarejo e isso apenas contribui para Dominic ser um homem mais recluso e desconfiado. Justamente por esse motivo, o romance surge de forma suave, gradativa, travando espaço contra o preconceito e julgamentos errôneos dos personagens.  

Olívia, por sua vez, possui um motivo para ficar longe de ciganos. Sua irmã Emily é cega devido a um episódio trágico com um deles. Apesar de não ser propriamente um spoiler, acho interessante que o leitor descubra sozinho como tudo ocorreu e porque, portanto, Olívia nutre o mesmo sentimento de rancor que as pessoas do vilarejo. Mas do primeiro contato, quando a carruagem de Dominic quase lhe atropela, as inúmeras conversas em corredores e o escritório, onde os dois trabalham juntos, Olívia conhece outro lado dos comentários horrorosos tecidos pelas pessoas.

Um típico romance de conto de fadas com uma pitada de provocação à sociedade. A autora aborda, de forma inteligente, o preconceito dentro do âmbito amoroso. Aqui, nosso mocinho é cigano e isso faz dele a escória do vilarejo, digno de olhares hostil e murmúrios nada agradáveis. Por mais que isso o transforme num personagem rancoroso, conforme a leitura prossegue notamos os efeitos que isso causa em Dominic. Nos diálogos com Olívia, por exemplo, é perceptível que o conde procure uma forma de ser aceito na sociedade que tanto o despreza, por mais que ele finja indiferença. É difícil não se apaixonar pelo jeito meio severo dele, mas que no fundo procura uma chance de provar à todos o seu próprio valor.

Embora o livro tenha esse pano de fundo, a autora conduz a história de uma forma muito suave. A vulnerabilidade de Dominic o deixa mais humano, inseguro, mas ao mesmo tempo traz um charme ao conde. Ele é um homem mais formal, que respeita os limites de Olívia, sem deixar de tentá-la. O Conde veste uma carapuça arrogante mas no fundo se dói pelas palavras proferidas a ele. Olívia é parte disso, já que vez ou outra, pelo que houve no passado com sua irmã, escorrega em palavras mais atiçadas. Porém, aos poucos ela vai percebendo traços de seu caráter e desafia a si mesma a mudar seus conceitos. Por isso, o romance é uma graça, mais discreto, com um certo charme que me lembrou nosso querido Mr. Darcy. Aliás, pela descrição de Dominic no livro, pelo seu lado gentleman, à todo momento o personagem criado por Jane Austen me vinha a cabeça. É uma delícia o modo como tudo se desenrola entre os dois e como eles se entregam a paixão e superam os obstáculos.  

Paralelamente ao casal, à irmã de Olívia também vive um romance. E devo dizer que o modo como a autora conduziu essa parte foi genial. A autora apresenta dois mundos diferentes, onde de um lado é preciso superar o próprio medo e vencer seus preconceitos. De outro,  um homem amargurado que não consegue se encaixar mais no mundo cigano, tampouco dos gachós por ser desprezado pela descendência. Não raro são os momentos em que o personagem se encontrava com um copo nas mãos, se embebedando e desprezando a si mesmo pela sua origem.

One Moonlit Night é uma leitura gostosa, romântica, fofa, mas que ao mesmo tempo também consegue causar certa comoção ao leitor. Estava mesmo sentido falta de ler algo mais levinho com o charme de sempre.

image

 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Seduction of a Highland Lass – Maya Banks

image

- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Um guerreiro é preso entre um casamento por dever e um amor proibido no segundo livro da sensual trilogia de Maya Banks que narra a história de três irmãos indomáveis. Ferozmente leal a seu irmão mais velho, Alaric McCabe lidera seu clã na luta pelos seus direitos de nascença. Agora ele está preparado para casar por dever também. Mas em seu caminho para pedir a mão de Riona McDonald, filha de um chefe vizinho, ele sofre uma emboscada e é dado como morto. Milagrosamente, sua vida é salva pelo toque suave de um anjo das Highlands, uma bela e corajosa dama que colocará a prova sua lealdade para com seu clã, sua honra e seus mais profundos desejos.

* tradução livre. Fonte: skoob

- Nota: image

Eu ando numa fase muito boa de escolhas literárias. Embora no começo fiquei um pouco relutante com essa nova série medieval – principalmente porque nesse gênero era a estreia da autora –, Maya Banks não decepcionou. Mais uma vez ela trouxe a narração quase floreada, onde o leitor é envolvido numa história cheia de erotismo com doses extremas de afeto e drama. Eu confesso, sou culpada de começar uma série pelo livro errado – este é o segundo da série –, mas a sinopse de Seduction of a Highland Lass me conquistou pelo tema de amor proibido. Aqui, não se trata de duas pessoas separadas por guerras ou clãs inimigos, mas sim pela a imposição de um casamento onde Alaric deve se tornar o marido de Rhionna, a melhor amiga de Keeley, e liderar o clã do qual ela um dia fez parte.

Keeley vive sozinha em uma cabana próximo ao castelo de seu clã. Há todo um motivo por trás de seu isolamento, revelado aos poucos ao longo da história. Entretanto, não é nada que o leitor não consiga decifrar logo nas primeiras páginas. A história de Keeley a torna uma personagem moldada por um passado duro, talvez por isso temos uma personagem mais madura. A mocinha tenta, tanto por aspectos amorosos ou sociais, tirar o melhor das situações difíceis o qual foi imposta.

Alaric é o irmão de Ewan, o laird de seu clã. Ele está decidido a se casar com Rhionna, não apenas para unir laços entre os dois clãs - pois assim fortaleceria as terras de seu irmão –, mas porque desejava ser laird de seu próprio clã. Embora no fundo quisesse se casar por paixão, o senso do dever faz com que parta das terras de seu irmão para ir de encontro a sua prometida. Porém, há uma emboscada no meio do caminho. Muito ferido, Alaric consegue cavalgar até a cabana, mas desmaia na porta. É Keeley, ouvindo o estranho barulho fora da cabana, quem vai atrás de socorrer o guerreiro.

E, com isso, temos uma história medieval como há tempos eu não lia.  Sou suspeita para falar de livros onde temos o romance proibido, acho que eles trazem um charme e elegância à história por toda a trama envolvida nesse mote. Porém, é a capacidade dos personagens de conduzir o leitor do riso ao drama emocional, várias vezes, que mais encanta na história. Keeley e Alaric sabem que não ficarão juntos muito tempo, portanto, não há espaço para dúvidas sobre seus sentimentos e, principalmente, se era ou não correto. Tudo é tão claro que logo eles se entregam a paixão em cenas maravilhosas, com uma química cheia de carinho, adoração e muito erotismo. Neste último, Alaric inova entre os heróis highlanders por gostar de alguns joguinhos, mas encanta principalmente pela devoção à Keeley. A relação que os dois possuem um com outro é maravilhosa.

Além do casal, os irmãos de Alaric transformam o ambiente da história numa atmosfera acolhedora. Irmãos que se preocupam uns com os outros e levam a ideia de família no sentido máximo da palavra. Claro, eles não seriam tão agradáveis se todos não tivessem  aquele jeitinho de guerreiros rabugentos com um coração mole por dentro. Em especial Caelen, acompanhar como Keeley consegue conquistá-lo e perfurar todo aquele mau humor é uma delícia. É interessante que, embora sejam personagens secundários, ganham tanto destaque e aparições que tornam-se parte essencial da trama. O casal do primeiro livro, Ewan e Mairin, são, de certa forma, os responsáveis pelo início da trama envolvendo Keeley e Alaric.

A história ainda consegue abrir espaço para um pouco de ação e uma pitada de guerra. Nas últimas páginas a autora consegue levar o leitor a um ponto onde ele não tem tanta certeza se o felizes para sempre seria garantido. O drama onde ela nos joga sem piedade traz os sentimentos dos personagens de tal forma que é impossível não sofrer de expectativa até os últimos minutos ou tampouco compartilhar da dor de Alaric.

Maya Banks é daqueles que consegue escrever thrillers, eróticos, florzinhas e  agora medievais. Sempre, de algum modo, consigo ser levada pelas suas histórias, não importa o estilo. Ainda que não são todos os seus livros que caio de amores, Seduction of a Highland Lass foi com certeza um deles. Acompanhar um romance ao estilo Romeu & Julieta foi delicioso e me prendeu do início até a última página. Bem construído e ambientado, o livro explica nas entrelinhas o sucesso da autora. Depois dessa, vou correr para ler os outros livros desta série maravilhosa.

image

sábado, 16 de março de 2013

The Proposal – Katie Ashley

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: [spoiler] Nas semanas seguintes a traição de Aidan, Emma tentou o seu melhor para seguir em frente. Ignorando seus inúmeros sms, correios de voz, e flores, ela não tem certeza se quer ser reconquistada por ele. Mas Aidan não vai desistir sem lutar, especialmente não até que Emma lhe permita revelar o segredo de seu passado que o levou a ser tão avesso a compromissos. Mas o destino intervém quando a possibilidade de um trabalho de parto prematuro força Emma a ficar em repouso absoluto por duas semanas. Aidan avança com uma proposta chocante. Para provar seu amor e compromisso com ela e seu filho por nascer, ele vai tirar uma licença do trabalho para cuidar dela o tempo todo. Prometendo resguardar seu coração, Emma relutantemente concorda. Enquanto ela é tocada pela atenção e carinho de Aidan, Emma é envolvida pelas atenções amorosas do médico Alpesh "Pesh" Nadeen. Pesh é tudo que Emma poderia querer: bem sucedido, estável e pronto para se estabelecer e ser um marido e pai. Pesh não quer nada mais do que conquistar o coração de Emma, mas ela não tem certeza do que ela é capaz de dar. Seu coração ainda pode pertencer ao homem que quebrou–o e que está tão desesperadamente tentando reconquistá–la.

* tradução livre. Fonte: skoob

- Nota: image

[pode conter spoilers caso não tenha lido os livros anteriores]

The Proposal traz o desfecho da complicada e deliciosa história de Emma, a mulher que decidiu ser mãe de forma independente, e Aidan, o homem que ofereceu o meio “prazeroso” para que isso ocorresse. O primeiro livro foi um breve conto mostrando como os dois tiveram o primeiro contato na festa de natal da empresa. O segundo, The Proposition, me deixou apaixonada pela história, e com sua continuação não foi diferente.

O livro começa algumas semanas depois do final conturbado de The Proposition (clique AQUI para ler a resenha). Sem querer soar repetitiva, mas tecerei os mesmos elogios que fiz na resenha do segundo livro da série, pois The Proposal também me conquistou pela narrativa ágil, solta, trazendo novamente aquele ambiente descontraído e divertido. O leitor se sente como um amigo do casal, compartilhando o momento delicado do qual Emma e Aidan estão passando, convidado a sentar, sorrir e suspirar enquanto observa os diálogos de um casal brincalhão e apaixonado.  Emma e Aidan se tornaram um dos meus casais favoritos do meio literário pela cumplicidade singular e deliciosa que um nutrem pelo outro e que; felizmente, foi algo que a autora conseguiu manter no terceiro e último livro da trilogia.

Entretanto, nem tudo são flores no relacionamento do casal. Talvez justamente por isso eu tenha gostado tanto dessa trilogia; a autora nos apresenta personagens mais humanos, que cometem erros e magoam as pessoas que mais amam. Não são perfeitos, mas nem por isso deixam de trazer aquele brilho do romance com direito a longos suspiros e sorrisinho bobo no rosto. Mas lembram que eu falei sobre os dois passarem por um momento delicado? Katie Ashley aborda um tema polêmico e com isso consegue atingir o leitor em cheio. Você sofre com Emma, se irrita com Aidan e espera que ela jamais o perdoe. Entretanto, senão pelo jeitinho “cão arrependido” – e está aí um personagem que sabe muito soar convincente com seu sofrimento -, o amadurecimento de Aidan faz com que o leitor não consiga resistir por muito tempo. Ele aprende com seus erros e em dado momento eu já estava torcendo para Emma parar de maltratá-lo e perdoá-lo. :P

Se Aidan me conquistou desde o primeiro livro, Emma também não deixou por menos. Todas as suas atitudes são seguras, ela é uma mulher no melhor sentido da palavra . Inteligente, bem humorada, se diverte com as brincadeiras de Aidan e sofre quando ela o magoa. Porém, Emma soube fazê-lo sofrer um pouquinho também. Além disso, é um deleite acompanhar o relacionamento dela com seu filho, ainda que ele nem tivesse nascido.

The Proposal fala de segundas chances, de um relacionamento cúmplice e delicioso de acompanhar. Ele cumpre sua proposta de pura diversão romântica – com uma pitada de drama –, sem deixar de passar uma mensagem bacana ao leitor sobre amadurecimento, relacionamentos familiares e o amor. Eu não poderia deixar de comentar da capa, é singela mas carrega exatamente a mensagem do livro. A ideia de apoio ao parceiro, do romance com doses de carinho, simplicidade e cumplicidade, pontos vistos ao longo da história. Terminei o livro com uma ótima sensação de ter fechado uma trilogia maravilhosa que, com certeza, vou sentir falta e torcer para que algum dia seja publicada no Brasil.

 

image 

 

domingo, 10 de março de 2013

The Proposition – Katie Ashley

image

- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Emma Harrison está correndo e seu cavaleiro de armadura brilhante ainda não apareceu. Ela está ficando sem opções, principalmente depois que seu melhor amigo desiste de ajuda-la. Naturalmente, há sempre a possibilidade de recorrer ao banco de esperma, mas Emma teme que um doador desconhecido possa engravidá-la com a desova de Satanás.
Mulherengo convicto, Aidan Fitzgerald sempre consegue o que quer, especialmente no quarto. Quando Emma rejeita seus avanços, ele fica determinado a tê-la, não importa a que preço.
Depois que Aidan descobre a situação de Emma, ele faz uma proposta que irá beneficiar a ambos. Apesar de relutar, Emma não resiste a seu charme, juntamente com seu intenso desejo pela maternidade, e acaba aceitando. Será que este plano tem chance de dar certo?

* tradução: livre

- Nota: clip_image004

Está aí um livro que eu tinha tudo para não gostar. Meu gosto literário nunca caiu de amores por temas como traição, sexo sem compromisso ou mesmo pelas características dos personagens apresentados na sinopse. E, com isso, comecei a ler sem esperar muito da história, mas levei um baque delicioso. The Proposition foi uma ótima surpresa; uma história leve, sexy, inteligente e bem humorada. Tudo na medida certa.

Na história o leitor é apresentado a Emma, uma solteirona que sente os efeitos do tempo. Seu maior sonho é ser mãe, mas Emma não conhece candidatos a altura para isso. Desde a morte de seu noivo, ela não consegue se apaixonar por mais ninguém, e a ideia de recorrer a um banco de espermas não é nenhum pouco atraente. Ao ver seus planos sempre adiados, Emma, desesperada, pede ao seu amigo gay, Connor, que seja o doador do esperma. Ele a princípio aceita, mas seu namorado o coloca contra a parede e Emma vê mais uma vez seu plano indo por água abaixo.

Emma conheceu Aidan na festa de natal da firma. Ela lhe deu um fora ao saber sobre sua reputação de mulherengo e que, para ele, ela seria apenas mais uma conquista. Porém, os dois se encontram novamente em uma situação inusitada. Um pouco de conversa, alguns drinques, e o vice presidente da firma onde ela trabalha lhe oferece para ser o pai da criança. Relutante com a ideia, Emma acaba aceitando sua proposta. Ela ganharia o tão sonhado filho e ele finalmente teria aquela mulher que lhe desprezou na festa da firma… várias vezes.

Talvez eu tenha gostado do enredo porque a autora escreve de um jeito onde a relação de Aidan e Emma não pareça vulgar, pelo contrário. Apesar de ser um erótico,  eu não sei se descreveria The Proposition como tal. Para mim ele soa como uma comédia romântica bem apimentada, acompanhado de uma boa dose de carga emocional. A risada é garantida em vários momentos, pois o ambiente é tão descontraído que foi impossível não rir e se apaixonar pelo jeitinho cafajeste de Aidan. No âmbito amoroso, Aidan foge de qualquer compromisso e deixa isso bem claro durante a trama. Para ele, a relação com Emma é apenas sexo, mas, por outro lado, seu lado gentil, atencioso e engraçado – e muitas vezes sentimental –, não deixa o leitor sentir que se trata de um personagem vazio. Por mais que algumas de suas atitudes tenham me irritado, ele consegue conquistar pouco a pouco o leitor. Emma, por outro lado, é moderna, mas mantém certos paradigmas, é sonhadora e engraçada. Além disso, ao longo da história percebemos que há muito mais nele ou em Emma do que apenas uma história superficial onde os dois passam toda a história explorando o lado físico.

O livro fala do medo de se ligar a alguém, de responsabilidades, crescer na vida e de segundas chances. Tudo isso em uma história onde há dois personagens bem construídos, descritos de tal forma que eles pareçam quase reais. Aidan é cheio de defeitos, pisa na bola, os dois falam bobagens, mas mesmo assim ambos possuem um jeitinho que faz com que o leitor se apaixone por eles. O relacionamento dos dois vai se tornando especial com o passar da história. Cada diálogo, flerte, pequenas cenas como levar o cachorro para passear, tudo nos leva ao crescimento gradual do romance e, quando vamos ver, os dois já estão envolvidos sem que sequer percebam. A atmosfera é tão gostosa e os dois são tão divertidos que o leitor se sente cúmplice do relacionamento.

Os personagens secundários também ganham grande destaque. Em especial o pai de Aidan, Pop, que tenta a qualquer custo endireitar o cabeça dura que é seu filho. A relação familiar incrementa a proposta da autora de falar sobre a paternidade e o envolvimento emocional que isso traz. Os sobrinhos, as irmãs de Aidan, os avós de Emma, todos são maravilhosos e só acrescentam à história. O ambiente é sempre leve e deixa o leitor a vontade, se sentindo parte da história.

Houve apenas algumas expressões que achei repetitiva, como Aidan brincar que Emma tinha uma “boca suja”, frase que se repete ao longo das páginas. Fora isso, eu adorei cada momento da história. No final, há um acontecimento marcante, com uma dose emocional que me deixou louca pela continuação. Eu me pergunto como esse livro ainda não foi publicado no Brasil. The Proposition é aquele livro que estava faltando na pilha de leituras mais quentes, mas que foge de receitas batidas atuais da literatura do gênero. Ótimo livro e excelente história.

image

sábado, 2 de março de 2013

The Maid of Lorne – Terri Brisbin

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Antes de que caísse a noite estaria casada… ou morta. Como herdeira do clã MacDougall, Lara, a senhora do Lorne, sabia que quando se casasse não seria por amor, mas jamais teria imaginado que seu matrimônio seria um castigo. Quando Robert Bruce se fez com o controle de seu castelo, Lara se viu obrigada a casar-se com um de seus homens, Sebastien do Cleish. Leal a seu clã, Lara prometeu não render-se ante o audaz guerreiro. Mas sob a cota de malha e a armadura se escondia o coração valente de um cavalheiro disposto a converter a Lara em sua esposa… em todos os sentidos.

* tradução livre. Fonte: skoob

- Nota: image

Adoro os livros de Terri Brisbin, mas como qualquer autora ela está sujeita a ter seus momentos altos e baixos. Para mim, “The Maid of Lorne” até carrega um enredo interessante, mas faltou trabalhar diversos aspectos da trama e, principalmente, dar mais vida aos personagens.

Lara é a senhora de Lorne, mas em um único dia vê seu castelo invadido, seus habitantes tornam-se prisioneiros e ela é rapidamente levada a fazer uma escolha: ou Lara se casava com Sebastian do Cleish, o homem responsável pelo ataque a mando do Rei Roberto, ou ela enfrentaria a morte. Sem outra opção e temendo pela vida de todos, mas principalmente a de seus irmãos, ela aceita ao matrimônio forçado. Desse modo, Sebastian ganhou o poder para controlar o castelo e mudar a vida de seus habitantes. Porém, ele fica mais interessado em conhecer a mulher que lhe considera um inimigo.

Meu problema com o livro foi logo no começo. A ideia é interessante e as primeiras páginas até despertaram minha vontade de continuar a leitura, porém, a história logo cai no banal e demora a sair dele. Isso porque a autora constrói uma relação totalmente fria entre os personagens, desprovida de qualquer atrativos para chamar a atenção para o romance. Lara é distante, passa a maior parte do livro trancada em seu quarto para evitar estar na presença de Sebastian. Quando não, está conspirando junto ao seu primo para tirar o poder dele. Por sua vez, o personagem até consegue se destacar com seu jeito compreensível e com respeito e paciência adimirável em relação as vontades de Laura e, em certos momentos, suas acusações mordazes. Mas com isso, não há algum conflito interessante até a metade do livro. O leitor é levado a acompanhar dois estranhos que se encontram em alguns momentos, trocam algumas palavras e voltam a se afastarem. Nada que fuja disso.

Felizmente, a história ganha uma trama da metade do livro para o final. Há um leve tom político e o romance começa a ganhar algum destaque interessante, mas, ainda assim, continuei sentindo certa distância entre o casal. Talvez pela tantas vezes em que Lara apronta no livro, não há como simpatizar com ela ou não desejar que Sebastian merecesse alguém melhor. A personagem irrita em vários momentos pela falta de bom senso e julgamento. Ela é facilmente manipulada por seus familiares e, por isso, o grande mérito do livro melhorar fica todo em prol de Sebastian. As últimas páginas são ótimas e trazem uma boa dose de ação e suspense.

É uma pena que a autora tenha se perdido no começo e só acertado a mão bem depois. Ainda assim, se o leitor tiver um pouco mais de paciência, a história torna-se agradável, graças ao Sebastian. Mas com certeza, passou longe de ser o melhor da autora.

image

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Born of Night – Sherrilyn Kenyon

clip_image002- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Despertando de um sono induzido pelas drogas em uma fria cela, Kiara se encontrava como prisioneira dos desumanos saqueadores que ameaçam o reino planetário de seu pai. Um salvador aparece milagrosamente, mas por trás de sua temível máscara está o belo rosto de um escuro vingador cujo contato furtivo faz com que até sua alma arda. Nascido do desejo Chamavam-lhe Némesis. Uma vez foi um assassino renegado, agora é um guerreiro que tem muitos inimigos, e jurou proteger inocentes dos desumanos mercenários ao longo e ao largo das diversas galáxias. Assediado por ambos os lados, sabe que é um perigo para a bela mulher que salvou de uma morte segura. Mas a adorável Kiara desperta um faminto desejo em seu endurecido coração, lhe incitando a uma luta que poderia lhe devolver a honra e curar as feridas de um império sitiado... ou arrancar a Kiara de seus braços para sempre...

* tradução livre

- Nota: clip_image004

Essa semana o blog resenhou o sexto livro da série league, escrito pela Sherrilyn Kenyon (clique AQUI para ler a resenha). Bom, não resisti e resolvi ler a série na ordem desta vez, a começar por Born of Night, o livro que conta a história de Nykyrian.

Por mais que Born of Silence tivesse me dado uma compreensão clara do mundo futurista criado pela autora, é indiscutível que ler na ordem ampliou ainda mais minha percepção de certos tópicos que acabaram não sendo tão explorados no sexto livro. Em Born of Silence, entendemos melhor a política imperial, a guerra, mas neste primeiro é possível entrarmos mais a fundo na história da Liga. A melhor definição seria, com certeza, a ideia de que a Liga é uma força policial abusiva, onde o fim justificam os meios. Em favor de manter a ordem, são capazes de cometerem todos os tipos de abusos e horrores, e aqui somos apresentados ao Nykyrian, um ex-assassino deste grupo. Em dado momento o personagem cai em si sobre sua profissão e abandona a Liga, trabalhando por conta própria.

Nykyrian é contratado para resgatar a bailarina Kiara; raptada por motivos de força política. É nas primeiras páginas que os dois fazem o primeiro contato e a atração é mútua, mesmo que Kiara esteja assustada de mais com toda a situação. Claro, o fato de que Nykyrian estivesse disfarçado e ela não pudesse enxergar ao desconhecido e, além disso, saber se ele era confiável, lhe deixa ainda mais amedrontada. Mas se eu pudesse definir o livro em uma palavra, seria ternura. Mesmo com as características de um personagem frio, assassino e indiferente, Nykyrian não consegue manter a máscara por muito tempo. Sua atitude de compreensão, respeito e carinho por Kiara – ainda que ele seja um ótimo rabugento em algumas ocasiões –, faz com o que o livro se torne uma leitura deliciosa do início ao fim.

Enquanto o foco de Born of Silence me pareceu mais político, mesmo que o romance estivesse presente, Born of Night explora mais a fundo a relação entre os personagens. Cada farpa trocada entre os dois, olhares ou gestos, faz com o que o leitor seja atraído pela promessa do romance. O personagem é moldado de forma maravilhosa, sendo fácil enxergar a proposta da autora. Pois, pelo passado de Nykyrian, ele nunca sentiu de fato o que era alguém se importar com ele e isso é mais que visível durante a leitura. Ela retratou com primor a ideia de um homem que nunca sentiu o que era ser amado, porque sua vida tinha sido dura de mais para que pudesse desfrutar disso. Mais do que tudo, ele desejava que fosse amado, ao menos uma vez na vida. É uma boa mistura entre o belo e o triste construído em um mesmo personagem.

É interessante que dentro da série seja possível encontrar livros que abordem tópicos semelhantes, mas com proporções diferentes. Entretanto, uma coisa é certa: Sherrylyn não poupa o herói fragilizado em qualquer uma de suas histórias. No sexto livro da série, Darling é oprimido pelo seu tio e sofre todos os tipos de crueldades. Aqui, Nykyrian passou por poucas e boas durante a infância e ainda sofre pela inimizade que possui com os próprios irmãos. O conceito de família nesses livros parece distante para que, assim, seja possível moldar a estrutura fragilizada de seus personagens. Mesmo que o lado feroz de cada um não seja, em nenhum momento, deixado de lado, Sherryln soube trabalhar bem com esses lado mais sensível.

A história do livro é menor, você consegue lê-lo quase em uma sentada. Entretanto, Born of Night consegue manter a mesma qualidade, talvez, principalmente, por ser o primeiro livro da série, mas eu senti falta de mais páginas. O conflito político também está presente, porém, o foco é o amor. O romance possui aquele toque de redenção, romance proibido cheio de momentos de deleite para o leitor. Mesmo com certo drama, o livro também carrega alguns momentos de humor. Devo dizer que adorei Kiara; é um tanto irritante ela chorar a cada minuto, mas a personagem foi maravilhosa e compreensível com a carga psicológica de Nykyrian . A química é mais sentimental do que sexual.

Por fim, termino dizendo que a participação de Darling foi um bônus; adorei ler e conhecer sua situação anterior ao seu próprio livro. Será que ficou visível que estou apaixonada por essa série? No site da autora há essa imagem que encontrei sobre como seria Nykyrian, e, sinceramente, ele é bem parecido. Adorei!

clip_image006

image

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Born of Silence – Sherrilyn Kenyon

image

- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Como líder da Resistência, o único objetivo de Zarya é derrotar o governo que destruiu toda a sua família e a deixou sem dinheiro. Sua melhor aposta é um misterioso homem conhecido como Kere.

Mas Kere tem um segredo sombrio. Nascido em um mundo tão privilegiado e ao mesmo tempo corrupto, seu verdadeiro nome é Darling Cruel e é o herdeiro do governador que Zarya quer derrotar. Ninguém jamais viu o verdadeiro nome que se esconde atrás da lenda. Ninguém, apenas Zarya.

Traído pela Resistência, o objetivo de Darling não é só governar, mas também matar todos os membros da resistência que possa encontrar. Zarya deve por fim ao reinado de terror de Darling, mas poderá transpassar sua loucura para recuperar o herói que uma vez lutou ao seu lado?

*tradução livre

- Nota: image

Born of Silence é o sexto livro da série League, escrito pela Sherrilyn Kenyon. Não é a primeira vez que leio algo da autora e, portanto, não fiquei surpresa com o resultado da leitura. Sherrilyn não só nos traz uma história que geralmente consegue obter aquele tom diferencial – ainda que possa soar clichê em alguns momentos –, como também aborda temas fortes e cheio de emoções para o leitor. Eu evito ao máximo comparações, mas para quem gosta da escrita de J.R Ward, Sherrilyn é quem mais se aproxima do estilo da autora.

A história em Born of Silence é futurística e se passa no Sistemas Unidos, onde há a nação Caronese. Por muitos anos os cidadãos caroneneses foram oprimidos pelo tirano Arturo Cruel, e quando digo tirano é no sentindo mais literal da palavra. Durante todo o livro há menções a diversas leis que Arturo cria para favorecê-lo que, mesmo em um ambiente avançado em tecnologia e conhecimento, nos remete a um sistema arcaico, opressor e incoerente. Se não bastasse, Arturo é tão doente pelo poder que mantém seu sobrinho em rédeas curtas, com medo de que a qualquer momento Darling pudesse se voltar contra ele e tirá-lo do trono. É na sua relação com Darling que Arturo usa da sua autoridade para submetê-lo as mais terríveis provações e crueldades.

Se na história Arturo se encarrega da atmosfera pesada do livro, Darling é um daqueles personagens que conquista logo nas primeiras páginas. Sua relação com seu melhor amigo homosexual, Maris, é um dos encantos da história. Sem deixar de lado os ares de guerreiros poderosos e ferozes, ambos me conquistaram pela amizade, mas Darling principalmente por toda sua trajetória de vida. Mesmo sofrendo horrores nas mãos de seu tio, ele suporta tudo em silêncio, na esperança de que um dia pudesse se vingar de forma que sua família não sofresse represálias. A forma como ele se doa por seus parentes, ainda que nenhum deles a princípio mereça, faz com que Darling se torne um personagem maravilhoso e fácil de se apaixonar. Tudo que ele queria era livrar seu povo e sua família das mãos de um homem doentio e desumano.

Darling faz parte de um grupo denominado Resistência, onde lutam contra o império de Arturo. Entretanto, por ser o sobrinho dele, o personagem faz isso de forma anônima, com o pseudônimo de Kere, de modo que nem mesmo o grupo da Resistência soubesse quem ele é. É na Resistência que ele conhece Zarya e, entre encontros as escuras e lutas onde ele está sempre envolto em camuflagens, os dois acabam se apaixonando. A princípio esse romance às cegas é doce e puro, um tom suave em meio a situação tensa da história. Entretanto, as coisas mudam drasticamente quando, ao embarcar em uma missão para finalmente tirar seu tio do do poder, há uma sucessão de acontecimentos infelizes e ele acaba sendo capturado pela própria resistência. Os homens que um dia foram seus amigos tornam-se seus captores, e é aí que a história nos traz uma atmosfera ainda mais pesada e tenebrosa.

Esse ponto é fundamental para entendermos a transformação psicológica do personagem e o rumo que a história segue do momento em que Darling é torturado pelos seus próprios amigos até as últimas páginas. O personagem sofre tudo e mais um pouco, não sendo poupado a qualquer tipo de humilhação, dor e crueldade. O fato de acompanharmos em detalhes sua condição mental - cada resquício de esperança de que Zarya fosse salvá-lo ou sua tentativa de se manter são -, foi uma aposta ousada, bem trabalhada e por isso mesmo torna tudo mais verossímil e angustiante. Em dados momentos, a atmosfera chega a ser sufocante.

Por mais que isso possa soar um tanto “humor negro”, eu adorei cada momento do livro. A narrativa da autora é excelente, daquelas que é quase impossível ler apenas algumas páginas. A crueldade sofrida por Darling o torna um homem amargo, em busca de vingança, mas sem deixar de enxergamos aquela alma destruída por dentro, que precisa curar as feridas com um amor. É uma tremenda ironia que essa pessoa seja justamente aquela que, de forma inconsciente ou não (e aí fica a critério do leitor decidir), participou de sua tortura.

Apesar de ser o sexto do livro da série, não é difícil compreender todo o universo criado pela autora. O livro aborda de forma fantástica o pior do ser humano. Pois, por mais que Born of Silence seja uma história de romance com motes de vingança e redenção, e nesse aspecto ele não é tão diferente do que encontramos em demais livros do gênero, o livro também explora de forma brilhante a política imperial, o poder, a guerra e temas ainda mais polêmicos como o preconceito sexual. Visto que ainda vivemos em uma sociedade onde as pessoas saem na rua para protestar contra o casamento gay, o livro, por mais que se ambiente em um mundo futurista, carrega aspectos nenhum pouco distantes da realidade. Sempre em uma atmosfera pesada, homossexuais são vistos na história como se portassem alguma doença contagiosa, incapazes de gerir a própria vida, quiçá comandar um império. Claro, piadinhas “inocentes” aqui e ali sempre estão presente na trama como forma de lembrar o quanto as pessoas conseguem ser crueis pelo simples fato de se divertirem com isso.

É fácil perceber o modo como cada um desses temas se entrelaçam, tornando a história atraente e real. Quanto ao romance… bom, um lado meu torce o nariz pelo perdão que veio fácil de mais. O casal possui um relacionamento agradável, mas não ultrapassa muito o essencial que estamos acostumadas a ler nos romances. Aliás, parte disso se deve a personalidade arrogante de Zarya, ela não me convenceu e passei boa parte do livro prestando mais atenção no relacionamento de irmandade entre Maris e Darling no que no da própria personagem. Ainda assim, vale a pena em alguns momentos e os acontecimentos finais, cheios de reviravoltas, fez com eu conseguisse mudar de ideia até o final do livro. O romance conversa bem com os outros igredientes do livro.

O livro é excelente para quem quer uma história triste e bela ao mesmo tempo, que trabalhe com contraste como a amizade e o ódio, o preconceito e o apoio, a paz, a guerra e a política, todos muito bem abordados. Depois da minha leitura já estou doida para conhecer os outros livros da série. Qualquer pormenor negativo não conseguiu diminuir meu encanto pela história e, para mim, Born of Silence é definitivamente 5 estrelas. Recomendadíssimo!image

 

 

sábado, 24 de novembro de 2012

The Conquest – Jude Deveraux

image- Ficha Técnica:

- Sinopse: * A encantadora Zared Peregrine era o orgulho da família, um tesouro que seus ferozes irmãos querem proteger a todo o custo de seus eternos inimigos, os Howard. Os Peregrine já tinham sofrido suficientes perdas nas mãos destes inimigos. Os Irmãos de Zared a tinham treinado na arte da guerra, e a tinham vestido como um menino. No castelo Peregrine, ninguém sabia que o jovem Peregrine era uma mulher... Até que o Cavalheiro Tearle Howard volta de seu retiro na França, e não lhe custa muito dar-se conta que Zared é uma garota e além disso, muito formosa. Agora, como o furor da inimizade entre suas famílias, Tearle quer ganhar o coração de Zared e salvá-la da escuridão e da obsessão de morte de seus irmãos.

*tradução livre (fonte: skoob)

- Nota: image

Sou fã de carteirinha da autora por uma série de motivos. “O Cavaleiro da Armadura Brilhante” foi  o primeiro livro de romance romântico que eu li, chorei, suspirei, me apaixonei, chorei mais um pouco e não consegui tirar da cabeça por vários dias. Logo depois li “A Herdeira”, outro romance encatador da autora. E então, ao ler “Highlander Audaz”, tive a sensação de fazer parte de uma história marcante e especial. Sabe aqueles livros especiais, que você vai levar na memória para o resto da vida? Pois é. Desde então considero Jude Deveraux uma das melhores escritoras desse gênero e indico seus livros para todos que adoram os romances medievais.

Portanto, quando tive a oportunidade de ler mais um livro dela, não pensei duas vezes. The Conquest (ou em português, A Conquista) é o segundo livro da série Peregrine. A história gira em torno de Zared, uma mulher que cresceu aprendendo a odiar seus vizinhos. Tudo porque, na realidade, há uma antiga briga entre a família Peregrine e os Howard. Disputa entre terras, rapto de esposas, mortes em batalhas  marcam a vida das duas famílias que se odeiam tão forte a ponto de virar uma obsessão por todos. Zared, influenciada por seus irmãos mais velhos, aprendeu a tomar esse ódio para si.

Por isso, ao conhecer o irmão mais novo dos Howard, a inimizade é instantânea. Mas apenas por parte de Zared, pois Tearle é diferente de seus irmãos. Afastado do lar por vários anos, ele não conhece o mesmo ódio e rancor das famílias e só deseja obter a paz. Portanto, decide que teria a bela Zared para si, satisfaria seu desejo e, ao mesmo tempo, acabaria de vez com as disputas. Assim começa uma história de brigas, beijos roubados e muita, muita paciência por parte do mocinho, que merecia ganhar o troféu de persistência do ano.

Dar nota para esse livro foi um tanto complicado. Entendam que a história em si é até boa, mas não boa o suficiente se comparada a outros da autora. Já esperando encontrar o próximo best-seller que ia me fazer chorar, suspirar e me apaixonar, fui com muita sede ao pote (ou melhor, ao livro) e,  no final, acabei decepcionada.

Qual o problema do livro? Justamente a briga entre as famílias. Eu sei que o intuito da autora foi mostrar até onde o ódio cego pode conduzir suas ações – muitas vezes injustas, cruéis e obsessivas -, mas o exagero dessa história foi um incômodo para mim. Porque tudo no livro beira somente ao “ódio aos Howard”, tornando o livro cansativo, repetitivo e cruel por parte de Zerard.  Isso porque Tearle tampouco é um personagem que sabe devolver na mesma moeda, ou ao menos se impor como outros heróis de época. Por amor, ele recebe de braços abertos os insultos de Zared, seu mau humor, sua repulsa a ele e muito mais. Inclusive, há uma parte no livro onde Taerle é humilhado e espancado pelos irmãos dela, e Zared não toma qualquer atitude digna de merecer todo o amor dele.

E o romance… bom, o que dizer dele? Não foi dos piores, mas não é nada para carregar a marca da autora. Não há uma química forte, daquelas que você nota logo no começo que serão o casal perfeito, longe disso. Tearle a amava e suportou tudo por ela, mas Zared não estava na mesma sintonia. Além disso, as descrições dos seus sentimentos com relação a ele são poucas, a personagem passa mais tempo o insultando do que compartilhando com o leitor o que sente por ele. Quando o “eu amo você” acontece, acaba soando artifical demais.

A escrita da autora faz com que o livro, ainda assim, seja bom (se você conseguir suportar a mocinha, claro). A parte boa do livro fica justamente por conta de Taerle. Ele não é protagonista do ano, mas é fofo, engraçado e ainda mostra que sabe lutar bem. Mas as vezes, só as vezes eu quis entrar no livro e chacoalhá-lo para ver se ele percebia que Zared não servia para ele.

Ainda considero Jude Deveraux uma grande escritora nesse gênero. Entretanto, The Conquest deve ser lido sem grandes expectativas. É um bom livro para algumas horas de entreterimento.

image

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Promise of The Rose – Brenda Joyce

image- Ficha Técnica:

- Sinopse: * Stephen, guerreiro conhecido por sua valentia e crueldade na batalha, sabe que casando com sua prisioneira porá fim a interminável guerra entre Escócia e Inglaterra. E, apesar de tentar impedir por todos os meios, não poderá evitar sentir-se irresistivelmente atraído pela princesa. Mary, que a princípio se opõe ao matrimônio, acabará cedendo, já que em seu coração nasce um profundo e apaixonado amor pelo homem que a mantém cativa. Uma vez casados, Mary terá que escolher entre ser uma espiã, tal e qual exige seu pai, o rei da Escócia, ou trair o homem que possui sua alma. Em meio de intrigas e sombrios planos de vingança, nasce um amor que será mais forte que o ódio e a traição. Um amor que perdurará para sempre. Um amor que se tornará uma lenda.

*tradução livre* (fonte: skoob)

- Nota: 5

Após “Noiva Roubada”, (clique aqui para ler a resenha), pensei em ir atrás de outros livros da autora. A série Warrane, da autora Brenda Joyce, é composta de dez livros, podendo ou não seguir pela ordem cronológica.

Promise of The Rose conta a história de Stephen, um vassalo do rei cuja propriedade, à fronteira da Escócia, é tão valiosa que o faz ser um forte aliado para o Rei Rufus. Quando volta de uma batalha, ferido, seus homens encontram na floresta uma mulher que, mais para frente, descobririam ser a filha do Rei da Escócia. Entre brigas, fugas e discussões, Stephen vê sua oportunidade para subjugar Malcom, o pai de de Mary, a uma aliança forçada através do casamento.

Seria um enredo que já vemos nos romances medievais, isso não é novidade. Acredito de vez em quando no “nada se cria, tudo se copia”, entretanto, dependendo da forma como o mesmo enredo é trabalhado, ele pode soar o diferente. Foi isso que aconteceu durante a leitura, quando me vi completamente envolvida numa história carregada de conspirações, intrigas, injustiças e guerras. São trezentas e poucas página conflitando com os mais variado tipos de situações e sentimentos.

É impossível falar desse romance sem descrever os personagens secundários que ganharam uma importância fundamental à trama. É a primeira vez que vejo personagens de fundo serem tão importantes quanto o casal principal. Temos Rufus, um rei homossexual comandando a Normandia; seu irmão, Henry, vive a sua sombra, embora seja perigoso. Ainda contamos com os irmãos de Stephen, o pai de Mary, rei da Escócia, e seus seis protetores irmãos. Todos possuem papel fundamental nessa guerra entre os países.

Com tantos personagens com ares poderosos, o livro é cheio de tensão política e disputa de poder. Brenda Joyce constrói uma história onde é possível enxergar o que, de fato, era a dura realidade da época. A disputa  entre a monarquia não media esforços, vassalos não passavam de meros peões que deviam servir aos seus reis através de duras provas de lealdade e juramentos sagrados. Em um minuto você poderia ser o favorito da coroa, no segundo seguinte ser acusado de traição. O abuso era grande e o limite desconhecido para esses homens.

Quase ninguém nesta história consegue ser o santo. O que se via na Idade Media é posto em alta pelo livro: o perigo da traição, da guerra e a pouca – ou quase nenhuma – voz que tinham as mulheres. Suas obrigações limitavam a cuidar de seus maridos, satisfazê-los (quando eles assim achassem necessário) e lhe darem filhos homens.

Mary é a protagonista desse cenário. Ela é, em palavras da própria personagem, um sacrifício político. Os dois lados a usam para chegar aonde querem, sem importar as consequências. A autora escreve de modo a entrarmos num espaço onde os filhos são mero meio para os pais conseguirem o que querem, matrimônios servem para acordos políticos ou como um meio de chantagem. Aqui, abro um parêntese para enfatizar que o próprio Stephen foi tirado de seu pai e levado a corte para manter Rolfe sobre controle pelas mãos do rei. O modo como todos são  peões fáceis em jogos políticos, impressiona com a veracidade da escrita da autora.

Então o leitor se pergunta, e o romance? Ele existe, é intenso mas nada florzinha. Chega a ser hot as cenas de paixão, mas o amor em si é uma montanha russa. Uma hora tudo está indo bem, mas no outro, um pequeno mal entendido vira sinônimo de uma alta traição. O casal tem química, mas quase não passa disso. A amizade e o companheirismo são vistos no livro como algo raro. Por isso o romance beira na corda bamba todo o tempo, principalmente pelas incontáveis vezes que Mary teve que pagar por acusações falsas do qual sequer teve permissão para se defender. Embora eu tenha gostado de Mary, prefiro outro tipo de personagem. Até entendo a situação de uma mulher naquela época, mas meu lado leitora prefere mocinhas mais ativas do que aquela que abaixa a cabeça e chora em silêncio. É irritante.

Eu odiei e amei o Stephen. Ele segue os padrões de qualquer outro personagem, acha que sua esposa lhe deve a obediência cega. Tentei enxergar um personagem que vivia nos tempos em que a traição podia vir da própria sombra para justificar certas atitudes dele com relação a Mary, as vezes forte demais. Ele sabia ser doce e cruel. Confesso, o perdão veio fácil, Stephen merecia sofrer bem mais.

Em vezes me vi irritada, outras um pouco surpreendida. Quando estamos acostumadas a ler romances medievais floreados,  um livro desses acaba sendo quase um choque. Foi certamente um achado, fico surpresa que eu nunca tenha ouvido falar da autora nos grupinhos de romances por aí. Brenda Joyce ainda coloca uma nota no final do livro, contanto mais fatos sobre aquela época e sua pesquisa minuciosa que construiu a ponte sólida para uma história narrada de forma forte e quase real. Aos amantes de romances medievais, é como eu li nas opiniões que andei vendo a respeito do livro: Você pode odiar ou amar, mas vai ser impossível ficar indiferente a história de Stephen e Mary.

image

 

domingo, 8 de julho de 2012

A Noiva Roubada – Brenda Joyce

image

- Ficha Técnica:

- Título Original: The Stolen Bridge

- Sinopse: O seu amor teria conseguido sobreviver a tantos anos? Sean O´Neill representara tudo para Eleanor de Warenne, mas desde que ele deixara a solarenga casa da sua família e desaparecera, ninguém voltara a ter notícias dele. Inclusive Eleanor abandonou qualquer esperança de voltar a vê-lo e comprometeu-se com outro. Então, a apenas uns dias do seu casamento, Sean apareceu… todavia o rapaz que fora o seu protector durante a infância transformara-se num estranho embrutecido pelo tempo que passara na prisão. E era um fugitivo. Cansado e angustiado, Sean sentiu um enorme choque ao descobrir que a pequena Elle se transformara na bela e desejável Eleanor. Embora se recusasse a pô-la em perigo, a sua decisão de se afastar dela foi posta à prova pela determinação de uma mulher que não ia permitir que a abandonasse novamente.

- Nota: 5

Sean O’Neill conhece Eleanor desde que ela tinha dois anos de idade. A amizade nasceu assim que a menina teve idade suficiente para segui-lo sempre que uma oportunidade surgia. Sean era seu querido meio-irmão, seu amor platônico não correspondido. Sean, por outro lado, não perdia uma oportunidade de zombar de seus modos nada femininos e salientar o quão irritante era essa perseguição. Entretanto, era o primeiro a cuidar e se preocupar com ela quando a menina se metia em encrencas.

Pouco tempo depois, Sean decide partir de seu lar em busca de aventura. Eleanor está pronta para ir com ele, mas o rapaz decide dar um basta aquela perseguição que começou quando ela era uma garotinha. Com uma conversa definitiva, ele parte deixando a promessa que voltaria um dia para o lar. Porém, dois anos se passam, e todos acreditam que Sean morreu. Não havia mais notícias dele, e Eleanor enfim cede aos caprichos de seu pai para que se case com Sinclair, um pretendente de bom coração. Dias antes do casamento, Sean decide retornar, mas há algo errado.

Magro, faminto, sujo e machucado. Sean sequer conseguia falar direito. O rapaz que ela outrora conhecera tinha sumido; em lugar estava John Collins, acusado de traição e fugitivo da justiça dos ingleses.

Sean precisa urgente fugir para as Américas antes que o capturem, mas precisava ver uma última vez sua Eleanor. Dividido entre o ciúme ao saber que ela se casaria, e partir sem causar danos a todos, ele acaba por fazer o contrário da razão. O encontro entre os dois gera então uma série de acontecimentos imprevisíveis. Antes que percebesse, Sean estava fugindo com Eleanor ao seu lado.

É com esse enredo que temos uma história excelente, com ares de regência. A autora escreve muito bem e conseguiu me conquistar com o drama transbordando nas páginas. Não é um livro cru, mas trata-se de uma história triste com um ar de novela dramática. Ainda assim, engana-se quem pensa que por esse motivo o livro possa se tornar chato e melodramático demais.

Boa parte da atmosfera melancólica da história é graças ao mocinho. A autora consegue, sem rebuscar, passa a dor e o sofrimento dele, assim como seu tormento entre manter Eleanor consigo ou enviá-la a salvo para sua casa. Brenda Joyce não poupa o herói fragilizado, portanto, temos o que não vemos em outras histórias: O rapaz chora inúmeras vezes, tem crises de vomito, passa mal, é claustrofóbico, tem pesadelos e demônios pessoais do qual não consegue lidar. Nada parecido com heróis musculosos a la galãs; um espírito frágil é a melhor descrição para Sean,

Eleanor também possui uma grande participação na história. Confesso, dependendo do leitor ela pode soar uma mocinha implorando por um pouco de atenção de um irritante mocinho que insiste em desprezá-la, mas eu vi diferente. Admito que ele me irritou um pouquinho, mas Sean está tão destruído que se sente envergonhado e humilhado inúmeras vezes. Não se trata apenas de achar que não merece aquele amor, e sim de saber que ele era um homem condenado, que o amor de sua vida também poderia ser acusada de traição caso continuasse com ele. Lágrimas são derrubadas, lembranças resgatadas e sim, cenas de amor estão presentes. Nada muito forte, e surpreendentemente não tão romântico. O foco aqui é o cuidado que um tem pelo outro, a preocupação e o sofrimento de terem sido separados.

A autora ainda consegue transformar as últimas cem páginas numa tensão cheia de reviravoltas, lutas, abuso de poder e um final incerto. Pausa para suspirar por todos os irmãos maiores de Eleanor, a camaradagem e o instinto “irmão superprotetor” são um bônus que tornam o livro ainda melhor. Adorei todos, a boa notícia é que há um livro para cada um deles.

Não é um livro que vá agradar a todos, por ser um gênero mais específico. Envolve o drama romântico, meio água com açúcar, meio Romeu & Julieta. Um casal impedido de amar por fatores alheios. Fazia tempo que eu não lia algo assim, adorei! :-)

Abaixo, capa original:

image

image