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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Perdida – Carina Rissi

image- Ficha Técnica:

- 362 páginas

- Sinopse: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

- Nota: clip_image004

Embora tivesse em mente uma abordagem diferente, Perdida, da autora Carina Rissi, me conquistou logo no começo. Esperava um livro mais denso e um contexto histórico que se prendesse a determinadas características da época, bem como o comportamento dos personagens naquele tempo. Porém, o que encontrei foi uma história leve, que recria o conto de fadas do príncipe encantado. Dentro dessa composição, o livro foi uma leitura deliciosa e ótima do início ao fim.

Narrado em primeira pessoa, a história de Sofia é escrita de maneira descontraída, visto que acompanhamos tudo sob a ótica e pensamentos da mesma. Suas impressões e experiências vividas no século dezenove pincelam um texto de humor leve que, em diversos momentos, provoca tiradas engraçadas. Gostei muito de Sofia - a personagem é carismática, espontânea e muitas vezes audaciosa. Aqui, o mais importante foi como a autora soube dosar todos esses ingredientes sem transborda-los na trama, tornando Sofia uma personagem convincente e, por consequência, muito agradável de ler. Gosto quando encontro na trama protagonistas cuja personalidade os destacam de algum modo.

Ian, porém, não trouxe o mesmo brilho para mim. Ele é fofo, um lorde de todos os modos, contudo não parece ir muito além de um jovem educado de boa aparência. Teria adorado encontrar um personagem com um pouco mais de voz, mais crítico e intenso... Para alguém de dois séculos atrás, achei que Ian aceitou muito rápido os modos de Sofia (e vice versa) – especialmente porque falamos de um personagem cujo contexto histórico abordava uma sociedade bem machista. Entretanto, Ian traz poucos traços daquele século. Um pouco mais de verossimilhança para o comportamento de um homem daquele tempo, - um jeitinho mais “turrão” -, teria sido ótimo, pois acho que daria longas discussões divertidas entre os dois.

Bem escrito, a história é gostosa de ler e parece trazer uma linguagem para conquistar o público jovem, contudo o livro se destina a qualquer um que,  assim como eu, curta um romance gracinha no melhor estilo conto de fadas. A autora acrescenta alguns fatos da época – retira outros como ela mesma salienta no final do livro –, mas não se prende muito a detalhes históricos. Já o texto é dinâmico e em nenhum momento instiga o tédio, pois os acontecimentos na trama são muitos – seja pelo romance em si, pelo baile ou pelo simples fato de Sofia conhecer “a casinha” – este último o ápice do bom humor na história.

Gostei muito de Perdida. Houve, entretanto, alguns pontos que me incomodaram e me deixaram bem indecisa quanto a nota final. Como um conto de fadas, não há, de fato, grandes ressalvas, porém em alguns momentos a narrativa escorregou ao meu ver. Repetições de expressões em um espaço curto de tempo, o abuso de determinados artifícios que quebraram o fluxo da história em uma cena importante foram alguns desses pontos. As gírias, usadas para forçar situações cômicas de comunicação, a princípio engraçadas, acabaram se desgastando por serem usadas em excesso, principalmente porque Sofia é uma mulher de 25 anos e não uma adolescente. Ao menos não conseguia ver, na minha mente, alguém com essa idade encaixar tantas gírias dentro de um único diálogo.

Apesar disso, Perdida foi uma leitura muito boa. Li em dois dias. Recheado de momentos fofos, a história retrata um conto de fadas divertido e mágico. Uma graça de leitura que me conquistou e me instigou a ler outros livros da autora. 

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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Projeto Rosie – Graeme Simsion

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Rosie Project

- 319 páginas

- Sinopse: Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontra-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado... e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.

- Nota: clip_image004

Iniciei minha leitura sem grandes expectativas, o que deu certo. Não porque o livro seja ruim – O Projeto Rosie traz um enredo interessante e apresenta uma narrativa dinâmica, o que tornou a leitura muito prazerosa –, porém quando terminei a última página, fiquei com a sensação de que a história teria um potencial muito maior se tivesse sido mais aprofundado. O Projeto Rosie é como – e o próprio autor cita em seus agradecimentos – o projeto de um roteiro que ele começou a escrever seis anos atrás. Rápido, diálogos concisos, sem explorar muitos cenários ou sentimentos externos de outros personagens que não fosse o do próprio protagonista, o que por consequência acaba sobrando pouco espaço para desenvolver o romance “gracinha”, embora ele marque presença. Com isso em mente, as chances de curtir a leitura, como foi o meu caso, são bem grandes.

Em O Projeto Rosie, fui conquistada pelo espírito narrativo que beira a certo tom descontraído, deixando o leitor a vontade na história. Aqui, somos logo de início apresentados as características intrínsecas do protagonista que narra a história em primeira pessoa. É quase impossível não lembrar de Sheldon Cooper do seriado The Big Bang Theory, pois Don Tillman também possui certas dificuldades de convívio social. O personagem detesta contato físico, não tem muitos amigos, segue a risca listas que vão desde o cardápio semanal até o tempo cronometrado que leva para prepará-los, lavar o banheiro, chegar em casa ou ir dormir – no mesmo horário –, todos os dias. Com tamanha peculiaridade, as ações de Tillman são quase mecânicas, mas o autor consegue encaixar – por meio dos pensamentos – o lado emocional de seu personagem, que condiz com sua personalidade única. E é nesse ponto que o autor consegue fisgar, pois Don se mostra, ao longo da história, o quanto é humano e tem bom coração.

O argumento da história é desenvolvido por meio do projeto Esposa, este intitulado pelo personagem principal. Decido a seguir o conselho de seu (quase) único amigo, Gene, Don vai atrás de uma esposa. O problema é que sua última tentativa baseada apenas em “deixar rolar” mostrou-se um total desastre e – sendo Don um protagonista prático –, ele desenvolve um questionário com tudo que ele considera necessário em uma esposa perfeita. Beira ao absurdo e machista suas exigências, mas é importante contextualizar a lista dentro do perfil do personagem – o que, portanto, instiga o bom humor em muitas de suas tentativas frustradas para que encontrasse a mulher que respondesse aos tópicos de sua lista. É neste segmento que Don conhece Rosie, alguém que ele pensa ser uma candidata para o projeto Esposa. Ah, mas ela fuma, bebe, chega atrasada e é vegetariana, tudo que ele mais detesta! Porém, antes que perceba, Don se vê mais e mais envolvido com Rosie…

A história tem aquele jeitinho leve; cria uma atmosfera singela e deliciosa. Embora o autor não desenvolva a fundo a construção de ambientes, me pareceu suficiente as informações que temos da universidade ou de Nova York, por exemplo. Ao menos, eu não senti falta. Mas não posso deixar de dizer o mesmo com relação ao romance. Os personagens passam a história tão focados no objetivo único – encontrar o pai de Rosie ou o projeto Esposa –, que os diálogos sentimentais mostram-se vagos e raros ao longo das páginas. Don até convence o leitor do seu amadurecimento interior, apenas porque acompanhamos sua mente, mas não dá para dizer o mesmo de Rosie, que em 319 páginas joga 3 ou 4 tiradas sobre achá-lo bonito ou dá indícios de que está interessada nele. Mas ela tampouco consegue demonstrar com algo mais, mesmo um simples gesto. Outro aspecto está relacionado com determinados argumentos de Rosie com relação ao seu pai, Phill, que também me pareceu vagos e quase injustificável para seu comportamento com relação a ele.

Como eu citei, gostei da história, mas eu teria apreciado muito mais se tivesse um pouco mais aprofundamento nas relações, pois em O Projeto Rosie, todos os holofotes é voltado para o comportamento social de Don – o que deixa os demais personagens um tanto superficiais. Ao mesmo tempo, são as características deste protagonista que garante a história um toque único e delicioso. Nosso personagem é fofo, encanta com seu jeito singelo de ver a vida e muitas vezes também instiga compaixão pelo seu passado. No final, fica uma mensagem interessante sobre ser quem você é e aprender a ceder em um relacionamento. É um livro despretensioso que garante boas horas de leitura.

Capa Original:

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sábado, 16 de março de 2013

The Proposal – Katie Ashley

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: [spoiler] Nas semanas seguintes a traição de Aidan, Emma tentou o seu melhor para seguir em frente. Ignorando seus inúmeros sms, correios de voz, e flores, ela não tem certeza se quer ser reconquistada por ele. Mas Aidan não vai desistir sem lutar, especialmente não até que Emma lhe permita revelar o segredo de seu passado que o levou a ser tão avesso a compromissos. Mas o destino intervém quando a possibilidade de um trabalho de parto prematuro força Emma a ficar em repouso absoluto por duas semanas. Aidan avança com uma proposta chocante. Para provar seu amor e compromisso com ela e seu filho por nascer, ele vai tirar uma licença do trabalho para cuidar dela o tempo todo. Prometendo resguardar seu coração, Emma relutantemente concorda. Enquanto ela é tocada pela atenção e carinho de Aidan, Emma é envolvida pelas atenções amorosas do médico Alpesh "Pesh" Nadeen. Pesh é tudo que Emma poderia querer: bem sucedido, estável e pronto para se estabelecer e ser um marido e pai. Pesh não quer nada mais do que conquistar o coração de Emma, mas ela não tem certeza do que ela é capaz de dar. Seu coração ainda pode pertencer ao homem que quebrou–o e que está tão desesperadamente tentando reconquistá–la.

* tradução livre. Fonte: skoob

- Nota: image

[pode conter spoilers caso não tenha lido os livros anteriores]

The Proposal traz o desfecho da complicada e deliciosa história de Emma, a mulher que decidiu ser mãe de forma independente, e Aidan, o homem que ofereceu o meio “prazeroso” para que isso ocorresse. O primeiro livro foi um breve conto mostrando como os dois tiveram o primeiro contato na festa de natal da empresa. O segundo, The Proposition, me deixou apaixonada pela história, e com sua continuação não foi diferente.

O livro começa algumas semanas depois do final conturbado de The Proposition (clique AQUI para ler a resenha). Sem querer soar repetitiva, mas tecerei os mesmos elogios que fiz na resenha do segundo livro da série, pois The Proposal também me conquistou pela narrativa ágil, solta, trazendo novamente aquele ambiente descontraído e divertido. O leitor se sente como um amigo do casal, compartilhando o momento delicado do qual Emma e Aidan estão passando, convidado a sentar, sorrir e suspirar enquanto observa os diálogos de um casal brincalhão e apaixonado.  Emma e Aidan se tornaram um dos meus casais favoritos do meio literário pela cumplicidade singular e deliciosa que um nutrem pelo outro e que; felizmente, foi algo que a autora conseguiu manter no terceiro e último livro da trilogia.

Entretanto, nem tudo são flores no relacionamento do casal. Talvez justamente por isso eu tenha gostado tanto dessa trilogia; a autora nos apresenta personagens mais humanos, que cometem erros e magoam as pessoas que mais amam. Não são perfeitos, mas nem por isso deixam de trazer aquele brilho do romance com direito a longos suspiros e sorrisinho bobo no rosto. Mas lembram que eu falei sobre os dois passarem por um momento delicado? Katie Ashley aborda um tema polêmico e com isso consegue atingir o leitor em cheio. Você sofre com Emma, se irrita com Aidan e espera que ela jamais o perdoe. Entretanto, senão pelo jeitinho “cão arrependido” – e está aí um personagem que sabe muito soar convincente com seu sofrimento -, o amadurecimento de Aidan faz com que o leitor não consiga resistir por muito tempo. Ele aprende com seus erros e em dado momento eu já estava torcendo para Emma parar de maltratá-lo e perdoá-lo. :P

Se Aidan me conquistou desde o primeiro livro, Emma também não deixou por menos. Todas as suas atitudes são seguras, ela é uma mulher no melhor sentido da palavra . Inteligente, bem humorada, se diverte com as brincadeiras de Aidan e sofre quando ela o magoa. Porém, Emma soube fazê-lo sofrer um pouquinho também. Além disso, é um deleite acompanhar o relacionamento dela com seu filho, ainda que ele nem tivesse nascido.

The Proposal fala de segundas chances, de um relacionamento cúmplice e delicioso de acompanhar. Ele cumpre sua proposta de pura diversão romântica – com uma pitada de drama –, sem deixar de passar uma mensagem bacana ao leitor sobre amadurecimento, relacionamentos familiares e o amor. Eu não poderia deixar de comentar da capa, é singela mas carrega exatamente a mensagem do livro. A ideia de apoio ao parceiro, do romance com doses de carinho, simplicidade e cumplicidade, pontos vistos ao longo da história. Terminei o livro com uma ótima sensação de ter fechado uma trilogia maravilhosa que, com certeza, vou sentir falta e torcer para que algum dia seja publicada no Brasil.

 

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domingo, 10 de março de 2013

The Proposition – Katie Ashley

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- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Emma Harrison está correndo e seu cavaleiro de armadura brilhante ainda não apareceu. Ela está ficando sem opções, principalmente depois que seu melhor amigo desiste de ajuda-la. Naturalmente, há sempre a possibilidade de recorrer ao banco de esperma, mas Emma teme que um doador desconhecido possa engravidá-la com a desova de Satanás.
Mulherengo convicto, Aidan Fitzgerald sempre consegue o que quer, especialmente no quarto. Quando Emma rejeita seus avanços, ele fica determinado a tê-la, não importa a que preço.
Depois que Aidan descobre a situação de Emma, ele faz uma proposta que irá beneficiar a ambos. Apesar de relutar, Emma não resiste a seu charme, juntamente com seu intenso desejo pela maternidade, e acaba aceitando. Será que este plano tem chance de dar certo?

* tradução: livre

- Nota: clip_image004

Está aí um livro que eu tinha tudo para não gostar. Meu gosto literário nunca caiu de amores por temas como traição, sexo sem compromisso ou mesmo pelas características dos personagens apresentados na sinopse. E, com isso, comecei a ler sem esperar muito da história, mas levei um baque delicioso. The Proposition foi uma ótima surpresa; uma história leve, sexy, inteligente e bem humorada. Tudo na medida certa.

Na história o leitor é apresentado a Emma, uma solteirona que sente os efeitos do tempo. Seu maior sonho é ser mãe, mas Emma não conhece candidatos a altura para isso. Desde a morte de seu noivo, ela não consegue se apaixonar por mais ninguém, e a ideia de recorrer a um banco de espermas não é nenhum pouco atraente. Ao ver seus planos sempre adiados, Emma, desesperada, pede ao seu amigo gay, Connor, que seja o doador do esperma. Ele a princípio aceita, mas seu namorado o coloca contra a parede e Emma vê mais uma vez seu plano indo por água abaixo.

Emma conheceu Aidan na festa de natal da firma. Ela lhe deu um fora ao saber sobre sua reputação de mulherengo e que, para ele, ela seria apenas mais uma conquista. Porém, os dois se encontram novamente em uma situação inusitada. Um pouco de conversa, alguns drinques, e o vice presidente da firma onde ela trabalha lhe oferece para ser o pai da criança. Relutante com a ideia, Emma acaba aceitando sua proposta. Ela ganharia o tão sonhado filho e ele finalmente teria aquela mulher que lhe desprezou na festa da firma… várias vezes.

Talvez eu tenha gostado do enredo porque a autora escreve de um jeito onde a relação de Aidan e Emma não pareça vulgar, pelo contrário. Apesar de ser um erótico,  eu não sei se descreveria The Proposition como tal. Para mim ele soa como uma comédia romântica bem apimentada, acompanhado de uma boa dose de carga emocional. A risada é garantida em vários momentos, pois o ambiente é tão descontraído que foi impossível não rir e se apaixonar pelo jeitinho cafajeste de Aidan. No âmbito amoroso, Aidan foge de qualquer compromisso e deixa isso bem claro durante a trama. Para ele, a relação com Emma é apenas sexo, mas, por outro lado, seu lado gentil, atencioso e engraçado – e muitas vezes sentimental –, não deixa o leitor sentir que se trata de um personagem vazio. Por mais que algumas de suas atitudes tenham me irritado, ele consegue conquistar pouco a pouco o leitor. Emma, por outro lado, é moderna, mas mantém certos paradigmas, é sonhadora e engraçada. Além disso, ao longo da história percebemos que há muito mais nele ou em Emma do que apenas uma história superficial onde os dois passam toda a história explorando o lado físico.

O livro fala do medo de se ligar a alguém, de responsabilidades, crescer na vida e de segundas chances. Tudo isso em uma história onde há dois personagens bem construídos, descritos de tal forma que eles pareçam quase reais. Aidan é cheio de defeitos, pisa na bola, os dois falam bobagens, mas mesmo assim ambos possuem um jeitinho que faz com que o leitor se apaixone por eles. O relacionamento dos dois vai se tornando especial com o passar da história. Cada diálogo, flerte, pequenas cenas como levar o cachorro para passear, tudo nos leva ao crescimento gradual do romance e, quando vamos ver, os dois já estão envolvidos sem que sequer percebam. A atmosfera é tão gostosa e os dois são tão divertidos que o leitor se sente cúmplice do relacionamento.

Os personagens secundários também ganham grande destaque. Em especial o pai de Aidan, Pop, que tenta a qualquer custo endireitar o cabeça dura que é seu filho. A relação familiar incrementa a proposta da autora de falar sobre a paternidade e o envolvimento emocional que isso traz. Os sobrinhos, as irmãs de Aidan, os avós de Emma, todos são maravilhosos e só acrescentam à história. O ambiente é sempre leve e deixa o leitor a vontade, se sentindo parte da história.

Houve apenas algumas expressões que achei repetitiva, como Aidan brincar que Emma tinha uma “boca suja”, frase que se repete ao longo das páginas. Fora isso, eu adorei cada momento da história. No final, há um acontecimento marcante, com uma dose emocional que me deixou louca pela continuação. Eu me pergunto como esse livro ainda não foi publicado no Brasil. The Proposition é aquele livro que estava faltando na pilha de leituras mais quentes, mas que foge de receitas batidas atuais da literatura do gênero. Ótimo livro e excelente história.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fiquei com o seu número – Sophie Kinsella

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- Ficha Técnica:

- Título original: I’ve got your number

- 462 páginas

- Sinopse: A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

- Nota: image

“Fiquei com o seu número” é, por assim dizer, meu livro de estreia com relação a Sophie Kinsella. Não tem nada melhor quando somos fisgado pelo autor logo na primeira vez e foi exatamente o que aconteceu comigo.

A história gira em torno de Poppy, uma cabecinha de vento. Durante uma tarde com as amigas, em um hotel luxuoso, ela perde seu precioso anel de noivado. A situação só fica o pior a cada minuto, pois se não bastasse o fato de que, justamente naquele dia ela iria encontrar os pais de seu noivo, Poppy também perde o celular. Agora, ninguém poderia contatá-la caso achassem o anel, e ela entra em desespero.

Entretanto, no mesmo hotel onde estava, ela se viu em meio a uma conferência de negócios, com importantes executivos. É nessa conferência, onde entra “por acaso”, que encontra um celular no lixo. Se está no lixo, então é propriedade pública, certo? Poppy se apossa do celular. Só depois ela descobre que o aparelho pertence a ex-assistente do empresário Sam Roxton.

Sam não gosta nada desse papo. Ele precisa do celular de volta,  mas diante de tamanho desespero, acaba deixando que Poppy fique com o aparelho, com uma condição: Ele precisa dos e-mails encaminhados para ele. Poppy prontamente aceita, e é assim que dois estranhos dividem as “intimidades” de um celular e, consequentemente, acabam se aproximando…

É claro que eu já ouvi falar da autora umas cem, duzentas vezes… mas não esperava encontrar uma escrita tão cativante, uma história recheada de bom humor, romantismo e um toque leve de aventura. Com narração em 1° pessoa, o livro carrega um ar tão bom que foi impossível não sorrir em vários momentos e me pegar rindo alto em outros.

Os personagens são cativantes. A começar por Poppy, uma cabecinha de vento. A personagem é fofa, possuí um humor inteligente e, muitas vezes, com seu jeitinho de querer ajudar Sam, acaba deixando-o em várias situações divertidíssimas. O humor dela é contagiante, seus pensamentos são engraçados, românticos e há um quê de diferente aí. Poppy expressa alguns de seus pensamentos em pequenas (e ótimas) notas de rodapés! Onde deveria ser um espaço para o tradutor deixar alguma observação, a personagem literalmente domina o espaço com suas reflexões e – muitas vezes –, divagações engraçadas. No total temos 112 notas de rodapé que em nenhum momento são cansativas, e dão um toque a mais na ótima história.

Por sua vez, Sam é charmoso e envolvente. O príncipe encantado da sessão da tarde! Há um lado dele meio rabugento no começo (e bem monossílabo) que chega até ser divertido. O típico mocinho que lá no fundo esconde um bom coração e acaba se apaixonando pela sua “parceira de celular”.

Nem todos conseguiriam pegar um tema tão simples e transformá-lo numa história maravilhosa. As melhores partes ficam por conta da troca de mensagens. Antes que percebam Sam e Poppy viram confidentes, amigos e aquele “algo mais”. Os dois compartilham opiniões, ajudam um ao outro, dividem piadas e momentos bem tocantes – em especial a cena do bosque, digna de suspiros e aquele aperto no coração.

Fazia tempo que não lia um livro tão grosso (462 páginas) em dois dias! No final, deu uma peninha tão grande por ter terminado. Sophie mostrou que dá sim pra reunir humor e inteligência, charme e diversão em um único livro. Enquanto lia, imaginava um daqueles filmes de comédia romântica a la sessão da tarde. Acho que a definição se encaixa bem para “Fiquei com o seu número”, um dos melhores chick-lits que li e que, com certeza, entra para os melhores de 2012.

“Fiquei com o seu número” é lançamento da editora Record.

Abaixo, capa original:

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Deixo minha pequena homenagem aos personagens (quem leu entenderá!):

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sábado, 26 de novembro de 2011

O Canalha – Carly Phillips

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- Ficha Técnica:

- Título Original: The heartbreaker

- 285 páginas

- Sinopse: Os irmãos Chandler são os homens mais sensuais e cobiçados da pequena cidade de Yorkshire Falls. Chase, o mais velho deles, é solteiro – convicto – e sonha em alavancar sua carreira como jornalista. Em uma viagem a Washington para realizar uma grande matéria, ele se envolve com Sloane Carlisle, uma linda jovem, mas que guarda um segredo que pode colocar os dois em perigo. De repente, o cara que sempre desconsiderou a possibilidade de um casamento, percebe que está se apaixonando. Será que o canalha mais cobiçado da cidade vai se transformar no marido mais sexy do mundo?!

- Nota:   image

Chase, jornalista, irmão mais velho de três que compõem a família Chandler, foi aquele que amadureceu mais rápido. Com a morte do pai quando ainda era adolescente, precisou assumir o papel de “homem da casa”, trazendo a responsabilidade da vida muito cedo. O resultado era um homem que jurou não se ligar a nenhum mulher, tampouco ter filhos. Porque, para Chandler, o homem que sempre cuidou de todo mundo, tinha como lema segurança primeiro, filhos nunca. Entretanto, quando ele se envolve com Sloane, tudo muda.

Sloane e Chandler mostraram química desde as primeiras páginas, ainda que no começo fosse apenas uma noite. Ela estava em busca de se livrar do grande segredo e relaxar, ele aceitara aquela noite de paixão sem maiores perguntas. No dia seguinte, quando ela desaparece, Chandler se surpreende ao descobrir de quem Sloane era filha, e o pedido estranho para que fosse até Yorkshire cuidar dela. Em troca, Chandler receberia uma exclusiva para sua matéria jornalística.

Novamente, mais uma série que eu leio fora de ordem. (certo Bruna, conte uma novidade…). Ainda assim é um daqueles livros que dá para entender facilmente, sem explicação dos dois primeiros. E que livro! Terminar sem um sorriso no rosto é quase impossível. O livro é sexy, leve, com uma onda gostosa de humor e mensagens importantes.

Chandler e Sloane não relutam em admitir o quanto amam um ao outro. O problema estava em Chandler, que queria crescer na carreira, e uma mulher e filhos só atrapalharia isso. O herói um pouco atrapalhado tem seu jeitinho fofo de querer cuidar dela o tempo todo, e  a química entre os dois garantem boa doses de momentos hots. A cena do bilhar que o diga. :)

A autora resgata aquele sentido de família, de união, um cuidando do outro. Com isso, cria um clima gostoso com Raina, a mãe de Chandler, e suas sábias palavras. Samson também fica encarregado dos momentos tocantes, ainda que, na minha opinião, deveria ter aparecido mais vezes. Há também bastante referência e cenas com os dois outros irmãos, dando o leitor já familiarizado com a série aquela sensação gostosa de rever os personagens. Pra quem ainda não leu, fica aquela vontade  louca de ler os outros, rs. :)

Alguns reclamaram da opção da editora em manter aspas para indicar uma fala, e não o famoso travessão. Para mim não importou muito, mas confesso que prefiro o segundo. Fora isso, simplesmente adorei o livro! Super recomendado.

Capa original:

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Onde comprar: 
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Assinatura (2)

domingo, 5 de junho de 2011

Questões do Coração – Emily Giffin

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Heart of the matter

- 438 páginas

- Sinopse: Tessa Russo é mãe de duas crianças e esposa de um renomado cirurgião pediatra. Apesar dos avisos de sua mãe, Tessa recentemente abriu mão de sua carreira pra se focar na família e na busca da felicidade doméstica. Ela parece destinada a viver uma boa vida. Valerie Anderson é advogada e mãe solteira de Charlie que tem apenas 6 anos e nunca conheceu o pai. Depois de muitas decepções, ela desistiu do amor - e até mesmo das amizades - acreditando que é sempre mais seguro não ter muitas expectativas. Embora as duas mulheres vivam no mesmo subúrbio de Boston, elas tem muito pouco em comum além do amor pelos filhos. Mas numa noite, um trágico acidente faz suas vidas se encontrarem de um jeito inesperado. Em uma história alternativa e com vários pontos de vista, Emily Giffin nos emociona com um livro luminoso em que boas pessoas são pegas em circustâncias insustentáveis. Cada um sendo testado de maneiras que nunca pensaram ser possível. E cada um deles descobrindo o que realmente importa.

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Essa é uma das autoras que mais vejo comentários no twitter, e confesso que minha curiosidade com relação a ela aumentava cada vez mais. Apesar de ter 438 páginas e ser bem grandinho em seu tamanho, o livro “Questões do Coração” possuí uma narrativa tão bem elaborada, que cheguei a ler mais de 300 páginas em um só dia. Claro que depois ganhei uma baita dor no pescoço e meus olhos reclamaram, mas simplesmente não conseguia parar de ler. É uma daquelas narrativas viciantes que você quer ir até o final para saber o que vai acontecer.

Os personagens são super bem construídos, bem como a situação que a autora cria e envolve o casal em crise no casamento. Uma situação que ninguém está longe de passar, tão real que você com certeza já ouviu um ou dois (ou duzentos) casos parecidos.

Tess e Nick, a início do casamento, eram um casal perfeito. Mas como muitos, o tempo faz com que eles caiam no monótono da vida. Tess largou mão do seu emprego para cuidar dos filhos. Nick é lindo, musculoso, e é um cirurgião, uma profissão cheia de imprevistos, daquelas quando se precisa sair no meio de um jantar de casamento com a esposa, ou passar a noite no hospital, enquanto sua mulher vai dormir sozinha. E, em um desses imprevistos está Charlie e sua mãe solteira, Valerie, que jurou não acreditar no amor novamente.

Sem tentar entrar em maiores detalhes, o livro tem uma visão que, em algum momento, você chega a culpar Tess por deixar as coisas chegarem naquele ponto, mas sente pena dela. E, em outros, você culpa Nick, mas em momento algum, (não sei porque), senti raiva de Valerie. É até engraçado pensar nisso quando, na vida real, eu estaria pronta para ficar contra ela e apoiar Tess. Acho que a narrativa alternada entre as duas, favorece um pouco para entendermos o lado de Valerie.

Um livro intenso, mostrando aquelas velhas questões. Como não deixar que o tempo apague o amor? Como fazer para que o casamento não cai no monótono, simples, chegando a ser tedioso? Porque ficar ao lado de alguém que não se ama? De quem, realmente, foi a culpa?

Eu estava pronta para dar 4 estrelas, por conta do final. Confesso que queria outro tipo de desfecho, o que eu estava “torcendo”, por assim dizer, desde o início. Mas quando terminou, queria chacoalhar certos personagens e fiquei com aquela sensação de não ter gostado, como se eu mesma fosse a personagem e me incomodou tal escolha no final do livro. Eu jamais teria tomado aquela decisão. Mas para uma história que me prendeu tanto, com certeza valeu um 5 estrelas.

Questões do Coração” é um chick-lit, lançamento da editora Novo Conceito. Se eu recomendo? Com toda certeza!  

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Onde comprar:

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Assinatura

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Preciso Te Contar Uma Coisa - Melissa Hill


Something You Should Know

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Nesse romance contemporâneo, a escritora irlandesa Melissa Hill conta a história de Jenny, uma jovem que, após uma grande desilusão, volta a acreditar no amor. Mas justo quando tudo está às mil maravilhas entre Mike e ela, seu ex reaparece. A situação poderia ser mais ou menos administrável se não a obrigasse a ter de contar a Mike um segredo sobre seu passado que pode mudar radicalmente seu futuro. É bem possível que sua relação com Mike não resista, mas ele tem o direito de saber... Será que o amor é realmente capaz de superar e perdoar tudo?
É certo que muitos livros mexem com a gente e ficam por longos anos na memória. Para mim, Preciso Te Contar Uma coisa certamente estará entre eles. 


Melissa Hill mostrou todo seu talento nesse livro. Confesso que quando comecei a ler pensava que seria um livro apenas de passar o tempo, daqueles que se lê rapidinho, sem muito acrescentar... Cai de cara no chão!

É um chick-lit muito maduro, na história não existe “moçinha linda e perfeita”, tampouco “super-homem lindão que nunca erra”, aqui a narrativa é sobre três mulheres, levando seus dias como qualquer outra pessoa. Chato? Pelo contrário. O livro me fez lembrar as crônicas de Cedar Cove, da autora Debbie Macomber. Traições, brigas cotidianas, problemas financeiros, pontos altos e baixos da vida são retratadas no livro... Muitas vezes me vi refletindo em como deixamos certos momentos da vida passar, momentos esses que poderiam fazer toda a diferença se aproveitássemos mais.

Embora a personagem principal do livro seja Jenny, há também um enfoque muito grande em Karen, Tessa, e seus respectivos namorados. O livro começa com Jenny, já casada com Mike e feliz em sua vida, até que descobre em uma conversa casual com o marido que o mais novo empregado de Mike é ninguém menos que seu ex-namorado, Roan Williams. O mesmo que quatro anos atrás havia partido, destroçado, acabado, (e qualquer outro adjetivo que vocês possam imaginar) com o amor que Jenny tinha por ele.


Depois de algumas páginas, o livro volta exatamente há quatro anos, narrando à trajetória de Roan (o maior cara de pau que já li num livro) e Jenny, Shane e Karen, e Tessa e Gerry. Se por um lado temos vontade de sacudir Jenny algumas vezes pra ver se ela acordava e finalmente percebia o mau caráter que era Roan, por outro, nos deliciamos com o carinho de Shane, o casamento de Tessa, e o modo como mais tarde, Mike entra na história. 
Vou logo avisando: Quem quiser ler o livro, prepara-se para comprar muitas caixinhas de papéis. Tudo bem que eu choro por qualquer coisa, hehe, mas existe cenas muito tristes no livro. Precisei parar ele algumas vezes porque estava fazendo quase um mar aqui em casa. =D


Espero que a Planeta lancem os outros livros da autora. Preciso Te Contar Um Coisa é lindo, envolvente, e cativante. Tenho certeza que todas vão se apaixonar pela história, meninas!
A notícia boa é que farei sorteio de um exemplar aqui no blog. Quem quiser saber um pouco mais, aí vai o site Essência, a marca da Planeta em romances femininos, e o da escritora Melissa Hill:





http://www.melissahill.info/