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sábado, 9 de agosto de 2014

Coração Conquistado – Kris Kennedy

image - Ficha Técnica:

- Título Original: The Conqueror

- Sinopse: Quando o país é assolado por uma sangrenta guerra civil, e a propriedade e os bens da família de Griffyn Sauvage são usurpados, o coração dele endurece com a dor da traição e o desejo de vingança. Griffyn será capaz de qualquer extremo para vingar-se, até mesmo formar uma aliança com seu mais odiado inimigo, casando-se com a filha dele, lady Guinevere de l'Ami. Porém, quando pousa os olhos em Gwyn, Griffyn fica completamente desarmado... À medida que a guerra avança, Gwyn se vê sozinha para lutar contra os inimigos que querem dominar as terras de seus ancestrais. Quando Griffyn surge em seu socorro, ela fica grata pelo fato de o valente e misterioso cavaleiro ter arriscado a própria vida para proteger a sua. A cada dia que passa, Gwyn se sente mais atraída por ele, mesmo pressentindo que Griffyn esconde dela um segredo sombrio. E quando outro perigoso inimigo fecha o cerco sobre ambos, a confiança e o amor de Griffyn e Gwyn um pelo outro são submetidos à mais dura das provas...

- Nota: clip_image004

Coração conquistado, da autora Kris Kennedy, é um romance medieval que se passa em 1153, na época de uma terrível guerra civil inglesa em que Henrique tenta subir ao trono e tirar Estevão do poder. Um enredo cujo contexto histórico é mais acentuado do que o leitor de romance de banca está acostumado a encontrar neste gênero. Há intrigas, lutas, favores em nome da honra, traições e um antigo mistério a respeito de um tesouro secreto. Ainda assim, nenhum desses elementos são trabalhados de forma densa, e a autora soube equilibrar os fatos históricos em meio ao romance, sem que um se sobrepusesse ao outro.

Griffyng e Gwyn estão em lados opostos da guerra. Enquanto este luta para apoiar a causa de Henrique, Gwyn tenta manter sua lealdade a Estevão, mesmo que a regência e a queda deste mostre efeitos desfavoráveis ao cenário civil da época. Porém, antes de travarem um embate pelas opiniões contrárias, os dois se conhecerão mediante a um momento delicado, quando Gwyn está fugindo de um casamento forçado as pressas por um dos homens do rei. Sem saber muito sobre a mulher que se embrenhou sozinha na floresta, e que tentou enfrentar os vassalos de Marcus, Griffyng entra em defesa da jovem e a livra temporariamente do casamento.

Aos poucos, quando uma jornada em comum os une, Griffyng e Gwyn vão se conhecendo melhor. A atração se tece vagarosamente, com diálogos descontraídos, pincelados com toques de sedução. Os dois formam um casal gostoso de acompanhar, mesmo quando o embate político e o passado - onde os pais de ambos tinham contas pendentes que deixaram aos filhos –, interfere no relacionamento deles. Uma informação equivocada e o cenário da guerra faz com que se afastem um do outro pouco tempo depois. Griffyng volta após um ano, exigindo o que é seu por direito – conquistar novamente suas terras e se casar com Gwyn, a mulher que ele acredita que o traiu.

Coração conquistado é uma história gostosinha de se ler, que apresenta vários desdobramentos na trama. Há uma gama de sentimentos variados, especialmente quando voltamos nossos olhos para Griffyng. O personagem reside na ânsia de retomar o lar que lhe fora tirado ainda na infância.  Porém, para que isso aconteça, Griffyng busca sempre o caminho da paz – especialmente por ainda ter fortes sentimentos em relação a Gwyn. Ao invés de lutarem um contra o outro, Griffyng e Gwyn passam a maior parte da história tentando encontrar um denominador comum para que a convivência seja pacífica. Com isso, nos deparamos com um romance doce e diálogos, em geral, ternos.

Gwyn é uma mulher marcada por uma tragédia em sua família. Ela é astuta e se entrega sem ressalvas ao romance, mas quando a honra interfere no seu relacionamento, Gwyn se mostra muito precipitada e ingênua. Vários acontecimentos ruins se desdobram por atitudes impensadas que a protagonista toma ao longo da história. Achei, até, que tudo foi perdoado fácil demais, embora tampouco tire o mérito dos diálogos finais para justificar a redenção da personagem perante seus atos.

Coração conquistado foi uma ótima leitura. Gostoso, leve e cheio de emoções. Bate até saudade da época em que encontrávamos livros dessa editora na banca mais próxima.

Capa original:

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Bodas de Fogo – Deborah Simmons

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Devil's Lady

- Sinopse: Diziam que o misterioso Cavaleiro Vermelho não era um simples mortal. Que fizera um pacto com o demônio, em troca de se tornar um guerreiro invencível. Isadora, porém, podia sentir com todo o seu ser que as sombras do enigmático e fascinante Piers ocultavam um segredo muito mais profundo...

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Não é de hoje que Deborah Simmons mantém sua fama de escritora clássica no mundo dos romances de banca. Quem não conhece a famosa frase “trema por mim, moça”, lançada pelo personagem mais queridinho de todas as românticas? Deborah Simmons é leitura obrigatória para qualquer viciada no gênero.

Em Bodas de Fogo, somos apresentados a Isadora, uma mulher que vive muito bem sozinha, obrigada! Entretanto, o rei Edward afirma que ela precisa se casar e faz uma concessão, permitindo que ela escolhesse seu futuro marido. Isadora até tenta conhecer alguns homens da corte, mas todos acabam – de um jeito ou de outro –, lhe desagradando ou decepcionando-a. Uns tentam prensá-la contra a parede e enchê-la de beijos molhados e nojentos, outros estão apenas interessados em sua rica propriedade e não escondem isso. Frustrada e decidida que continuaria sozinha, Isadora traça um plano para ludibriar o rei Edward.

Ela escolheria o Cavaleiro Vermelho. O homem possuía uma fama terrível que assustava a todos. Diziam que fizera pacto com o demônio, era um terrível praticante de magia negra e comia o coração das crianças no jantar. Ninguém em sua sã consciência permitira que ela se juntasse a um homem recluso e misterioso. Entretanto, seu plano vai por água abaixo quando Edward permite que seja feito o casamento.

Comecei meu ano literário com o pé direito. Bodas de Fogo traz todos os ingredientes que um romance de banca deve proporcionar: leveza, romantismo, sensualidade e personagens que cativam o leitor ao extremo, fazendo da história uma leitura deliciosa e apaixonante. Com um cenário pouco variado e um herói extremamente misterioso e reservado, o livro conquista pelo tom sombrio e o segredo que envolve Piers, o temido Cavaleiro Vermelho.

O leitor é levado a conhecer um castelo onde não é permitido que velas sejam acesas. Isadora raramente consegue encontrar seu marido durante o dia, apenas na hora do jantar. Ainda assim, as poucas velas na hora da refeição impossibilitam-na de enxergar o Cavaleiro Vermelho com nitidez. Com isso, a história ganha um ar sepulcral de mistério e carrega uma sensação de que talvez as lendas sobre o temível cavaleiro sejam verdadeiras. Afinal, o que Piers tinha para esconder?

Isadora é esperta, por mais que um lado seu teime em acreditar nas lendas, o lado sensato diz que há algo mais por traz do mistério que envolve seu marido. Aos poucos, somos levados a desvendar essa incógnita com ela. Embora seja uma pena que eu já soubesse, devido a spoilers, ainda assim não há leitor que não consiga ficar indiferente quando descobre o que realmente Piers esconde. Aliás, esse toque acrescentado pela autora só deixa a história ainda mais bela.

Os diálogos são sutis e crescem durante o livro. Essa é uma história onde o amor nasce aos poucos, onde o pânico de ser ver casada com um homem de lendas terríveis cede espaço a um amor dos mais puros e bonitos. Não só as cenas são cheias de erotismo, mas as palavras de Piers carregam um toque de sedução de tirar o fôlego. Eu adorei cada momento do romance e me encantei com o casal. Deborah Simmons construiu uma história simples, onde o menos é mais. Adorei.

Bodas de Fogo também conta com pinceladas de humor, ação e tensão. O livro é o primeiro da série “De Laci”, já comecei o ano de 2013 de ótima forma! Excelente leitura.

OBS: O blog já entrevistou a autora! Clique AQUI para ler a entrevista

Abaixo, a capa original:

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terça-feira, 27 de março de 2012

O Silêncio da Paixão – Susan Spencer Paul

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Beguiled

- Sinopse:  Para o amor nada era impossível! Lillian Walford era a perfeição em pessoa, mas um acontecimento do passado a condenava a uma vida de silêncio.

Ainda que Anthony Harbreas, o galante conde de Graydon, se desdobrasse em atenções para com ela. Lillian sabia que não podeia ser esposa de homem algum. Assim, porque o cobiçado conde a pedia em casamento?

Enredado pelo irmão de Lillian de modo a ter que desposá-la, Anthony logo percebeu o quanto era felizardo. Sabia que, por sob aquele silêncio angelical. Lillian era uma jóia inestimável. E estava determinado a convecê-la de que ela poderia ser uma esposa perfeita!

- Nota: 4

Fiquei de ler esse livro há décadas, mas por algum motivo sempre acabava deixando para depois. Agora,  justamente quando estava procurando algo mais leve, lembrei do livro e fui atrás.

Dessa vez nossa heroína é muda (embora com certo esforço consiga pronunciar poucas palavras). Irmã de um dos homens mais influentes de Londres – também conhecido como ‘O Conde Negro’ –, Lily tinha o sonho de conhecer e se apresentar como debutante na sociedade londrina. Mas uma mulher muda? Seu irmão Aaron, superprotetor, temia que fosse alvo do ridículo, e não permitira sobre hipótese nenhuma que Lily fosse motivo de chacota. Nem que, para isso, tivesse que comprar todas as dívidas do famoso lorde Anthony e como chantagem obrigá-lo a acompanhar sua irmã nos bailes.

Premissa simples? Pode até ser, mas com um tema como deficiência em destaque, o livro não seria menos que uma fofura, com boas doses de superação e críticas evidentes a sociedade, seja ela de qualquer época. Se hoje, ainda assim o preconceito, o olho torto, até mesmo a ignorância existe, imagine para uma pessoa com deficiência na sociedade pomposa Londrina de 1818 (data aproximada, a única encontrada em todo livro). Os absurdos variavam desde olhares de pena, irritação, até mesmo a dizer que pessoas mudas estavam ligadas a Satã. Embora eu não tenha pesquisado de fato  sobre conceitos na época, não é muito difícil de imaginar que o livro não foge da realidade. Sim, Lily chega a sofrer um bocado com mexericos e piadas a seu respeito.

Então que surge o mocinho…

Entenda, é um livro bem light, mais até do que eu esperava. Sem muitas cenas de beijos, nada caliente, mais aquele bom e velho mãos dadas, olho no olho e o carinho em si. Anthony não chega a ser um libertino, um dos mocinhos mais leves que li em um romance de banca, mas nem por isso deixa de ser fofo. Ele mesmo não evitava torcer o nariz, e acaba pagando com a lingua ao se apaixonar pelo jeito meigo e ingênuo da moça. Não que quando não precise, Lily não saiba dar os seus surtos de vez em quando como toda boa mocinha. ;)

Eu particularmente adoro quando a autora dá atenção a outros romances de personagens secundários, que ocorrem em paralelo. Destaque para o irmão da Lily e seu par romântico, lindos!

Quem procura algo bem levinho, quase um florzinha, esse é o livro certo.

Capa original:

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Assinatura (2)

 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Libertino Apaixonado – Suzanne Enoch

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Reforming a Rake

- Sinopse:  Uma governanta nunca deve ficar sozinha com um homem. Sua reputação não pode ter nenhuma mácula. Ela nunca deve demonstrar suas emoções pessoais. Por mais que seu patrão a provoque. Uma governanta nunca questiona as ordens de seu patrão. Mesmo quando ele a tenta a sacrificar a respeitabilidade em nome do desejo. Nunca, em tempo algum, ela pode se apaixonar por alguém de posição social superior à sua. Muito menos se ele for um libertino... mesmo que os beijos dele sejam devastadores... Não fosse pelo infeliz incidente em seu último emprego, Alexandra Gallant não seria obrigada a aceitar a oferta de Lucien Balfour, o mais notório libertino de Londres. Embora o atraente conde a tenha contratado para dar aulas à sua prima, a voz sedutora e os beijos ardentes sugerem que ele tem algo bem menos respeitável em mente... Algo que nunca acontecerá! Pois embora Lucien queira ensinar a Alexandra os mistérios do prazer, ela está determinada a dar a ele algumas lições sobre o amor

- Nota:  image

Não que eu não goste do período de regência, é só que eu não tenho um costume de lê-los com freqüência. (o que pretendo mudar em breve). Então, foi por indicação da Lu que resolvi pegar “Libertino Apaixonado” para ler.

Confesso que a sinopse já me conquistou logo de cara. E o livro, do início ao fim, é delicioso! O grande forte dele são os diálogos bate-e-volta dos personagens, com tiradas mais que sarcásticas de ambos os lados – principalmente Lucien, que não agüenta sua tia e sua prima, e faz questão de deixar isso claro cada vez que elas estão presentes, descarregando seu sarcasmo mordaz em cima delas, tornando o livro leve e com humor.

Por não aguentá-las, o rapaz com fama libertina, decide contratar uma dama de companhia para que ensinasse a prima bons modos e, assim, “despachá-la” de uma vez por todas para um pretendente qualquer. Mas a nova dama é Alexandra, uma mulher com um temível passado, e responsável pelo enorme desejo repentino que despertou dentro dele. E quando ele quer algo… bom, ele quer!

É o típico mocinho TDB, sensual, malandro, sem vergonha, cara de pau…  mas também sabe ser carinhoso e sério quando precisa, e tudo isso faz o Lucien ser uma delícia de personagem! Os diálogos entre os dois são bem construídos, divertidos e ao mesmo tempo, – bem sensuais.

E para um mocinho tão mordaz, a autora nos deu uma mocinha a altura. Decidida, sempre com um resposta na ponta da língua para Lucien, Alexandra o deixa sem fôlego… embora devo admitir que no final ela conseguiu me irritar um pouco.

Suzanne criou uma daquelas histórias que você termina com um sorriso no rosto. Delicioso, com certeza! O bom é que faz parte de uma série, composta de três livros.

  • 1 – Libertino Apaixonado
  • 2 – Encontro a Meia-Noite
  • 3 - Aposta Escandalosa

Capa em inglês:

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Assinatura (2)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Guerra das Rosas – Shannon Drake

image- Ficha Técnica:

- Título original: Lie Down in Roses

- Sinopse: Valeria a pena pagar o preço da inocência para salvar sua terra?! Eles nasceram para ser inimigos e destinavam-se a ser amantes... persongens de um perigoso jogo de intriga e paixão em que o preço era a inocência de uma mulher... e o prêmio era o coração de um homem! A bela e voluntariosa Genevieve faria qualquer coisa para salvar seu amado castelo de Edenby... até partilhar o nome – e a cama – com seu mais traiçoeiro inimigo. Ele era lorde Tristan de La Tere, cavaleiro e nobre. Magnífico na batalha, liderou por terra seu exército invasor, apenas para se tornar prisioneiro do charme sensual da donzela que secretamente tramava sua destruição...

- Nota:  image

 Henrique está lutando para conseguir tirar Ricardo do trono e assim assumir a coroa. Ao lado dele está Tristan, um dos seus homens mais fiéis. Do outro lado, a família de Genevieve, que jurou servir com honra ao Rei Ricardo. Dois amantes de lados opostos…

É, realmente estou numa fase de ler romances medievais bem turbulentos. Nosso herói aqui a princípio faz um papel de meio vilão, meio mocinho, atacando o castelo de Genevieve e, assim, tomando o castelo para si.

Por ter sofrido a morte bruta de sua mulher e filho, Tristan a princípio é um personagem amargo, nada gentil com Genevieve. As coisas pioram ainda mais quando ela, não aceitando que seu castelo fosse tomado, traça um plano que quase colocou fim a vida dele.

Por tal, somos apresentados a um personagem com uma veia sarcástica um tanto quanto… negra.

“— Ah, sim, esqueci que você é especialista em mortes, lady Genevieve. Porém, não tenho a menor intenção de matar você, por enquanto. Além do mais, se você for chicoteada, quero reservar esse prazer para mim e mais ninguém. “

É claro, com as milhares tentativas de fuga dela e negativas, consequentemente o romance torna-se tenso, forte, mesclado a grande paixão e brigas. Além disso, de forma sutil acontece um romance paralelo, bonito, com a tia de Genevieve e um dos amigos de Tristan.

O livro também mescla um pouquinho de ação e mistério, visto que alguém tenta matar a Tristan. Mas o vilão não demora muito a ser desmascarado, na realidade o leitor o percebe logo de cara.  Lembra um pouquinho aquela idéia prévia de “Domínio dos Deuses”: Dois amantes, uma paixão avassaladora, mas a desconfiança e os lados opostos beira forte entre eles, impedindo o “felizes para sempre” tão cedo. Preciso dizer que adorei?

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sábado, 24 de setembro de 2011

Domínio dos Deuses – Lynn Bartlett

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Defy the eagle

- Sinopse: Movido por uma fúria mais forte do que a paixão, Cedric encostou o punhal no peito de Lívia, pronto a liquidar a mulher que lhe invadia os sonhos e lhe excitava os sentidos. Não, não podia matá-la. Lívia agora pertencia a seu povo, um penhor de guerra que cada homem de sua tribo iria querer para si..

- Nota:  image

Eu me pergunto porque, mesmo com tantos falando sobre esse livro, eu demorei séculos até começar a lê-lo. Foi um dos melhores romances históricos de banca que li até agora.

Os icênios e romanos estão em guerra. Cedric é um guerreiro bretão que luta ao lado da rainha Boadiceia, contra as forças romanas que ocupavam a Grã-Bretanha. Desde sua adolescência ele tem sonhos com uma estranha mulher romana que, mais tarde, viria a se tornar sua escrava em meio a essa guerra turbulenta.

Lívia é romana, uma das poucas que restou de sua cidade. Prefere a morte a se tornar escrava de um bretão, e é aí que entramos em um  romance histórico bem tempestuoso. A autora soube conduzir de forma sublime a tensão de uma época de lutas entre romanos e icênicos, onde nem mulheres ou crianças eram poupadas da guerra.

Cedric é tão leal a Bodiceia, que no início sua lealdade sobressaía muito acima do amor de Lívia, fazendo com que a mulher que amava não fosse poupada de humilhações. Tanto, que os sentimentos do leitor é uma montanha russa. Uma hora você o odeia, outra hora você sente pena dele – e aí, – sente mais um pouco de ódio. Lívia não é diferente. Ela é uma guerreira, uma escrava nas mãos de romanos, sozinha em meio aos inimigos, e sua luta diária faz com que o leitor sofra com ela.

A pesquisa de Lynn Bartlett é minuciosa, cada detalhe de fatos históricos verídicos foram misturados muito bem a ficção do romance. Ao mesmo tempo, alguns ingredientes de magia é jogado a trama. O pai de Cedric tem o poder da visão, o odioso Ryhs tinha o poder de fazer as pessoas falarem a verdade apenas com o olhar, e Lívia também ganha o dom do futuro.

A história segue em duas linhas. Muitas vezes a autora se desprende um pouquinho do foco do romance, cedendo espaço para as batalhas, descrevendo com detalhes preciosos cada luta ou conquista de territórios. Do outro, a linha do romance entre dois inimigos, e esse não poderia ser mais que turbulento, forte, carregando um enorme peso dramático, mas quem em nenhum momento cansa o leitor. Também temos personagens secundários que ganham um enorme espaço, tornando-se queridos e essenciais na trama.

“— A senhora não é celta.

— Mas eu sou, centurião... E também romana. Afinal, romana ou celta, que importa? Somos parte de um mesmo todo.”

Não é um romance de banca comum, mas não foge a exceção. (hum… fez sentido isso?!) Exemplos como “A Escrava de Atenas”, “Tormenta de Emoções”, “Pureza Roubada”, são só alguns exemplos de que, muitas vezes, um romance de banca tem tudo pra chegar e se mostrar uma grande história. Esse com certeza é um, mais que cinco estrelas, e entra para os favoritos de 2011. É impossível você não entrar na narrativa, se emocionar, se envolver, sofrer e amar junto com os personagens. Super recomendado!

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Provocação! - Kathryn Hockett

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Conqueror

- Sinopse: Gwyneth olhava para as águas do oceano tentando acalmar as batidas aceleradas de seu coração. Era o dia de seu casamento e por mais que odiasse a idéia, naquele mundo dominado por homens não tinha escolha a não ser obedecer aos ditames do pai. Ainda assim,ela continuava a sonhar com o amor de um viking loiro que a presenteara com um pingente em forma de cabeça de dragão... A embarcação viking singrava os mares a toda velocidade. Sèlig, o Destemido, preparava-se para atacar Wessex, onde um dia fora mantido prisioneiro. O destino, porém, tinha uma surpresa para Sèlig, pois uma das primeiras pessoas com quem se deparou foi a linda jovem que o ajudara a fugir de seu cativeiro. Como levar sua vingança adiante, quando tudo o que queria era tomá-la nos braços e fazê-la sua mulher para toda a eternidade?

- Nota:  image

O livro trás um tema variado de motes. Um romance medieval cujo o herói foi um escravo, e conheceu seu amor durante essa época difícil de sua vida. Gwyneth, filha do homem que o aprisionou, cuidou e tratou de seus ferimento, e lhe deu a liberdade tão sonhada.

Anos depois, ele volta com o objetivo de vingança contra aqueles que o humilharam. Ele só não esperava encontrar Gwyneth, e ainda que numa primeira impressão ele não tivesse reconhecido a menina de anos atrás – que agora era uma mulher – Selig fica estupefato ao revê-la. Fica aquela dúvida se deveria deixá-la partir, ou ficar com ela, mesmo que fosse contra a vontade dela.   Por um capricho do destino, Gwyneth vai parar no barco dele, rumo as terras de Selig. 

Eu adoro temas assim. São turbulentos, com uma tensão entre o casal, mas neste caso foi um pouquinho diferente. Eles já se amavam quando Selig ainda era um escravo, isso faz com que o muro de hostilidades não dure muito.

A única atenção que eu chamo é para a rapidez com que a autora pula uma cena para outra. Em dado momento, Selig estava lutando, e depois, no minuto seguinte, sangrando e ferido, vai fazer amor com sua esposa. (rs). Em outra cena, o pulo da narração deixa o leitor um pouco confuso pra cena seguinte. As coisas acontecem muito rápido, e achei que poderia ser um pouco mais detalhado.

Selig faz muito inimigos ao longo do livro, entre seu próprio povo e os de Gwyneth, isso faz com que a história seja recheado de lutas, ação e intrigas. O romance entre eles é lindo, fofo, o que pesa entre eles, muitas vezes, é a diferença de crenças e religião. Adorei!

O livro faz parte de uma série, e as histórias são interligadas entre si. Abaixo, os títulos:

  1. Tentação!” - (Erin & Torin)
  2. Provocação!” - (Gwyneth & Sélig)
  3. Sedução!” - (Natasha & Sean)

Capa original:

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Num Vale Encantado – Patrícia Potter

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Seize the fire

- Sinopse: 1865. Aprill Manning resolve desafiar o destino e empreender a aventura de viajar pela América com o filho. Ela precisa chegar a Fort Defiance onde está a única pessoa que pode lhe assegurar a felicidade. Mas a viagem muda inesperadamente de rumo. Prevalece a realidade da violência. Aprill e o pequeno são feitos reféns por Mackenzie, um índio mestiço. Ele também sonha, mas com a liberdade. Precisa fugir de Fort Defiance, pois a condenação à morte pelos crimes de que é acusado é certa. Uma estranha relação se inicia entre o algoz e suas vítimas. Sentimentos e desejos afloram com força indomável. Torna-se impossível determinar o certo e o errado... é arriscado demais apostar nos descaminhos da paixão!

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Foi uma história que me cativou desde o início. Normalmente nesses livros, os indios são sempre mal vistos pela sociedade americana da época, não diferente desta vez. Mackenzie é um mestiço, que serve ao exército com o intuito de juntar dinheiro e, assim, descansar em algum lugar calmo e esquecer as barbaridades que precisou ver/enfrentar. Porém, pouco antes disso acontecer, a filha de um dos generais o coloca em um grande mal entendido, que o leva a ser preso e acusado de violar a moça.

Do outro lado da história, somos apresentados a Aprill, que, junto com seu filho (fofo!), precisa viajar para encontrar seu pai, e não havia outro modo mais rápido, senão pegar “carona” na viagem que levaria Mackenzie até a prisão. A repugnância dura pouco, pois algo dentro dela diz que, de fato, ele poderia ser inocente. E então, está traçado uma paixão entre um prisioneiro índio e uma mulher carregando um filho.

Quando Mackenzie escapa, leva como refém o filho de Aprill, e como qualquer leoa protegendo sua cria, Aprill segue junto para garantir que ele não vá fazer mal o garoto.

Quase boa parte do livro se resume a fuga de Mackenzie, acompanhado de Aprill e seu filho, que ele havia sequestrado para garantir sua segurança. O livro retrata as dificuldades para escapar, de se arranjar alimento, de lutar para sobreviver, e – principalmente – de não se apaixonar. Há um sentimento de conflitos no mocinho, e ele luta com isso, muitas vezes, até sem perceber, machucando Aprill por dentro, muitas vezes o garoto, e a si mesmo.

Quanto ao romance, há uma forte tensão sexual entre eles, e acho que, para tanta expectativa, o romance físico poderia ter sido um pouco mais explorado. Mas acho que isso é uma característica da autora, já que li outros livros dela que seguem o mesmo estilo no quesito romance. Mesmo assim, o amor deles é lindo, tocante, fofo e delicado. Mackenzie sempre pensava em cuidar dela primeiro antes de suas próprias necessidades, e sentia-se o pior dos homens por forçá-la a segui-lo, um “mestiço que estava com a cabeça a prêmio”.

O menino rouba as cenas algumas vezes, como acredito que aconteça com quase todo romance de banca em que tenha criança. Só não dou cinco estrelas, porque para um livro em que os personagens passam toda a história fugindo, poderia ser um pouquinho mais curto. (onde estava a tesoura da Nova Cultural? hehe, brincadeirinha, brincadeirinha >.<…)

É uma história bonita, atenção especial a cena da cabana, achei muito fofa! Leitura recomendada, com certeza. ;)

Capa original:

imageAssinatura

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Vôo do Falcão – Anette Brodick

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 - Ficha Técnica:

- Título Original: Hawk’s Flight

- Sinopse: "Vai dar tudo certo, querida. Não se preocupe", murmura o belo homem, debruçando-se sobre Paige e beijando-a de leve nos lábios. Perplexa, Paige pensa que deve estar sonhando, enquanto tenta inutilmente se soltar dos braços fortes e das coxas rijas que a imobilizam. Afinal, o que esta fazendo dentro de uma barraca, deitada seminua com um estranho, quando devia estar acordando em sua cama e se preparando para ir trabalhar?

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Adoro temas nesse estilo. Ela é uma médica que entra de cabeça em seu trabalho, ele um piloto que não consegue parar muito tempo no mesmo lugar. Quando Paige contrata Hawk para levá-la até o pai, doente, não esparava que fossem acabar perdidos na floresta.

A princípio, não tinha gostado muito de Paige. Ela sofre uma concussão durante a queda, e acorda achando que está de férias, e Hawk é seu marido. Porém o jeito como ela trata isso, era como de uma criança boba, um tanto forçado ao meu ver. Virei um pouco a cara, mas não tem como não gostar do romance entre eles, principalmente quando Hawk decide lhe contar a verdade. Ele é muito carinhoso, cuidando dela o tempo todo durante a história.  Dá até vontade de ficar perdida assim. :D

A segunda parte do livro, por assim dizer, os faz voltar a realidade quando já estão apaixonados um pelo outro. Um romance entre um piloto que não gosta de fixar um lar, e uma médica, estava fadado a não dar certo, ainda que a atração entre eles fosse forte.

É aquele romance “gostosinho”, leitura leve e bem descontraída. Adorei. :)

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domingo, 21 de agosto de 2011

A Primeira Noite de uma Mulher – Celeste Bradley

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Surrender to a Wicked Spy

- Sinopse: Inglaterra, 1813. Um homem com um segredo... Dane Calwell é tudo o que Olivia poderia esperar de um marido. Atraente, charmoso, afável e até um pouco misterioso. Lembrar da noite de núpcias a faz corar de timidez. No entanto, ela se pergunta com o quê, afinal, Dane se ocupa durante todo o dia. As reuniões secretas com desconhecidos, as estranhas idas e vindas... Tudo aquilo a deixa desconfiada e temerosa. Será que seu adorado marido está envolvido em algo perigoso?... Dane sabe que a mulher com quem se casou há poucos dias é aprumada, bem-nascida e extremamente cativante. Mas acaba de descobrir que Olivia também é a criatura mais curiosa que já conheceu. Geralmente as mulheres não se preocupam em saber o que o marido faz durante o dia. Por que será que Olivia vive se intrometendo em questões que não lhe dizem respeito? Ele até acha a curiosidade dela algo divertido, encantador e um pouco sensual. Mas quando ela começa a chegar perto demais da missão na qual ele está envolvido, Dane precisa detê-la antes que corra o risco de perder sua linda esposa para sempre!

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 Já havia resenhado o primeiro livro da série “Royal Four”, homens importantes que garantiam a segurança da Coroa. Entretanto, o primeiro livro, para mim, foi bem fraquinho e quase havia perdido o interesse em ler os demais.

A Primeira Noite de uma Mulher”, entretando, era um dos livros de banca mais comentados entre as meninas da blogosfera, considerado muito bom no geral. Apesar de ser o quarto e último da série, resolvi pular os outros e ir direto nele. Confesso que não gostei muito do nome, principalmente porque o título original sugere outra coisa. Mas a medida que fui lendo, entendi o porque da escolha (embora continue não gostando desse título). Dane e Olivia vivem, durante a história, um clima de sedução bem forte.

Dane é um membro importante do grupo “Royal Four”, chamado de “Leão”, aquele quem precisa tomar as desições mais importantes do grupo. Ele precisava urgente de uma esposa, e não diferente de muitos daquela época, casar-se por amor não era um requisito necessário. Até que, por uma mãozinha, literalmente, ele acaba se casando com Olivia.

Não sei se há a tesoura da Nova Cultural no meio, uma vez que a narração é dividida em blocos pequenos. São cenas que duram de 2 a 4 páginas dentro dos capítulos, e justamente esse foi um dos motivos que tornou a leitura rápida e prazerosa. O casal tem um leve probleminha que os impedem de ter a primeira noite de núpcias, mas isso não impede que o livro seja bem hot, como as meninas descreveram, rs. Além desse ponto, a trama contra o príncipe da Coroa é muito legal, fazendo os Royal Four entrar numa conspiração que acaba colocando Dane contra Olivia.

Tornou-se uma agradável leitura, superando minhas expectativas. Depois do quarto, agora vou ler os outros da série que havia deixado de lado, rsrs. Bem descontraído, o livro chega a fazer você rir em algumas vezes. Há bastante cenas de romance, discussões, conspirações e brigas. Pra quem gosta do estilo, com certeza recomendo. :) 

Capa original (que eu, particularmente, achei mais bonita):

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Vingança do Sheik – Emma Darcy

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Sheikh's Revenge

- Sinopse: Sharif al Kader possuía a coragem, a arrogância e o orgulho de um verdadeiro rei do deserto. Quando enganado, não hesitava em vingar-se à altura. E quando sua princesa prometida fugiu com um piloto inglês, a reação de Kader foi imediata. Raptou a irmã do piloto, Leah, para substituir a noiva no leito nupcial.
Prisioneira em um suntuoso palácio no meio do deserto, Leah viu-se lutando desesperadamente contra o assédio daquele homem poderoso e contra si mesma... contra seu próprio corpo, alma e coração!"
 

- Nota:image

Glen e Leah sempre moraram no país da Arábia. Glen trabalhava como piloto, enquanto Leah cuidava dos jardins e bordava em seu tempo livre. Porém, repentinamente seu irmão precisa abandonar tudo, sem explicações, apenas lhe dando uma pochete com uma quantia generosa em dinheiro. Então que Leah não demora muito para descobrir que seu irmão fugiu com Samira, a prometida de Sharif. Como forma de vingança, ele a trás para seu lar e a mantém cativa.

Acho que foi expectativas demais em cima do livro. Minha paixão por histórias de sheik não foi suficiente para amar a história de Sharif, um sheik arrogante, e Leah, sua prisioneira, graças ao seu irmão. Apesar do mote ser bom, tornou-se uma leitura arrastada, e muitas vezes pulei páginas de devaneios e mais devaneios, esperando quando chegasse algum diálogo. As cenas em que Sheik e cativa aparecem, são relativamente poucas se comparado a outros romances de banca do mesmo mote.

Ainda assim, o relacionamento entre eles é ótimo, garante boas cenas sensuais. No fim, é uma boa leitura para quem quer algo ultra leve, mas não chegou a ser meu preferido.

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domingo, 12 de junho de 2011

A Noiva Raptada - Trisha David

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Borrowed One Bride

- Sinopse: A noiva tinha tudo a ganhar com o casamento. O noivo herdaria uma fortuna se se casasse antes de seu trigésimo aniversário. Então, por quê, no dia da cerimônia, o fotógrafo raptou a noiva?

Manter Bethany presa durante duas semanas, até o aniversário de Peter, o noivo, seria suficiente. Assim, Bruce fingiu ser o fotógrafo, e foi fácil raptar a noiva. Só não imaginava que Bethany roubaria seu coração!

- Nota: image

 

Bethany está prestes a se casar por interesse. Isso porque o casamento arranjado com seu primo iria beneficiar a ambos, mas ela não sabia que havia mais coisa por trás disso do que Peter, seu primo, estava lhe contando. Até que no dia do casamento, é raptada pelo fotógrafo da festa.

Bruce é fazendeiro, e tem seus motivos para querer que Bethany passe duas semanas na fazenda dele, quando então passaria o aniversário de Peter. E durante esse tempo, a autora constrói uma relação delicada e linda entre Bethany e a sobrinha de Bruce, Katie, considerada muda e que, até pouco tempo atrás, vivia em um orfanato de péssima condições, onde Bruce a resgatou.

Depois de alguma leitura tensa, grande, ler um Sabrina costuma ser sempre uma ótima opção. A história é descontraída, leve, mas nem por isso deixa de ser maravilhosa. O amor quase fica em segundo plano, mas a única (e intensa) cena sensual garante o romance entre os dois. Grande destaque para Katie Sininho que, realmente, deu um show a parte na história de tão fofa e frágil que foi.

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Lorde e a Camponesa – Celeste Bradley

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- Ficha Técnica:

- Título Original: To Wed a Scandalous Spy

- Sinopse: Inglaterra, 1813

Tendo perdido os pais ainda criança, Willa Trent foi criada por um casal simples, donos de uma estalagem em um pequeno povoado. Quando ela socorre o rapaz que atingiu sem querer com uma pedrada de estilingue, as circunstâncias a envolvem numa situação escandalosa, e a família exige que eles se casem imediatamente. Com um charmoso marido e um novo futuro pela frente, o otimismo de Willa não tem limites, até que ela descobre o mundo secreto e perigoso de Nathaniel Stonewell, conde de Reardon, também conhecido como o "lorde traidor"...

Embora Nathaniel seja criticado por toda a população da Inglaterra por seus atos contra a Coroa, ele é, na realidade, membro de uma confraria de elite de defensores do rei, envolvido numa audaciosa missão secreta. Ele precisa, a todo custo, guardar segredo de suas atividades, principalmente de Willa. Embora esteja fascinado por ela, Nathaniel teima em não se render à paixão, preferindo acreditar que é melhor dar as costas ao amor do que arriscar tudo por ele. Sua noiva, porém, tem outros planos...

- Nota:image

 

 O livro se passa no período de regência, na época de Napoleão, onde um grupo de cavaleiros secretos, intitulado como os Royal Four, se juntam para proteger a coroa.

Nathaniel é um deles, e, para provar o seu valor neste papel, precisa fingir que é um traidor contra seu próprio país. Isso significa não ser aceitado em qualquer lugar onde vá. Olhares tortos dos homens e mulheres, xingamentos, e até mesmo lutas por onde passa. Já estava acostumado a esse tipo de tratamento, mas então surge Willa em sua vida e ele não está pronto para que a sociedade a trate assim também.

O início do livro não me convenceu muito, o casamento entre ambos foi tão, mas tão repentino e escrito de forma apressada, que me fez perguntar se essa cena era a mesma original (como o livro é publicado pela Nova Cultural, tenho lá as minhas dúvidas), mas depois a história foi melhorando, e muito. A narrativa tende a cair para o lado humorístico, mas tudo bem suave. Willa é uma heroína que mais parece uma menina inocente e maluquinha. Vê bondade em tudo e nunca acreditou que Nathaniel pudesse ser um traidor. Já ele, confesso que não chegou a ser meu mocinho favorito, mas algumas cenas são bem bonitas. Mesmo sendo um espião e tentando manter ela afastada dessa vida, Nathaniel não consegue deixar de ser carinhoso e gentil. :)

Agora, querem uma novidade? Não só o início do livro, mas em vários momentos você sente que houve uma redução nas cenas. Além disso, a editora Nova Cultural conseguiu, mais uma vez, dar uma “bola dentro” e publicar a série fora de ordem. *sarcástica on* Atrás do livro há uma indicação de que este seria o quarto livro da série, quando na verdade se trata apenas do primeiro. Pois é…

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