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quinta-feira, 30 de maio de 2013

O Pessegueiro – Sarah Addison Allen

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Peach Keeper

- 247 páginas

- Sinopse: Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. Mas Willa soube há pouco que uma antiga colega de escola – a elegante Paxton Osgood – da abastada família Osgood, restaurou a Blue Ridge Madam e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é um esqueleto, encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade, que com certeza irá fazer surgir coisas terríveis. Pois os ossos, pertencentes ao carismático vendedor ambulante Tucker Devlin, que exerceu os seus encantos sombrios em Walls of Water setenta e cinco anos antes, não são tudo o que está escondido longe da vista e do coração. Surgem igualmente segredos há muito guardados, aparentemente anunciados por uma súbita onda de estranhos acontecimentos em toda a cidade.

- Nota: clip_image004

O Pessegueiro traz uma história fofa e singela. O livro é repleto de temas recorrentes da vida que vão desde inveja, falsidade, amadurecimento, amizade até atitudes e escolhas para definir a si próprio. A autora também cede espaço para uma leve trama mágica como pano de fundo e dois romances que seguem em paralelo ao longo da história. O principal aqui é mostrar o desenvolvimento de cada personagem em meio a esse contexto de dúvidas e superações em seus próprios conflitos internos, seja ele fora ou dentro do romance. A narrativa traz leveza à história e encanta pela suavidade com que a autora consegue trabalhar seus temas. Para mim, O Pessegueiro é uma história cheia de mensagens bonitas com o gostinho ótimo do romance.

O livro retrata a vida de personagens que passaram suas vidas em Walls of Water, bem como aqueles que saíram em busca daquele “algo mais” que uma cidade pequena não podia proporcionar. Primeiro o leitor conhece Willa, a dona de de uma loja de equipamentos para camping. A personagem tinha uma vida estável e sossegada até receber um convite para participar do Clube Social Feminino enviado pela socialite Paxton Osgood, sua antiga colega de escola. Ao mesmo tempo, o irmão gêmeo de Paxton, Colin, está de volta e decidido a tirar Willa de sua zona de conforto. O leitor também acompanha a relação de Paxton com seu melhor amigo Sebastian, embora para ela, Sebastian sempre fora algo mais. O problema estava justamente em lidar com seus sentimentos sem saber se era recíproco.

Em O Pessegueiro, os personagens são um tanto quanto inseguros e apresentam dilemas ao longo do livro que são explorados de forma gradativa. Dúvidas quanto a aparência, insegurança à própria independência, incertezas sobre o amor, sobre a vida… porém, não ficamos com a sensação de ler sobre personagens vazios que não sabem o que querem. As dúvidas, o receio, a hesitação é apenas parte das características atribuídas a cada um, o que torna os personagens agradavelmente mais humanos. É através desses dilemas que Colin, Willa, Paxton e Sebastian crescerão ao longo da história.

Os romances paralelos são ótimos e se entrelaçam a todo instante. Dos dois, minha preferência pendeu para Paxton e Sebastian já que este me conquistou por todo carinho e charme. Tudo é descrito de forma suave, um ar de leveza e romantismo que traz elegância e encanto à história. O principal aqui é tratar o contexto da relação, não se preocupar com cenas físicas mais detalhadas. Já o romance de Colin e Willa baseia-se principalmente sobre decisões do futuro e o fato de que eles precisavam se conhecer novamente, uma vez que Colin achava que Willa ainda era aquela garota rebelde da escola que ele um dia conhecera.

A narrativa da autora é doce e acolhedora. É difícil trazer um conceito mais concreto, mas me senti flutuando na história pela leveza e delicadeza com que Sarah trabalha as relações amorosas, os diálogos sensíveis, as cenas de amizade… mesmo o toque sobrenatural ligado ao passado das avós de Paxton e Willa, que vai sendo desmembrado durante a história, é tratado de forma leve. O livro carrega um sopro de ar fresco ao mesmo tempo em que consegue trabalhar temas com profundidade. Sarah consegue equilibrar muito bem todos os ingredientes dentro da trama, mas principalmente, ela soube como entrelaçá-los

Meu único porém fica quanto ao argumento mágico. Tive a impressão que o toque surreal acrescentado ao livro ficou um pouco vago e possivelmente desnecessário à trama. O livro podia muito bem contar a mesma história sem o “toque mágico” que continuaria fazendo o mesmo sentido. Posso ter deixado escapar alguma metáfora aí, não sei… Porém, ainda assim, gostei desse tom de magia que a autora aborda, só achei que poderia ter sido mais enfático nos argumentos.

O Pessegueiro conquista por personagens simpáticos e pelos temas retratados. O livro fala sobre autoconhecimento, amizade e escolhas para a vida. Achei a história uma graça, singela e super gostosa. Fiquei apaixonada pela narrativa da autora e sei que ela tem outro livro também lançado pela Planeta que vou tratar de ler.

Capa original:

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Bruna Britti

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O que você quiser – Sara Fawkes

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Anything he Wants

- Sinopse: O trabalho temporário de Lucy Delacourt não é o emprego dos sonhos, mas paga suas contas. O momento alto de seu dia é andar de elevador com um atraente desconhecido. Tudo muda no dia em que o desconhecido a seduz. Completamente fora de si, ela se entrega sem nenhuma resistência, mas não imagina que aqueles momentos de delírio com um homem que ela nem sabe o nome irão mudar sua vida para sempre. Isso porque o rapaz sexy é ninguém menos do que Jeremiah Hamilton, um bilionário executivo que não se contenta com uma noite para satisfazer seu prazer. Conforme o endinheirado envolve Lucy em seu mundo de ambiciosos negócios e audaciosas aquisições, ele exige nada menos que sua total rendição.

- Nota: image

O título bate exatamente com a proposta da história. Uma mulher que faça todas as vontades de um homem, que lhe acompanhe aonde ele desejar e que tenha sexo no momento em que ele quiser. Porque não há qualquer coisa de errado nessa ideia? Bom, acontece que a personagem do livro sente um prazer absoluto em fazer tudo isso. Ponto.

Quando recebi esse livro para resenha, uma parte minha pensou se não poderia ser uma versão melhorada de 50 Tons. Estava óbvio que, pela capa, pelo título contendo o “bilionário” (porque milionário ficou bastante sem graça), o livro fazia uma chamada descarada do pano de fundo BDSM retratado pela E.L James. E por mais que o enredo até siga um estilo diferente, parece que bilionário sado com família perturbada virou receita de bolo para livros eróticos. Pois é, por mais que esse lado meu se dispôs a ler e dar uma chance, não consegui gostar da história.

Lucy Delacourt trabalha temporariamente na companhia Hamilton, um emprego simples e sem nenhum atrativo. Sua vida é monótona e ela vive basicamente para pagar suas contas e quitar as inúmeras dívidas que possui. O único momento mais agradável de seu dia é quando, ao pegar o elevador do trabalho, pode observar sem culpa ao homem atraente que está lá todos os dias, andando de elevador no mesmo horário que o dela. Ele é lindo, charmoso e lhe faz ter fantasias loucas sem nem ao menos conhcê-lo. Então, em um desses dias o homem finalmente decide abordá-la e os dois entregam-se de uma vez ao desejo que nutrem um pelo outro.

Quando digo abordar, não há nenhum diálogo nisso. Jeremiah a joga contra a parede, troca uma ou outra palavra e já somos levados a proposta principal do livro: o sexo. E da primeira cena em diante são páginas e mais páginas onde dois desconhecidos mantém relações sexuais em diversos lugares. Aí vale o estacionamento, o elevador ou o escritório. Meu problema é que, na minha visão, o livro não saiu muito disso.

Até a página cem não há qualquer entrosamento romântico. Quem acompanha o blog, sabe que sou muito chata quanto a isso. Prefiro ler um livro sem qualquer cena de sexo mas que o casal tenha uma ótima química emocional do que um livro inteiro onde duas pessoas que não sabem o nome uma da outra passem metade do livro inventando as mais variadas posições do Kama Sutra . E olha que nisso o livro também deixou a desejar, pois a maioria das cenas não são tão inovadoras ou vira apenas um repeteco visto em outros do gênero. Só depois de 4 ou 5 cenas de sexo é que a personagem vai atrás de descobrir informações sobre o homem que a abordou no elevador, – ou melhor dizendo -, Jeremiah a chama em seu escritório e ela finalmente descobre que o homem do elevador era ninguém menos que o chefe da empresa.

Jeremiah é um personagem que vai direto ao ponto. Sem nuances, sem rodeios, ele basicamente compra os serviços sexuais de Lucy. Não demora nem mesmo uma página para a personagem aceitar. Com o pretexto de assistente sexual pessoal, ele deixa claro a função de Lucy: “Tudo o que eu quiser”, e nas páginas seguintes o personagem leva ao pé da letra essa frase. Ela é, de forma clara, o brinquedo sexual dela.

Ah, mas é um erótico, então o foco deve ser o sexo, certo? Não tiro a razão disso, mas há livros eróticos que conseguem trabalhar em harmonia com o romance e o sexo e, pra mim, isso só deixa a história melhor. Na minha opinião, 50 Tons foi um deles, mas desde então esse vem sendo o meu problema nos livros posterior ao seu lançamento. Há pouco ou quase nenhum conflito nesses enredos.

Mais além do que a falta de clímax, foram os próprios personagens que me incomodaram. Lucy não tem voz própria no livro. Tudo é rapidamente aceito, a personagem está sempre pronta ou não tem um diálogo interessante que consiga prender por mais de cinco minutos. Ela é praticamente um robô onde, quando não está vagando pela mansão de Jeremiah ou fazendo mil perguntas sobre a vida dele, está fazendo favores ao próprio. Já Jeremiah, sua atitude fria, distante e sem qualquer traço de romance foi um personagem quase tão sem graça como a Lucy. A tentativa da autora de fazer um personagem sombrio e misterioso (onde eu já ouvi isso antes?) foi um tanto forçado. Mesmo nos diálogos, não houve qualquer indício dos sentimentos do personagem. Você não sabe o que ele sente e, por isso, o “eu te amo” acaba sobrando no livro.

Se você quer um livro apenas de sexo, eu nem diria que este é o livro. O que mais se aproximou, para mim, foi Bem Profundo, também lançamento da Planeta (clique AQUI para ler a resenha). Dei duas estrelas pela trama que ocorre pouco antes do final do livro, melhorando um pouco a história. Pelo modo como terminou há a promessa de continuação mas, sinceramente, não me empolgou para continuar a lê-la.

Capa original:

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Bem Profundo – Portia da Costa

image- Ficha Técnica:

- Título Original: In Too Deep

- 255 páginas

- Sinopse: Uma das tarefas de Gwendolyne é esvaziar todos os dias a caixa de sugestões da biblioteca. Um dia, Gwen encontra uma carta direcionada a ela, e se trata de uma proposta indecente. Um homem misterioso começa a lhe mandar correspondências de perder a cabeça e fica claro que ele não quer ficar só no papo! Suas ideias são chocantes, mas excitam Gwen. Enquanto sua imaginação está a mil, ela ainda precisa lidar com o professor Daniel, que está fazendo uma pesquisa temporária na biblioteca. Um homem espetacular, em sua opinião. Gwen começa a fazer avanços sobre o professor inspirada pelas cartas picantes que recebe do admirador secreto. Personagens apaixonantes e um final surpreendente completam este erótico que tira o sono até das almas mais puras. Alguns envolvimentos vão longe demais, e não é possível escapa do que é bem profundo.

- Nota: image

Entrando na onda dos lançamentos eróticos no Brasil, a aposta da Editora Planeta para este gênero é o livro “Bem Profundo”, da autora Portia da Costa.

Antes de começar minha resenha, sempre é bom relembrar o que vem sendo motivo de polêmica para alguns desses romances. A maioria retratam situações surreais ou, em alguns casos, que poderiam até acontecer na realidade – mas que não seriam talvez tão agradáveis quanto você ler em um livro. Trata-se meramente do fetiche, do que cada um, lá no cantinho de suas mentes, fantasiam ou se sintam a vontade para ler referente ao sexo (ou apenas por curiosidade). O romance erótico é um gênero delicado, que precisa ser lido com uma mente aberta e, algumas vezes, é preciso abandonar o lado coerente e se deixar levar apenas pela fantasia. Afinal, trata-se de uma leitura com um teor bastante sexual e de gostos muito, mas muito pessoais.

Bem Profundo não é nem um pouco diferente. Antes mesmo de qualquer introdução à história, já somos levado aos caprichos sexuais de um estranho que coloca, em palavras picantes e sensuais, seu desejo obsessivo de “comer” a bibliotecária Gwen. Em cartas misteriosas, deixadas na caixa de sugestões da biblioteca onde trabalha, Gwen é levada a fantasiar com o homem que se intitula como Nêmeses, e, ainda que seu lado sensato diga que aquilo poderia ser perigoso, acaba mergulhando de cabeça nos fetiches dele.

Isso inclui coisas como se tocar quando ninguém está olhando, imaginar as cenas descritas detalhadamente nas cartas e ainda pagar punições durante o trabalho. Enquanto Gwen entra numa relação virtual (pois há também um contato por internet) com Nêmeses, ao mesmo tempo começa a se interessar cada vez mais por quem ela descreve como o “Professor Gostoso McLindo”. Ou, de um jeito mais formal, o professor Daniel Brewster; frequentador assíduo da biblioteca.

Não caro leitor, Daniel não é o novo Grey. Na realidade, viro um pouco a cara com essas comparações desnecessárias que as editoras insistem em fazer com 50 Tons de Cinza sempre que estão para lançar um romance erótico. Bem Profundo não escapou dessa, embora eu realmente ainda esteja tentando entender onde há qualquer coisa para se comparar. Então, se você escolher esse livro pensando em encontrar o próximo mocinho atormentado, vai acabar decepcionado. O livro passa longe do milionário sedutor, da mocinha ingênua, ainda que temos (um pouquinho) do tema BDSM. Além disso, (eu) acredito que 50 Tons seja mais voltado para o romance do que propriamente para o erótico em si, ao contrário de Bem Profundo. As ações, os pensamentos, as atitudes, os cenário; tudo no livro é movido pelo sexo. Em resumo, o sexo não faz parte da história, mas sim é a história. (o que torna o livro voltado para um público ainda mais restrito). A autora até tenta colocar um drama pouco depois da metade do livro, mas não convence muito, tampouco tira o foco puramente sexual da trama.

É nesses termos que temos um livro bem escrito, com cenas que não beiram ao romantismo, mas vai direto ao ponto. Um pouco disso é contribuição da própria personagem, Gwen é uma mulher tão bem resolvida sexualmente que não perde tempo com dúvidas sobre o que lhe dá ou não prazer, se deve ou não fazer. Nesse aspecto ela me agradou bastante. Seus pensamentos são espontâneos, às vezes com um toque de humor e na realidade bastante sinceros, portanto, vamos encontrar termos bem “crus”, que fogem da poesia erótica  (acostume-se a ler palavras como “pinto”, '”punheta” e outros… *vermelha*). O meu lado romântico não curte muito essa linha, mas dessa vez não me incomodei com isso. A autora soube dosar de forma a  parecer quase natural, espontâneo e não exagerado.

Os diálogos dos personagens são mínimos, deixando espaço para, digamos… a exploração de seus corpos. :D Bem Profundo é de leitura fácil, terminei em dois dias. Quando cheguei ao fim, senti que havia lido um conto erótico “agradável”, daqueles ao estilo Elloras, conhecem?  A leitura foi prazerosa e mexe com os fetiches e desejos mais profundos de uma pessoa, seja homem ou mulher. Portia da Costa mostrou que sabe como envolver o leitor em um jogo sexual bastante interessante.

O final me deixou com um pontinho de interrogação na cabeça, mais pelo que li na contracapa do livro que pela própria história em si, mas nada que a estrague. Ano que vem a Planeta promete lançar mais um livro da autora, “O Desconhecido”…

Abaixo, a capa original:

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Carolina se apaixona – Federico Moccia

image - Ficha Técnica:

- Título Original: Amore 14

- 398 páginas

- Sinopse: Carolina tem catorze anos de idade. Vive um momento mágico em sua vida. As amigas, sempre por perto. E os sonhos, quantos sonhos! E há os primeiros beijos roubados no escurinho do portão. E sempre aquela música que surge no momento certo. Festas, escola, brincadeiras, mas também existem as provas e outras coisas de gente grande. A avó é maravilhosa e sabe enxergá-la bem longe, lá no fundo de sua alma. Sobre o amor? O que se sabe? O que se vive? Como é realmente o amor? Talvez ele tenha os olhos de Massimiliano? O amor é aquilo? Quem sabe... Mas Carolina perdeu o celular, e com ele tudo o que sabia sobre o rapaz. Mesmo assim, ela não tem dúvidas de que conseguirá reencontrá-lo. Enquanto isso, sonha chegar bem perto da nuvens. E a vida transcorre sem preocupações. Entre as aventuras de cada dia e as sombras do convívio familiar não paira nem de longe a suspeita e a desconfiança. O seu coração está sempre acelerado a cada afeto que se abre e se transforma em esperança pelo futuro. E há uma estrada infinita diante dela que convida a seguir caminhos desconhecidos. Carolina está pronta para ser feliz.

- Nota: 2

Fiquei com o pé atrás com Federicco Moccia após o livro “Desculpa se te chamo de amor”. Tive uma dificuldade enorme com a leitura abandonada ao meio, e infelizmente minhas pesquisas ainda não chegaram a conclusão se isso se deve ao tradutor ou se aquela era a escrita (confusa) do autor (afinal, eu não falo italiano, não tive como comprovar hehe). Mas por indicação, fui ler “Carolina se apaixona”, e o resultado saiu um pouco diferente do meu desastre com Federicco à primeira vez.

Carolina se apaixona conta a história de… bom, Carolina. A garota é uma adolescente típica aos seus 14 anos. Possuí duas melhores amigas, odeia certas matérias na faculdade, tem problemas familiares e vive sonhando com um amor que a faça suspirar. Nesse último quesito, Carolina esbarra em um rapaz belíssimo, chamado Massi, e vive um dia romântico com ele.

Entretanto, seu sonho não dura muito. Carolina perde o celular em que anotou o número dele, perdendo assim qualquer possibilidade de manter um contato. Ainda assim, mantém certo resquício de esperança. Carolina segue com a vida, mas não esqueceu Massi.

Estava adorando o livro desde a primeira página. Os personagens são ótimos, mais reais e típicos de qualquer família. Os pais de Carolina, cujo tempo e a monotonia destruiu o amor do casamento, a irmã chata que faz questão de implicar com tudo e o irmão *suspiro* que quer ser escritor e precisa lutar para provar ao pai que pode sim sobreviver disso. Rusty James é um bônus ótimo a história e encanta com seu sonho de escrever. Federicco nada mais faz do que expressar com exatidão o que qualquer escritor, infelizmente, acaba ouvindo pelo menos uma ou duas vezes na vida.

Sim, a narrativa um tanto ousada continua lá. Federicco aposta em páginas e mais páginas de um só parágrafo, em narrativas as vezes não tão descritivas, outras mais poéticas e românticas. Os leitores de primeira viagem provavelmente ainda vão estranhar. Agora, se preciso dar credito ao tradutor eu não sei, mas a leitura fluiu bem melhor, mais gostosa e, mesmo sendo uma leitura diferenciada, a narrativa me agradou muito.

Mesmo assim, nem tudo são flores. É bonitinho o primeiro amor de Carolina, poético até, se não fosse por alguns aspectos que entram em contradição com essa idea que cerca o livro. Carolina afirma o tempo todo que Massi é seu amor, que ela nunca iria esquecê-lo (amor de um dia), mas, ao mesmo tempo, não perde a oportunidade de beijar qualquer mocinho bonitinho do livro que esteja afim dela. No começo isso se torna até irrelevante, se não fosse pelo fato que a situação se repete, repete e repete, cada situação com um garoto diferente.

E esse é justamente o ponto fraco do livro. Eu sempre sou a primeira a reforçar o conceito de, quanto maior um livro, maior a possibilidade do autor explorar a idea e envolver os personagens de modo mais profundo. Porém, são quatrocentas páginas pra poucos acontecimentos realmente impactantes na história. Ok, não quatrocentas, porque lá pelas duzentas e pouco, quando a história caiu na mesmice,  eu abandonei o livro. Talvez depois disso tenha melhorado, e eu juro que tentei prosseguir, mas não consegui. O que era uma leitura agradável, que até então fluía perfeitamente, tornou-se cansativa e arrastada. O autor escreve muito bem, mas não precisava ter enrolado tanto.

Então, fico num impasse: Alguns pontos positivos, outros bem negativos. Inclusive, fui atrás de descobrir o final do livro e não me agradou o desfecho. Ao menos, por trás da proposta do autor, achei que deveria ter tido outro final.

Se darei outra chance aos livros do autor? Claro. Como citei, a leitura fluiu muito mais rápida dessa vez, bem mais gostosa, e quem sabe eu me identifique com outros livros do Federicco. Infelizmente, não foi dessa vez.

Capa original:

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Preciso Te Contar Uma Coisa - Melissa Hill


Something You Should Know

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Nesse romance contemporâneo, a escritora irlandesa Melissa Hill conta a história de Jenny, uma jovem que, após uma grande desilusão, volta a acreditar no amor. Mas justo quando tudo está às mil maravilhas entre Mike e ela, seu ex reaparece. A situação poderia ser mais ou menos administrável se não a obrigasse a ter de contar a Mike um segredo sobre seu passado que pode mudar radicalmente seu futuro. É bem possível que sua relação com Mike não resista, mas ele tem o direito de saber... Será que o amor é realmente capaz de superar e perdoar tudo?
É certo que muitos livros mexem com a gente e ficam por longos anos na memória. Para mim, Preciso Te Contar Uma coisa certamente estará entre eles. 


Melissa Hill mostrou todo seu talento nesse livro. Confesso que quando comecei a ler pensava que seria um livro apenas de passar o tempo, daqueles que se lê rapidinho, sem muito acrescentar... Cai de cara no chão!

É um chick-lit muito maduro, na história não existe “moçinha linda e perfeita”, tampouco “super-homem lindão que nunca erra”, aqui a narrativa é sobre três mulheres, levando seus dias como qualquer outra pessoa. Chato? Pelo contrário. O livro me fez lembrar as crônicas de Cedar Cove, da autora Debbie Macomber. Traições, brigas cotidianas, problemas financeiros, pontos altos e baixos da vida são retratadas no livro... Muitas vezes me vi refletindo em como deixamos certos momentos da vida passar, momentos esses que poderiam fazer toda a diferença se aproveitássemos mais.

Embora a personagem principal do livro seja Jenny, há também um enfoque muito grande em Karen, Tessa, e seus respectivos namorados. O livro começa com Jenny, já casada com Mike e feliz em sua vida, até que descobre em uma conversa casual com o marido que o mais novo empregado de Mike é ninguém menos que seu ex-namorado, Roan Williams. O mesmo que quatro anos atrás havia partido, destroçado, acabado, (e qualquer outro adjetivo que vocês possam imaginar) com o amor que Jenny tinha por ele.


Depois de algumas páginas, o livro volta exatamente há quatro anos, narrando à trajetória de Roan (o maior cara de pau que já li num livro) e Jenny, Shane e Karen, e Tessa e Gerry. Se por um lado temos vontade de sacudir Jenny algumas vezes pra ver se ela acordava e finalmente percebia o mau caráter que era Roan, por outro, nos deliciamos com o carinho de Shane, o casamento de Tessa, e o modo como mais tarde, Mike entra na história. 
Vou logo avisando: Quem quiser ler o livro, prepara-se para comprar muitas caixinhas de papéis. Tudo bem que eu choro por qualquer coisa, hehe, mas existe cenas muito tristes no livro. Precisei parar ele algumas vezes porque estava fazendo quase um mar aqui em casa. =D


Espero que a Planeta lancem os outros livros da autora. Preciso Te Contar Um Coisa é lindo, envolvente, e cativante. Tenho certeza que todas vão se apaixonar pela história, meninas!
A notícia boa é que farei sorteio de um exemplar aqui no blog. Quem quiser saber um pouco mais, aí vai o site Essência, a marca da Planeta em romances femininos, e o da escritora Melissa Hill:





http://www.melissahill.info/