domingo, 17 de fevereiro de 2013

O que você quiser – Sara Fawkes

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Anything he Wants

- Sinopse: O trabalho temporário de Lucy Delacourt não é o emprego dos sonhos, mas paga suas contas. O momento alto de seu dia é andar de elevador com um atraente desconhecido. Tudo muda no dia em que o desconhecido a seduz. Completamente fora de si, ela se entrega sem nenhuma resistência, mas não imagina que aqueles momentos de delírio com um homem que ela nem sabe o nome irão mudar sua vida para sempre. Isso porque o rapaz sexy é ninguém menos do que Jeremiah Hamilton, um bilionário executivo que não se contenta com uma noite para satisfazer seu prazer. Conforme o endinheirado envolve Lucy em seu mundo de ambiciosos negócios e audaciosas aquisições, ele exige nada menos que sua total rendição.

- Nota: image

O título bate exatamente com a proposta da história. Uma mulher que faça todas as vontades de um homem, que lhe acompanhe aonde ele desejar e que tenha sexo no momento em que ele quiser. Porque não há qualquer coisa de errado nessa ideia? Bom, acontece que a personagem do livro sente um prazer absoluto em fazer tudo isso. Ponto.

Quando recebi esse livro para resenha, uma parte minha pensou se não poderia ser uma versão melhorada de 50 Tons. Estava óbvio que, pela capa, pelo título contendo o “bilionário” (porque milionário ficou bastante sem graça), o livro fazia uma chamada descarada do pano de fundo BDSM retratado pela E.L James. E por mais que o enredo até siga um estilo diferente, parece que bilionário sado com família perturbada virou receita de bolo para livros eróticos. Pois é, por mais que esse lado meu se dispôs a ler e dar uma chance, não consegui gostar da história.

Lucy Delacourt trabalha temporariamente na companhia Hamilton, um emprego simples e sem nenhum atrativo. Sua vida é monótona e ela vive basicamente para pagar suas contas e quitar as inúmeras dívidas que possui. O único momento mais agradável de seu dia é quando, ao pegar o elevador do trabalho, pode observar sem culpa ao homem atraente que está lá todos os dias, andando de elevador no mesmo horário que o dela. Ele é lindo, charmoso e lhe faz ter fantasias loucas sem nem ao menos conhcê-lo. Então, em um desses dias o homem finalmente decide abordá-la e os dois entregam-se de uma vez ao desejo que nutrem um pelo outro.

Quando digo abordar, não há nenhum diálogo nisso. Jeremiah a joga contra a parede, troca uma ou outra palavra e já somos levados a proposta principal do livro: o sexo. E da primeira cena em diante são páginas e mais páginas onde dois desconhecidos mantém relações sexuais em diversos lugares. Aí vale o estacionamento, o elevador ou o escritório. Meu problema é que, na minha visão, o livro não saiu muito disso.

Até a página cem não há qualquer entrosamento romântico. Quem acompanha o blog, sabe que sou muito chata quanto a isso. Prefiro ler um livro sem qualquer cena de sexo mas que o casal tenha uma ótima química emocional do que um livro inteiro onde duas pessoas que não sabem o nome uma da outra passem metade do livro inventando as mais variadas posições do Kama Sutra . E olha que nisso o livro também deixou a desejar, pois a maioria das cenas não são tão inovadoras ou vira apenas um repeteco visto em outros do gênero. Só depois de 4 ou 5 cenas de sexo é que a personagem vai atrás de descobrir informações sobre o homem que a abordou no elevador, – ou melhor dizendo -, Jeremiah a chama em seu escritório e ela finalmente descobre que o homem do elevador era ninguém menos que o chefe da empresa.

Jeremiah é um personagem que vai direto ao ponto. Sem nuances, sem rodeios, ele basicamente compra os serviços sexuais de Lucy. Não demora nem mesmo uma página para a personagem aceitar. Com o pretexto de assistente sexual pessoal, ele deixa claro a função de Lucy: “Tudo o que eu quiser”, e nas páginas seguintes o personagem leva ao pé da letra essa frase. Ela é, de forma clara, o brinquedo sexual dela.

Ah, mas é um erótico, então o foco deve ser o sexo, certo? Não tiro a razão disso, mas há livros eróticos que conseguem trabalhar em harmonia com o romance e o sexo e, pra mim, isso só deixa a história melhor. Na minha opinião, 50 Tons foi um deles, mas desde então esse vem sendo o meu problema nos livros posterior ao seu lançamento. Há pouco ou quase nenhum conflito nesses enredos.

Mais além do que a falta de clímax, foram os próprios personagens que me incomodaram. Lucy não tem voz própria no livro. Tudo é rapidamente aceito, a personagem está sempre pronta ou não tem um diálogo interessante que consiga prender por mais de cinco minutos. Ela é praticamente um robô onde, quando não está vagando pela mansão de Jeremiah ou fazendo mil perguntas sobre a vida dele, está fazendo favores ao próprio. Já Jeremiah, sua atitude fria, distante e sem qualquer traço de romance foi um personagem quase tão sem graça como a Lucy. A tentativa da autora de fazer um personagem sombrio e misterioso (onde eu já ouvi isso antes?) foi um tanto forçado. Mesmo nos diálogos, não houve qualquer indício dos sentimentos do personagem. Você não sabe o que ele sente e, por isso, o “eu te amo” acaba sobrando no livro.

Se você quer um livro apenas de sexo, eu nem diria que este é o livro. O que mais se aproximou, para mim, foi Bem Profundo, também lançamento da Planeta (clique AQUI para ler a resenha). Dei duas estrelas pela trama que ocorre pouco antes do final do livro, melhorando um pouco a história. Pelo modo como terminou há a promessa de continuação mas, sinceramente, não me empolgou para continuar a lê-la.

Capa original:

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16 comentários:

  1. Acabas de reorganizar minha lista do skoob *desejados* e de leitura.
    Pretendia ler Bem profundo e depois Butterfly hehe
    Excelente resenha, Bru, bem completa.

    Beijão.

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    1. Oxe, foi mal >.< hehehehe Eu achei legalzinho Bem Profundo, mas dizem que Butterfly é melhor, viw? Tbm estou na vontade para lê-lo :D

      Obrigada dear! Bjos!

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  2. Acabei de ler e tive a mesma sensação...
    Uma cópia muito mal feita...

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    1. Pois é, e olha que estava animada para ler. :X

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    2. Cópia de 50 Tons.

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  3. GOSTEI DO LIVRO .....SABE A DATA DE LANÇAMENTO DO SEGUNDO

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  4. Vc disse tudo!!!! Horrivel. Mistura mal feita de 50 tons com Toda Sua.
    Nanda

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    1. Tive essa impressão mesmo. A autora quis pegar a mesma receita do bolo mas faltou o principal ingrediente aí: criatividade de criar sua própria história.

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  5. Oi vc já leu Belo desastre e O inferno de Gabriel, acho que vc vai gostar !!

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    1. Olá, eu sou MUITO fã de Belo Desastre e, embora tenha achado O Inferno de Gabriel um pouco lento (:P), achei a ideia bem legal com a comparação do Inferno de Dante. É uma ótima história tbm! :D

      Bjos

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  6. Olá, gostei muito de Belo desastre e acabei de ler este O que você quiser – Sara Fawkes confesso que é bem parecido com os outros que tem no mercado, mas enfim gostaria muito de saber como acaba (curiosa) demais. Lembrando que estou órfão de ter terminado a trilogia 50 tons e o toda sua só em maio...

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  7. Gostei muito de Belo desastre e este O que você quiser é bem parecido com a trilogia 50 tons mas se agente for falar assim os outros tambem são bem parecido como Toda sua e achei fraco demais o Bem profundo o segredo estava muito na cara rsrs... Confesso que preciso ler a continuação deste O que você quiser – Sara Fawkes pois estou curiosa para saber como termina e estou órfã de livros do genero

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  8. Eu confesso que também achei a estória meio repetida, uma mescla de 50 tons, toda sua e de uma séria da Beth Kery. Mas estou louca pra ler a sequência.

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  9. Li falsa submissão e confesso que de todos esses do gênero(tirando a trilogia 50 tons, q é 100% romance) é o melhor.De um suspense surpeendente!!!!!!!!!

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  10. Amiga,

    esse livro é um porre, achei as cenas de sexo muito cansativas por causa do excesso.
    Acho que a autora tinha capacidade de escrever algo melhor.
    Lucas foi o único que prestou no livro, rsrsr.

    beijos.

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