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terça-feira, 16 de abril de 2013

Os Doze – Justin Cronin

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Twelve

- 592 páginas

- Sinopse: Em A passagem, doze prisioneiros sentenciados à morte foram usados em um experimento militar que buscava criar o soldado invencível. Mas a experiência deu terrivelmente errado. Um vírus inoculado nas cobaias acabou com qualquer resquício de sua humanidade e elas fugiram, matando ou infectando qualquer um que cruzasse seu caminho. Os infectados se tornavam virais obedientes a seu criador, mais um de seus Muitos. No caos que se formou, a única chance de sobrevivência para a espécie humana eram fortificações altamente protegidas. Assim se formou a Primeira Colônia, um reduto a salvo dos virais, mas isolado do resto do mundo. Noventa e dois anos depois, uma andarilha surgiu às portas da Colônia. Era Amy Harper Bellafonte, a Garota de Lugar Nenhum, aquela que iria liderar um grupo de colonos e... Agora, cinco anos após ter cruzado as Terras Escuras em busca de respostas e salvação, seu grupo está separado. Cada um seguiu seu caminho, mas seus destinos logo voltarão a se cruzar, num embate definitivo contra uma ameaça mortal. Fanning, o Zero, aquele que deu origem ao apocalipse, tem planos para refazer o grupo dos Doze e conta com um aliado poderoso, disposto a qualquer coisa em nome da própria imortalidade. Segundo livro da trilogia A passagem, Os Doze nos faz questionar a mente humana, os avanços científicos e a busca do poder que leva a uma certeza sombria de nossa capacidade para o mal. Mas, acima de tudo, ele reforça nossa esperança em uma humanidade que se adapta, sobrevive e não se rende.

- Nota: clip_image004

Três anos atrás fiz resenha do primeiro livro da trilogia escrita por Justin Cronin. Vocês podem conferir a resenha de A Passagem clicando aqui. Lembro que quando terminei o livro, fiquei decepcionada ao já saber na época que a continuação seria lançada apenas três anos depois. Agora, posso dizer que a espera valeu a pena.

O livro é grande, cheio de personagens e, portanto, o meu objetivo na resenha não será contar em detalhes o papel de cada um, mas sim como um todo. Em A Passagem, o leitor acompanha um experimento militar que sai de controle. A sinopse faz um excelente resumo, sem grandes spoiler, de como o mundo foi aos poucos decaindo e entrando em colapso graças a esse experimento. Na minha resenha de A Passagem, vocês também podem entender a ideia geral do livro. Já em Os Doze, o leitor acompanha os efeitos catastróficos no ambiente e na mente e atitude das pessoas.

Os Doze é aquele tipo de livro que o número de páginas não assusta o leitor, porque a narrativa viciante de Justin Cronin, junto a uma história elaborada, cheia de detalhes ricos e bem construídos, prende você à história do início ao fim. As quase 600 páginas passaram voando e fui conduzida da angustia ao alívio, do choque a expectativa. Foram vários o momento em que me vi na esperança de que tudo acabasse bem.

A história de Os Doze se passa cinco anos depois dos acontecimentos finais de A Passagem. Aqui, há a introdução de novos personagens e somos levados a conhecer cada um deles de um modo bastante íntimo. Justin Cronin não explora somente a situação externa do ambiente, ele aborda o psicológico de cada personagem mediante a situação de um mundo pós-apocalíptico; ou seja, um mundo caótico e destruído. Há aqueles que enlouquecem e a sensação é angustiante, outros lutam pela sobrevivência, e é a realidade como Justin conseguiu transmitir essa esperança, essa luta para se salvar, que conseguiu me emocionar e me levar as lágrimas várias vezes. Principalmente porque, neste aspecto, o autor não tem coração; ele desafia seus próprios personagens, tortura e os sufoca, causando ao leitor momentos angustiante de tensão e drama.

A proposta do livro não fica clara logo no início, vamos desvendando aos poucos sua intenção. É preciso ter paciência, pois  primeiro Justin Cronin nos relembra alguns acontecimentos de A Passagem, para depois introduzir novos personagens – que a princípio não nos parece ter ligação alguma –, além daqueles que já estávamos acostumados a ler no primeiro livro. Há uma quantidade absurda de personagens, e embora este seja um ponto que eu achei não tão favorável, cada um deles leva sua importância à história. Aos poucos torna-se perceptível a linha sutil que conecta todos a uma única só trama.

A escrita de Justin Cronin é minuciosa. Para ele parece importante conduzir o leitor à descrições detalhadas do ambiente, das roupas, até mesmo do clima. É incrível como me deixei levar por essa atmosfera; em momento algum sua narrativa cansa ou torna-se insípida. A história também não deixa por menos, é um bolo de informações que foi preciso uma leitura mais atenta; caso contrário é fácil deixar escapar alguma coisa. E, mais tarde, você descobre que aquele “alguma coisa” pode facilmente ser uma das partes importantes do quebra cabeça construído pelo autor.

É lá pela metade do livro que entendemos sua proposta. Porque aqui, quem espera que a história seguisse o foco dos virais, como no primeiro livro, vai acabar se decepcionando. Eles voltam a ganhar ênfase lá pela metade, pois o ponto principal de Justin foi construir um cenário onde o homem torna-se o principal inimigo dele mesmo. Movido pelo desespero, pela ganância e pelo pior do ser humano, acompanhamos uma nova espécie de governo opressor, que tenta manter 70 mil habitantes em rédeas curtas. As pessoas são humilhadas, espancadas por qualquer motivo, tratadas como lixos e obrigadas a trabalharem em regime escravo. Tudo, como o próprio sistema afirma, “em nome da pátria”. Suas vidas se resumem a sobrevivência e submissão, mas há aqueles que lutam contra o sistema.  Qualquer semelhança à um campo de concentração, para mim, estava longe de ser coincidência.

Os antigos personagens também não aparecem logo de início. Amy é a única que introduz a história, mas Peter, Sara, Alicia, Hollis e Michael só dão as caras lá pela metade do livro. O leitor acompanha a introdução deles à tentativa de acabar com o sistema opressor, além de lidar, claro, com o problema dos virais. Amy passa de criança a mulher, e alguns dos mistérios que pairava sobre ela no primeiro livro é revelado. Aqui, ele brinca com o surreal, os sonhos e a mente.  Ainda assim, há algumas coisas que o autor obviamente deixou para o último livro da trilogia.

Ainda que eu tenha adorado a história, tive dois probleminhas durante a leitura. A primeira foi justamente a quantidade de personagens na história. Até aí  não é problema, se não fosse pelo fato do autor apresentar determinado personagem lá na página 100, por exemplo, e ele retorná-lo apenas na página 500. Até o final do livro, óbvio, eu já havia decorado todos, mas levou um tempinho para eu me acostumar a essa dinâmica do autor.

Outro problema foi a passagem de tempo. A história é divida em várias partes e, geralmente, cada parte evoluía para um determinado ano. Mas poxa, custava ter colocado a data exata no início do capítulo? Não, o leitor tinha que pescar alguma informação durante a narrativa para entender quantos anos haviam se passado em determinado capítulo. Às vezes era só no final de uma longa parte que o personagem dizia que havia se passado quinze anos Além disso, eu tenho quase certeza de que se alguém realmente sentar para fazer essas contas, ela não bate. Senti isso em certa parte do livro, onde o personagem revela que havia se passado mais de cem anos sobre um determinado assunto.

Há exceção desses aspectos, Os Doze continua tão bom quanto seu antecessor. Eu indicaria para as pessoas lerem apenas quando os três livros já estivessem aqui no Brasil; pois, como aconteceu com minha leitura de A Passagem, eu terei que esperar mais dois anos pela continuação. Uma pena, da forma brilhante como o autor aborda sua história, já estava no clima de ler mais outras seiscentas páginas sem problema algum.

Capa original:

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Coração Maligno – Chelsea Cain

image Gretchen Lowell, a Beleza Mortal, charmosa psicopata revelada em Coração Ferido, escapou da cadeia e das mãos de seu perseguidor Archie Sheridan. Agora, voltou a matar. Ou será de fato ela a responsável por mais uma série de assassinatos cruéis?

Bom, o que dizer desse livro? Ele me fez ter várias reações de raiva, ódio, tédio, surpresa, tudo isso do começo até o final da história.

Li algumas resenhas que disseram Coração Maligno ser bobinho perto de Coração Ferido, mas eu achei totalmente ao contrário. O terceiro livro é carregado de um toque mais sádico, mais tenebroso. As torturas descritas no primeiro são ainda piores no terceiro, e algumas até difícieis de imaginar com posições e os cortes descritos. Há o sadomasoquismo presente na trama, além da volta da relação Archie X Gretchen. Só que, enquanto nos dois primeiros livros ele era um obsessivo por ela, nesse livro parece que a serial killer finalmente começou a perder o encanto para ele.

Achei que a trama de verdade, aquela ação e tensão tão presente nos dois primeiros livro, demorou um pouco a acontecer (praticamente a metade do livro), e ficou com um grande foco no suspense de novos assassinatos, dessa vez com grande atenção para o fato de que os olhos das vítimas estavam sendo retirados. A personalidade de Archie a princípio parece um pouco mais senil que nos livros anteriores. Senti que a Susan, da minha “heroína” passou a personagem fraca, querendo um pouco de atenção, tomando desições erradas, sempre metendo os pés pela mão.

Como eu sempre falo, é preciso ter um pouco de estômago pra ler a série (e nunca ler antes ou depois de meia hora de uma refeição, rs). O livro é pra quem realmente gosta de um bom e forte romance policial. Nesse livro a gente tem uma boa surpresa na mudança de Archie em relação a Gretchen, e outro ponto que talvez eu não concorde muito, é sobre um quarto livro. Achei que uma trilogia teria sido ideal para terminar a série, porém, com o desfecho, fica impossível a gente não pensar no que a autora reserva para os personagens. Mais um livro da série, tão bom quanto os outros, porém mais forte, mais “dark”, com os toques psicológicos que a Chelsea sabe manejar como ninguém. Agora é ficar no aguardo pela continuação!

Série “Archie e Gretchen”:

1 – Coração Ferido

2 – Coração Apaixonado

3 – Coração Maligno

4 – The Night Season (lançamento previsto nos EUA: março de 2011)

Cotação:

4 estrelas     Assinatura Bruna

 

domingo, 28 de novembro de 2010

Coração Apaixonado – Chelsea Cain

image “Esta é uma história de amor na medida em que estas duas pessoas têm obsessão uma pela outra. Não é saudável. Não é romântica. Mas há nela uma intimidade que é semelhante ao amor, ou ao que se entende por amor em relacionamentos manipuladores, violentos, terrivelmente conturbados”

(Chelsea Cain)

Mesmo com provas, livros e mais livros para ler, provas e mais provas; acabei não resistindo e fui ler logo o segundo livro da série Archie e Gretchen. Coração Ferido é o primeiro livro, já resenhado aqui no blog.

Gostei tanto que terminei de ler o livro em uma noite. Apenas relembrando para quem não leu minha resenha do primeiro livro: Archie é um policial que foi torturado durante dez dias por uma serial killer, e ele acaba se apaixonando (ou melhor, tendo uma obsessão) por ela. Ponto.

Nesse segundo livro, essa obsessão é ainda mais doentia (mais ainda que no primeiro livro). Ele até que procura tratamento, volta a viver com a família, vai a psicóloga, sabe que essa obsessão é loucura, é algo ruim… mas um fato inesperado tira ele desse caminho, e o faz retornar aquela paixão doentia pela serial killer.

Essa continuação foi até melhor que a primeira. Mesmo tendo um aprofundamento nos personagens logo no início de Coração Ferido, Coração Apaixonado é ainda maior. A mente doentia de Archie é mais explorada, e Gretchen também ganha um destaque maior. Até os filhos de Archie (adorei a fofinha da Sarah) ganham papel.

A história é cheia de “uma hora você odeia Archie, outra hora você tem pena dele”, chegando a um limite para o próprio personagem, que precisa escolher entre a barreira da sanidade e a loucura, e tudo isso é descrito de tal forma que você se vê novamente na pele do Archie. Tenta entender essa loucura que o faz hesitar matá-la até mesmo quando a vida dos próprios filhos é colocada em jogo.

Talvez de todos, Susan tenha sido a única personagem que eu imaginava com um outro tipo de papel nesse segundo livro (mas ainda espero que minhas expectativas com relação a ela se concretizem hehe). No mais, amei o segundo ainda mais que o primeiro.

Trilogia Archie e Gretchen:

1 – Coração Ferido

2 – Coração Apaixonado

3 – Coração Maligno

4 – The Night Season (lançamento previsto nos EUA: março de 2011)

Cotação:

5 estrelas Assinatura Bruna

sábado, 13 de novembro de 2010

Coração Ferido – Chelsea Cain

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O detetive Archie Sheridan passou dez anos perseguindo Gretchen Lowell, uma estonteante serial killer, mas foi ela quem o capturou. Dois anos atrás, Gretchen aprisionou-o e torturou-o por dez dias, mas, em vez de matá-lo, ela surpreendentemente o deixou partir, entregando-se à polícia.

Agora ela está na cadeia pelo resto da vida enquanto Archie se vê em outro tipo de prisão – viciado em analgésicos, incapaz de voltar à sua antiga vida e sem forças para apagar aqueles dez dias horrendos de sua lembrança. Sua mulher, de quem se afastou, diz que o velho Archie não existe mais, e ele concorda. As visitas a Gretchen são semanais, com a justificativa de que só ele pode fazê-la confessar onde estão os corpos das vítimas. Mas Archie sabe qual o real motivo – ele simplesmente não consegue ficar longe dela.

Quando outro criminoso começa a seqüestrar meninas em Portland, Archie tem que se recompor para liderar uma nova força-tarefa que investigará os assassinatos. Uma repórter jovem e determinada, Susan Ward, acompanha o trabalho do grupo, o que desencadeia um jogo mortal entre Archie, Susan, o novo serial killer e até Gretchen. Eles têm um maníaco para capturar, e talvez isso liberte Archie de Gretchen de uma vez por todas.

Quando vi a capa desse livro pela primeira vez, pensei que se tratava de um romance bonitinho, de um casal que provavelmente tivesse magoado um ao outro, daí esse título… Depois quando li a sinopse, vi que estava bem enganada. O livro de bonitinho não tem nada.

Diga-se de passagem, enquadra-se em um dos melhores romances policiais que li esse ano. Aqui conta a história de um policial, Archie, com sua vida completamente destruída por uma seria killer que o seqüestrou há dez anos, e o torturou durante dez dias. Ressalto que é preciso ter um pouco de estômago pra ler o livro, toda a tortura é minunciosamente detalhada, levando você a pele do personagem. Se isso não fosse suficiente, Archie acaba se apaixonando por ela.

Talvez apaixonar não seja a palavra certa. É uma obsessão doentia, uma coisa que realmente você fica tentando entender o personagem. Já houve casos reais de Síndrome de Estocolmo¹, porém o que ela fez com Archie, você se pergunta como, ele acaba caindo nessa. Ele vai visitá-la todos os domingos na cela, afim de que ela diga onde e como torturou e matou as 199 vítimas que vieram antes dele, mas ele mesmo admite que apenas na presença dela encontrava o alívio. Novamente, a obsessão…

Archie  agora é viciado em remédios fortes (que ela o induzia a tomar nas sessões de tortura), mora em um apartamento quase vazio, e abandonou esposa e filhos. Mas é chamado novamente para trabalhar com a jornalista Susan quando assassinatos estranhos estão acontecendo com adolescentes cujas características são parecidas, e parte desta trama também está ligada a seria killer. Susan é outra personagem que também foge dos padrões de típica jornalista certinha. Sua vida é cheia de erros e defeitos.

Já Gretchen, é a serial killer descrita como linda, exuberante, “vestida para matar”. Sua personalidade é fria, mostrando que até na prisão ela parecia ter o controle da sua situação sobre Archie. A relação deles é doentia, fato. Archie é totalmente ciente disto, tanto que ele mesmo se descreve como o “homem problemático”, o “retardado”, que não consegue ficar longe dela. 

Não aconselho para aqueles que curtem algo mais leve, já li alguns comentários de pessoas que pararam logo na primeira página (mas depois fica mais levinho, rs). Porém pra quem gosta de um forte romance policial, com uma boa trama, personagens reais (que possuem seus podres, seus defeitos, nada de heróis e mocinhas perfeitas), vai realmente amar este livro. Super recomendado, não vejo a hora de ir para o segundo. 

¹ - Quando a vítima se apaixona por seu seqüestrador.

Trilogia “Archie e Gretchen”

1 – Coração Ferido

2 – Coração Apaixonado

3 – Coração Maligno

4 – The Night Season (lançamento previsto nos EUA: março de 2011)

Site oficial: http://www.chelseacain.com/

Site da Serial Killer: http://iheartgretchenlowell.com/

Cotação:

5 estrelas

 

 

Assinatura Bruna

 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Grau 26 – Anthony E. Zuiker e Duane Swierczynski

image Grau 26 é muito mais que um livro. É uma experiência revolucionária que mistura leitura, com elementos cinematográficos e interatividade digital, o primeiro digilivro da história. Criado por Anthony E. Zuiker, visionário roteirista da série de TV CSI, traz o perito Steve Dark e sua equipe na perseguição ao mais terrível psicopata de todos os tempos. Um homem tão perverso que não se encaixa nos 25 graus de perversidade estipulados pela lei. Para ele, é necessário criar o grau 26. Leia. Veja. Acesse. Tenha medo. CSI e a série de TV mais assistida no mundo, com cerca de 2 bilhões de espectadores em mais de 200 países. Os leitores terão acesso a conteúdo digital exclusivo, incluindo 20 ciberpontes, que contém vídeos, áudios e elementos interativos que complementam a história. Através do portal os leitores poderão interagir entre eles e com a historia. O filme que complementa o livro é uma produção caprichada. No elenco: Bill Duke, Michael Ironside e outros.

Já li esse livro há muito tempo atrás, então me perdoem se eu falar alguma besteira aqui, hehe. Que eu me lembre, foi um dos melhores romance policial que eu li.

Na época (ok, falando assim pareço uma velha), causou um alvoroço danado porque era o primeiro “digilivro” na história da literatura. Ou seja: Depois de uns quatro ou cinco capítulos, aparecia um código. (a chamada ciberpoint) Você entra na internet, digita esse código no site oficial e tcham: Eis que surge um vídeo pequeno (coisa de três ou quatro minutos), com um filminho que mostrava o capítulo em questão.

Falando do livro em particular, amantes de cenas policiais vão amar! Precisa ter um pouco de estômago para uma ou duas cenas; afinal o livro trata do Serial Killer Grau 26, o malvado dos malvados. (já que na vida real, existem 25 graus para denominar serial killers) Parece que é questão de honra para Sqweegel, denominado o Grau 26, atormentar a vida do “policial-gato” Steve Dark. A narrativa é diferente, praticamente como se você estivesse assistindo a um filme. Tudo no livro é tão intenso, as vezes você se sente dentro dele. O assassino tem planos pertubadores (cenas como estupro, queimar a pessoa com vela são apenas algumas coisas), como eu falei é preciso um pouco de estômago. O incrível é saber que realmente existam pessoas assim, capazes das maiores crueldades sem o mínimo de sentimentos. Acho que os escritores Anthony E. Zuiker e Duane Swierczynski descreveram bem como seria a personalidade de um.

Agora, os vídeos: O que poderia ter sido um grande sucesso, tornou-se um fracasso. Apenas alguns valem a pena; o ator que escolheram para interpretar o papel de serial killer interpretava uma personalidade totalmente diferente da descrita do livro, algumas vezes até tinha me feito rir. Outro ponto negativo foi o ator para o papel de Steve Dark, que apesar de lindo teve pouco mais que três ou quatro frases em quase vinte vídeos. (e ainda certas cenas do book trailer oficial simplesmente não apareceram).

Ah, detalhe: Grau 26 é um livro que também tem romance. (embora as mais românticas e melodramáticas como eu vão chorar, e só quem já leu o livro sabe do que estou falando.) Se não me falhe a memória, o vídeo número cinco tem uma cena que é de tirar o fôlego, haha. :)

Grau 26 faz parte de uma trilogia. O segundo, Dark Prophecy (Profecia Sombria), será lançado 14/10 nos EUA. Como toda trilogia, o primeiro livro deixou algumas perguntas para serem respondidas, e um final que realmente surpreende.

Para os curiosos, o booktrailer:

Cotação:

5 estrelas

 Assinatura Bruna

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Passagem – Justin Cronin

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The Passage

Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue.

Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior.

Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.

A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.

*Acreditem: Apesar do tamanho, a resenha é SEM SPOILER!*

Ok, não menti quando afirmei no twitter que seria uma das resenhas mais difíceis que fiz até hoje. Isso não só pela questão de não contar spoilers, mas pela história do livro em geral, que estou até agora impressionada, e sem palavras para a imaginação de Justin Cronin.

Quem também me acompanha pelo twitter, via meus comentários que eu fazia de vez em quando sobre o livro. A princípio as 816 páginas podem assustar, mas é uma leitura tão envolvente; antes de você perceber terá lido no mínimo as primeira cem páginas. Pois é, o livro é simplesmente incrível.

Esqueça o estereótipo de vampiros. Aqui não se trata deles, não de um modo específico. Nenhum vampiro que se apaixona, que luta contra as forças do mal, ou algum deles que cai de amores por uma humana, nada dessa modinha… A questão aqui é um projeto desenvolvido pela força militar dos Estados Unidos, cujo o principal objetivo era criar uma “máquina de destruição”, por assim dizer. Mas o projeto Noé, (nome que tem tudo haver com a idéia do projeto), sai fora de controle, e o vírus se espalha. A exceção de Amy, todos os outros que faziam parte do experimento acabam se transformando. Alguns preferem chamar as pessoas infectadas como Virais, outros como Dracs, e raramente a palavra “vampiro” é encontrada no decorrer das páginas.

A Passagem é incrível, alguns momentos me lembrou Resident Evil (mas sem as partes mais nojentas, hehe), outros, aqueles filmes que assistimos onde o mundo inteiro acaba, e as pessoas precisam aprender a viver de novo, em colônias pequenas, cuja sobrevivência do dia-a-dia é o objetivo principal. O livro é dividido em várias partes, dentro dela os capítulos, mas posso dizer que em resumo, há duas partes (a durante o experimento, e a depois, quando a catástrofe acontece). Dando minha opinião, os finais de ambas deixam a gente arrepiada, sem exagerar!

Falando sobre os personagens, ele não é só focado em apenas um, mas em vários. Embora mostre que Peter e Amy são os que terão o papel principal em todos os livros (Principalmente Amy! E sim, o livro fará parte de uma trilogia!), vemos também muitos outros como Alicia, Sara, Theo, etc… Cada um deles é importante de algum modo. E adivinhem? O livro tem romance!!! *dando pulinhos*

Simplesmente incrível é pouco pra descrever o livro. Já andei fuçando no twitter do autor, e descobri que o segundo livro só ficará pronto em 2012. Só em 2012??? Fiquei triste, mas a boa notícia é que os direitos para o cinema já foram comprados. Então indico com toda certeza um livro com muito suspense, ação, aventura, drama (sim, infelizmente tem drama, andei derrubando umas lágrimas, hehe) e romance! Perfeito!

Obs: No site oficial do livro aqui no Brasil, você pode baixar o primeiro capítulo, além de marcadores, banners e wallpapers. =)

http://www.sextante.com.br/apassagem/download.htm

Cotação:

5 estrelas

Assinatura Bruna