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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sua última Duquesa – Gabrielle Kimm

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- Ficha Técnica:
- Título original:
His Last Duchess
- N° de páginas: 350
- Editora: Record
- Sinopse: Seduzida pelo sol ardente e pelas paixões ofuscantes da Itália Renascentista, a jovem Lucrécia de Medici, de 16 anos, vê uma vida dourada estendendo-se à sua frente. Seu marido muito rico escolheu-a como esposa, e o grande castelo dele em Ferrara vai ser o seu playground. Mas Alfonso d’Este, Duque de Ferrara, rapidamente se mostra tão perigoso e misterioso quanto é moreno e bonito, e as paredes de pedra do castelo parecem fechar-se em volta de Lucrécia como os muros de uma prisão. Apenas a amante do duque, Francesca, parece capaz de domar sua fúria crescente, enquanto sua necessidade desesperada de produzir um herdeiro o faz cair numa obsessão delirante. Com a cabeça cheia de sonhos desfeitos, Lucrécia foge dele por um caminho perigoso que pode lhe custar muito caro.

Sua última Duquesa, de Gabrielle Kimm, é um romance histórico que se passa no século XVI, baseada no poema “Minha última duquesa”, de Robert Browning. Os personagens retratados no monólogo do autor de fato existiram, porém a autora ressalta que tomou certas liberdades quanto a posição geográfica e o destino de alguns personagens, visto que, na vida real, guiada por suas pesquisas minuciosas, não se sabe ao certo que fim essas figuras tiveram.

“Sua Última Duquesa” conta a história de Lucrécia de Medici, uma garota jovem e bonita, prestes a se casar com um homem bem mais velho. O Duque Alfonso Este é rico, belo e dono de uma das maiores fortunas do país. O pai de Lucrécia não poderia estar mais feliz pelo arranjo que uniria as duas famílias, mas tanto a mãe de Lucrécia, Eleanora, quanto o seu primo, Giovanni, não estão nada satisfeitos com o matrimônio. Embora Lucrécia esteja interessada no casamento, Giovanni e Eleanora não simpatizam com Alfonso num primeiro momento.

O Duque Este é um homem atormentado. Sua mente é um turbilhão de pensamentos perigosos – sua consciência luta para afastar o prazer na morte, na dor física e emocional que causa às pessoas. Entretanto, quando Este tenta se deitar com a esposa, descobre que é incapaz de fazê-lo do modo convencional. Palavras doces e olhares ternos não o excitam, tampouco o corpo de sua mulher: apesar de desejá-la em pensamento, Alfonso perde a ereção sempre que está na cama com Lucrécia.

O casamento passa a ser um martírio para ambos: Em dois anos de casados, Lucrécia permanece virgem, e se ressente pela falta de carinho do marido. Alfonso, por sua vez, submete a mulher as humilhações mais degradantes na cama, em uma tentativa desesperada de consumarem o matrimônio. A ameaça de perder o Ducado caso não produza um herdeiro consome a tranquilidade Afonso, levando-o para o canto mais obscuro de sua mente ao traçar planos cruéis para resolver este problema. Enquanto isto, sua esposa conhece Jacomo, um dos pintores contratados pelo marido, e se apaixonada por ele. Mas o relacionamento não será fácil: Os dois terão que enfrentar um homem tirano e frio se quiserem ficar juntos.

Gabrielle Kimm pode ser bastante descritiva em certos momentos, ao ponto de narrar a posição dos olhos de um personagem em relação ao seu nariz. Entretanto, engana-se quem cogita, por um segundo, que seus detalhes ínfimos sejam cansativos: sua escrita é boa, ritmada, o que torna a leitura agradável. Não é por menos que somos levados pela narrativa envolvente: Gabrielle Kimm é formada em literatura e em escrita criativa, mostrando, além disso, um talento natural para contar sua história.

Parte do atrativo do livro se deve, também, aos personagens. Quando entramos nos recônditos da mente de Afonso, somos levados a um relato delicado, simples e inquietante – perturbador até. Porém, ao nos depararmos com Lucrécia, encontramos uma jovem, que, apesar das provações diante do marido cruel, mantém o traço jovem, forte e sonhador. Outros personagens, como Giovanni, Catelina e Francesca,  também se destacam na história, cada um com um papel bem delineados na trama. Francesa, aliás, é tão importante na trama que acabou ganhando seu próprio livro, “The Courtsan’s Lover”.

“Sua Última Duquesa” traz uma trama que nos prende até as últimas páginas, aguçados pela luta de Lucrécia em se livrar de um aristocrata perigoso. Apesar de retratar um lado mais sombrio, a leitura é um tanto leve, pois as passagens mais tensas são retratadas de modo superficial. Quando Alfonso submete a esposa a humilhações para excitá-lo, por exemplo, o leitor somente toma conhecimento disto pelo relato breve de Lucrécia, na manhã seguinte após os fatos. Nada que torne a leitura muito tenebrosa, mas que nos inquieta de todos os modos. Um livro que com certeza vale a pena.

Capa original:

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quinta-feira, 5 de março de 2015

A Submissa – Tara Sue Me

image - Ficha Técnica:

- Título Original: The Submissive

- Sinopse: O poderoso empresário Nathaniel West precisa saciar suas fantasias secretas e busca uma mulher com quem realizar seus desejos mais primitivos. Ao saber que ele está à procura de uma nova submissa, Abigail King, movida por um segredo do passado, não hesita em se candidatar, aceitando os termos mais perversos do sedutor Nathaniel e deixando-se levar por um mundo de luxúria e submissão, onde não há limites para o prazer. Mas nenhum dos dois imagina que esse jogo pode despertar sentimentos e sensações incontroláveis.

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Quando muitos enredos dão a mera impressão de terem sido descaradamente transcritos de bestsellers para embarcarem no sucesso do momento, outros conseguem a façanha de se destacarem neste meio, mesmo que a história já tenha sido recontada diversas vezes em diversos livros. É por isso que “A Submissa”, livro de Tara Sua Me, se mostra uma grata e bem-vinda surpresa para aqueles que estão em busca de um mote do gênero com algum enredo substancial, sem, entretanto, abandonar os passos comuns já conhecidos pelo leitor para este tipo de história. 

Esqueça as descobertas, os receios, os dilemas entre ser ou não ser uma submissa. Neste livro, Tara Sue Me apresenta personagens decididos e já familiarizados com a prática de submissão. Abigail, uma bibliotecária com desejos particulares, descobre que o homem de seus sonhos estava contratando uma nova submissa. Sem pensar duas vezes, ela se candidata ao cargo. Após ser avaliada pelo rico e sedutor empresário, Nathaniel, os dois embarcam em uma jornada de prazer no jogo de dominador e submissa.

Longe de ser um romance arrebatador, mas fugindo do clichê exaustivo e mal trabalhado por muitos livros com este tema,  “A Submissa” fica entre o meio termo. Apresentando cenas de sexo bem escritas e muito sensuais, mescladas a um envolvimento romântico impulsionado pela relação sexual entre o casal, o equilíbrio entre ambos parece ser a chave principal para a história dar certo. O desenrolar do enredo acontece de forma gradativa, sem exageros, convencendo o leitor da relação que ambos vão construindo juntos. Exigente, Nathaniel é quem reluta em aceitar a química entre eles, desejando manter uma relação sem intimidades emocionais. Cabe a Abigail a tarefa de vencer as barreiras que o empresário ergue para mostrar a ele o vislumbre de uma relação romântica sólida e duradoura, ainda que ela se machuque no processo.

“A Submissa” foi uma leitura extremamente sensual, com personagens que apresentam uma química natural e bem desenvolvida. Há figuras secundárias que ganham voz na trama, mas o foco se mantém entre os dois. O segundo livro, “Dominador”, relata a mesma história, mas contada sobre o ponto de vista de Nathaniel. A trilogia termina em “O Treinamento”, finalizando o gancho final apresentado em “A Submissa”. Um livro rápido, próprio para aqueles que apreciam o tema – especialmente se mesclado a um enredo quente e sedutor.

Capa original:

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A Bibliotecária – Logan Belle

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Librarian

- 288 páginas

- Sinopse: A jovem Regina Finch acaba de chegar a Manhattan para trabalhar na Biblioteca Pública de Nova York. Mas o que parecia ser a promessa de uma rotina tranquila em meio a clássicos da literatura logo se revela um irresistível jogo de sedução quando ela conhece o envolvente Sebastian Barnes, investidor da instituição e um dos homens mais cobiçados da cidade, que fica obcecado pela beleza da bibliotecária. A até então ingênua Regina se entrega a um crescente e selvagem desejo que parece consumi-la mais a cada dia, uma paixão que despertará na jovem sensações jamais imaginadas.

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*resenha feita por Luciara (blog Leituras e Devaneios).

“A Bibliotecária”, da autora Logan Belle, foi lançado esse ano no Brasil pela Editora Record. O livro é mais um onde o sexo toma conta das páginas, chegando ao ponto de nem ter história, apenas duas pessoas agindo como “coelhos”. Não tenho nada contra cenas explícitas nos livros, acho até legal, porém o que não curto é quando as autoras só se prendem as cenas de sexo e se esquecem de contar uma história.

O livro se centra em Regina, uma recém-formada em biblioteconomia, que se muda para Nova York a fim de realizar seu sonho de infância: trabalhar na Biblioteca Pública de Nova York. Ela é uma moça tímida e virgem que viveu a vida toda na barra da saia da mãe. Agora que se mudou para a cidade grande resolve manter distância de sua progenitora, chegando ao ponto de não ter um celular para não ter que conversar com ela.

Claro que a vida dela não chega a ser como ela sonhou. Sua chefe, Sloan, não liga se Regina se formou com boas notas e a coloca para trabalhar na área de retiradas de livros, sendo que a mocinha queria mesmo é a área de arquivos.

Regina divide o apartamento com Carly, uma garota rica e sustentada pelos pais, que sai com qualquer homem que seja bonito. Ela é apaixonada por um cara que não quer compromisso e, por isso, sai dormindo com qualquer um.

A vida de mocinha “pura” de Regina muda quando ela conhece o milionário (é claro, nunca os mocinhos são pobres) Sebastian Barnes - o responsável por dirigir a biblioteca onde ela trabalha devido a família sempre ter sido generosa com doações. Ele também é fotografo de modelos, lindo, sexy e o cara mais desejado da cidade (que novidade).

Os dois se conhecem quando se esbarram na escadaria da biblioteca e, é claro, rola uma química. Depois Regina acaba surpreendendo Sebastian fazendo sexo em uma sala com livros raros, com uma mulher qualquer. A bibliotecária acaba ficando interessada no estranho – ela não sabia quem ele era – e nos dotes dele para o sexo selvagem.

Sebastian também gosta da garota, até porque Regina lembra muito Bettie Page, a Rainha dos Pin-Up. Ele resolve ter Regina para si e também quer apresentar um pouco do mundo BDSM para ela. Claro que a bibliotecária cai nas garras do sedutor e os dois iniciam uma relação bem quente, onde Sebastian acaba com todas as inibições de Regina.

“A Bibliotecária” é mais um livro das levas de eróticos que tentam explorar a prática BDSM. Como disse acima, eu curto livro do tipo, mas chega até ser um pouco cansativo só ter livros assim lançado.

Há muito romances ótimos por aí e muito deles não tem nada de BDSM. Acho bacana explorar o estilo de vida dos praticantes, porém não é preciso só lançar livro assim. Vamos diversificar um pouco, por favor? Há tantos romances históricos e contemporâneos que não abordam o tema e são ótimos. Eles mereciam ser publicados aqui. Os fãs mereciam ter esses livros publicados no país. EU MEREÇO.

Infelizmente, esse é mais um livro que aparenta ter sido escrito apenas para suprir a demanda. A escrita não é muito boa, a história é fraca e os personagens não conquistam.

Não me encantei por Regina, que a meu ver é uma personagem muito egoísta e péssima filha por ignorar a mãe. Sei que a mulher é sufocante, mas é a mãe dela e sempre fez de tudo pela filha. Já Sebastian, apesar de ter o estereotipo típico de mocinho de romance (milionário, lindo, sexy, o cara que todas querem, etc...) também não se destaca.

Não vou falar para ninguém ler, até porque o que não me agrada pode agradar o outro. Se você curte histórias com bastantes cenas eróticas, onde a história só gira em torno disso, então leia.

Capa Original:

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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Projeto Rosie – Graeme Simsion

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Rosie Project

- 319 páginas

- Sinopse: Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontra-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado... e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.

- Nota: clip_image004

Iniciei minha leitura sem grandes expectativas, o que deu certo. Não porque o livro seja ruim – O Projeto Rosie traz um enredo interessante e apresenta uma narrativa dinâmica, o que tornou a leitura muito prazerosa –, porém quando terminei a última página, fiquei com a sensação de que a história teria um potencial muito maior se tivesse sido mais aprofundado. O Projeto Rosie é como – e o próprio autor cita em seus agradecimentos – o projeto de um roteiro que ele começou a escrever seis anos atrás. Rápido, diálogos concisos, sem explorar muitos cenários ou sentimentos externos de outros personagens que não fosse o do próprio protagonista, o que por consequência acaba sobrando pouco espaço para desenvolver o romance “gracinha”, embora ele marque presença. Com isso em mente, as chances de curtir a leitura, como foi o meu caso, são bem grandes.

Em O Projeto Rosie, fui conquistada pelo espírito narrativo que beira a certo tom descontraído, deixando o leitor a vontade na história. Aqui, somos logo de início apresentados as características intrínsecas do protagonista que narra a história em primeira pessoa. É quase impossível não lembrar de Sheldon Cooper do seriado The Big Bang Theory, pois Don Tillman também possui certas dificuldades de convívio social. O personagem detesta contato físico, não tem muitos amigos, segue a risca listas que vão desde o cardápio semanal até o tempo cronometrado que leva para prepará-los, lavar o banheiro, chegar em casa ou ir dormir – no mesmo horário –, todos os dias. Com tamanha peculiaridade, as ações de Tillman são quase mecânicas, mas o autor consegue encaixar – por meio dos pensamentos – o lado emocional de seu personagem, que condiz com sua personalidade única. E é nesse ponto que o autor consegue fisgar, pois Don se mostra, ao longo da história, o quanto é humano e tem bom coração.

O argumento da história é desenvolvido por meio do projeto Esposa, este intitulado pelo personagem principal. Decido a seguir o conselho de seu (quase) único amigo, Gene, Don vai atrás de uma esposa. O problema é que sua última tentativa baseada apenas em “deixar rolar” mostrou-se um total desastre e – sendo Don um protagonista prático –, ele desenvolve um questionário com tudo que ele considera necessário em uma esposa perfeita. Beira ao absurdo e machista suas exigências, mas é importante contextualizar a lista dentro do perfil do personagem – o que, portanto, instiga o bom humor em muitas de suas tentativas frustradas para que encontrasse a mulher que respondesse aos tópicos de sua lista. É neste segmento que Don conhece Rosie, alguém que ele pensa ser uma candidata para o projeto Esposa. Ah, mas ela fuma, bebe, chega atrasada e é vegetariana, tudo que ele mais detesta! Porém, antes que perceba, Don se vê mais e mais envolvido com Rosie…

A história tem aquele jeitinho leve; cria uma atmosfera singela e deliciosa. Embora o autor não desenvolva a fundo a construção de ambientes, me pareceu suficiente as informações que temos da universidade ou de Nova York, por exemplo. Ao menos, eu não senti falta. Mas não posso deixar de dizer o mesmo com relação ao romance. Os personagens passam a história tão focados no objetivo único – encontrar o pai de Rosie ou o projeto Esposa –, que os diálogos sentimentais mostram-se vagos e raros ao longo das páginas. Don até convence o leitor do seu amadurecimento interior, apenas porque acompanhamos sua mente, mas não dá para dizer o mesmo de Rosie, que em 319 páginas joga 3 ou 4 tiradas sobre achá-lo bonito ou dá indícios de que está interessada nele. Mas ela tampouco consegue demonstrar com algo mais, mesmo um simples gesto. Outro aspecto está relacionado com determinados argumentos de Rosie com relação ao seu pai, Phill, que também me pareceu vagos e quase injustificável para seu comportamento com relação a ele.

Como eu citei, gostei da história, mas eu teria apreciado muito mais se tivesse um pouco mais aprofundamento nas relações, pois em O Projeto Rosie, todos os holofotes é voltado para o comportamento social de Don – o que deixa os demais personagens um tanto superficiais. Ao mesmo tempo, são as características deste protagonista que garante a história um toque único e delicioso. Nosso personagem é fofo, encanta com seu jeito singelo de ver a vida e muitas vezes também instiga compaixão pelo seu passado. No final, fica uma mensagem interessante sobre ser quem você é e aprender a ceder em um relacionamento. É um livro despretensioso que garante boas horas de leitura.

Capa Original:

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Louca Para Casar – Madeleine Wickham

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Wedding Girl

- 348 páginas

- Sinopse: Milly está a quatro dias de um casamento digno de contos de fada com Simon, um jovem rico por quem é perdidamente apaixonada. É a cerimônia mais aguardada do ano pela alta sociedade, mas um detalhe pode pôr tudo a perder. Dez anos antes, Milly se casou com um amigo americano gay para que ele vivesse na Inglaterra com o parceiro, mas logo ambos perderam o contato e nunca se divorciaram. Tudo permaneceria em segredo se não fosse a chegada de Alexander, o fotógrafo, que por acaso também presenciou a primeira união. Agora ela terá que correr contra o tempo para encontrar o “marido” e obter o divórcio antes que todos descubram que a noiva, na verdade, já é casada.

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Acompanhei algumas resenhas sobre esse livro e as opiniões eram quase as mesmas – a autora escreve bem com o seu verdadeiro nome, porém quase todos esperavam uma narrativa que inspirasse o humor tão presente nos livros de Sophie Kinsella. Acho que neste caso tive sorte por ter lido apenas um livro pelo seu pseudônimo. Eu adoro comédias românticas, mas já tinha em mente que a narrativa apresentaria um texto diferente e trataria de assuntos densos. Porém, seja como Madeleine ou Kinsella, a autora continua me deixando apaixonada por suas histórias com uma escrita impecável e viciante.

Em Louca Para Casar, o leitor conhece um pouco do passado de Milly e entende como ela acabou se casando com Allan, um rapaz gay que estava ilegal no país. Anos depois, deixando o assunto de lado, a personagem está ansiosa pelo seu verdadeiro casamento com o homem de seus sonhos, Simon. O planejamento da festa, jantares de família, a ansiedade da mãe… tudo está correndo bem até que ela descobre quem seria o fotógrafo. Alexander presenciou seu casamento dez anos atrás e se lembra bem do rosto que ele fotografou naquele tempo. Sabendo que ele poderia contar tudo ao seu noivo, Milly corre contra o tempo para encontrar seu marido de “mentirinha” e assim anular o casamento e voltar a tempo para sua festa que ocorreria dali a três dias. Para isso, ela conta com a ajuda de Rupert, que na época era o namorado de Allan.

Embora o tema não seja a de comédia romântica, o livro contém traços leves do humor em alguns momentos. Os elementos presentes no texto são mais densos como a aceitação do amor homossexual, bigamia, aborto, mentiras… a narrativa leve, entretanto, deixa o leitor a vontade para curtir uma história com temas interessantes sem provocar uma atmosfera tensa. A escrita da autora é dinâmica, ágil sem se atropelar com a quantidade de fatos que encontramos no decorrer da história. Fiquei encantada por me deparar com uma leitura deliciosa, leve mas que ao mesmo tempo abordasse temas fortes dentro do contexto romântico.

O livro é dinâmico por retratar não apenas a situação da Milly, mas também trazer a história e os conflitos de cada personagem na trama através de seus pontos de vista mesmo em terceira pessoa. Conhecemos a relação difícil de Simon com ao pai, o conflito de Isobel, os problemas no casamento de James e Olivia e a aceitação homossexual de Rupert. Os personagens despertam compaixão, simpatia e em alguns casos beira ao incômodo certas atitudes mesquinhas de alguns deles, como Milly ter mantido segredo de seu casamento ou a cobiça de Olívia. Mas no geral, acabei me apaixonando por todos ao mostrarem seus medos e receios, suas qualidades e defeitos que o tornam mais humanos; acho ótimo quando são passíveis de erros. Em especial, amei Simon e fiquei tocada com a história de Rupert e Allan que retrata uma triste situação bastante próxima a realidade.

O principal da autora é falar sobre o amor em seus diferentes dilemas. Dentro desse meio o leitor encontrará uma história sobre perdão, mágoas, aceitação pessoal, romances paralelos fofos, tocantes e outros que tentam recomeçar de novo. Há certo apelo dramático, mas a narrativa leve ao estilo chick-lit equilibra a leitura. Um aspecto que gostei é a tensão com que a autora mantém o leitor quase até os últimos instantes. Você começa a duvidar do tão sonhado feliz pela quantidade de acontecimentos que acabam provocando uma situação cada vez mais complicada. Fiquei numa expectativa sufocante para o final de cada personagem dar certo.

Minha pequena crítica fica por conta do argumento central da trama. Parece pouco crível as explicações de Milly para nunca ter ido atrás de seu divórcio, principalmente porque estamos falando de um acontecimento que dificilmente acabaria caindo no esquecimento. Outro ponto – e aqui nem se trata exatamente de uma crítica – é do modo como terminou. Embora a autora tenha entrelaçado tudo de forma concisa, senti que foi deixado certo gancho para, quem sabe, ela desse continuidade a história. Acho pouco difícil, porém adoraria saber que haveria uma continuação abordando outro personagem da trama.

Louca Para Casar entra para minha lista de favoritos deste ano. Não senti falta de qualquer aspecto de sua narrativa como Sophie, porque como Madeleine sua narrativa continua tão viciante e gostosa como sempre. Ah, como eu amei essa história!

Capa Original:

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fiquei com o seu número – Sophie Kinsella

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- Ficha Técnica:

- Título original: I’ve got your number

- 462 páginas

- Sinopse: A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

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“Fiquei com o seu número” é, por assim dizer, meu livro de estreia com relação a Sophie Kinsella. Não tem nada melhor quando somos fisgado pelo autor logo na primeira vez e foi exatamente o que aconteceu comigo.

A história gira em torno de Poppy, uma cabecinha de vento. Durante uma tarde com as amigas, em um hotel luxuoso, ela perde seu precioso anel de noivado. A situação só fica o pior a cada minuto, pois se não bastasse o fato de que, justamente naquele dia ela iria encontrar os pais de seu noivo, Poppy também perde o celular. Agora, ninguém poderia contatá-la caso achassem o anel, e ela entra em desespero.

Entretanto, no mesmo hotel onde estava, ela se viu em meio a uma conferência de negócios, com importantes executivos. É nessa conferência, onde entra “por acaso”, que encontra um celular no lixo. Se está no lixo, então é propriedade pública, certo? Poppy se apossa do celular. Só depois ela descobre que o aparelho pertence a ex-assistente do empresário Sam Roxton.

Sam não gosta nada desse papo. Ele precisa do celular de volta,  mas diante de tamanho desespero, acaba deixando que Poppy fique com o aparelho, com uma condição: Ele precisa dos e-mails encaminhados para ele. Poppy prontamente aceita, e é assim que dois estranhos dividem as “intimidades” de um celular e, consequentemente, acabam se aproximando…

É claro que eu já ouvi falar da autora umas cem, duzentas vezes… mas não esperava encontrar uma escrita tão cativante, uma história recheada de bom humor, romantismo e um toque leve de aventura. Com narração em 1° pessoa, o livro carrega um ar tão bom que foi impossível não sorrir em vários momentos e me pegar rindo alto em outros.

Os personagens são cativantes. A começar por Poppy, uma cabecinha de vento. A personagem é fofa, possuí um humor inteligente e, muitas vezes, com seu jeitinho de querer ajudar Sam, acaba deixando-o em várias situações divertidíssimas. O humor dela é contagiante, seus pensamentos são engraçados, românticos e há um quê de diferente aí. Poppy expressa alguns de seus pensamentos em pequenas (e ótimas) notas de rodapés! Onde deveria ser um espaço para o tradutor deixar alguma observação, a personagem literalmente domina o espaço com suas reflexões e – muitas vezes –, divagações engraçadas. No total temos 112 notas de rodapé que em nenhum momento são cansativas, e dão um toque a mais na ótima história.

Por sua vez, Sam é charmoso e envolvente. O príncipe encantado da sessão da tarde! Há um lado dele meio rabugento no começo (e bem monossílabo) que chega até ser divertido. O típico mocinho que lá no fundo esconde um bom coração e acaba se apaixonando pela sua “parceira de celular”.

Nem todos conseguiriam pegar um tema tão simples e transformá-lo numa história maravilhosa. As melhores partes ficam por conta da troca de mensagens. Antes que percebam Sam e Poppy viram confidentes, amigos e aquele “algo mais”. Os dois compartilham opiniões, ajudam um ao outro, dividem piadas e momentos bem tocantes – em especial a cena do bosque, digna de suspiros e aquele aperto no coração.

Fazia tempo que não lia um livro tão grosso (462 páginas) em dois dias! No final, deu uma peninha tão grande por ter terminado. Sophie mostrou que dá sim pra reunir humor e inteligência, charme e diversão em um único livro. Enquanto lia, imaginava um daqueles filmes de comédia romântica a la sessão da tarde. Acho que a definição se encaixa bem para “Fiquei com o seu número”, um dos melhores chick-lits que li e que, com certeza, entra para os melhores de 2012.

“Fiquei com o seu número” é lançamento da editora Record.

Abaixo, capa original:

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Deixo minha pequena homenagem aos personagens (quem leu entenderá!):

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amor Selvagem – Rosemary Rogers

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* Título Original: Sweet Savage Love

A missão de Steve Morgan era saquear a caravana Brandon, impedindo que as armas e munições chegassem às mãos do Exército Francês, responsável pela coroação de Maximiliano como imperador do México. Reconhecido por Virgínia, filha do senador Brandon, como o guia que abandonara a expedição, Steve Morgan a toma como refém, garantindo seu poder de ação enquanto revolucionário mexicano. Impelidos por uma atração física que se sobrepunha a qualquer moral ou sentimento, tornam-se amantes, entrelaçando cada vez mais suas vidas. Capturados, Virgínia sofre todo tipo de pressão para testemunhar contra seu companheiro e, num último recurso, se prostitui, entregando-se a todos aqueles que pudessem salvar a vida e Steve.

Talvez este seja um dos livros mais difíceis que vou resenhar. Bom, primeiro porque se trata de um “romance” nada convencional, segundo porque de fato, mexeu bastante comigo.

Primeiramente, de bonitinho o romance não tem é nada. Parece que quando alguém diz: “Olha, não leia, achei muito forte”, você é atraída a fazer justamente ao contrário, e foi o que aconteceu no meu caso. Quem gosta de algo forte, mais turbulento, talvez goste do livro. Ele contém cenas de estupro, surras, tortura e uma boa dose de romance selvagem. (como o próprio título diz).

O cenário é o México, quando Steve Morgan é contratado para saquear uma caravana. Para seu plano dar certo, ele se passa por um dos cocheiros, onde conhece Virginia, uma moça que a início do livro é a própria pureza em pessoa, por assim dizer. Mas quando Steve precisa levá-la como refém, a história no livro muda drasticamente.

Steve é o mocinho mais vilão que eu já li em algum livro. Ele não é amável, apesar do que muitas pessoas acharam, eu achei que não houve amor nenhum por parte dele, apenas o desejo sexual pela mocinha, que passa a ser estuprada por ele (outras vezes com consentimento mútuo), e mais tarde por outros homens. A maior parte da história Steve a deixa trancada em um quarto de bordel, e vai se divertir com outras mulheres.

O que mais me irritou no livro, foi a autora ter construído uma personagem a início decente, inocente, e aos poucos, devido a tantos estupros, tantas surras, tanto sofrimento que ela teve que suportar ao longo da história, começa a achar comum aquela vida e a usar o próprio corpo para conseguir tudo que deseja. Não que ela se revolte, não que ela fique traumatizada, não que ela tente superar isso com a ajuda de Steve… ela simplesmente passa a achar comum.

Achei bem forte e não consegui terminar as últimas 100 páginas. Fiquei alguns dias remoendo a história, só depois voltei a ler, mas não me surpreendi pelo final.

O tema de abuso é bem delicado, mas tratado em diversos livros como Depois da escuridão, Carícia do Vento, Such a Pretty Girl , e por aí vai, mas a diferença entre um e outro podem ser gritantes. Dependendo de como abordado, você pode odiar ou realmente gostar  do livro. Um exemplo é “Depois da escuridão” (Sidney Sheldon), outro como “A Carícia do Vento” (Janet Dailey), este último um romance de banca que aborda os mesmos assuntos (embora não de um modo tão forte, mas com uma mesma narrativa crua), e ambos os livros gostei muito. Opiniões a parte, Amor Selvagem foi pra mim uma leitura difícil mesmo com uma boa narrativa, exagerada, ao mesmo tempo real e perturbadora, até. Nunca vi uma personagem que foi tão maltratada pela sua autora, um mocinho que não é mocinho, aquele verdadeiro “anti-herói”, e realmente é preciso ter uma cabeça preparada para ler o livro.

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Série “Morgan / Challenger” (apenas Amor Selvagem foi publicado no Brasil)

1 - Sweet Savage Love

2 - Dark Fires

3 - Wicked Loving Lies

4 - Lost Love, Last Love

5 - Bound by Desire

6 - Savage Desire

Cotação:

3 estrelas

Obs: Sobre eu ter dado 3 estrelas… sempre costumo dizer que, quando a autora consegue fazer com que a gente goste demais do livro, ou que a gente odeie demais – no sentindo de mexer com a gente, então de fato o autor(a) conseguiu passar sua mensagem e mostrar seu trabalho, como achei que foi o caso. ;) (mesmo que eu tenha ficado com muita raiva mesmo do livro, rs)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Depois da escuridão – Sidney Sheldon & Tilly Bagshawe

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A doce e angelical Grace Brookstein é a socialite mais querida dos Estados Unidos e leva uma vida de princesa. Até o dia em que seu marido, o bilionário Lenny Brookstein, dono do fundo de hedge Quorum, sai para velejar e nunca mais retorna. Enquanto lida com a trágica morte do marido, um novo escândalo abala a vida de Grace: bilhões de dólares desaparecem do fundo Quorum, provocando a falência de milhares de famílias. Grace torna-se a principal suspeita e da noite para o dia sua vida se transforma. Determinada a provar sua inocência, Grace embarca numa jornada que revelará que ninguém a sua volta é digno de confiança.

Mais um livro que entra nos melhores lidos deste ano. Eu nunca tinha lido nada do Sidney Sheldon *se esconde*, embora, claro, tinha ouvido falar muito dos livros do autor pelo menos umas dez vezes. Uma hora eu ia ter que tirar o atraso!

O livro é ação, tensão e suspense do começo ao fim. Grace é rica, mulher de um dos homens mais importantes dos Estados Unidos, Lenny Brookstein. A personagem é a típica menina crescida em um mundo de milionários: sempre teve tudo que quis, jamais precisou se preocupar com as próprias contas, e casou-se com o príncipe dos seus sonhos.

Falando assim até parece que estou falando de uma personagem metida, mas Grace é longe disso. Ao contrário, ao decorrer do livro, você percebe que o autor¹ quis mostrar uma sociedade de personagens milionários e corruptos, que não prestam, onde o dinheiro está acima de tudo. Todos os personagens são assim, a exceção de Grace.

Ela vê seu mundo desmoronar quando Lenny morre, e de repente a sociedade acusa seu falecido marido de ter dado o maior golpe já visto nos EUA. Levada a julgamento, os tão “melhores amigos” somem, a tão “sociedade amável” desaparece, e ela se vê sozinha para tentar provar a inocência de seu marido.

Confesso que fiquei com muita pena da personagem, que sofre DEMAIS nessa batalha para tentar limpar seu nome, tudo descrito ao longo da história. De menina ingênua ela passa uma transformação radical para sobreviver, perdendo sua inocência de forma brutal. Os momentos que ela precisa enfrentar são duros, sofríveis, e não deixam de ser reais. Quantas vezes não ouvimos na televisão casos de pessoas que foram julgadas a prisão perpétua, a pena de morte (não aqui no Brasil), e na realidade eram totalmente inocentes?

A narrativa, em terceira pessoa, rápida mas sem deixar de dar detalhes, também foi o ponto forte para deixar tudo parecer mais real. Grace é guerreira, é persistente, ela foge da polícia, ela está sozinha no mundo, e ninguém mais é confiável. Ela tem seus momentos de fraqueza, ela desaba, mas depois volta a se reerguer, e essa perseverança é muito forte, que fica impossível você não se envolver com o psicológico da personagem. Sério!

A trama financeira eu precisei prestar um pouco mais de atenção do que se fosse ler um romance policial “comum” (sou igual a Grace, não entendo nada de bolsas, ações e afins! rs) No final, estava certa sobre o verdadeiro culpado, mas acabei sendo levada a pensar de outra forma durante um bom tempo em que estava lendo. O epílogo talvez eu tenha imaginado de outra forma, mas, mesmo assim, gostei.

Eu SUPER recomendo esse livro, cheio de ação, traições, suspense, fugas alucinadas e um toque de romance. Vou ficar uns bons dias sem encontrar um livro que supere o Depois da escuridão.

¹ – Sidney Sheldon morreu em 2007, aos 89 anos. Esse livro foi escrito por Tilly Bagsahwe, que segundo diz, tenta manter o nome do autor ainda vivo. Há rumores que o livro tenha sido começado por Sheldon, e Tilly deu o fim. Outros dizem que ele havia deixado manuscrito de vários de seus livros, dentre eles Depois da escuridão. Tilly foi contratada pela família dele, e, sinceramente, mostrou grande competência para levar o nome do autor de volta a literatura.

Cotação:

5 estrelas

 

 

 

 

Assinatura Bruna

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Grau 26 – Anthony E. Zuiker e Duane Swierczynski

image Grau 26 é muito mais que um livro. É uma experiência revolucionária que mistura leitura, com elementos cinematográficos e interatividade digital, o primeiro digilivro da história. Criado por Anthony E. Zuiker, visionário roteirista da série de TV CSI, traz o perito Steve Dark e sua equipe na perseguição ao mais terrível psicopata de todos os tempos. Um homem tão perverso que não se encaixa nos 25 graus de perversidade estipulados pela lei. Para ele, é necessário criar o grau 26. Leia. Veja. Acesse. Tenha medo. CSI e a série de TV mais assistida no mundo, com cerca de 2 bilhões de espectadores em mais de 200 países. Os leitores terão acesso a conteúdo digital exclusivo, incluindo 20 ciberpontes, que contém vídeos, áudios e elementos interativos que complementam a história. Através do portal os leitores poderão interagir entre eles e com a historia. O filme que complementa o livro é uma produção caprichada. No elenco: Bill Duke, Michael Ironside e outros.

Já li esse livro há muito tempo atrás, então me perdoem se eu falar alguma besteira aqui, hehe. Que eu me lembre, foi um dos melhores romance policial que eu li.

Na época (ok, falando assim pareço uma velha), causou um alvoroço danado porque era o primeiro “digilivro” na história da literatura. Ou seja: Depois de uns quatro ou cinco capítulos, aparecia um código. (a chamada ciberpoint) Você entra na internet, digita esse código no site oficial e tcham: Eis que surge um vídeo pequeno (coisa de três ou quatro minutos), com um filminho que mostrava o capítulo em questão.

Falando do livro em particular, amantes de cenas policiais vão amar! Precisa ter um pouco de estômago para uma ou duas cenas; afinal o livro trata do Serial Killer Grau 26, o malvado dos malvados. (já que na vida real, existem 25 graus para denominar serial killers) Parece que é questão de honra para Sqweegel, denominado o Grau 26, atormentar a vida do “policial-gato” Steve Dark. A narrativa é diferente, praticamente como se você estivesse assistindo a um filme. Tudo no livro é tão intenso, as vezes você se sente dentro dele. O assassino tem planos pertubadores (cenas como estupro, queimar a pessoa com vela são apenas algumas coisas), como eu falei é preciso um pouco de estômago. O incrível é saber que realmente existam pessoas assim, capazes das maiores crueldades sem o mínimo de sentimentos. Acho que os escritores Anthony E. Zuiker e Duane Swierczynski descreveram bem como seria a personalidade de um.

Agora, os vídeos: O que poderia ter sido um grande sucesso, tornou-se um fracasso. Apenas alguns valem a pena; o ator que escolheram para interpretar o papel de serial killer interpretava uma personalidade totalmente diferente da descrita do livro, algumas vezes até tinha me feito rir. Outro ponto negativo foi o ator para o papel de Steve Dark, que apesar de lindo teve pouco mais que três ou quatro frases em quase vinte vídeos. (e ainda certas cenas do book trailer oficial simplesmente não apareceram).

Ah, detalhe: Grau 26 é um livro que também tem romance. (embora as mais românticas e melodramáticas como eu vão chorar, e só quem já leu o livro sabe do que estou falando.) Se não me falhe a memória, o vídeo número cinco tem uma cena que é de tirar o fôlego, haha. :)

Grau 26 faz parte de uma trilogia. O segundo, Dark Prophecy (Profecia Sombria), será lançado 14/10 nos EUA. Como toda trilogia, o primeiro livro deixou algumas perguntas para serem respondidas, e um final que realmente surpreende.

Para os curiosos, o booktrailer:

Cotação:

5 estrelas

 Assinatura Bruna