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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Os Sombras – J. R Ward

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Título: Os Sombras
Autora: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Nota: 5
Sinopse: Dois irmãos, ligados por algo maior que o laço de sangue, lutam para evitar um destino brutal. Trez "Latimer" não existe de fato. E não só porque essa identidade foi criada para que o Sombra pudesse viver no mundo humano. Trez fugiu de sua prisão no palácio dos Sombras há anos, e agora vive em Caldwell como cafetão, sempre tentando evitar seu fatal destino como escravo sexual da rainha. Ele nunca teve em quem confiar de verdade... a não ser no irmão, iAm. O único objetivo de iAm sempre foi impedir que o irmão de autodestruísse, e ele sabe que fracassou nisso. Só depois que Selena, uma Escolhida, entra na vida de Trez, é que o macho começa a dar a volta por cima; porém, é tarde demais. Chegou a hora de cumprir a profecia de se compromissar com a filha da rainha, e Trez não poderá fugir ou se esconder, e não há como negociar. Encurralado entre o desejo de seu coração e um destino que nunca aceitou, Trez deve decidir se põe a si mesmo e aos outros em perigo, ou se esquece para sempre a fêmea amada. Após uma tragédia inimaginável, da beira do seu abismo emocional, Trez precisará encontrar um motivo para continuar ou se arriscará a perder tudo, inclusive a alma. Será que iAm, em nome do amor fraterno, aceitará realizar um derradeiro sacrifico em lugar do irmão?

Os Sombras é o décimo terceiro livro da série “Irmandade da Adaga Negra”, de J. R. Ward. Dentro do universo dos vampiros criado pela autora, uma história vinha se destacando, ganhando o início de seus trâmites no último lançamento, em “O Rei”: Trez e iAm, conhecidos como os irmãos “sombras”, recebem, enfim, uma história própria de quase setecentas páginas ao incrível toque de uma autora cuja narrativa transcende ao sublime. Nem todos os avisos sobre os rumos dessa história, embora ausentes de spoilers, foram suficientes para me preparar para o que estava por vir.

A história segue o velho corpo até então apresentado desde a metade da série: enquanto histórias paralelas correm, interligadas a trama principal, os personagens primários ganham maior destaque, apresentando um romance envolvente e característico a todos os casais da série. Com Trez e Selena não seria diferente. O Sombra reencontra Selena de maneira abrupta, em uma situação problemática em que nenhum dos dois desejaria estar. Mas é a oportunidade para deixarem de lado as questões existenciais e viverem o romance mais intenso da vida de ambos. Isso porque o tempo, para eles, é curto. Há uma questão que interpõe o caminho para o possível final feliz de ambos.

Correndo contra o tempo, todos se mobilizam para ir atrás de respostas. Enquanto Trez permite-se estar ao lado da mulher que ama, o passado do personagem ressurge como um aviso amargo do seu destino inevitável como o Ungido, ou seja, o prometido à rainha da raça dos Sombras. O tempo, para ele, está se acabando. iAm, então, entra como o papel do irmão que está sempre pronto para dar a si mesmo em função da felicidade de Trez. Ainda que gêmeos, Trez e iAm não poderiam ser mais diferentes. A cumplicidade de duas figuras tão distintas e tão próximas se torna essencial para manter o equilíbrio na vida de Trez. Embora o livro seja dele, é iAm quem ganha espaço nos últimos momentos da trama. Um final merecido para quem tanto se dedicou ao seu gêmeo.

Nas tramas paralelas, acompanhamos o início da história de Paradise, personagem principal da série paralela, em “Beijo de Sangue”. Rhage também ganha uma bela introdução para ser o próximo a ter sua história contada em “A Besta”, o décimo quinto volume da série. Assim, Ward mais uma vez nos mostra uma história da melhor qualidade, que nos leva a incansáveis suspiros com a doce e sexy relação de Trez e iAm, mas também a soluços e choques quando chegamos ao fim. Ao contrário do volume anterior, “Os Sombras” é um livro de romance afogado no drama mais profundo. Para quem lê, fica um questionamento: será que ainda veremos Trez como personagem principal, em algum outro momento? Ou isso foi tudo? Vindo da Ward, eu não me surpreenderia se ainda tivéssemos uma reviravolta pela frente…

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sábado, 30 de julho de 2016

Mia Sheridan – O coração do Leão

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Ficha Técnica:
Título Original: Leo
N° de páginas: 206
Editora: Arqueiro
Sinopse: Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Esta história se baseia na mitologia de Leão e fala sobre as surpresas que a vida nos reserva. Evie e Leo se conheceram ainda crianças, em um lar adotivo, e logo se tornaram grandes amigos. Com o tempo, a amizade se transformou em uma paixão avassaladora, e eles juraram ficar juntos para sempre.
Quando Leo foi inesperadamente adotado na adolescência e teve que se mudar para outra cidade, prometeu a Evie que entraria em contato com ela assim que chegasse lá e que voltaria para buscá-la quando ela fizesse 18 anos. Mas ele nunca mais deu notícias. Oito anos depois, apesar das circunstâncias, Evie conseguiu dar a volta por cima. Tem um emprego, amigos e está feliz. Então, de repente, um homem chamado Jake Madsen surge em sua vida, alegando ter sido enviado por Leo para saber como ela está. Evie não consegue evitar a atração que sente por esse homem sensual e misterioso. Mas será que ela pode confiar em um estranho? Ou será que ele está guardando um segredo sobre sua real ligação com Leo e os motivos que o levaram a sumir de sua vida anos atrás?

Resenha da blogueira Luciara, do blog Leituras e Devaneios.

"Coração do Leão", da autora Mia Sheridan, é o segundo livro da Série Signos do Amor, publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Já conhecia a autora antes dela ter seus livros publicados por aqui e sabia do seu talento para escrever histórias emocionantes, como é o caso de Leo. Suas histórias são de fácil leitura, ou seja, daquelas que você ler num piscar de olhos. Mia escreve aqueles enredos que fazem você chorar litros; pelo menos esse foi o meu caso.

Leo e Evie tiveram um começo de vida difícil, porém isso não fez com que se tornassem crianças problemáticas ou revoltas. Eles se comportavam bem nos orfanatos ou lares adotivos para onde eram enviados. Um dia se conheceram e amizade foi instantânea, depois se transformou em algo a mais, levando-os, já adolescentes, a desejarem ter um futuro juntos. Contudo, algo surpreendente surgiu para mantê-los separados: Leo, na idade de 15 anos, foi adotado por um caso rico. Ele então partiu prometendo manter contato e buscar Evie para viver com ele quando ela fizesse 18 anos. Os dezoito anos de Evie chegou e Leo não cumpriu sua promessa.

Oito anos depois, agora com vinte de um anos, Evie vive uma vida modesta, mas contente. Agora ela possui um lar só seu, mesmo sendo humilde; tem um emprego que paga suas contas e amigos especiais. Porém, ela nunca esqueceu Leo, seu leão. Ela não fazia ideia do que aconteceu com ele ou por que de nunca ter a procurado, no entanto, no velório de sua querida amiga Willow - também uma órfã que conheceu na infância - Evie finalmente têm notícias de Leo.

Jake Madsen, um homem lindo e rico, traz notícias de Leo para Evie, essas nem um pouco agradáveis. O passado resolve bater na sua porta e, apesar das notícias não serem nada agradáveis, levam Jake até Evie. Ele é tudo que uma mulher pode desejar e, mesmo aparentando esconder vários segredos, Evie sente que Jake realmente é o cara certo. Os dois então embarcam em uma linda história de amor. Porém, segredos nunca ficam muito tempo escondidos e Jake deverá estar preparados para manter sua amada ao seu lado quando ela finamente descobrir o que ele esconde.

"Leo" é uma história muito linda com personagens apaixonantes. Não tem como não amar o maravilhoso Jake que, apesar de misterioso e esconder várias coisas de Evie, realmente demonstra ser louco por ela. A devoção que ele demonstra para com ela é lindo e realmente torci pelo casal. Evie também é uma personagem ótima, forte e batalhadora. Gostei muito de sua personalidade e seu jeito forte de sempre encarar a vida com seriedade, mesmo a sua não tendo sido a das melhores.

Chorei no livro com a história de Willow. Mesmo ela tendo aparecido só nos flashback da infância no orfanato, derramei lágrimas ao ler sobre o seu enterro. Sua história é super triste e teve um final trágico. Fico revoltada com esses pais irresponsáveis que botam filhos no mundo para sofrer. Sério, uma das coisas que mais me revoltam é o abandono de crianças e animais de estimação. Se não querem cuidar, não tenha.

O livro tenta criar um ar de mistério sobre o que aconteceu para que Leo não mantivesse contato. Posso dizer que funcionou, pois realmente não dar para imaginar o que fez com ele não se comunicasse com Evie. Claro que o mistério em torno de Jake é bem óbvio, mas não deixa de ser curioso. Não aceitei bem a justificativa de Leo sumir, mas não deixou de ser boa. Super recomendo a história, ela é bem linda e emocionante.

Nota: image

Capa estrangeira: 

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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A voz do arqueiro – Mia Sheridan

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- Ficha Técnica:
- Título Original: Archer’s Voice
- N° de páginas: 336
- Editora: Arqueiro
- Sinopse: Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor. Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar. Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde. Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda. Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.

“A voz do arqueiro” é o quarto livro da série “Signos do Amor”, porém aqui no Brasil foi o primeiro a ser publicado pela editora Arqueiro. Além do volume fora de ordem, o título do livro foi um erro de tradução quase tão primário que nos leva a questão do porquê esse deslize ter passado despercebido pela editora. “Archer”, nome do personagem, significa “arqueiro” em português, mas não há nenhuma relação da palavra traduzida com a história, assim, não havia a necessidade da traduação.

A exceção desses dois fatos curiosos, a história é despojada de qualquer outro tipo de crítica. Com uma pitada de drama, “A Voz do Arqueiro” traz uma relação amorosa delicada. Archer é um personagem excepcional e diferente. Tendo uma história conturbada em sua infância, o garoto cresceu isolado em uma cidadezinha pequena, aonde todos o tratam com indiferência ou – no máximo, com pena pela sua incapacidade de se comunicar com as pessoas. Archer não vê problemas nisso. Há muito tempo ele se isolou, deixando de se importar com que os outros pensam.

Mas a chegada de Bree na cidade mudará a vida dele e dos habitantes que moram em Pelion. O encontro dos dois não poderia ser mais inusitado e envergonhante para Bree, mas, aos poucos, Bree vai perceber que Archer é como um pássaro machucado, que precisará enfrentar seus dilemas antes de se permitir ter uma vida normal. Bree também precisa enfrentar o passado, que pode voltar a assombrá-la quando ela enfim parece ter encontrado a felicidade ao lado do jovem mais encantador que ela já conheceu.

Narrado em primeira pessoa, “A voz do arqueiro” é uma história delicada, leve, tecida a partir de personagens fortes. Archer e Bree formam casal que trará dilemas tão reais e bem costurados quanto a trama que os envolve devido ao passado de cada um. É um livro que consegue emocionar sem soar piegas, trazendo a aceitação e o amor incondicional como temas a serem explorados ao longo do enredo. Claro, uma pitada de um romance quente não poderia faltar, fechando o que, para mim, foi um dos melhores romances deste ano.

- Nota: image

- Capa original:

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terça-feira, 14 de julho de 2015

Entre a vingança e o desejo – Joanna Fulford

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- Ficha Técnica:
- Título Original: Defiant in the Viking’s Bed
- N° de páginas: 284
- Editora: Harlequin
- Sinopse: Capturado pelo inimigo e acorrentado como um animal, o viking Leif Egilsson tem apenas um pensamento: vingança. Ele não será mais enfeitiçado pela beleza ardilosa de lady Astrid. Após a fuga, Leif decide fazê-la pagar pela traição e usará todas as armas para possuir o que mais anseia: a inocência de Astrid. Contudo, ela tem o coração de uma guerreira, e não será domada tão facilmente quanto Leif acredita...

A priori, focado numa relação de vingança, “Entre a Vingança e o Desejo”, de Joanna Fulford, é um romance medieval cujo período histórico se concentra na época das invasões vikings, no reinado do rei Halfdan. Publicado originalmente em 2013, apresentando um enredo de cordialidades vazias de inimigos e planos de fuga forjados no calor do primeiro encontro, a história tece um ritmo forte e bem escrito, tornando a leitura irresistível para qualquer apaixonado por romances medievais.

Depois de resgatar a prometida do rei, Leif está certo de que o seu destino é somente o campo de batalha. Contudo, não esperava conhecer lady Astrid, criada e amiga próxima da futura rainha. A jovem mulher tomou seus pensamento no instante em que Leif a conheceu, e não há como tirá-la da cabeça. Assim, na noite anterior a sua partida, Leif lhe faz uma proposta: que ela abandonasse seu lar e a companhia de um tio cruel, e fosse viver com ele. Contudo, Leif deixa claro que o acordo não incluía casamento.

Dividida, Astrid leva um tempo para tomar sua decisão. Mas quando sua escolha é feita, o inesperado acontece: Astrid e Laif sofrem uma emboscada, tornando Laif prisioneiro do tio dela. Tratado pior do que um escravo, acorrentado junto aos cães como um animal, o guerreiro é levado a crer que Astrid fazia parte deste plano. Logo, ele jura vingança a todos, mas principalmente a mulher que o iludiu com promessas sedutoras. Ao planejar sua fuga, Leif decide levar Astrid consigo, fazendo-a pagar cada uma das humilhações infligidas a ele, assim como aconteceria com os demais.

“Entre a vingança e o desejo” é um romance doce e terno, muito bem construído, que se agarra numa relação de paixão disfarçada no véu da vingança. Não há nada de tirano em Leif que desse ao enredo uma característica mais “crua”. Contudo, com o orgulho ferido, o poderoso guerreiro consegue atormentar a vida de Astrid, transformando-a em uma escrava em seu castelo. Mas Astrid é uma mulher forte, decidida e apaixonada; inteligente, ela consegue se infiltrar pouco a pouco no rancor de Leif.  Ao se dar conta do julgamento errôneo, Leif passa a enxergar uma mulher inocente, tão vítima de Einar quanto ele fora um dia. Assim, o romance gradativo torna-se mais forte, repleto de nuances.

De certo a história possui um ritmo muito gostoso. Diálogos rápidos, sem a interferência de pausas para intercalar ações, pode, de início, dar ao texto um tom mais amador e apressado, porém Joanna Fulford demonstra total habilidade para contar uma história de romance com ares vikings. Recorrendo a alguns clichês deliciosos, “Entre o desejo e a vingança” se destaca entre tantas outras histórias – se não pelo ritmo dos diálogos, então por todo o resto. E, convenhamos, histórias assim são sempre bem-vindas.

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- Capa original:

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O Rei – J. R. Ward

image - Ficha Técnica:

- Título Original:
The King

- N° de páginas: 680

- Sinopse: O Rei - Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma furiosa guerra entre vampiros e seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por guerreiros vampiros defensores de sua raça. Depois de recusar seu trono por séculos, Wrath finalmente assumiu o manto de seu pai – com a ajuda de sua amada companheira. Mas a coroa pesa fortemente em sua cabeça. Enquanto a guerra com a Sociedade Redutora continua, e a ameaça vinda do Bando de Bastardos está prestes a acontecer, Wrath é forçado a fazer escolhas que colocam em risco tudo e a todos. Beth Randall pensou que sabia em que estava se metendo quando ela se relacionou com o último vampiro puro-sangue no planeta: não seria nada fácil. Mas quando ela decide ter um filho, percebe que não está preparada para a resposta de Wrath – ou o afastamento que essa decisão criaria entre eles. A questão é: o amor verdadeiro vencerá... ou será derrotado pelo passado sombrio?

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“O Rei” é o décimo terceiro volume da série IAN, de J.R Ward. A partir de Amante Vingado, Ward adquiriu uma escrita mais dispersa e mudou o foco da trama deste livro em diante. Não vou negar, sou do time que sente falta dos bons e velhos tempos de IAN, quando tínhamos em cada livro um enredo mais centrado no protagonista, focando sempre nos Irmãos originais. Mas Ward decidiu que deveria estender a série, acrescentar personagens novos e trabalhar subtramas junto ao casal principal de cada volume. E não tem nenhuma pretensão de voltar atrás.

J. R. Ward, contudo, anunciou recentemente que lançará uma nova série que voltará as origens, trabalhado paralelamente à IAN. “Black Dagger Legacy” ainda não tem previsão de lançamento, mas a notícia não poderia ter vindo em melhor hora. Pelo visto, Ward também sente falta da história original, e, como ela própria afirma que não pode mais voltar ao que a série já foi, correr uma série paralela parece a melhor forma de sanar a saudade que todos tinham dos primeiros personagens apresentados aos leitores. Enquanto isso não acontece, os irmãos aparecem vez ou outra nas histórias dos últimos volumes, como foi o caso de “O Rei”.

Neste livro, Ward explora o romance de diversos personagens, correndo suas histórias intercaladas ao longo de seiscentas páginas. Mas “O Rei” está longe de ser cansativo, cada momento é um deleite para o leitor, traçando um ritmo ágil e envolvente para cada um dos romances apresentados. Xcor e Layla, Assail e Sola, Wrath e Beth, Trez e Selena e até os pais de Wrath ganham seu destaque merecido. As relações possuem tramas próprias, mas são ligadas entre em si. Como resultado, temos uma história romântica com personagens apaixonantes, daqueles que não te fazem largar o livro tão cedo.

J. R. Ward ainda pode estar longe de ter voltado as origens, mas sua escrita em “O Rei” está muito próxima ao que era nos primeiros volumes. E isso é de deixar qualquer fã eufórico. Dessa vez, a autora se mostra mais centrada, sem atropelar os acontecimento ou fazer com que uma trama se sobressaia a outra. Cada um ganha seu espaço, e cada história é recheada de muito romance, explorando os defeitos e os méritos dos casais presentes no livro. Como tema central, contudo, Ward prima pela relação entre Wrath e Beth, apresentando um novo dilema entre os dois: Beth decide ter um filho. E em meio a um complô para tirá-lo do trono, Wrath ficará mais conturbado do que nunca.

“O Rei” é uma mistura de nostalgia do velho com o melhor momento da autora para o futuro da série. Bem desenvolvido, a história em nenhum momento deixa a desejar. Volto a reiterar, foram mais de seiscentas páginas devoradas em pouco mais de três dias. O final não poderia ser mais perfeito, dando-nos a sensação de ter lido um dos melhores livros da série. “O Rei” não decepciona, e  certamente emocionará aos fãs da Irmandade da Adaga Negra. 

Capa original:

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Paixão ao entardecer – Lisa Kleypas

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- Título original: Love in the afternoon

- N° de páginas: 269 páginas

- Sinopse: Mesmo sendo uma família nada tradicional, quase todos os irmãos Hathaways se casaram, até mesmo Leo, que era o mais avesso a essa ideia. Mas para a caçula Beatrix, parece não haver mais esperança. Dona de um espírito livre, apaixonada por animais e pela natureza, Beatrix se sente muito mais à vontade ao ar livre do que em salões de baile. E, embora já tenha frequentado as temporadas londrinas e até feito algum sucesso entre os rapazes, nunca foi seriamente cortejada, tampouco se encantou por nenhum deles. Mas tudo isso pode mudar quando ela se oferece para ajudar uma amiga. A superficial Prudence recebe uma carta de seu pretendente, o capitão Christopher Phelan, que está na frente de batalha. Mas parece que a guerra teve um forte efeito sobre ele, e seu espírito, antes muito vivaz, se tornou bastante denso e sombrio. Prudence não tem a menor intenção de responder, mas Beatrix acha que ele merece uma palavra de apoio – mesmo depois de tê-la chamado de estranha e dito que a jovem é mais adequada aos estábulos do que aos salões. Então começa a escrever para ele e assina com o nome da amiga. Beatrix só não imaginava o poder que as palavras trocadas teriam sobre eles. De volta como um aclamado herói de guerra, Phelan está determinado a se casar com a mulher que ama. Mas antes disso vai ter que descobrir quem ela é.

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“Paixão ao entardecer” é o quinto e, infelizmente, o último livro da série “Os Hathaways”. Desde o primeiro volume, a história conquistou inúmeros leitores por trazer a relação familiar e a amizade intrínseca entre esses personagens fofos e apaixonantes. Cada um dos livros mostra um dos membros introvertidos da família Hathaway com o seu par romântico , retratando uma história engraçada, com um toque de emoção capaz de arrebatar o coração e deixá-lo mais leve do que uma pluma.

A história de “Paixão ao entardecer” não poderia deixar de fazer jus a reputação da série. Beatrix é o único membro da família que ainda está solteira, e, apesar de afirmar com convicção que prefere seus animais exóticos de estimação à homens pomposos da alta sociedade, um lado seu se sente solitária por ainda estar sozinha quando toda a família Hathaway já está casada, seguindo cada um com suas vidas. Entretanto, que homem poderia querer uma garota que preferia cuidar de um ouriço órfão, um gato de três patas ou uma cabra, ao invés de estar dançando e exibindo vestidos elegantes pela temporada londrina?

Mas há um homem. Christopher. Lutando na guerra contra os russos, o jovem que ela outrora conhecera – e imediatamente criara antipatia pelos comentários arrogantes feito ao seu respeito –, enviou uma carta à sua amiga Prudence. Ao lê-la, Beatrix se emociona com o sofrimento do rapaz e sua vida precária na guerra, e, uma vez que Pru não tinha interesse em respondê-lo, Beatrix toma o seu lugar e tece doces palavras para acalentar o sofrimento do homem. Antes que percebesse, os dois passam a trocar cartas cada vez mais íntimas e românticas. Porém havia um enorme problema em tudo isso: ela não escrevia como Beatrix, mas, sim, assinava suas cartas como se fosse Prudence!

“Paixão ao entardecer” é uma leitura simples e rápida – mas, principalmente, viciante. Um texto que transborda emoção em suas páginas por explorar o sofrimento psicológico de um homem afetado pela guerra e seu árduo caminho para voltar a ter uma vida normal. Beatrix, com sua personalidade única, o ajuda a passar pelas mais difíceis provações, e, juntos, os dois tecem uma relação doce e apaixonante. Cada cena é trabalhada com muita paixão, sem, entretanto, abandonar os traços mais delicados da história. Elogios não cabem para descrever um dos melhores livros escritos pela autora, que nos presenteia com um final digno de um verdadeiro clímax literário.

“Paixão ao entardecer”, assim como seus antecessores, apresenta um toque de bom humor atrelado a muita sedução – e, especialmente, a cenas emotivas bem construídas, de arrancar longos suspiros. Personagens cativantes, diálogos inteligentes e situações carinhosas são as marcas já conhecidas de cada uma das histórias sobre a família, e dessa vez não poderia ser diferente. “Os Hathways” certamente deixará saudades enormes – uma das melhores séries de romances de época escritas atualmente, sem dúvida. Porém, felizmente, a editora Arqueiro já confirmou o lançamento de outra série da autora, “As quatro estações do amor”, ainda sem data definida.

Capa original:

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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Jardim Secreto – Johanna Basford

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- Título Original: Secret Garden

- N° de páginas: 96

- Sinopse: Faça um passeio por estes lindos jardins e se aventure em uma caça ao tesouro tão fascinante que todos os seus problemas ficarão para trás. As ilustrações ricas em detalhes estão só esperando por você para ganhar vida. Divirta-se procurando as diversas criaturas escondidas nestas páginas. Complete os espaços em branco, escolha suas cores preferidas, faça seus próprios esboços e crie um universo deslumbrante onde não há lugar para o estresse. Jardim secreto é um livro para todas as idades, que nos permite esquecer as adversidades do dia a dia através dos desenhos e que busca trazer à tona o artista que existe em cada um de nós.

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Jardim Secreto, da autora Johanna Basford, segue a tendência dos últimos lançamentos que este gênero propõe: a interação entre leitor e livro. A ideia é trazer aos apaixonados por arte – ou para aqueles que se interessam pelo assunto –, uma distração bem-vinda em formato de desenhos magníficos, que exploram traços ricos e florais dos mais diferentes jardins. O leitor coloca as “mãos à obra”, ou melhor, em lápis de colorir e canetas, e usa da criatividade para pintar, desenhar e interagir com cada um dos sessenta e três desenhos disponíveis no livro.

Jardim Secreto é um dos lançamento da editora Sextante. Caso já tenha o livro e tenha colorido alguma imagem, envie seu desenho para o facebook ou para o instagram da editora. A Sextante promove uma compilação de diversos desenhos que os leitores enviam em suas redes sociais. Abaixo segue imagens do desenho que estou pintando:

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Capa original:

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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Encontrada – Carina Rissi

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- N° de páginas: 476

- Sinopse: Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva. Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.

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Encontrada, da autora brasileira Carina Rissi, é a continuação de “Perdida”, livro que conta a história da personagem Sofia. A duologia tem como principal tema a viagem no tempo para o século dezenove, onde Sofia conhece Ian, um rapaz jovem e apaixonante. O segundo livro segue a mesma fórmula apresentada no volume anterior: o bom humor atrelado a um romance com ares de conto de fadas. Se “Perdida” apresentou algumas arestas que precisavam ser devidamente aparadas, “Encontrada” supri as falhas de seu antecessor com uma história deliciosa, de qualidade impecável.

Em “Encontrada”, Sofia e Ian estão de casamento marcado, prontos para curtirem o tão sonhado felizes para sempre. Entretanto, Sofia começa a perceber que seu casamento não será assim um evento tão simples. Desastrada, a garota do século vinte e um tem dificuldades de se adaptar no mundo de Ian, e as coisas parecem só piorarem após o casamento.  Longe da dama submissa e pacata exigida pela sociedade, Sofia começa a ser alvo de falatório pelas pessoas da região – o que compromete a reputação da família Clarke. Apesar do amor que nutrem um pelo outro, Sofia, influenciada pelos mexericos – especialmente pelos comentários maldosos da odiosa tia de Ian –, acaba se questionando se seria mesmo a melhor opção para Ian.

O primeiro livro foi uma leitura leve e divertida, mas faltava um pouco mais de contexto à época. É de se esperar que um personagem do século dezenove apresentasse pensamentos mais retrógrados, por mais que ele seja um homem de visão a frente de seu tempo. Mas no primeiro livro, Ian concordava e aceitava com certa naturalidade os pensamentos e as atitudes mais liberais de Sofia. Já nesta continuação a autora apresenta um personagem mais maduro, consistente com a situação daquele tempo – um personagem que se choca e que bate de frente com determinados comportamentos de sua esposa, comportamentos estes que não se encaixavam em uma época mais machista.

Entretanto, Ian está longe de ser uma figura opressora. Os dois juntos formam um dos casais mais fofos e românticos que, entre brigas e reconciliações, arrancam muitos suspiros do leitor. Sofia não faz por menos. A personagem é divertida, forte, com um toque de bondade que encanta qualquer um. A devoção, o carinho e a compreensão que Ian e Sofia sentem um pelo outro são marcas que confere ao enredo um romance delicioso de acompanhar. Junto a narrativa singela e muito bem escrita, “Encontrada” se transforma em uma história sublime, de amor mais açucarado, porém dosado na medida certa.

O desfecho foi uma surpresa. Com um final delicado, é difícil não se encantar ou se emocionar pelo modo como a autora pincela as últimas páginas. Contudo, levanto a bandeira do contra ao saber que haverá um terceiro livro – desta vez na visão de Ian. As vezes, prolongar uma história que já teve o seu fim mais do que merecido pode, uma hora, acabar decepcionando o público. Para mim, “Encontrada” finalizava com chave de ouro a história. A continuação prende do início ao fim, e conseguiu a façanha, inclusive, de superar o primeiro livro.

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Sobrevivente – Gregg Hurwitz

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- Ficha Técnica:

- Título Original: The Survivor

- N° de páginas: 367 páginas

- Sinopse: No parapeito de uma janela de banheiro no 11º andar do First Union Bank, Nate só tem mais um objetivo na vida: reunir a coragem necessária para saltar e acabar com os seus problemas. De repente, ele ouve tiros dentro do banco e, ao espiar o que está acontecendo, vê uma cena terrível: criminosos mascarados disparando cruelmente em qualquer um que se coloque em seu caminho. Enquanto sustenta o olhar de uma mulher agonizante, Nate toma uma decisão. Lançando mão de seu treinamento militar, ele consegue render e matar todo o grupo, exceto o seu líder. Antes de escapar, o homem deixa claro que ele se arrependerá de seu ato heroico. Ele está certo. Em poucos dias, Nate é sequestrado pela máfia ucraniana e recebe uma ameaça: precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. Do contrário, sua ex-mulher – pela qual ainda é apaixonado – e a filha adolescente, que não o reconhece mais como pai, serão brutalmente assassinadas. Enquanto o tempo corre de maneira implacável e o prazo de Nate se aproxima do fim, ele luta não só para salvar as duas da morte, mas também para recuperar sua confiança e seu amor.

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O Sobrevivente é um thriller de tirar o fôlego. Uma história sensacional, intensa, com uma característica interessante: já conhecemos o vilão. O autor capricha ao mergulhar a fundo no psicológico dos personagens com descrições de seus medos, seus receios e suas dores. Narrado em terceira pessoa, Nate é o protagonista desta história – um homem marcado por situações difíceis que o levam a uma atitude radical. Sem conseguir se livrar do trauma de ver seu melhor amigo morrer na sua frente, de perder o carinho da família, e de descobrir que estava com uma doença sem cura – esclerose lateral – Nate decide não mais continuar com a vida. Ele tenta se suicidar na janela de um banco, porém é interrompido por um assalto que ocorre no local.

Nate estava no lugar errado, na hora errada. Colocando em prática seu treinamento de ex-militar, ele consegue impedir o roubo. Entretanto, um dos homens sobrevive, o que parece ser o líder do bando, e promete vingança. Pouco tempo depois, Nate é sequestrado, e descobre que o que ocorreu naquela dia não era um simples roubo. Um dos mafiosos ucranianos mais perigosos, Pavlo, deixa claro que Nate precisa terminar o serviço, já que matou os homens que estavam destinados aquele objetivo. Se não entregasse o que estava no cofre, sua filha seria cortada ao meio e colocada num cubo de gelo.

Carregado de suspense, acompanhamos a trajetória de Nate para salvar a família. Há uma carga emocional acentuada, pois o autor traça todo o histórico do personagem desde o momento em que ele conheceu sua esposa até a etapa em que sua filha tinha poucos anos de vida. O modo como eles se amavam, a dor de se perder aos poucos no luto, a separação… em seguida, quando Nate precisa retornar a sua antiga casa e alertá-los do perigo, passamos novamente a presenciar seu sofrimento, dessa vez como um pai que precisa lidar com a rejeição da filha e de ver a ex-mulher nos braços de outro. Aliado a tensão psicológica, o autor leva seu personagem ao limite. Foi impossível ficar indiferente a tamanho sofrimento e garra de Nate. Um protagonista forte, adorável, que me fez sofrer junto a cada página. Me envolvi intensamente com sua luta e suas dores.

O fato de conhecermos o vilão é uma manobra ousada, mas que deu certo na história. Pavlo é uma figura intrigante, com um lado emocional perturbado. Frio, assassino – o pior do que há no submundo do crime, sua única humanidade é dedicada a própria filha. Ela é o elo de ligação para entendermos os mistérios envolvendo o roubo malsucedido no banco. Aos poucos as informações se encaixam de maneira clara, sem deixar o leitor no escuro por muito tempo. Quanto ao rumo da história, há momentos incertos que nos deixa grudada as páginas para saber dos acontecimentos finais.

O autor traz a tona perseguições e fugas dignas de um filme cheio de ação. Essa é, de fato, a proposta dele: dar ao leitor a percepção de acompanhar um enredo de um filme policial, envolvendo personagens sujeitos a amarem, a sentirem dor e medo. Há uma riqueza de detalhes quanto aos cenários e armas – porém nada que torne o livro maçante. O ritmo é rápido e a leitura é muito fluída, o que me fez devorar quase 400 páginas em dois dias. Devo dizer que o final, entretanto, me deixou dividida: arrebatador, porém sufocante. É difícil dar detalhes sem contar spoilers, mas fiquei muito mexida com o que encontrei nas últimas páginas do livro

O Sobrevivente foi, para mim, uma das melhores leitura deste ano. Um thriller emocionante, que me levou as lágrimas, ao riso e a tensão por acompanhar essa busca implacável de um homem que ultrapassa os próprios limites para salvar sua família. Uma história impactante que merece, sem dúvida, cinco estrelas. Mais do que recomendado para quem gosta de emoções fortes em um thriller maravilhoso.

Capa original:

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quarta-feira, 21 de maio de 2014

A Filha do Sangue – Anne Bishop

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Daughter of the Blood

- 432 páginas

- Sinopse: O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influencidade e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos, inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.

- Nota: image

Faz muito tempo desde a última vez em que li uma história de literatura de fantasia. Aproveitei um dos lançamentos da editora Saída de Emergência – uma vez que a sinopse de “A Filha do Sangue” se mostrou deveras interessante –, para tirar este atraso de quase seis anos sem tocar em algum título do gênero. Acho que não poderia ter escolhido livro melhor! “A Filha do Sangue” é uma história simplesmente encantadora que mergulha o leitor em um universo fantástico de esperança, sensualidade, magia e personagens magníficos.

Confesso que no começo fiquei perdida pela quantidade de termos e elementos que estruturam a história. A autora não introduz o leitor a este mundo particular, como se este já o conhecesse de antemão. Entretanto, em pouco tempo tomamos conhecimento de cada detalhe apresentado, e, a partir daí, a história é desmembrada em uma trama complexa porém extremamente cativante. Moldado a uma atmosfera depravada por ganância e luxúria, o enredo apresenta elementos densos como castração, abusos sexuais, tortura e pedofilia. Ao mesmo tempo, ao retratar a esperança, o amor e a amizade – além da premissa de um inquietante romance que, admito, me conquistou –, a narrativa rege em diversos momentos situações doces e jocosas. A Filha do Sangue fala, especialmente, da essência de um ser puro em meio ao mal e da esperança de um futuro melhor em vidas pra lá de sofríveis.

Explicar o enredo é uma tarefa complexa, pois a história é destrinchada em tantas facetas que eu não conseguiria passar nem a metade da grandiosidade desta obra. Em suma, trata-se da profecia sobre a vinda de uma poderosa Feiticeira cujo poder era maior do que qualquer outro. O que surpreende a muitos é que Jeanelle é uma garota de sete anos que mal sabe realizar a Arte básica, mas possui poder suficiente para destruir um reino. Caberá a Saetan  – o Senhor Supremo do Inferno –, e seu filho Deamon – um escravo forçado a prestar serviços sexuais –, a guiá-la e instruí-la corretamente para que tanto poder não seja manipulado pelas pessoas erradas. Saetan e Deamon – dois personagens cativantes e peculiares –, constroem uma relação de amor, fidelidade e amizade com a pequena garotinha. É uma relação paterna de broncas e preocupações, bem como uma relação de amor que, algumas vezes, salta para algo maior e mais delicado.

Anne Bishop insere um reino de magia de rainhas depravadas, ligações psíquicas e jóias que determinam o poder dado a uma pessoa em uma narrativa ágil e extremamente prazerosa. A história é contada em terceira pessoa alternando na maior parte do tempo entre Deamon e Saetan. Os sentimentos apresentados no texto conduzem o leitor ao encontro de personagens reais e intensos, que demonstram o lado bom e o ruim de suas personalidades. Daemon, por exemplo, é um personagem frio, sádico e sofrível pela sua condição, mas é tocante vê-lo desabrochar para um rapaz sorridente que, ao lado de Jeanelle, volta a ser um adolescente de novo. Caí de amores por ele!

Muitas vezes o tipo de narrativa presente proporciona ao leitor um tom poético, de uma sensibilidade única. Leiam “A Filha do Sangue” de mente aberta, preparados para uma história original e maravilhosa. Um enredo que foge da mesmice sem deixar de trabalhar temas já conhecidos. Não vejo a hora de ler a continuação! Com toda certeza “A Filha do Sangue” entrou para os melhores livros lidos deste ano.

Capa original:

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segunda-feira, 3 de março de 2014

Um Perfeito Cavalheiro – Julia Quinn

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- Ficha Técnica:

- Título Original: An Offer to a Gentleman

- 295 páginas

- Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

- Nota: image

Em Um Perfeito Cavalheiro, posso dizer que finalmente fiz as pazes com o texto da autora. Longe de Julia Quinn ser ruim, ela apenas tem um estilo que não me agradou tanto quanto eu imaginava. Nos primeiros dois livros, a autora permeia uma narrativa mais voltada a sátira dos costumes sociais da alta nobreza, trazendo situações embaraçosas e cômicas aos seus personagens. Embora esse tom jocoso seja agradável, eu sempre acabava sentindo falta de algo mais nas histórias dela.

Um Perfeito Cavalheiro, portanto, foi esse toque que faltava. A história é uma releitura do conto “Cinderela”, mas soube, ao mesmo tempo, trabalhar características que deram à história sua própria identidade. Um Perfeito Cavalheiro fala sobre Sophie e sua vida como bastarda na casa de seu pai. Relegada aos cuidados da criadagem, Sophie cresceu sem amigos e sem a atenção do dono da casa, mas tinha uma vida razoavelmente confortável. Até que, de repente, seu pai volta de uma viagem com uma madrasta e duas meninas que mudaria a vida de Sophie para sempre.

O pai de Sophie morre, deixando Araminta livre para praticar suas maldades com a menina que ela sempre odiara. Sophie passa, então, a ser uma empregada na casa onde mora – ou melhor, uma escrava, já que não recebia pagamento pelos incontáveis serviços que prestava à Araminta. Em uma noite, Sophie está costurando os vestidos que sua madrasta e as filhas desta usariam em um baile de máscaras dado pelos Bridgertons. A menina apenas sonha em silêncio em ir à um baile daqueles – ao menos uma vez na sua vida –, e seu pedido acaba sendo atendido por uma das empregadas. A filha bastarda do conde vai ao evento e, lá, encontra Benedict Bridgerton. Em uma noite perfeita – porém curta –, Sophie se apaixona pelo rapaz e leva a lembrança de uma noite perfeita durante dois anos, até que o reencontra em uma situação inesperada. Seria possível que ele se lembrasse dela?

A história transborda situações fofas e engraçadas. Desta vez, o obstáculo que os personagens precisam superar está na diferença de classe social entre eles - um argumento que rende ótimos momentos entre o casal. Benedict está sempre provocando-a e perseguindo-a na casa da mãe dele, onde Sophie trabalha como camareira. Já esta tenta lutar contra os próprios sentimentos, embora não resista, vez ou outra, ao charme e a simpatia – e, devo acrescentar, muita insistência –, do rapaz. Sophie não nega o que sente por Benedict, mas, ao mesmo tempo, mantém certa prudência devido a sua classe social. Aos poucos, a diferença entre eles é deixada de lado.

No melhor estilo conto de fadas, Um Perfeito Cavalheiro trouxe um enredo divertido, engraçado e muito romântico. A autora cede suas páginas para uma interação maior entre os personagens secundários – o que, talvez, tenha sido este o diferencial do livro. Victoria, a mãe de Benedict, é um dos grandes destaques da história, e uma figura alegre e encantadora. Aliás, toda a família Bridgerton está mais presente, promovendo as melhores passagens quando se reúnem. Em diversos momentos me peguei com aquele sorrisinho bobo no rosto, pois é impossível não cair de amores pelos diálogos descontraídos entre a família.

Um Perfeito Cavalheiro foi uma dos livros mais fofos que li em meses. Terminei a leitura com dó de fechar o livro, tamanho foi minha afinidade com a história. Julia Quinn não deixou de tecer sua crítica costumeira a algum aspecto dos costumes sociais da época – o que, neste caso, serial a diferença de classes sociais e as regras impostas a eles, mas, dessa vez, senti que o romance ganhou um destaque mais aprofundado. Benedict e Sophie formaram o melhor casal da série, sem sombra de dúvida. Adorei!

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Princesa Mecânica – Cassandra Clare

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Clockwork Princess

- 496 páginas

- Sinopse: Continuação de Príncipe mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.

- Nota: image

Quando pensei em ler a série Os Instrumentos Mortais, não estava preparada para encontrar uma trilogia que retratasse uma história tão intensa. O primeiro livro não me fisgou de início, mas resolvi que continuaria a série; com isso fui envolvida numa das melhores histórias do gênero Young Adult. Em Príncipe Mecânico, fiquei apaixonada pelo enredo recheado de fortes emoções em uma trama com um ritmo intenso, e um conflito envolvendo um triângulo amoroso com personagens encantadores e complexos. Agora, no terceiro livro da trilogia, Princesa Mecânica não somente trouxe os mesmos elementos que me conquistaram no segundo livro, como foi além e superou todas as minhas expectativas. Encantador, divertido, doce e muito triste, a história foi um verdeiro baque emocional.

O livro possui uma carga sentimental intensa. Princesa Mecânica é, sobretudo, uma história triste. Utilizando-se de um tom quase poético, o retrato da morte é um dos principais temas abordados sob a ótica da fantasia. Discussões sobre reencarnação, a passagem da alma e temas interligados foram bem trabalhados e inseridos no contexto da trama. A morte é um coadjuvante que conduz às emoções e os conflitos mais intensos de cada personagem. Will, por exemplo, é movido neste livro pela busca incessante de trazer à Jem, em seu leito de morte, a última vontade de seu parabatai. É arrebatador os sentimentos e a devoção que Will nutre pelo seu amigo e seu irmão – o que consiste na tal relação denominada – ; seu afeto e sua jornada por Jem conseguiram me levar às lágrimas diversas vezes. Há um momento na história onde é impossível não se emocionar com o sofrimento do personagem.

A saúde frágil de Jem permeia uma atmosfera melancólica. Não somente o personagem inspira compaixão, como os acontecimentos presentes na trama envolvem sentimentos de dor e perda. A história fala sim de esperança, de amizade no sentindo mais profundo, mas também de sacrifícios e sofrimentos. Princesa Mecânica misturou elementos que se encaixaram perfeitamente, sem que um se sobressaísse ao outro. O caráter e o aspecto emocional de cada personagem, a trama centrada, assim como as cenas de ação de tirar o fôlego – características estas presentes em todos os livros –, foram fundamentais para a construção de uma história impactante.

Os personagens são bem estruturados e cativantes. O triângulo amoroso – artifício esse do qual sou avessa –, foi um dos poucos que me conquistaram. Will e Jem são encantadores, sofríveis e apaixonantes. A relação entre eles com Tessa é algo muito especial. Mais do que um simples romance, a conexão dos personagens é tão intensa que o dilema comum envolvendo esses triângulos – que geralmente se resume a qual personagem a protagonista vai ficar -, é quase imperceptível na trama. A mera disputa romântica é deixada em segundo plano; o foco maior é a relação de afeto e companheirismo que nutrem um pelo outro. Porém, admito que, por mais que eu entenda a visão da autora, não posso dizer que tenha gostado do resultado final. Não que a história não garanta o final feliz, mas sim porquê a autora vai além dele. O pós-final feliz é doloroso. Triste, de apertar o coração e levar às lágrimas mais uma vez.

Cassandra Clare judiou de seus leitores nesse livro, mas concluiu a trilogia com chave de ouro. Chorei, me emocionei, ri e torci com os personagens. A minha dica é: leia e se emocione, pois é uma história marcante e um dos melhores Young Adults que li. Princesa Mecânica entra para a lista dos melhores deste ano.

Capa Original:

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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Na Ilha – Tracey Garvis Graves

image- Ficha Técnica:

- Título Original: On the Island

- 285 páginas

- Sinopse: Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.

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Uau! Desde que bati o olho na sinopse pressenti que “Na Ilha” traria uma ótima história. Dessa vez, não me decepcionei! Era difícil largar o livro, mas, ao mesmo tempo, ficava adiando a leitura, pois não queria que acabasse. O mote é clichê, contudo o texto é viciante – uma história que trabalha diferentes temas, como a luta pela sobrevivência e a força e a capacidade de se adaptar ao meio. Na Ilha também traz uma bela mensagem sobre o amor verdadeiro entre pessoas de idades distintas e as barreiras deste amor mediante aos julgamentos da sociedade.

A história começa quando Anna, uma professora de inglês, está prestes a embarcar em um voo com T.J. O rapaz tem dezesseis anos e se recupera de um câncer em remissão. A doença o deixou afastado do colégio e ele precisa retomar a matéria que perdeu durante seu tratamento, portanto, Anna lhe daria aulas durante o verão. Mas ao descobrir que o voo deles já estava lotado, Anna aceita de prontidão embarcar em outro avião – um que levaria apenas eles dois. O que nenhum dos dois esperava era que o piloto sofresse um ataque cardíaco e o avião caísse no mar.

A escrita da autora é muito gostosa. Narrado em primeira pessoa na visão de T.J e Anna, em capítulos alternados, “Na Ilha” passa ao leitor todos os tipos de sentimentos. O cenário e a atmosfera são perfeitos para acompanharmos não apenas a luta diária pela sobrevivência – a busca por comida, água e abrigo –, como também o limite psicológico de cada um deles e a convivência diária entre os dois. Até onde eles seriam capazes de aguentar? Os personagens buscam superar seus medos e encarar os perigos da ilha, mas não é tão fácil. Há poucos altos e muitos baixos; algumas passagens são angustiantes. Para mim, os momentos mais sofríveis foram os primeiros dias que os dois passam no local.

T.J e Anna foram personagens que me agradaram muito. Impossível não amá-los. Ficamos próximos aos dois por meio de seus relatos diários, suas inseguranças, as dificuldades e os momentos em que a esperança de um dia serem resgatados parece se esvair – um texto narrado  de forma surpreedentemente leve. Além disso, não pensem que todo o enredo baseia-se apenas no drama de sobreviver dia-a-dia na ilha. Os dois amadurecem muito e a convivência diária transforma dois estranhos de idades bem distintas – T.J com dezesseis anos e Anna com trinta –, em um casal apaixonado que busca o conforto nos braços um do outro. Um romance doce, construído em meio ao forte laço de dependência que criam entre si. Há cenas mais ousadas para os que gostam – como eu –, e o apoio mútuo é um dos aspectos mais gostosos de acompanhar nesse romance.

Os personagens, contudo, descobrem que teriam que superar mais do que apenas os desafios de uma ilha. Não quero entrar em muitos detalhes para evitar spoilers, mas uma parte do livro diz respeito aos desafios de um romance com diferenças de idade gritantes – um contexto envolvendo o olhar crítico da sociedade, as piadinhas e as dificuldades de se encaixar no ambiente pertencente a cada idade. Para o leitor que possa achar duvidoso a consistência desse romance, pode ficar tranquilo. A autora conseguiu passar em T.J a essência de um jovem que precisou amadurecer rápido. O personagem traz um jeito adolescente de início, mas sempre muito maduro. Ele é amável, apaixonante e decidido, um rapaz que torna-se um homem gradativamente ao longo do romance. Anna felizmente não é muito diferente, a personagem é forte, é sonhadora e lutadora – é muito fácil se apegar aos dois.

Eu amei o final e fiquei tocada pelo jeito como a autora terminou. Lindo, emocionante, Tracey Garvis Graves me conquistou com um texto singelo e despretensioso, onde o menos transformou-se em muito, muito mais. Um texto agridoce e leve; uma delícia de leitura que entrou para os melhores deste ano. Amei cada página.

Capa Original:

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