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terça-feira, 14 de julho de 2015

Entre a vingança e o desejo – Joanna Fulford

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- Ficha Técnica:
- Título Original: Defiant in the Viking’s Bed
- N° de páginas: 284
- Editora: Harlequin
- Sinopse: Capturado pelo inimigo e acorrentado como um animal, o viking Leif Egilsson tem apenas um pensamento: vingança. Ele não será mais enfeitiçado pela beleza ardilosa de lady Astrid. Após a fuga, Leif decide fazê-la pagar pela traição e usará todas as armas para possuir o que mais anseia: a inocência de Astrid. Contudo, ela tem o coração de uma guerreira, e não será domada tão facilmente quanto Leif acredita...

A priori, focado numa relação de vingança, “Entre a Vingança e o Desejo”, de Joanna Fulford, é um romance medieval cujo período histórico se concentra na época das invasões vikings, no reinado do rei Halfdan. Publicado originalmente em 2013, apresentando um enredo de cordialidades vazias de inimigos e planos de fuga forjados no calor do primeiro encontro, a história tece um ritmo forte e bem escrito, tornando a leitura irresistível para qualquer apaixonado por romances medievais.

Depois de resgatar a prometida do rei, Leif está certo de que o seu destino é somente o campo de batalha. Contudo, não esperava conhecer lady Astrid, criada e amiga próxima da futura rainha. A jovem mulher tomou seus pensamento no instante em que Leif a conheceu, e não há como tirá-la da cabeça. Assim, na noite anterior a sua partida, Leif lhe faz uma proposta: que ela abandonasse seu lar e a companhia de um tio cruel, e fosse viver com ele. Contudo, Leif deixa claro que o acordo não incluía casamento.

Dividida, Astrid leva um tempo para tomar sua decisão. Mas quando sua escolha é feita, o inesperado acontece: Astrid e Laif sofrem uma emboscada, tornando Laif prisioneiro do tio dela. Tratado pior do que um escravo, acorrentado junto aos cães como um animal, o guerreiro é levado a crer que Astrid fazia parte deste plano. Logo, ele jura vingança a todos, mas principalmente a mulher que o iludiu com promessas sedutoras. Ao planejar sua fuga, Leif decide levar Astrid consigo, fazendo-a pagar cada uma das humilhações infligidas a ele, assim como aconteceria com os demais.

“Entre a vingança e o desejo” é um romance doce e terno, muito bem construído, que se agarra numa relação de paixão disfarçada no véu da vingança. Não há nada de tirano em Leif que desse ao enredo uma característica mais “crua”. Contudo, com o orgulho ferido, o poderoso guerreiro consegue atormentar a vida de Astrid, transformando-a em uma escrava em seu castelo. Mas Astrid é uma mulher forte, decidida e apaixonada; inteligente, ela consegue se infiltrar pouco a pouco no rancor de Leif.  Ao se dar conta do julgamento errôneo, Leif passa a enxergar uma mulher inocente, tão vítima de Einar quanto ele fora um dia. Assim, o romance gradativo torna-se mais forte, repleto de nuances.

De certo a história possui um ritmo muito gostoso. Diálogos rápidos, sem a interferência de pausas para intercalar ações, pode, de início, dar ao texto um tom mais amador e apressado, porém Joanna Fulford demonstra total habilidade para contar uma história de romance com ares vikings. Recorrendo a alguns clichês deliciosos, “Entre o desejo e a vingança” se destaca entre tantas outras histórias – se não pelo ritmo dos diálogos, então por todo o resto. E, convenhamos, histórias assim são sempre bem-vindas.

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- Capa original:

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Coração Bárbaro – Michelle Styles

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-Ficha Técnica:
-Título Original: Taken by the viking
-N° de páginas: 284
-Editora: Harlequin
-Sinopse: Eles haviam dito que vieram em paz, mas logo Lindis farne estava em chamas. Annis de Birdoswald tentou fugir, porém não conseguiu escapar dos guerreiros do Norte. Haakon Haroldson, o viking sombrio e arrogante, sequestrou-a e a afastou de tudo o que ela amava. Agora, Annis precisa escolher entre continuar uma prisioneira ou viver uma vida de prazer ao lado desse poderoso invasor.
-Nota: 3 estrelas

Coração Bárbaro, de Michelle Styles, foi publicado originalmente em 2007 no exterior. Aqui no Brasil, o romance medieval de mote Viking foi lançado mês passado pela Harlequin Brasil. Dada a descrição do enredo, a percepção inicial é que a história fosse envolta por personagens de índoles mais cruéis, cujo contexto histórico, mais bárbaro, apresentasse grande influência no comportamento dos personagens Contudo, “Coração Bárbaro” é uma história leve, que dita um ritmo agradável, sem muitas reviravoltas.

Embora os personagens sejam todos fictícios, o início da história é baseada em fatos reais, pautado pelas pesquisas da autora. Quando Annis presencia a morte de seu tio, sabe que deve se esconder do ataque súbito dos vikings, ou seria morta em pouco tempo. Seu esconderijo, contudo, logo é atacado por um inimigo enloquecido pela sede de sangue, mas outro viking consegue interfirir a tempo. Haakon Haroldson é o líder do grupo, e possui uma dívida de gratidão com Annis. Por isso, ele a leva para um local seguro, longe de todo o frenesi do ataque.

Pouco tempo depois, Annis acaba sendo capturada por um dos companheiros de Haakon. Não resta outra opção a ele, como jarl, senão levá-la como prisioneira. A vida que Annis conhecia é deixada para trás: Annis viaja para a terra Viking, e é colocada para ajudar outras mulheres na cozinha. Enquanto seu resgate não fosse pago, a prisioneira serviria aos vikings e aprenderia sobre os costumes deles. Ela só não esperava que durante este tempo, fosse se envolver cada vez mais com Haakon, de uma forma muito, muito perigosa. Agora, Annis teria a difícil tarefa entre escolher quem ela um dia fora, para quem um dia ela gostaria de ser.

Dotado de um toque mais suave, “Coração Bárbaro” é a antítese certa de seu título. Ao invés dos conflitos esperados entre os personagens, Annis e Haakon são, na verdade, duas figuras que apresentam um romance mais apático, porém interessante. Não diria que ambos fazem parte daquele típico enredo “água com açucar”, mas de um romance mais discreto, moldado a passos mais lentos. Em alguns momentos, de certo, o leitor mais ávido sentirá falta de uma interação maior. Talvez, se Annis fosse mais impetuosa, a história teria alavancado em um enredo expecional. Contudo, as diferentes posições entre Haakon e Annis, assim como o fato de Annis ser uma prisioneira, fazem com que ambos se mantenham mais distantes durante a história.

“Coração Bárbaro” também possui seus lados positivos, e mostra a contrução de um romance doce e singelo. O livro aprensenta personagens interessante, amigos de Haakoon, que darão segmento individual a trama. Este mês, a Harlequin Brasil lançarará “Força Invasora”, que conta a história de Viking. Já “Coração Bárbaro” pode não ser tudo que eu esperava, mas, de certo, é uma história boa de se ler, com o bom e velho toque de ares vikings, como a tempos eu queria.

Capa original:

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domingo, 19 de abril de 2015

A Rainha Normanda – Patrícia Bracewell

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- Ficha Técnica:
- Título original:
Shadow on the crown
- N° de páginas: 392
- Editora: Arqueiro
- Sinopse: Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.

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A Rainha Normanda, de Patrícia Bracewell, traz ao leitor uma trama ambientada no ano de 1002, narrando a história de Emma, uma jovem normanda que se vê em meio a um embate político delicado. Baseado nas Crônicas Anglo-saxã, “A Rainha Normanda” é um desses livros envolventes que retrata, mesclando ficção e realidade, os acontecimentos de figuras importantes de um período histórico.

Aos quinze anos de idade, Emma nunca imaginou que acabaria tomando o lugar da irmã para se casar com Æthelred II, o rei da Inglaterra. O que era para ser um acontecimento importante em sua vida, torna-se seu pior martírio: a nova rainha precisará enfrentar inimigos na corte – incluindo a amante de seu marido. Além disso, será necessário conquistar a confiança dos filhos de Æthelred II, que não hesitam em demonstrar o rancor que sentem por ela. O rei, por sua vez, é um marido bruto que não confia nela.

Emma lutará com todas as suas armas para driblar os perigos de sua nova vida, mas uma paixão inesperada colocará em risco sua posição como rainha: Athelstan, o filho de Æthelred II, é um rapaz atraente e atencioso. O que começa como uma aproximação com intenções de se embrenhar nos planos de Emma, termina em uma paixão que nenhum dos dois conseguirá resistir. Entretanto, resta o dilema: Emma colocará sua posição como rainha em risco, por conta de um amor proibido?

Em “A Rainha Normanda”, as intrigas políticas no castelo tecem uma trama repleta de incertezas.  A influência da corte e as pessoas a sua voltam exercem um peso sobre o modo de vida de Emma, e logo a jovem pueril – usada como peão entre o irmão e o marido – amadurece, cedendo espaço para uma mulher forte e determinada, que entrará na disputa pelo poder. Entretanto, o romance com o filho de Æthelred II abala suas estruturas.

O caminho de Emma é decidido somente nos momentos finais da trama. Assim, acompanhamos seu conturbado relacionamento com o rei, com a corte e com os filhos de Æthelred II. Emma também enfrenta um sequestro político que a aproxima de Athelstan, deixando sua situação ainda mais complicada. A rainha, entretanto, reluta em aceitar a paixão que nutre pelo filho do rei, e lutará com afinco para afastar esse sentimento.

Apesar do romance ser um forte atrativo, a relação entre os dois parece pouco explorada. Encontros breves, flertes com olhares mais ousados, mas nada que nos dê o vislumbre de uma paixão forte – pelo contrário. No primeiro empecilho após se envolver com Athelstan, Emma usa da sensatez e não se deixa levar pelo atraente e gentil filho do rei. Assim, sua paixão parece tão passageira quanto um piscar de olhos.

De qualquer modo, “A Rainha Normanda” é uma história envolvente,  retratando personagens bem construídos em uma trama tensa, apoiada em dados reais de uma pesquisa minuciosa feita pela autora. Patrícia Bracewell tem uma escrita envolvente, fluída, o que nos faz virar páginas e mais páginas em poucas horas. Como a própria autora escreve no final do livro, ainda há muito o que contar sobre a história da rainha da Inglaterra. Acredito, portanto, que a continuação, ainda sem data para publicação no Brasil, nos dará o gostinho de uma reviravolta interessante na história – tanto política quanto romântica. Resta a nós aguardarmos ansiosos por isso.

Capa original:

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sábado, 1 de novembro de 2014

VIII – H. M. Castor

image - Ficha técnica:

- Título original: VIII

- N° de páginas: 377 páginas

- Sinopse: No início do século XVI, o gracioso príncipe Henrique VIII, ainda um carismático adolescente, chega à Torre de Londres. Na época, ninguém imaginaria que o príncipe mais belo da Europa morreria obeso, deformado e com uma reputação de barba-azul. O que teria causado tão brutal transformação? A resposta parece estar em seu tempo entre as paredes de pedra, onde antigos crimes e fantasmas rodeiam o jovem aristocrata. Lá ele será testado...

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VIII, da autora H. M. Castor, conta a história de vida de Henrique VIII, desde sua infância até os últimos dias de sua vida. A falta de carinho do pai, a relação fria com as esposas, suas ambições e fracassos – tudo é descrito através do olhar narcisista de Henrique, em uma história envolvente que nos transporta para outro tempo.

Graças a uma profecia ouvida durante a infância, Henrique VIII cresce acreditando que um dia será rei. Durante a adolescência, seu irmão mais velho morre, deixando-lhe a sucessão ao trono. A desgosto de seu pai, que sempre considerara Henrique um peso morto em sua vida, o rapaz começa então a se preparar para o cargo que um dia ocuparia. Mas as aulas enfadonhas de contabilidade e as conversas sobre impostos e contas não era o que Henrique tinha em mente para a posição de um rei. Para ele, subir ao trono significava a glória de criar herdeiros para garantir a linhagem real, além de invadir territórios e de participar de justas.

Narrado em primeira pessoa, a escrita rica e minuciosa da mente de uma dos reis mais famosos da história é um deletei para os apaixonados pelo período medieval. Os conflitos de sua mente, bem como as situações externas que o cercam, são retratadas a partir do ponto de vista de Henrique VIII. Acompanhamos um personagem egocêntrico, moldado pelo descaso de um pai que sempre o considerou como um estorvo – “o filho reserva”, caso algo acontecesse com Arthur. Henrique VIII aprendeu, desde a infância, a se desprender de sentimentos, e seu pai foi a primeira pessoa a quem ele dirigiu seu rancor.

No livro, Henrique passou a vida com dois propósito em mente: ter herdeiros e ser o maior rei que a história já viu. Em relação ao primeiro, sua vida foi marcada pelo martírio de casar-se com mulheres que não conseguiam conceber ou que lhe davam filhas mulheres; situação esta que, na época, era considerado o mesmo que nada. Quanto ao segundo caso, Henrique VIII passou quase toda uma vida de fracassos, com raras exceções.  De jovem ambicioso, decidido a ser um bom rei ao seu povo, Henrique VIII torna-se um homem frio, enfermo, obcecado e atormentado por passar anos fracassando em seus objetivos.

Mesclando ficção com fatos históricos, VIII é uma leitura com ritmo acelerado e cheio de pulos no tempo; o que parece atropelar um pouco a história em algumas cenas. Reviver Henrique VIII, entrar em sua mente e explorar os caminhos que o levaram a sua decadência física e mental, não é a tarefa mais fácil. Entretanto, H. M. Castor nos brindou com uma trama sedutora, repleta de bons elementos. Apesar do tema, VIII é uma história leve por não explorar situações mais violentas, como cenas de batalhas ou decapitações mencionadas superficialmente ao longo da história. Não vejo como um ponto negativo, uma vez que a ausência destas cenas não comprometem a qualidade do livro. Foi, de fato, uma leitura fácil de devorar em poucos dias.

Capa original:

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sábado, 9 de agosto de 2014

Coração Conquistado – Kris Kennedy

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- Título Original: The Conqueror

- Sinopse: Quando o país é assolado por uma sangrenta guerra civil, e a propriedade e os bens da família de Griffyn Sauvage são usurpados, o coração dele endurece com a dor da traição e o desejo de vingança. Griffyn será capaz de qualquer extremo para vingar-se, até mesmo formar uma aliança com seu mais odiado inimigo, casando-se com a filha dele, lady Guinevere de l'Ami. Porém, quando pousa os olhos em Gwyn, Griffyn fica completamente desarmado... À medida que a guerra avança, Gwyn se vê sozinha para lutar contra os inimigos que querem dominar as terras de seus ancestrais. Quando Griffyn surge em seu socorro, ela fica grata pelo fato de o valente e misterioso cavaleiro ter arriscado a própria vida para proteger a sua. A cada dia que passa, Gwyn se sente mais atraída por ele, mesmo pressentindo que Griffyn esconde dela um segredo sombrio. E quando outro perigoso inimigo fecha o cerco sobre ambos, a confiança e o amor de Griffyn e Gwyn um pelo outro são submetidos à mais dura das provas...

- Nota: clip_image004

Coração conquistado, da autora Kris Kennedy, é um romance medieval que se passa em 1153, na época de uma terrível guerra civil inglesa em que Henrique tenta subir ao trono e tirar Estevão do poder. Um enredo cujo contexto histórico é mais acentuado do que o leitor de romance de banca está acostumado a encontrar neste gênero. Há intrigas, lutas, favores em nome da honra, traições e um antigo mistério a respeito de um tesouro secreto. Ainda assim, nenhum desses elementos são trabalhados de forma densa, e a autora soube equilibrar os fatos históricos em meio ao romance, sem que um se sobrepusesse ao outro.

Griffyng e Gwyn estão em lados opostos da guerra. Enquanto este luta para apoiar a causa de Henrique, Gwyn tenta manter sua lealdade a Estevão, mesmo que a regência e a queda deste mostre efeitos desfavoráveis ao cenário civil da época. Porém, antes de travarem um embate pelas opiniões contrárias, os dois se conhecerão mediante a um momento delicado, quando Gwyn está fugindo de um casamento forçado as pressas por um dos homens do rei. Sem saber muito sobre a mulher que se embrenhou sozinha na floresta, e que tentou enfrentar os vassalos de Marcus, Griffyng entra em defesa da jovem e a livra temporariamente do casamento.

Aos poucos, quando uma jornada em comum os une, Griffyng e Gwyn vão se conhecendo melhor. A atração se tece vagarosamente, com diálogos descontraídos, pincelados com toques de sedução. Os dois formam um casal gostoso de acompanhar, mesmo quando o embate político e o passado - onde os pais de ambos tinham contas pendentes que deixaram aos filhos –, interfere no relacionamento deles. Uma informação equivocada e o cenário da guerra faz com que se afastem um do outro pouco tempo depois. Griffyng volta após um ano, exigindo o que é seu por direito – conquistar novamente suas terras e se casar com Gwyn, a mulher que ele acredita que o traiu.

Coração conquistado é uma história gostosinha de se ler, que apresenta vários desdobramentos na trama. Há uma gama de sentimentos variados, especialmente quando voltamos nossos olhos para Griffyng. O personagem reside na ânsia de retomar o lar que lhe fora tirado ainda na infância.  Porém, para que isso aconteça, Griffyng busca sempre o caminho da paz – especialmente por ainda ter fortes sentimentos em relação a Gwyn. Ao invés de lutarem um contra o outro, Griffyng e Gwyn passam a maior parte da história tentando encontrar um denominador comum para que a convivência seja pacífica. Com isso, nos deparamos com um romance doce e diálogos, em geral, ternos.

Gwyn é uma mulher marcada por uma tragédia em sua família. Ela é astuta e se entrega sem ressalvas ao romance, mas quando a honra interfere no seu relacionamento, Gwyn se mostra muito precipitada e ingênua. Vários acontecimentos ruins se desdobram por atitudes impensadas que a protagonista toma ao longo da história. Achei, até, que tudo foi perdoado fácil demais, embora tampouco tire o mérito dos diálogos finais para justificar a redenção da personagem perante seus atos.

Coração conquistado foi uma ótima leitura. Gostoso, leve e cheio de emoções. Bate até saudade da época em que encontrávamos livros dessa editora na banca mais próxima.

Capa original:

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quinta-feira, 27 de março de 2014

A Marca da Paixão – Sophia James

image- Ficha Técnica:

- Título original: Lady with de Devil’s Scar

- 252 páginas

- Sinopse: Marcada pela batalha, Lady Isobel Dalceann lutou ferozmente para defender sua fortaleza, colocando em risco a própria vida. Por que, então, permitiu que um estranho ultrapassasse suas muralhas? Embora configura uma ameaça, as cicatrizes de guerra no corpo de Marc de Courtenay também refletem as dela, fazendo com que Isobel sinta-se inclinada a depositar sua confiança em um mercenário solitário. E ele está cada vez mais atraído pela machucada, porém linda, Isobel. Mas agora ela treme ser traída, uma vez que Marc conhece todos os segredos de sua fortificação. O que acontecerá quando Isobel descobrir quem ele é de fato?

- Nota: clip_image004

A Marca da Paixão é meu livro de estreia com a autora. Sua história é um encanto que proporciona ao leitor uma atmosfera de certa incerteza quanto ao destino dos personagens. Estes são bem construídos e cativam pelas características mais fortes – personagens guerreiros, perspicazes e sem melindres, que lutam tanto pelo romance – sem ressalvas de expor seus sentimentos –,  quanto pela sobrevivência em meio a situação que os cercam. Comecei o livro sem muitas expectativas, porém me surpreendi positivamente por um texto dinâmico e uma história maravilhosa, da qual não consegui largar. A Marca da Paixão possui tudo que eu mais gosto dentro de um romance.

Isobel luta para salvar suas terras do poder de David, o rei da Escócia. Mal sabia ela que, em uma noite, salvaria um dos homens de David, Marc de Courtenay. O Lobo da Borgonha, como é conhecido por suas terríveis batalhas, se encanta pela jovem que o resgatou da terrível tempestade. Embora Isobel seja arisca e tratasse ele e seu amigo ferido como prisioneiros, Marc não conseguia pensar em outra coisa senão na beleza de Isobel. Mesmo a cicatriz no rosto dela não fora o suficiente para afastar o desejo que sentia. Em uma manhã, quando ele é levado para longe das terras dela – pois muitos naquele castelo desconfiavam que ele poderia ser um espião –, Marc e Isobel se despedem de um modo que nenhum dos dois se esquecerão.

Meses mais tarde, Marc volta ao castelo, porém agora está prestes a tomar a fortaleza em nome do rei David. Isobel jura jamais perdoá-lo pela traição, embora a animosidade dure pouco. Ela não consegue esquecer seus sentimentos pelo rapaz e o modo como Marc a protege dos demais guerreiros é um bálsamo para sua alma. Ele, por outro lado, tampouco consegue deixar de lado a ideia de vê-la ferida em meio a guerra – e luta, portanto, pelo destino dela na corte de Edimburgo. Em meio a estratégia que os dois traçam, Marc e Isobel farão de tudo para ela sobreviva – ainda que, talvez, eles tivessem que renegar o amor um pelo outro.

Que livro adorável! A luta pelo amor e um romance sem reservas permeiam o texto com cenas sensuais e elegantes. Por mais que eu goste das desavenças entre o casal – desde que, claro, não seja exagerado -, aqui não encontramos um mote deste tipo. Há certa mágoa presente pela traição – o que por vezes gera discussões entre os dois –, porém nada que seja cansativo. O romance é o foco, e os dois não tem medo de mostrar, logo nas primeiras páginas, o amor que sentem um pelo outro. Portanto, ao invés de torcer para que o casal se acerte e resolva seus próprios dilemas pessoais, o leitor acompanha, logo nas primeiras páginas, um romance sensual e um tanto sofrível, e torcerá para que os dois consigam ficar juntos mediante aos problemas externos.

Os personagens demonstram força e uma personalidade adorável. Isobel é guerreira e não hesita em que conseguir o que quer – seja pela luta de suas terras como para conquistar e seduzir o guerreiro. Ao mesmo tempo, a personagem é esperta e se submete à um plano de Marc para que ela pudesse se salvar da execução. Já ele é um homem que jamais pensou em se casar, porém se vê envolvido e enfeitiçado pela beleza de Isobel. O modo como ele age, protegendo-a com cautela, é fofo e cativante. Um personagem marcado pela linhagem bastarda, que sofre por isso ao pensar que sua falta de título o impediria de se oferecer para casar com a moça. E, ao mesmo tempo em que precisar resolver este dilema, Marc também lida com ciladas na corte que colocam em rico a vida dele e de Isobel.

Nas últimas páginas a autora insere um pouco de ação em que, por um momento, cheguei a pensar que o livro terminaria em aberto. Porém a história finaliza de forma satisfatória. A Marca da Paixão traz um enredo de sedução e luta em meio ao cenário de guerras e estratégias. De uma sensualidade fina e muito bem construída, o livro prende pelo amor devoto entre o casal e seu empenho de ficarem juntos. Adorei cada página e com certeza lerei outras obras da autora.

Capa Original:

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Insígnia de Claymor – Josiane Veiga

image- Ficha Técnica:

- Sinopse: A Insígnia de Claymor Europa, Idade Média Jehanie Claymor é uma jovem Lady que cresceu protegida pelo amor incestuoso do irmão Alexei. Sem conhecer os perigos e maldades da época, ela foi mimada e amada ao extremo. Mas, em uma viagem em que abandona o castelo de seu pai para ir de encontro ao seu noivo Garreth, vê todas as suas ilusões românticas chegando ao fim. Sir Daniel Trent só busca vingança. Sua irmã mais jovem foi seduzida pelo cavaleiro Alexei Claymor, e abandonada por ele após engravidar. Sem esperança, a jovem matou-se, deixando Trent com a incumbência de limpar sua honra. No entanto, seu destino muda completamente ao encontrar uma jovem que perdeu a memória. ...E assim, sem saber, ele acaba se apaixonando pela irmã de seu maior inimigo...

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A Insígnia de Claymor é uma história medieval que vinha cobiçando há um tempinho. Josiane Veiga é uma autora brasileira e já ouvi inúmeros elogios sobre seus livros; portanto, minhas expectativas eram bem altas. Felizmente, o resultado foi positivo. Com um enredo bem construído e uma narrativa ágil, me encantei logo no prólogo com a pretensão da autora em abordar uma proposta polêmica e, devo dizer, muito bem apresentada. A Insígnia de Claymor compõe um retrato de diferentes tipos de amor – desde o mais ousado, como o amor de Alexei, o futuro Duque de Claymor, pela sua irmã mais nova –, àqueles que são vistos como amor a primeira vista e a paixão nutrida de um relacionamento sob o véu da vingança. Adorei cada um deles em diferentes proporções.

Alexei é um homem com atrativos irresistíveis. Dotado de uma veia debochada e indiferente aos tabus impostos pela sociedade, o personagem se revela doce e um tanto quanto obsessivo a respeito de sua irmã. O relacionamento entre os dois não ultrapassou, ao meu ver, qualquer limite do absurdo – até porque tudo é muito doce e singelo entre eles. Alexei quase sempre desempenha o papel de mero irmão mais velho protetor, e seu afeto é por demasiado delicado e respeitoso. Embora o prólogo seja atrevido, confesso, não consegui achar doentio a afeição que ele nutre pela irmã, mas sim o contrário. Sou daquelas que ficará na torcida para que Jehanine corresponda aos sentimentos do rapaz.

Na história, Jehanie nunca se interessou por qualquer homem até conhecer Garreth em um baile. O relacionamento instantâneo e abrupto – descrito como amor à primeira vista –, desperta em Alexei um sentimento louco de ciúmes. O irmão então planeja, em segredo, a morte de Garreth, mas as coisas não saem como ele espera. Antes que pudesse resolver o seu problema, Alexei e Jehanie viajam até a Inglaterra, e é neste trajeto que sua irmã é raptada em uma emboscada. O rapaz, inconformado, move céus e terra para encontrar a mulher que ama. Neste meio tempo, Jehanie consegue escapar, mas perde a memória e é resgatada por uma comitiva liderada por Daniel – um rapaz que deseja se vingar de Alexei. Daniel acaba detestando Jehanie logo de cara, mas a antipatia certa se transforma em amor.

Em meio a um cenário pitoresco de tabus quebrados e paradigmas religiosos que são questionados ao longo da história – este último reservado à Adam, o maravilhoso “padre ateu” – Josiane Veiga tece um enredo que reúne componentes para uma trama sólida e deliciosa de ler. A personagem Jehanie se encarrega de trazer ao texto os momentos mais doces e divertidos da história. De um carisma fofo e de um jeito inocente, Jehanie encanta pela alma quase pueril que demonstra ter quando perde a memória – cenas que permeiam um tom jocoso, mas sem forçar a barra. Em especial, devo dizer que adorei cada momento entre ela e Daniel, além de, claro, as cenas com um adorável porquinho de estimação.

Já os demais personagens são repletos de nuances e, em cada um, encontrei características que amei e odiei ao longo da história. Daniel é movido pela vingança, o que o torna do mocinho cativante ao vilão desprezível em uma determinada cena. Richard é uma graça, já Alexei traz uma áurea de perigo e uma personalidade ambígua e perigosa. Doce com sua irmã, atrevido e socialmente desejado por qualquer dama, quando tirado de suas mãos seu bem mais precioso – a irmã –, transforma-se em um vilão sem escrúpulos, que não hesita em matar e torturar para alcançar seu objetivo. Neste triângulo amoroso fico dividida, pois são dois personagens atraentes – porém um lado meu torceu por Alexei, o que me faz desejar que haja, mais para frente, algum tipo de transformação no personagem por meio do amor. Sim, é clichê, mas acredito que a redenção seria uma abordagem interessante.

Há alguns pormenores incômodos que tive durante a leitura. Alguns errinhos e expressões equivocadas que encontrei ao longo das páginas, mas, neste aspecto, não foi nada que tirasse a qualidade da construção do enredo. Entretanto, achei que a história demorou muito para tomar um rumo certo. No começo, por exemplo, a autora explorou em demasia um personagem que, mais para frente, tornou-se praticamente um figurante. Na minha visão, entendi, quase até a metade do livro, que Garreth teria um papel grandioso como mais um integrante a disputar o amor de Jehanine, mas depois de um tempo o personagem ficou reduzido a um coadjuvante inserido na promessa de um romance paralelo. Fiquei com a sensação de que o começo estava bem confuso e a autora não sabia exatamente qual caminho tomar. Felizmente, mais para frente o ritmo melhora e o enredo toma uma direção certa.

Apesar de abordar o romance incestuoso, senti falta de uma interação maior entre Alexei e Jehanie. Ao mesmo tempo, não posso deixar de mencionar que as lembranças da personagem – todas envolvendo o seu irmão –, foram muitos fofas. A Insígnia de Claymor é uma história atraente, cheia de facetas e polêmicas que foram exploradas de forma satisfatória. A narrativa é ótima e, no final, terminei na vontade de ter uma continuação em mãos. Adorei!

 

Obs.: Após minha resenha, a autora me explicou sobre a continuação. Para quem leu a história e quiser saber mais informações, clique Aqui.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

In Bed With a Highlander – Maya Banks

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Ewan McCabe, o mais velho, é um guerreiro determinado a eliminar seu inimigo. Agora, com a hora da batalha se aproximando, seus homens estão prontos e Ewan está certo de que tomará de volta o que é seu – até que uma tentação de olhos azuis e cabelos negros é jogada sobre ele. Mairin pode ser a salvação do clã de Ewan, mas para um homem que sonha apenas com vingança, assuntos do coração são um território estranho a ser conquistado. Embora seja filha ilegítima do rei, Mairin possui uma propriedade muito desejada o que a transforma em um peão – e desconfiada do amor. Seu pior medo se torna realidade quando ela é resgatada de um perigo apenas para se ver forçada a se casar com seu carismático e exigente salvador, Ewan McCabe. Mas a atração que sente por seu poderoso marido, a faz desejar o surpreendentemente terno toque dele; seu corpo se torna vivo sob a sua sensual maestria. E, enquanto a guerra se aproxima, a força, espírito e paixão de Mairin desafiam Ewan a conquistar seus demônios – e a abraçar um amor que significa mais do que vingança e terras.

* tradução livre. Fonte: Skoob

- Nota: clip_image004

Este é o primeiro livro da série McCabe. Acabei lendo fora de ordem, mas a autora introduz tão bem a história geral em cada um dos livros que não me senti confusa. Tudo é muito claro desde o início, e após ler o segundo e o terceiro livro, fui atrás da história de Ewan, o irmão mais velho e laird do clã McCabe. Você pode ler as resenhas dos outros livros clicando aqui e aqui.

Logo na primeira página o leitor é apresentado a Mairin de uma maneira mais dinâmica. Mairin mora em um convento, mas seu santuário é atacado por homens de Cameron. Eles estão em busca dela e o homem por trás da invasão deixa claro que não hesitaria em torturar cada uma das freiras até que Mairin fosse encontrada. Com o senso de justiça batendo de frente com seu medo, ela se entrega aos homens de Cameron e eles partem em direção ao castelo dela. Porém, no meio do caminho o grupo se depara com um garoto que estava tentando roubar um dos cavalos, mas ele também é pego. É assim que nasce uma forte amizade entre Crispen, o filho de Ewan, com Mairin, e os dois se apoiam um no outro para tentar sobreviver à captura dos homens de Cameron. 

Mairin é levada até ele, que pretende desposá-la. Há um motivo para que Cameron queira um casamento apressado, porém, Mairin se nega no último instante. Cameron, irritado, após espancá-la, deixa-a trancada em um dos quartos do castelo, e é a noite, quando todos estão dormindo, que uma das empregadas lhe ajuda a escapar. Crispen alega que seu pai lhe daria proteção e Mairin o leva até as terras McCabe, contando com isso.

No começo o meu lado chato apitou para Mairin. Não tanto pelas suas ações, pois acompanhá-la na luta contra Cameron fez com que eu continuasse com a leitura –, mas pelos seus pensamentos bobos e diálogos sem consistência antes do casamento com Ewan. Tudo, claro, é uma questão de gosto, mas sou um pouco avessa a personagens sonsas. Aqui, tive a impressão que por meio de Mairin a autora tentou alcançar um tom humorístico, mas não consegui gostar. Visto que me apaixonei com os dois livros seguintes da série, fiquei receosa de que a autora tivesse feito o caminho inverso ao de personagens bem trabalhados e inteligentes.

Mas felizmente, não foi o caso e eu mordi a língua. Até certo ponto é plausível tamanha ingenuidade, uma vez que Mairin passou quase toda sua vida em um convento. Porém, aos poucos, a personagem evolui. Observamos ela passar de menina ingênua a uma mulher madura, castelã, guerreira e sedutora ao lado do principal homem do clã McCabe. Ela consegue o carinho de todos os temíveis guerreiros Highlander, e a forma como a autora retrata a família dentro de um clã é lindo. Além do deleite de acompanhar cenas românticas entre o casal, a amizade que ela possui com o filho de Ewan é um dos pontos mais fofos da história.

Em termos de pano de fundo, de todos foi o que eu mais gostei. O inimigo que atormenta os irmãos em todos os livros está presente na trama, mais vivo, pois aparece logo de início. É aqui que entendemos a obsessão de Cameron por Mairin e como ela está jogada numa trama política por ser descendente de quem é. Entretanto, comparado a outros livros que carregam uma atmosfera política mais densa, In Bed With a Highlander é mais suave,  ainda que com altas doses de tensão. A autora nos joga em cenas que se passam na corte e trabalha com a hipocrisia dos julgamentos que eram realizados naquela época, além da crítica a impotência das mulheres perante os homens numa época em que elas pouco tinham voz.

Mais uma vez, em termos de romance, o que me encanta é os sentimentos dos personagens que a autora consegue passar ao leitor. A devoção de seus homens por suas mulheres é passado de maneira doce e terna. A proteção de Ewan nos momentos mais difíceis, a preocupação dele com sua esposa, as cenas sensuais e, claro, os diálogos são deliciosos. Maya Banks transforma guerreiros temíveis em homens derretidos quando estão perto de suas mulheres. Fica uma sensação que mescla o doce e o divertido e esse tipo de leitura é muito agradável. No final, devorei o livro como tanto outros dessa autora.

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sábado, 9 de novembro de 2013

Laird of The Mist – Paula Quinn

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Callum MacGregor chefe de um clã proscrito na Escócia deu um passo muito importante em seu plano de vingar as afrontas de seu sobrenome. Capturou a neta de Liam Campbell, quem o manteve preso em um calabouço durante sua infância. Ele já é um monstro que várias vezes se banhou com o sangue de seus inimigos. Ele é o Diabo que matou mais Campbells do que queria recordar .Ele jurou morrer com o coração de um Campbell em sua mão. Ele jurou morrer espremendo esse coração . E esse coração não será outro que o de Katherine Campbell.

* tradução livre. Fonte: Skoob

- Nota: clip_image004

Laird of The Mist foi um achado. Uma história envolvente e deliciosa, com elementos bem desenvolvidos que tornaram a leitura um vício do início ao fim. Sou apaixonada por romances históricos, mas nunca tinha, até então, lido nada dessa autora. Gostei da narrativa que se desenvolveu tão bem, e que trouxe uma história repleta de sedução e personagens encantadores. Paula Quinn superou minhas expectativas e, com certeza, entrou para minha lista de autoras favoritas.

Callum MacGregor vive apenas com o intuito de vingar seu clã esquecido pela Escócia. Vingar sua família que perdeu o sobrenome, sua irmã que passou anos em uma prisão – junto ao irmão –, sofrendo nas mãos de um Campbell. Para isso, ele não hesita duas vezes em capturar a filha de seu inimigo, Katherine Campbell. Ele faria uma troca e, assim, atrairia o irmão de Katherine e o tio dela para uma emboscada. Porém, o que começa com uma inimizade entre eles rapidamente se transforma em paixão. O dilema, contudo, permanece: Callum se deixaria levar pela filha de seu inimigo? Esqueceria a vingança pelo amor?

Laird of The Mist é clichê, porém uma graça de história. Sabemos como termina, mas é irresistível torcermos pelo amor do casal. Sabe aquele enredo em que tudo é feito na medida certa? Callum é bem descrito e possui uma aurea de bondade encantadora – igualmente a irmã dele. Aliás, aqui, os personagens são sensatos; fogem – felizmente - de diálogos vazios ou decisões que tendem ao absurdo. Por exemplo, Katherine é fiel ao seu clã, porém na medida em que descobre os horrores que seu tio infligiu a Callum e sua irmã, não hesita duas vezes em defendê-lo, mesmo que Callun não queira sua piedade. Brigas existem, mas brigas tolas e picuinhas, portanto, passam longe dessa história.

O romance se desenvolve de forma sutil e muito bela. O grande impasse fica por conta dos sobrenomes dos dois. Katherine descobre que ser uma MacGregor é muito mais do que apenas  um nome esquecido pela Escócia – é ter suas terras roubadas, receber olhares hostis e ser tratada como um nada. Porém, nem mesmo esses empecilhos a impedem de convencer o personagem turrão – mas carinhoso – de que ela o amava e viveria ao lado dele com todos os problemas. Há cenas apaixonantes entre os dois, com muito carinho e cumplicidade.

O ambiente, por vezes, traz uma atmosfera descontraída devido a presença de personagens divertidos, como os amigos de Callum. Há uma camaradagem presente entre eles que é gostosa de acompanhar. Há tempos eu não lia um romance ambientado nas Terras Altas, e posso dizer que Laird of The Mist foi uma ótima escolha para voltar a me familiarizar com o gênero. Minha única ressalva é em relação à pouca ação presente. A narrativa possui um bom desenvolvimento, mas não há muita ação acontecendo. Isso não prejudicou a leitura, seria apenas um adendo para a história. Laird of The Mist é um romance suave e gostoso, uma ótima leitura que recomendo com certeza.

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domingo, 2 de junho de 2013

Voz do Coração – Michelle Willingham

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Tempted by the Highlander Warrior

- Sinopse: A força de seu silêncio a tocou… Finalmente, depois de anos de torturas brutais, Callum MacKinloch está livre de seus raptores – mas sua voz ainda está aprisionada. Seu grito não seria ouvido por ninguém, nunca. Apesar de invisíveis, as correntes de lady Marguerite de Montpierre podem prendê-la a um casamento cruel e sem amor

- Nota: image

Gosto bastante da série O Clã MacKinloch. Sempre num conflito entre dois povos, seja ingleses ou escoceses, a autora traça uma narrativa cujo drama é mais acentuado. A atmosfera beira sempre a certo tom melancólico presente a todo momento pela condição emocional de seus personagens. Nesse contexto seus protagonistas quase sempre precisam curar as feridas causadas no passado – não necessariamente por uma mulher, mas sim por torturas físicas e/ou psicológicas sofridas em conflitos ou prisões –, além de passar por longos obstáculos no presente para garantir o tão sonhado final feliz. É quase uma receita, porém não vejo de forma negativa. Adoro esse “jeitinho” de suas histórias. 

Desde o primeiro livro estava ansiosa pela história de Callum. Em A Voz do Coração, o leitor é levado de volta ao tempo, na época em que o personagem sofria na prisão inglesa. Para quem não leu a série, é uma forma ótima de introduzir o protagonista sem ficar perdido. Aqueles que já estavam familiarizado, acompanham o personagem em passagens da prisão com diálogos internos que exaltam sua dor física e psicológica pelas torturas como açoites, a privação de alimento e humilhações. Além de compreendermos essa construção psicológica, também entendemos como Marguerite e Callum se conheceram e como a personagem se tornou seu bálsamo para a salvação . A cena é breve porém exala emoção pela delicadeza com que a autora consegue abordar o encontro.

Callum segue vivendo seu sofrimento na prisão, mas a lembrança de Marguerite o mantém vivo. Depois de um tempo ele consegue escapar; é em meio a rebelião que Marguerite também vê sua chance de fugir de um casamento ligado ao homem que comandava a prisão. Coincidentemente, os irmãos de Callum lhe oferecem abrigo temporário até que pudesse estar segura para voltar a encontrar seu pai. Pouco tempo depois, Callum volta para sua família e os dois se reencontram novamente.

A autora constrói em cada livro a mesma passagem, porém cada história traça mais detalhes e avança um pouco mais na narrativa. Uma característica da Michelle que adoro nesta série é sua determinação em trocar os papéis que geralmente vemos em romances “de banca”. Seus personagens estão na posição de herói fragilizado enquanto as heroínas é quem precisam – com doses de paciência, sedução, carinho e compreensão –, resgatar a alma desses heróis. Entretanto, este não é um traço tão forte nesse livro. Aliás, pelas cenas de Callum vistas em histórias anteriores, eu esperava um personagem cujo psicológico fosse mais delicado, mas o livro me surpreendeu ao apresentar um herói forte, decidido em suas decisões para ficar com Marguerite mesmo que trouxesse consequências que o levariam de volta a prisão e possivelmente à morte.

Porém não se engane, o trauma do personagem é visível e trabalhado ao longo de toda a história. Callum perdeu a voz na prisão; o texto, portanto, carrega diálogos internos e tentativas por parte de Marguerite de ensiná-lo a escrever para que pudessem se comunicar melhor. Contudo, o foco é mostrar a comunicação pelo olhar, pelo toque, a mensagem de um abraço… Michelle Willigham é ótima em descrever cenas de amor que dispensam qualquer diálogo; trazem muita sedução e se encaixam bem à narrativa.

Gostei do clima, da ambientação histórica… mas sempre acabo implicando com algum personagem da autora. Marguerite faz o tipo politicamente correta, sua tentativa de fazer o certo – voltar para o pai, convencer o pai, cancelar o casamento e então se entregar ao romance, – e sua covardia perante os problemas que enfrenta acabaram me irritando. A personagem meio que é responsável por prolongar o sofrimento do casal até os últimos minutos; neste caso prefiro heroínas que se empenham mais frente aos obstáculos do romance. Marguerite tem bom coração, porém peca pela falta de coragem.

Voz do Coração é um romance agradável, escrito sem grandes enfeites na narrativa. Gostei da trama, dos dilemas românticos e principalmente da superação de Callum em encontrar a própria voz através do amor. Um tom dramático que encaixou-se muito bem com o romance e criou uma bela história.

Capa Original:

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sábado, 11 de maio de 2013

Never Love a Highlander – Maya Banks

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- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Em uma história de laços forte sobre o verdadeiro amor, a trilogia de Maya Banks chega ao seu fim de modo impressionante. Jovem, de coração imprudente, o irmão mais jovem do clã McCabe quase destruiu seu clã. Agora, colocando a lealdade da família acima de tudo, ele sobe ao altar para se casar com a noiva abandonada pelo seu irmão mais velho, e assim salvar a aliança entre os dois clãs. Enquanto a bela Rionna McDonald é considerada uma esposa perfeita para qualquer homem, Caelen não confia nesta doce sedutora que o atormenta. Como um cordeiro sendo sacrificado no jogo de poder pelo seu pai, Rionna cumpre o seu dever, mas promete proteger seu coração e seu orgulho de qualquer humilhação. Mesmo assim, o toque de Caelen derrete suas defesas e ela se vê envolvida com um marido que insiste em guardar suas emoções dentro de si. Mas quando a batalha final do legado McCabe acontece, o verdadeiro espírito guerreiro de Rionna surge. Ela vai arriscar a ira de seu pai, a fúria de seus inimigos e sua propria vida para provar a Caelen que seu amor é precioso demais para ele perder.

* tradução livre

- Nota: clip_image004

Depois de ter me encantado pelo segundo livro da trilogia McCabe, não demorei muito e fui atrás do terceiro. Nas vezes em que apareceu, Caelen me conquistou pelo estilo mais mau humorado, rabugento, sempre com um pé atrás com qualquer mulher que se aproximasse dele. Desde o segundo livro - e acredito que também no primeiro -, não é segredo para o leitor que uma antiga paixão do passado lhe traiu, causando a morte de boa parte de seu clã. Por isso, diferente do amor quase instantâneo que seu irmão Alaric gerou pela amada, o dele prometia uma história onde a personagem teria um caminho espinhoso a trilhar antes que conseguisse alcançar o coração destruído do guerreiro. Para ler a resenha do segundo livro, clique aqui.

Em Never Love a Highlander, a história se inicia pouco depois do final de seu antecessor. Acompanhamos o casamento entre Caelen, o irmão mais jovem do clã McCabe, e Rhionna, a mulher cujo clã ofereceria estabilidade aos McCabe. Nenhum dos dois estão apaixonados ou sequer cogitaram a ideia de casamento, mas o senso de dever pelo seus clãs faz com que aceitem o matrimônio. É nessa atmosfera instável de romance onde o leitor acompanha dois personagens de temperamentos fortes que, em meio a um cenário de conflitos, descobrem o sentido real de um casamento e, pouco a pouco, o amor.

Enquanto no segundo livro eu só conseguia enxergar o romance delicado com uma carga de drama emocional mais acentuada, em Never Love a Highlander a autora trilha um caminho mais leve, voltado a um tom jocoso, embora sem alcançar de fato o humor. Maya Banks nos leva em um jogo de conquistas, onde Caelen tenta a qualquer custo moldar sua esposa a uma mulher que ele considera o ideal – submissa, sempre pronta para servi-lo e preparada para ser uma perfeita castelã, porém, vê-lo falhar miseravelmente é o gostoso da história. A brincadeira do conquistador e conquistado se repete em diversas cenas; é delicioso acompanhar Rhionna em suas tentativas de fazer o marido rabugento ceder em uma decisão aqui ou uma atitude ali, sempre com muita inteligência e – claro –, sedução.

Aqui, Maya nos apresenta personagens que conseguem dosar na teimosia ou no orgulho e aprendem a ceder no casamento. Rhionna é nossa guerreira, ela empunha espadas, se veste de homem, mas equilibra tudo muito bem com o seu lado feminino. Caelen, por sua vez, é daqueles que faz o papel de homem sofrido pela traição do passado e por isso não se permite amar de novo. Há todo um lado mau humorado que vai cedendo espaço a um homem cheio de carinho e ternura para com a esposa.

Maya Banks não abandona o drama de todo. Esta aí uma autora que sabe deixar seus leitores tenso até os últimos instante, principalmente porque, enquanto no segundo livro vimos apenas uma sombra da guerra que os McCabe lutavam contra Cameron, aqui a autora faz com que o conflito esteja interligado ao romance dos dois. Maya dá voz ao inimigo que apenas foi mencionado vez ou outra – mas em Never Love a Highlander o rival finalmente aparece e trás os momentos mais tensos da história. E, embora nesse aspecto siga um pouco os passos do que já vimos anteriormente, o ápice do relacionamento é posto à prova em um momento de onde a confiança e o amor beiram numa corda bamba.

O livro fala de confiança, superação de seus medos para tentar ser feliz novamente.  Maya Banks construiu em cada livro uma história de amor forte, de homens que colocam o mundo nas costas pela suas amadas. É fofo, é romântico, é sexy e delicioso. Adorei cada momento da história; Never Love a Highlander fecha a trilogia com chave de ouro.

 

Bruna Britti

quarta-feira, 20 de março de 2013

Seduction of a Highland Lass – Maya Banks

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- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Um guerreiro é preso entre um casamento por dever e um amor proibido no segundo livro da sensual trilogia de Maya Banks que narra a história de três irmãos indomáveis. Ferozmente leal a seu irmão mais velho, Alaric McCabe lidera seu clã na luta pelos seus direitos de nascença. Agora ele está preparado para casar por dever também. Mas em seu caminho para pedir a mão de Riona McDonald, filha de um chefe vizinho, ele sofre uma emboscada e é dado como morto. Milagrosamente, sua vida é salva pelo toque suave de um anjo das Highlands, uma bela e corajosa dama que colocará a prova sua lealdade para com seu clã, sua honra e seus mais profundos desejos.

* tradução livre. Fonte: skoob

- Nota: image

Eu ando numa fase muito boa de escolhas literárias. Embora no começo fiquei um pouco relutante com essa nova série medieval – principalmente porque nesse gênero era a estreia da autora –, Maya Banks não decepcionou. Mais uma vez ela trouxe a narração quase floreada, onde o leitor é envolvido numa história cheia de erotismo com doses extremas de afeto e drama. Eu confesso, sou culpada de começar uma série pelo livro errado – este é o segundo da série –, mas a sinopse de Seduction of a Highland Lass me conquistou pelo tema de amor proibido. Aqui, não se trata de duas pessoas separadas por guerras ou clãs inimigos, mas sim pela a imposição de um casamento onde Alaric deve se tornar o marido de Rhionna, a melhor amiga de Keeley, e liderar o clã do qual ela um dia fez parte.

Keeley vive sozinha em uma cabana próximo ao castelo de seu clã. Há todo um motivo por trás de seu isolamento, revelado aos poucos ao longo da história. Entretanto, não é nada que o leitor não consiga decifrar logo nas primeiras páginas. A história de Keeley a torna uma personagem moldada por um passado duro, talvez por isso temos uma personagem mais madura. A mocinha tenta, tanto por aspectos amorosos ou sociais, tirar o melhor das situações difíceis o qual foi imposta.

Alaric é o irmão de Ewan, o laird de seu clã. Ele está decidido a se casar com Rhionna, não apenas para unir laços entre os dois clãs - pois assim fortaleceria as terras de seu irmão –, mas porque desejava ser laird de seu próprio clã. Embora no fundo quisesse se casar por paixão, o senso do dever faz com que parta das terras de seu irmão para ir de encontro a sua prometida. Porém, há uma emboscada no meio do caminho. Muito ferido, Alaric consegue cavalgar até a cabana, mas desmaia na porta. É Keeley, ouvindo o estranho barulho fora da cabana, quem vai atrás de socorrer o guerreiro.

E, com isso, temos uma história medieval como há tempos eu não lia.  Sou suspeita para falar de livros onde temos o romance proibido, acho que eles trazem um charme e elegância à história por toda a trama envolvida nesse mote. Porém, é a capacidade dos personagens de conduzir o leitor do riso ao drama emocional, várias vezes, que mais encanta na história. Keeley e Alaric sabem que não ficarão juntos muito tempo, portanto, não há espaço para dúvidas sobre seus sentimentos e, principalmente, se era ou não correto. Tudo é tão claro que logo eles se entregam a paixão em cenas maravilhosas, com uma química cheia de carinho, adoração e muito erotismo. Neste último, Alaric inova entre os heróis highlanders por gostar de alguns joguinhos, mas encanta principalmente pela devoção à Keeley. A relação que os dois possuem um com outro é maravilhosa.

Além do casal, os irmãos de Alaric transformam o ambiente da história numa atmosfera acolhedora. Irmãos que se preocupam uns com os outros e levam a ideia de família no sentido máximo da palavra. Claro, eles não seriam tão agradáveis se todos não tivessem  aquele jeitinho de guerreiros rabugentos com um coração mole por dentro. Em especial Caelen, acompanhar como Keeley consegue conquistá-lo e perfurar todo aquele mau humor é uma delícia. É interessante que, embora sejam personagens secundários, ganham tanto destaque e aparições que tornam-se parte essencial da trama. O casal do primeiro livro, Ewan e Mairin, são, de certa forma, os responsáveis pelo início da trama envolvendo Keeley e Alaric.

A história ainda consegue abrir espaço para um pouco de ação e uma pitada de guerra. Nas últimas páginas a autora consegue levar o leitor a um ponto onde ele não tem tanta certeza se o felizes para sempre seria garantido. O drama onde ela nos joga sem piedade traz os sentimentos dos personagens de tal forma que é impossível não sofrer de expectativa até os últimos minutos ou tampouco compartilhar da dor de Alaric.

Maya Banks é daqueles que consegue escrever thrillers, eróticos, florzinhas e  agora medievais. Sempre, de algum modo, consigo ser levada pelas suas histórias, não importa o estilo. Ainda que não são todos os seus livros que caio de amores, Seduction of a Highland Lass foi com certeza um deles. Acompanhar um romance ao estilo Romeu & Julieta foi delicioso e me prendeu do início até a última página. Bem construído e ambientado, o livro explica nas entrelinhas o sucesso da autora. Depois dessa, vou correr para ler os outros livros desta série maravilhosa.

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sábado, 2 de março de 2013

The Maid of Lorne – Terri Brisbin

image- Ficha Técnica:

- * Sinopse: Antes de que caísse a noite estaria casada… ou morta. Como herdeira do clã MacDougall, Lara, a senhora do Lorne, sabia que quando se casasse não seria por amor, mas jamais teria imaginado que seu matrimônio seria um castigo. Quando Robert Bruce se fez com o controle de seu castelo, Lara se viu obrigada a casar-se com um de seus homens, Sebastien do Cleish. Leal a seu clã, Lara prometeu não render-se ante o audaz guerreiro. Mas sob a cota de malha e a armadura se escondia o coração valente de um cavalheiro disposto a converter a Lara em sua esposa… em todos os sentidos.

* tradução livre. Fonte: skoob

- Nota: image

Adoro os livros de Terri Brisbin, mas como qualquer autora ela está sujeita a ter seus momentos altos e baixos. Para mim, “The Maid of Lorne” até carrega um enredo interessante, mas faltou trabalhar diversos aspectos da trama e, principalmente, dar mais vida aos personagens.

Lara é a senhora de Lorne, mas em um único dia vê seu castelo invadido, seus habitantes tornam-se prisioneiros e ela é rapidamente levada a fazer uma escolha: ou Lara se casava com Sebastian do Cleish, o homem responsável pelo ataque a mando do Rei Roberto, ou ela enfrentaria a morte. Sem outra opção e temendo pela vida de todos, mas principalmente a de seus irmãos, ela aceita ao matrimônio forçado. Desse modo, Sebastian ganhou o poder para controlar o castelo e mudar a vida de seus habitantes. Porém, ele fica mais interessado em conhecer a mulher que lhe considera um inimigo.

Meu problema com o livro foi logo no começo. A ideia é interessante e as primeiras páginas até despertaram minha vontade de continuar a leitura, porém, a história logo cai no banal e demora a sair dele. Isso porque a autora constrói uma relação totalmente fria entre os personagens, desprovida de qualquer atrativos para chamar a atenção para o romance. Lara é distante, passa a maior parte do livro trancada em seu quarto para evitar estar na presença de Sebastian. Quando não, está conspirando junto ao seu primo para tirar o poder dele. Por sua vez, o personagem até consegue se destacar com seu jeito compreensível e com respeito e paciência adimirável em relação as vontades de Laura e, em certos momentos, suas acusações mordazes. Mas com isso, não há algum conflito interessante até a metade do livro. O leitor é levado a acompanhar dois estranhos que se encontram em alguns momentos, trocam algumas palavras e voltam a se afastarem. Nada que fuja disso.

Felizmente, a história ganha uma trama da metade do livro para o final. Há um leve tom político e o romance começa a ganhar algum destaque interessante, mas, ainda assim, continuei sentindo certa distância entre o casal. Talvez pela tantas vezes em que Lara apronta no livro, não há como simpatizar com ela ou não desejar que Sebastian merecesse alguém melhor. A personagem irrita em vários momentos pela falta de bom senso e julgamento. Ela é facilmente manipulada por seus familiares e, por isso, o grande mérito do livro melhorar fica todo em prol de Sebastian. As últimas páginas são ótimas e trazem uma boa dose de ação e suspense.

É uma pena que a autora tenha se perdido no começo e só acertado a mão bem depois. Ainda assim, se o leitor tiver um pouco mais de paciência, a história torna-se agradável, graças ao Sebastian. Mas com certeza, passou longe de ser o melhor da autora.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Guerreiro Guardião – Michelle Willingham

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Her Irish Warrior

- Sinopse: Genevieve de Renalt precisa escapar do homem ao qual foi prometida em casamento, mesmo que isso signifique ser forçada a confiar em seus inimigos. O guerreiro irlandês Bevan MacEgan não pode abandonar uma donzela em apuros, mas até onde irá para mantê-la a salvo? Um casamento beneficiaria a ambos, mas ele jurou jamais amar novamente...
Orgulhoso e forte, ele se mantém distante de Genevieve. Contudo, à medida que ela começa a derreter seu coração, Bevan se vê forçado a fazer uma escolha... que pode significar perdê-la para sempre!

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Esse é um daqueles livros que me deixou indecisa quanto a nota. Adoro as histórias da Michelle Willingham e cada vez mais venho percebendo que a autora possui uma marca de drama suave em seus livros, geralmente ótimos e muito bem desenvolvidos. Pelo enredo, pela protagonista e pelo desenrolar da história, O Guerreiro Guardião poderia facilmente receber quatro estrelas. O problema, entretanto, é o herói, Bevan MacEgan. Incrível como uma ervilha pode incomodar e atrapalhar o brilho de toda uma boa história.

O livro começa com a fuga de Genevieve no meio da noite, ao tentar escapar de seu noivo, Hugh. No  caminho ela tenta pedir ajuda a Bevan, que a ignora ao perceber que nossa heroína era uma normanda. Isso porque a esposa de Bevan, Fiona, morreu nas mãos dos normandos e desde então seu ódio por eles fizera dele um homem cego e cheio de cicatrizes na alma. Entretanto, mais tarde ele encontrou Genevieve. E ao se dar conta  que ela sofria agressões do noivo, Bevan faz um trato com ela e decide ajudá-la a escapar.

Logo nas primeiras páginas é fácil perceber que a história aborda temas mais pesados como o abuso de poder por parte de um homem. Surras, tortura psicológica, medo; Genevieve sofreu tudo e mais um pouco nas mão do noivo obcecado em tê-la para si. Porém, o caminho trilhado pela autora opta por uma narração mais suave, sem sobrecarregar o leitor com detalhes, deixando que a história seja voltada para um romance lindo e delicado.  Brevan é aquele que lhe dará abrigo contra o noivo tirano, lhe dará um sobrenome como seu novo marido e uma nova chance de ser feliz.

O romance é uma graça. As descrições são bonitas, sempre voltado para o lado sensual e com um toque de drama. Michelle Willingham aposta na troca de olhares, nas mãos entrelaçadas e nos momentos de  longos abraços. Isso faz com que conseguimos perceber as cicatrizes que há em cada um dos personagens, Bevan porque não consegue esquecer sua antiga esposa, ao mesmo tempo em que se sente atormentado pela presença de Genevieve. Ela, por sua vez, é assombrada pelas surras de Hugh. Os dois vão descobrindo pouco a pouco o amor como forma de cura e assim exploram o relacionamento e a convivência do dia a dia.

Só há um porém. Seria perfeito, se Bevan não fosse teimoso de mais, orgulhoso de mais, chato de mais. Tudo nele é exagerado e ele estava sempre pronto para rechaçá-la. Como bem disse Genevieve, Bevan parecia uma criança mimada e se comportou assim boa parte da história. Sua relutância em trair uma esposa já morta há muitos anos, é irritante e cansativo. Além disso, ele não pensa duas vezes em magoar Genenevieve. Na primeira oportunidade, Bevan a abandona sem hesitar, pois ele “precisava fazer o que era certo”. Ao menos meu consolo é saber que ela  consegue devolver na mesma moeda e fazê-lo sofrer um pouquinho.

A história no geral é suave, linda, com um toque de superação que encanta o leitor. É uma pena que, por mais que as cenas de amor tivesse tentado demonstrar um homem apaixonado, eu não senti que os dois estivessem na mesma sintonia. Bevan parecia sempre estar um passo atrás boa parte da história, mas não vou negar que em dados momentos ele consegue compensar seus lados negativos. De qualquer forma, fiquei curiosa para ler a história dos outros irmãos, em especial de Ewan. Ele ganha um grande destaque nesse livro e é uma graça de personagem. Livro agradável para quem gosta de um romance de banca suave, leve mas com aquele toque especial de drama e superação.

Abaixo, a capa americana.

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domingo, 27 de janeiro de 2013

O Lobo e a Pomba – Kathleen E. Woodiwiss

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Wolf and the Dove

- Sinopse: Autora de mais de 13 best-sellers, Kathleen E. Woodiwiss (1939-2007) revolucionou o romance histórico moderno ao criar personagens inesquecíveis e tramas repletas de paixão. O lobo e a pomba se passa na Inglaterra, em 1066. As forças normandas invadem o território saxão. Impotente, a jovem Aislinn assiste à destruição de tudo o que lhe é precioso. Quando Sir Wulfgar chega para assumir a posição de novo senhor das terras do pai de Aislinn, ela descobre que seu maior inimigo pode ser o próprio coração.

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O Lobo e a Pomba é um daqueles livros que podem ser facilmente chamados de “clássicos” do romance histórico. Publicado originalmente em 1974, a história é referência para leitores e muitos escritores por nos brindar com um trabalho original para a época, uma narrativa rica e um romance que conseguiu me cativar do início ao fim. Para quem curte um bom romance medieval, é imprescindível ter esse livro em sua pilha de leitura.

É verdade que nesse meio literário há caminhos para todos os gostos. Como leitora, sou eclética e leio livros dos mais variados temas, mas tenho uma queda irreparável pelos romances medievais. Para mim, quanto mais “cru” melhor. Eu explico: Gosto daqueles abarrotados de romance, mas que, de preferência, carreguem em sua bagagem fatos históricos verdadeiros, sem poupar o leitor das verdades “nuas e cruas” que ocorriam naquela época. Embora O Lobo e a Pomba seja, obviamente floreado, é um desses livros que nos brindam com a atmosfera histórica de 1066, durante a conquista de Guilherme, O Bastardo.

Aislinn é a heroína deste romance conturbado. Em um dia é senhora de si, prestes a se casar e feliz no lar de Darkenwald, ao lado de sua família. No outro, seu pai é morto em batalha, seu lar tomado por normandos e, de repente, torna-se uma escrava saxã nas mãos de Ragnor, o normando que assassinou seu pai. Se ainda não bastasse ter que enfrentar o homem que transformou sua vida em um inferno, Aislinn se vê objeto de desejo por Wulfgar, quando ele entra em cena no dia seguinte após o ataque.

Wulfgar está a serviço de Guilherme, O Conquistador. Ao chegar a Darkenwald e encontrar Ainslinn, sente-se encantado pela moça. Há uma fascinação pela jovem guerreira que ele não consegue explicar, e embora a língua da moça seja tão afiada como uma espada, Wulfgar está decidido a torná-la sua, mesmo que para isso tivesse que disputá-la com Ragnor. E, ao ser de certo modo o vitorioso, os dois convivem literalmente entre “tapas e beijos”. Ele tenta entender Ainslinn e superar sua mágoa. O que ele não percebe é que, aos poucos, Ainslinn consegue entrar em suas defesas e derreter o coração do normando.

O início do livro não poderia ser mais tenso. As primeiras páginas são pinceladas com atos de crueldade, onde somos introduzidos à convivência entre conquistadores (os normandos) e conquistados (saxões), entre cenas de amor e o ódio de duas pessoas que são inimigas por condições impostas pela batalha. Embora nenhuma dessas cenas sejam detalhadas (o que eu acho que não há a necessidade), Kathleen nos leva a imaginar alguns horrores cometidos durantes invasões em nome de um rei. O romance é movido pelo fundo histórico e seus acontecimentos da época.

O livro ganha toque mais suaves com o passar das páginas e um dos pontos mais interessantes é acompanhar a mudança de Wulfgar. A princípio apresentado como um homem frio e com atitudes mais severas, que em dados momentos chocam, o personagem vai sendo moldado aos poucos entre uma cena e outra. O título do livro não poderia ter sido melhor e em diversos momentos nos deparamos com a metáfora do Lobo e a Pomba. Ainslan, por sua vez, não é tola e tenta driblar a dor e o sofrimento da única maneira possível. Ela se apega ao primeiro que lhe demonstra um pouco de consideração e Wulfgar é seu bálsamo, ainda que seja também seu captor. Entretanto,  a situação de captor e cativo se inverte em diversos momentos. Há brigas, discussões e cenas onde o carinho de Wulfgar por Ainslan é um ar fresco contrapondo com os momentos mais tensos do livro. Mesmo assim, é fácil o leitor se apaixonar por uma determinada cena romântica e na seguinte se irritar com o comportamento de dois cabeças dura.

Para aquele leitor que procura um romance físico mais explorado, pode acabar se decepcionando um pouco. Somos privados de quaisquer cenas mais ousadas. A primeira impressão é que isso se deve a época em que foi lançada o livro, mas eu arrisco se não teria sido proposital, pois assim é posto em dúvida um dos pontos chaves no livro que envolve Ragnor, Wulfgar e Ainslinn. Além disso, o encanto das cenas fica por conta de palavras e gestos mais simples.

Quando li O Lobo e a Pomba pela primeira vez (está é minha releitura após comprar o livro esses dias), lembro que achei a história forte para o tipo de leitura que estava acostumada. Hoje descobri livros com embasamentos históricos bem mais explorados, como Promisse of The Rose (clique AQUI para ler a resenha), mas ainda assim não tiro nenhuma das estrelas que dei na época. Seja pelo seu fundo história, pelo encantamento do romance ou pela importância desse livro a literatura romântica, quiçá pelo talento da autora em seus livros, O Lobo e a Pomba é uma daquelas histórias que facilmente nos cativam e marcam. Leitura mais que recomendada.

Abaixo segue a primeira versão do livro e a capa americana:

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