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sábado, 9 de agosto de 2014

Coração Conquistado – Kris Kennedy

image - Ficha Técnica:

- Título Original: The Conqueror

- Sinopse: Quando o país é assolado por uma sangrenta guerra civil, e a propriedade e os bens da família de Griffyn Sauvage são usurpados, o coração dele endurece com a dor da traição e o desejo de vingança. Griffyn será capaz de qualquer extremo para vingar-se, até mesmo formar uma aliança com seu mais odiado inimigo, casando-se com a filha dele, lady Guinevere de l'Ami. Porém, quando pousa os olhos em Gwyn, Griffyn fica completamente desarmado... À medida que a guerra avança, Gwyn se vê sozinha para lutar contra os inimigos que querem dominar as terras de seus ancestrais. Quando Griffyn surge em seu socorro, ela fica grata pelo fato de o valente e misterioso cavaleiro ter arriscado a própria vida para proteger a sua. A cada dia que passa, Gwyn se sente mais atraída por ele, mesmo pressentindo que Griffyn esconde dela um segredo sombrio. E quando outro perigoso inimigo fecha o cerco sobre ambos, a confiança e o amor de Griffyn e Gwyn um pelo outro são submetidos à mais dura das provas...

- Nota: clip_image004

Coração conquistado, da autora Kris Kennedy, é um romance medieval que se passa em 1153, na época de uma terrível guerra civil inglesa em que Henrique tenta subir ao trono e tirar Estevão do poder. Um enredo cujo contexto histórico é mais acentuado do que o leitor de romance de banca está acostumado a encontrar neste gênero. Há intrigas, lutas, favores em nome da honra, traições e um antigo mistério a respeito de um tesouro secreto. Ainda assim, nenhum desses elementos são trabalhados de forma densa, e a autora soube equilibrar os fatos históricos em meio ao romance, sem que um se sobrepusesse ao outro.

Griffyng e Gwyn estão em lados opostos da guerra. Enquanto este luta para apoiar a causa de Henrique, Gwyn tenta manter sua lealdade a Estevão, mesmo que a regência e a queda deste mostre efeitos desfavoráveis ao cenário civil da época. Porém, antes de travarem um embate pelas opiniões contrárias, os dois se conhecerão mediante a um momento delicado, quando Gwyn está fugindo de um casamento forçado as pressas por um dos homens do rei. Sem saber muito sobre a mulher que se embrenhou sozinha na floresta, e que tentou enfrentar os vassalos de Marcus, Griffyng entra em defesa da jovem e a livra temporariamente do casamento.

Aos poucos, quando uma jornada em comum os une, Griffyng e Gwyn vão se conhecendo melhor. A atração se tece vagarosamente, com diálogos descontraídos, pincelados com toques de sedução. Os dois formam um casal gostoso de acompanhar, mesmo quando o embate político e o passado - onde os pais de ambos tinham contas pendentes que deixaram aos filhos –, interfere no relacionamento deles. Uma informação equivocada e o cenário da guerra faz com que se afastem um do outro pouco tempo depois. Griffyng volta após um ano, exigindo o que é seu por direito – conquistar novamente suas terras e se casar com Gwyn, a mulher que ele acredita que o traiu.

Coração conquistado é uma história gostosinha de se ler, que apresenta vários desdobramentos na trama. Há uma gama de sentimentos variados, especialmente quando voltamos nossos olhos para Griffyng. O personagem reside na ânsia de retomar o lar que lhe fora tirado ainda na infância.  Porém, para que isso aconteça, Griffyng busca sempre o caminho da paz – especialmente por ainda ter fortes sentimentos em relação a Gwyn. Ao invés de lutarem um contra o outro, Griffyng e Gwyn passam a maior parte da história tentando encontrar um denominador comum para que a convivência seja pacífica. Com isso, nos deparamos com um romance doce e diálogos, em geral, ternos.

Gwyn é uma mulher marcada por uma tragédia em sua família. Ela é astuta e se entrega sem ressalvas ao romance, mas quando a honra interfere no seu relacionamento, Gwyn se mostra muito precipitada e ingênua. Vários acontecimentos ruins se desdobram por atitudes impensadas que a protagonista toma ao longo da história. Achei, até, que tudo foi perdoado fácil demais, embora tampouco tire o mérito dos diálogos finais para justificar a redenção da personagem perante seus atos.

Coração conquistado foi uma ótima leitura. Gostoso, leve e cheio de emoções. Bate até saudade da época em que encontrávamos livros dessa editora na banca mais próxima.

Capa original:

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Provocação! - Kathryn Hockett

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Conqueror

- Sinopse: Gwyneth olhava para as águas do oceano tentando acalmar as batidas aceleradas de seu coração. Era o dia de seu casamento e por mais que odiasse a idéia, naquele mundo dominado por homens não tinha escolha a não ser obedecer aos ditames do pai. Ainda assim,ela continuava a sonhar com o amor de um viking loiro que a presenteara com um pingente em forma de cabeça de dragão... A embarcação viking singrava os mares a toda velocidade. Sèlig, o Destemido, preparava-se para atacar Wessex, onde um dia fora mantido prisioneiro. O destino, porém, tinha uma surpresa para Sèlig, pois uma das primeiras pessoas com quem se deparou foi a linda jovem que o ajudara a fugir de seu cativeiro. Como levar sua vingança adiante, quando tudo o que queria era tomá-la nos braços e fazê-la sua mulher para toda a eternidade?

- Nota:  image

O livro trás um tema variado de motes. Um romance medieval cujo o herói foi um escravo, e conheceu seu amor durante essa época difícil de sua vida. Gwyneth, filha do homem que o aprisionou, cuidou e tratou de seus ferimento, e lhe deu a liberdade tão sonhada.

Anos depois, ele volta com o objetivo de vingança contra aqueles que o humilharam. Ele só não esperava encontrar Gwyneth, e ainda que numa primeira impressão ele não tivesse reconhecido a menina de anos atrás – que agora era uma mulher – Selig fica estupefato ao revê-la. Fica aquela dúvida se deveria deixá-la partir, ou ficar com ela, mesmo que fosse contra a vontade dela.   Por um capricho do destino, Gwyneth vai parar no barco dele, rumo as terras de Selig. 

Eu adoro temas assim. São turbulentos, com uma tensão entre o casal, mas neste caso foi um pouquinho diferente. Eles já se amavam quando Selig ainda era um escravo, isso faz com que o muro de hostilidades não dure muito.

A única atenção que eu chamo é para a rapidez com que a autora pula uma cena para outra. Em dado momento, Selig estava lutando, e depois, no minuto seguinte, sangrando e ferido, vai fazer amor com sua esposa. (rs). Em outra cena, o pulo da narração deixa o leitor um pouco confuso pra cena seguinte. As coisas acontecem muito rápido, e achei que poderia ser um pouco mais detalhado.

Selig faz muito inimigos ao longo do livro, entre seu próprio povo e os de Gwyneth, isso faz com que a história seja recheado de lutas, ação e intrigas. O romance entre eles é lindo, fofo, o que pesa entre eles, muitas vezes, é a diferença de crenças e religião. Adorei!

O livro faz parte de uma série, e as histórias são interligadas entre si. Abaixo, os títulos:

  1. “Tentação!” - (Erin & Torin)
  2. “Provocação!” - (Gwyneth & Sélig)
  3. “Sedução!” - (Natasha & Sean)

Capa original:

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domingo, 21 de agosto de 2011

A Primeira Noite de uma Mulher – Celeste Bradley

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Surrender to a Wicked Spy

- Sinopse: Inglaterra, 1813. Um homem com um segredo... Dane Calwell é tudo o que Olivia poderia esperar de um marido. Atraente, charmoso, afável e até um pouco misterioso. Lembrar da noite de núpcias a faz corar de timidez. No entanto, ela se pergunta com o quê, afinal, Dane se ocupa durante todo o dia. As reuniões secretas com desconhecidos, as estranhas idas e vindas... Tudo aquilo a deixa desconfiada e temerosa. Será que seu adorado marido está envolvido em algo perigoso?... Dane sabe que a mulher com quem se casou há poucos dias é aprumada, bem-nascida e extremamente cativante. Mas acaba de descobrir que Olivia também é a criatura mais curiosa que já conheceu. Geralmente as mulheres não se preocupam em saber o que o marido faz durante o dia. Por que será que Olivia vive se intrometendo em questões que não lhe dizem respeito? Ele até acha a curiosidade dela algo divertido, encantador e um pouco sensual. Mas quando ela começa a chegar perto demais da missão na qual ele está envolvido, Dane precisa detê-la antes que corra o risco de perder sua linda esposa para sempre!

- Nota: image

 Já havia resenhado o primeiro livro da série “Royal Four”, homens importantes que garantiam a segurança da Coroa. Entretanto, o primeiro livro, para mim, foi bem fraquinho e quase havia perdido o interesse em ler os demais.

“A Primeira Noite de uma Mulher”, entretando, era um dos livros de banca mais comentados entre as meninas da blogosfera, considerado muito bom no geral. Apesar de ser o quarto e último da série, resolvi pular os outros e ir direto nele. Confesso que não gostei muito do nome, principalmente porque o título original sugere outra coisa. Mas a medida que fui lendo, entendi o porque da escolha (embora continue não gostando desse título). Dane e Olivia vivem, durante a história, um clima de sedução bem forte.

Dane é um membro importante do grupo “Royal Four”, chamado de “Leão”, aquele quem precisa tomar as desições mais importantes do grupo. Ele precisava urgente de uma esposa, e não diferente de muitos daquela época, casar-se por amor não era um requisito necessário. Até que, por uma mãozinha, literalmente, ele acaba se casando com Olivia.

Não sei se há a tesoura da Nova Cultural no meio, uma vez que a narração é dividida em blocos pequenos. São cenas que duram de 2 a 4 páginas dentro dos capítulos, e justamente esse foi um dos motivos que tornou a leitura rápida e prazerosa. O casal tem um leve probleminha que os impedem de ter a primeira noite de núpcias, mas isso não impede que o livro seja bem hot, como as meninas descreveram, rs. Além desse ponto, a trama contra o príncipe da Coroa é muito legal, fazendo os Royal Four entrar numa conspiração que acaba colocando Dane contra Olivia.

Tornou-se uma agradável leitura, superando minhas expectativas. Depois do quarto, agora vou ler os outros da série que havia deixado de lado, rsrs. Bem descontraído, o livro chega a fazer você rir em algumas vezes. Há bastante cenas de romance, discussões, conspirações e brigas. Pra quem gosta do estilo, com certeza recomendo. :) 

Capa original (que eu, particularmente, achei mais bonita):

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Lorde e a Camponesa – Celeste Bradley

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- Ficha Técnica:

- Título Original: To Wed a Scandalous Spy

- Sinopse: Inglaterra, 1813

Tendo perdido os pais ainda criança, Willa Trent foi criada por um casal simples, donos de uma estalagem em um pequeno povoado. Quando ela socorre o rapaz que atingiu sem querer com uma pedrada de estilingue, as circunstâncias a envolvem numa situação escandalosa, e a família exige que eles se casem imediatamente. Com um charmoso marido e um novo futuro pela frente, o otimismo de Willa não tem limites, até que ela descobre o mundo secreto e perigoso de Nathaniel Stonewell, conde de Reardon, também conhecido como o "lorde traidor"...

Embora Nathaniel seja criticado por toda a população da Inglaterra por seus atos contra a Coroa, ele é, na realidade, membro de uma confraria de elite de defensores do rei, envolvido numa audaciosa missão secreta. Ele precisa, a todo custo, guardar segredo de suas atividades, principalmente de Willa. Embora esteja fascinado por ela, Nathaniel teima em não se render à paixão, preferindo acreditar que é melhor dar as costas ao amor do que arriscar tudo por ele. Sua noiva, porém, tem outros planos...

- Nota:image

 

 O livro se passa no período de regência, na época de Napoleão, onde um grupo de cavaleiros secretos, intitulado como os Royal Four, se juntam para proteger a coroa.

Nathaniel é um deles, e, para provar o seu valor neste papel, precisa fingir que é um traidor contra seu próprio país. Isso significa não ser aceitado em qualquer lugar onde vá. Olhares tortos dos homens e mulheres, xingamentos, e até mesmo lutas por onde passa. Já estava acostumado a esse tipo de tratamento, mas então surge Willa em sua vida e ele não está pronto para que a sociedade a trate assim também.

O início do livro não me convenceu muito, o casamento entre ambos foi tão, mas tão repentino e escrito de forma apressada, que me fez perguntar se essa cena era a mesma original (como o livro é publicado pela Nova Cultural, tenho lá as minhas dúvidas), mas depois a história foi melhorando, e muito. A narrativa tende a cair para o lado humorístico, mas tudo bem suave. Willa é uma heroína que mais parece uma menina inocente e maluquinha. Vê bondade em tudo e nunca acreditou que Nathaniel pudesse ser um traidor. Já ele, confesso que não chegou a ser meu mocinho favorito, mas algumas cenas são bem bonitas. Mesmo sendo um espião e tentando manter ela afastada dessa vida, Nathaniel não consegue deixar de ser carinhoso e gentil. :)

Agora, querem uma novidade? Não só o início do livro, mas em vários momentos você sente que houve uma redução nas cenas. Além disso, a editora Nova Cultural conseguiu, mais uma vez, dar uma “bola dentro” e publicar a série fora de ordem. *sarcástica on* Atrás do livro há uma indicação de que este seria o quarto livro da série, quando na verdade se trata apenas do primeiro. Pois é…

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Refém nas Terras Altas – Hannah Howell

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Higland Captive

- Sinopse:  Escócia, 1500

Uma paixão proibida

As Terras Altas da Escócia são uma região de grande beleza, mas também de imenso perigo. Por isso, quando Aimil Mengue é capturada por um clã inimigo, ela tem razão em temer por sua vida... e também por sua castidade, pois seu captor é o infame guerreiro Parlan MacGuin. A reação inicial de Aimil é odiá-lo, porém, Parlan é muito mais honrado, e infinitamente mais atraente, do que ela imaginava. Embora esteja prometida a outro homem, Aimil não pode negar o desejo que sente pelo homem que a mantém cativa.

Parlan MacGuin conhece sua fama de guerreiro destemido e implacável, e faz uso disso para conquistar terras e corações femininos. Aimil, contudo, representa outro tipo de conquista. Parlan sente um desejo novo e inexplicável pela mulher que mantém prisioneira, à medida que a paixão proibida que os une ameaça deflagrar uma batalha sangrenta entre os clãs... ou preencher seus corações para sempre!

- Nota:image

 

 Eu adoro a Hannah Howell,  não é atoa que ela é considerada uma das melhores escritoras de romance do gênero entre medievais e regências. Quem gosta do estilo, pelo menos uma vez na vida já ouviu falar dela, e com certeza eu recomendo seus livros.

A história se passa em 1500, quando o irmão de Parlan vê a oportunidade de capturar dois homens do clã inimigo e pedir resgate. O que ele não sabia era que um deles era, na verdade, mulher, e que Parlan a desejaria no instante em que a visse.

A relação entre os dois é delicada e ao mesmo tempo simples, sem muitos floreios. Parlan a quer e, embora ela fosse sua prisioneira e assim fosse seu direito, ele abominava a idéia de forçar alguém a qualquer coisa. Então barganha, ou, em outras palavras, usa de chantagem para seus objetivos. Entretanto, o livro não carrega um ar pesado, e sim muitas vezes o que encontramos é o humor.

Parlan , conhecido como “grande” *cof, cof*, é um dos típicos mocinhos da Hannah, durão, rude e autoritário, mas ao mesmo tempo com um lado doce que se destaca a cada página, principalmente a medida em que a relação entre o herói e heroína se aprofundam. A mocinha não podia ser menos que durona e respondona (bem do jeito que eu gosto), mesmo sabendo de seu estado de cativa.

Além da relação de captor/prisioneiro, Hannah construiu uma relação entre irmãos, tanto Aimil com Leight, e Parlan com seu irmão que, ao que parecia, nunca levaria jeito na vida com suas bebidas e mulheres. Um relação bem legal ao longo do livro.

Os personagens são bem construídos,  e a história é simplesmente deliciosa. Estava com saudades de ler um romance medieval assim. Com certeza um cinco estrelas.

Um ligeiro sorriso surgiu nos lábios de Parlan quando ele correu o dedo pelo maxilar dela.

- Não entendeu mesmo? Quero o cavalo e também quero você. - O sorriso se ampliou quando ela corou. - Não vou roubar seu cavalo se você for para minha cama.

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Desejos Ocultos – Tracy MacNish

image_thumb1 - Ficha Técnica:

- Título Original: Veiled Desires

- Resumo: Londres e Barbados, 1774

As paixões mais profundas são impossíveis de controlar...

A vida de Emeline está literalmente entre a espada e a parede... De um lado, ela foi prometida ao duque de Eton, que a mantém trancafiada a sete chaves; de outro, seu cruel padrasto, Simon, deseja nada menos que dominar o futuro dela para sempre. Emeline sonha com um homem que a liberte, e Rogan Mullen, herdeiro do ducado, pode ser a resposta para seus sonhos... Rogan está mais que disposto a proteger Emeline, mas esta vontade evolui para o desejo de possuí-la por inteiro, de corpo e alma. Rendendo-se ao intenso amor que os une, Rogan e Emeline não têm como prever que algo sinistro ameaça destruí-los, pois Simon não se deterá diante de nada para controlar o destino da enteada, e somente uma paixão sem limites poderá enfrentar tantas adversidades e perigos...

- Nota: image_thumb4

Do jeito que as pessoas falavam desse livro, eu deveria esperar um romance sórdido e pormíscuo entre o casal – mas mais uma vez, ao pegar um livro, tive uma reação contrária a maioria.

Sim, é um livro que foge dos padrões comuns, então é claro que nem todo mundo irá gostar. Quem não curte um livro ao extremo do dramático, passe longe desse aqui. A história se passa no período de regência, com a hipocrisia da alta sociedade londrina que mantinha amantes nas “fuças” de suas mulheres, e estas eram gratas por isso pois assim não precisavam dormir com seus maridos gordos e velhos, sendo o interesse mesmo apenas a fortuna que seus sobrenomes carregavam. Pode soar exagerado, mas não foge da realidade daquela época.

Aqui, a personagem principal, Emeline, sofre desde muito cedo nas mãos do padastro com abusos, sem poder mudar situação pois Simon tinha um trunfo na mão para controlá-la. Ela é transformada em prostituta, preparada para fazer o que as amantes da época faziam; e acaba parando na casa de Jeoffrey, um dos homens mais ricos de Londres. É lá que conhece Rogan.

E falando no herói… tentei entender o que as pessoas acharam de tão promíscuo na relação dos dois, mas nada me vem a cabeça. Rogan vive em uma ilha, e vai parar em Londres na casa do tio por conta de um parente que faleceu. Ao descobrir que seu tio deixava Emeline trancada, e que ela era sua amante, segue-se então muitas cenas de discussão entre tio e sobrinho, muitas delas Rogan defendendo Emeline e se enfurecendo pelo modo como Jeoffrey tratava as mulheres.

Então, é isso. Eu achei o romance entre os dois bonito, Tracy promove uma personagem sofrível, que deixa de acreditar no amor e nos homens, porém Rogan, em suas conversas noturnas, cada um de um lado da porta, em seus momentos de fúria e seu espanto pelo modo como as mulheres eram tratadas, pelo seu desecantando a sociedade Londrina a medida em que passava os dias ali, – e principalmente, – pelas promessas que ele fazia a Emeline de tirá-la daquele mundo hipocrita, faz com que a mocinha do livro acredite novamente no amor. Além do romance principal, desenrola uma pequena trama no final do livro com relação a irmã de Rogan, também com o tom marcante do exagero ao drama.

Então a puxou para si, pois sentira a umidade de lá­grimas entre os dedos. Emeline chorava em silêncio.

— Penso que é muito dura consigo mesma. É uma mu­lher que continuou repleta de bons sentimentos mesmo depois de só ter recebido maus-tratos. Manteve a sani­dade quando via loucura ao redor, e demonstra compai­xão em meio à crueldade. E tem coragem de enfrentar o homem que a torturou. Em síntese, tem a bravura de uma guerreira e o coração de uma mulher.

Beijou a testa de Emeline cujos soluços silenciosos o emocionavam mais do que se estivesse gemendo e se la­mentando.

— Não quero mais ouvi-la dizer que é prostituta ou coisas assim. Não a ouvirei falar mal da minha amiga, ouviu?

Como eu falei, nem todos irão gostar desse tom pesado que o livro carrega. Para mim foi uma leitura rápida e gostosa, mas confesso que algumas vezes fiquei com pena da mocinha. Mais além, o livro faz parte de uma série.

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domingo, 10 de abril de 2011

A Volta do Guerreiro - Kinley MacGregor

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Return of the Warrior

- Resumo: Christian de Acre é um guerreiro orgulhoso, que carrega em seu íntimo profundas marcas do passado. Quando ele era ainda menino, uma linda princesinha lhe foi prometida em casamento, para depois lhe ser arrebatada e tornar-se uma estimada e respeitada soberana. A última coisa que Christian esperava era que depois de tantos anos Adara fosse procurá-lo para seduzi-lo com sua beleza e audácia, como uma maneira de convencê-lo a regressar com ela a seu reino e ajudá-la a impedir que um crápula ganancioso lhe usurpe o trono. Christian irá até o fim do mundo para proteger Adara da crueldade dos inimigos, embora relute em se render ao intenso desejo que o consome… Mas até quando o bravo guerreiro será capaz de negar a paixão pela encantadora jovem que por direito seria sua mulher, e até quando ele resistirá à tentação de provar o êxtase que espera por ele nos doces lábios de Adara?

- Nota: image

 

O que falar desse livro? Gostei tanto que por mim a história poderia ter continuado, continuado, que não ia me cansar… (ok, sei que uma hora ia, mas… vocês entenderam, rs). Só por ser medieval me apaixono, mais ainda por todo ambiente, narração, romance e personagens secundários tão perfeitos quanto os próprios protagonista que a autora conseguiu construir.

Para começar, o livro só tem homens que faz você desejar ter um clone deles em casa. Não porque eles sejam a perfeição, mas pela personalidade marcante de cada um deles tão bem construídos pela Kinley McGregor (autora também conhecida como Sherrilyn Kenyon, da famosa série “Dark Hunter”). Quase todos no livro fazem parte da “A Irmandade”, um grupo de cavalheiros que se conheceram na prisão na época das Cruzadas, e, em meio as torturas que sofriam, ao ponto de quase chegarem a insanidade, fundaram o grupo com a promessa de sempre se ajudarem. E é esse tipo de promessa que cria um clima de camaradagem maravilhoso entre os personagens, que se tratam como irmãos, e tal assim, riem juntos, zoam-se, fazem piadas, e claro… dão a vida um pelo outro.

Cristian, também conhecido como Abade, faz parte desse grupo de homens que sofreram muito. Não tem como não ficar com pena do mocinho fisicamente e mentalmente cheio de cicatrizes. Em sua vida “quase normal”, de repente aparece uma maluca (Adara) lhe dizendo que é sua esposa e, desesperada, promete uma noite de amor para que assim ela pudesse voltar ao reino dele carregando um filho no ventre e continuar governando. Pobrezinho, ele fica em choque! rs

Não falei nem a metade do que realmente acontece por conta de spoilers, mas a história é muito mais que isso. Divertido, dramático, ação, cenas de amor lindas… Queria um livro para o Lutian, Espectro, Ioan, e por assim vai, porque todos esses personagens divinos realmente mereceram. (Lutian, casa comigo?!) Na verdade o livro faz parte de uma série, que para variar, nenhum dos outros foram publicados no Brasil, e, infelizmente, nenhum deles conta a história desses personagens secundários. :( Mesmo assim, um livro excelente. :)

Série “Brotherhood of The Sword”:

1 - Master of Desire (Draven & Emily)
2 - 
Claiming the Highlander (Maggie & Braden)
3 -
Born in Sin (Caledonia & Sin)
4 - 
Taming the Scotsman (Nora & Ewan)
5 - 
A Dark Champion (Stryder & Rowena)
6 -
Return of the Warrior – A Volta do Guerreiro (Christian & Adara)
8 - 
The Warrior (Catarina & Lochlan)

Assinatura

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Minha Doce Annie – Cheryl St. John

image  imageTítulo Original: Sweet Annie

Annie não era como as outras jovens.

Colorado, América do Norte, 1878.

Para a família, Annie era como uma boneca de porcelana. Luke Carpenter era a única pessoa que a via exatamente como ela era: uma mulher adulta, cheia de sonhos, desejos e esperanças para o futuro... ao lado dele!

Para Luke, ela era a doce Annie, uma mulher com incríveis talentos e um coração tão aberto quanto o amplo céu do Oeste. Não houvera nem um momento sequer em que ele tivesse deixado de amá-la. Luke arriscaria tudo para torná-la sua esposa, mesmo contra tudo e contra todos!

O legal dos romances de banca, é a variedade com que se pode achar um tema. Nessa história, a mocinha Annie (personagem principal), é deficiente. Ela usa cadeira de rodas, embora consiga andar com algum esforço. Seu quadril de um lado é um pouco maior que o outro, e por isso há dificuldade na hora de andar.

Esse tema não é batido, mas bastante trabalhado nos romances de banca e bem delicado,  se assemelhando bastante a vida real. Annie cresceu em uma família que a trata como uma porcelana prestes a quebrar a qualquer momento. Além disso, o fato dela usar cadeira de rodas parece que remete ao fato de impedi-la de fazer até mesmo as coisas mais simples do cotidiano, ou ao menos é o que sua família pensa. A personagem que mais deixa isso claro é a mãe de Annie, que trata a filha – sem o adjetivo melhor para descrever aqui – como uma inválida que não serve para nada, uma inútil. Digo que muitas pessoas pensam assim na vida real, infelizmente.

Minha Doce Annie retrata justamente essa superação da personagem em meios aos preconceitos dos próprios familiares, em achar-se digna de se apaixonar e que alguém poderia se apaixonar por ela. Em descobrir que o fato de andar de jeito torto não a impediria Annie de fazer nada que não tivesse vontade, e muito dessas descobertas são feitas ao lado de Luke, um rapaz pobre, porém que amou Annie logo a primeira vista. Carinhoso, gentil, e determinado a tê-la, mesmo que para isso ele tivesse que enfrentar vários obstáculos preconceituosos.

É um romance muito bonito, que com certeza vale a pena ser lido. É bem leve, não espere um grande enredo, mas talvez o fato da superação da personagem tenha tornado o livro “grandioso”. Nunca tinha lido nada dessa autora antes, mas com certeza não será a última vez.

Cotação:

5 estrelas

Assinatura Bruna

 

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Anel de Noivado – Deborah Simmons

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A última coisa que Elene Fitzhugh queria era se casar com Geoffrey de Burgh. Ela só esperava que os afiados punhais que possuía lhe dessem proteção contra os modos gentis e as açucaradas mentiras daquele homem!

Embora Elene Fitzhugh houvesse assassinado o primeiro marido no leito nupcial, Geoffrey de Burgh não tinha escolha além de se casar com ela. Mas como tomar por esposa uma mulher de alma tão selvagem e apaixonada?

O blog já contou com uma entrevista com a autora Deborah Simmons, onde ela falou um pouco sobre os De Burgh e a criação deles. Também já foi resenhado o primeiro da série, e hoje falo um pouco sobre o segundo, O Anel do Noivado.

Geoffry é o mais inteligente dos irmãos. É um homem que adora ler (um dia encontro um cara assim pra namorar), que usa a razão em vez dos punhos, e está sempre procurando a paz com sua turbulenta esposa no qual foi obrigado a casar por um decreto do rei. Elene irrita no começo pelo tão desconfiada que é com tudo. Devido a acontecimentos que ocorreram no primeiro livro da saga, Elene não confia nos homens, e por isso até mesmo o mais simples gesto de cortesia por parte do marido é motivo para ela gritar com ele e sair esbravejando. Até eu fiquei com vontade de bater na mulher, imagine a paciência que precisou ter Geoffry (que foi um santo a todo momento).

Gostei bastante desse livro. O fato principal é o dia a dia dos dois, e Geoffry tentando domar com gestos de carinho a intensa e desconfiada Elene. O livro é bonito justamente por isso, e os outros irmãos (inclusive Dustan e Marion) tem seus momentos de destaque. Apesar disso, o primeiro continua sendo meu preferido. *suspiros pelo Dustan* :)

Série “De Burgh”:

  1. O Lobo Domado
  2. O Anel de Noivado
  3. Coração de Guerreira
  4. Uma Visita Inesperada
  5. Um Lorde Para Amar
  6. A Noviça De Burgh
  7. Reynold de Burgh - O Cavaleiro Negro               

Cotação:

5 estrelas
Assinatura Bruna

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Suave Feitiço – Theresa Michaels

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Um grande amor que desafiou o antigo ódio entre dois clãs Escócia, de 1372 a 1382.

Homem de temperamento ardente e paixões arrebatadoras, Micheil, líder do clã Gunn, sentiu-se enfeitiçado pela estonteante beleza de Seana MacKay. Mas Micheil fez uma terrível descoberta: a adorada Seana era inimiga do clã Gunn, e ele teria de usá-la como instrumento de sua vingança final contra o clã MacKay!

Com um bom drama, a autora conseguiu fazer um lindo romance medieval, que decididamente entrou nos meus favoritos. Não sei porque relutei tanto em ler esse livro, e sempre acabava deixando para depois.

Ele já começa com ação, com luta, e depois volta no tempo para relembrar o que levou os personagens para aquela cena de guerra. Para alguns podem ser uma história de novela mexicana, mas achei um bom romance turbulento, tornando a leitura maravilhosa. Quase morrendo, a irmã de Micheil alega que as surras e as cicatrizes em seu rosto foram obra do irmão de Seana, e vendo ela entre a vida e a morte, Micheil e seu pai juram vingança na mesma moeda, ainda que Seana fosse a noiva dele. Ou seja, Micheil a tranca em um convento, e quando ela crescesse, ele devolveria a irmã de seu inimigo do mesmo modo que fora devolvido a sua.

Parece muito dramático, mas adorei mesmo. Nada de romance suave, mas bem turbulento, daqueles “amo mas não quero (ou não posso) amar”, e esse sentimento é bem forte no livro. A irmã de Micheil, Bridget, também exerce uma forte influência sobre ele, fato que o faz ficar ainda mais impelido em cumprir a vingança. Lindo, amei!

Para a minha alegria, faz parte de uma série:
1 – Suave Feitiço
2 – Magia e Sedução
3 – Seda e Aço

Cotação:

5 estrelas  Assinatura Bruna

sábado, 16 de outubro de 2010

A Escrava de Atenas - Merline Lovelace

image A paixão por um inimigo inflamou sua alma guerreira

Como uma ninfa, ela surgiu do mar, coberta apenas pela espuma das ondas e por seus cabelos negros. Era Fedra, filha de Esparta, mulher capaz de atrair um homem para água profundas. Onde Alexandre, glorioso guerreiro de Atenas, poderia se afogar. Porque ela era maravilhosa e sua inimiga!

Aprisionada por Alexandre como troféu de guerra, Fedra não se submeteu a ele, pois isto seria trair tudo que ela era. Mas negar seu amor também seria trair tudo que desejava ser!

Já tinha uma vez começado a ler o livro, mas não sei porque cargas d’água não cheguei a passar das primeiras páginas. Enfim, foi só eu ver uma resenha boa sobre ele que voltei correndo pra ler. ;D

E bom, não me arrependi. Já tinha lido outros livros da Merline Lovelace, a autora é uma das minhas favoritas. Ela tem um modo as vezes engraçado, as vezes sério, tudo isso dentro do livro. A Escrava de Atenas é com o típico tema “mocinho rapta mocinha”, e neste caso aqui o herói a raptou de supetão mesmo. Fedra estava no lugar errado, na hora errada. ;)

O livro tem seus momentos bonitos com a história da filha de Alexandre, que possue um defeito em sua perna, e a superação da menina de andar. Mais além, o romance do casal, que não só precisa superar a teimosia de Freda em se entregar a ele – o “inimigo” –, como a superação de convencer dois povos que são inimigos entre si, (Atenas e Esparta)  que os dois se amavam. As discussões das guerras que ocorreu entre os dois povos também são fundamentais para deixar o livro mais interessante. Embora exista muitos romances históricos, esse é o primeiro que encontro onde o local se passa em Atenas….

Adorei!

Cotação:

clip_image002Assinatura Bruna

terça-feira, 8 de junho de 2010

Feita para Amar - Margo Maguire

The Perfect Seduction 



Criada em um convento, Kathryn de St. Marie aprendeu que render-se ao desejo por um homem é pecaminoso e proibido. Apesar disso, a bela normanda sonha em viver um grande amor. Mas o destino cruel interfere quando ela é capturada por um grupo de bárbaros escoceses, e logo em seguida, de uma forma bem mais branda, quando é resgatada por Edric de Braxton Fell, um homem orgulhoso e amargurado, deposto de seu cargo pelo governo normando.

Embora despreze os normandos, Edric percebe que Kathryn é diferente, gentil, generosa e dona de uma sensualidade envolvente. Tendo a reputação manchada pela captura, Kathryn não pode mais voltar para sua gente e ele é o único que poderá ajudá-la. Agora, o futuro dela repousa nas mãos fortes de Edric... e num sonho por longo tempo acalentado, de uma sedução perfeita e uma paixão arrebatadora...

Estava relutante em ler esse livro, pois li outros da autora ao qual não gostei muito. Mas na verdade esse é um livro cheio de história que não deixa o leitor parado. Gostei tanto que achei uma pena ter acabado tão rápido. O livro começa com ação logo de início (com os escoceses invadindo a fortaleza e raptando Kathryn) e segue assim até o final.

As emoções de Edric foi uma das melhores que já li no romance de banca. Digo isso por ser bem equilibrado, não é aquela coisa de maltratar a moçinha até o final das últimas páginas, e depois “puf” – dizer que a ama. Na realidade, aqui somos apresentado a um Edric casado, mas com um relacionamento a base de brigas, brigas e mais brigas. Quando ele salva Kathryn dos piores do destino tampouco é um cavalheiro. Mas aos poucos, (livre da esposa) decide que o desejo por “Kate” é grande demais para escondê-lo. E Edric afirma que Kathryn seria dele antes que ela pensasse em fugir.

Como eu falei, livro ótimo. Não só acompanhamos o amor de Edirc e Kate, bem como de Lora e Drogan, a cena em que o escocês volta para “acertar as contas” com Kate e Edric ( a mais tensa no livro). Como eu falei, o livro não deixa o leitor parado.