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domingo, 2 de junho de 2013

Voz do Coração – Michelle Willingham

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Tempted by the Highlander Warrior

- Sinopse: A força de seu silêncio a tocou… Finalmente, depois de anos de torturas brutais, Callum MacKinloch está livre de seus raptores – mas sua voz ainda está aprisionada. Seu grito não seria ouvido por ninguém, nunca. Apesar de invisíveis, as correntes de lady Marguerite de Montpierre podem prendê-la a um casamento cruel e sem amor

- Nota: image

Gosto bastante da série O Clã MacKinloch. Sempre num conflito entre dois povos, seja ingleses ou escoceses, a autora traça uma narrativa cujo drama é mais acentuado. A atmosfera beira sempre a certo tom melancólico presente a todo momento pela condição emocional de seus personagens. Nesse contexto seus protagonistas quase sempre precisam curar as feridas causadas no passado – não necessariamente por uma mulher, mas sim por torturas físicas e/ou psicológicas sofridas em conflitos ou prisões –, além de passar por longos obstáculos no presente para garantir o tão sonhado final feliz. É quase uma receita, porém não vejo de forma negativa. Adoro esse “jeitinho” de suas histórias. 

Desde o primeiro livro estava ansiosa pela história de Callum. Em A Voz do Coração, o leitor é levado de volta ao tempo, na época em que o personagem sofria na prisão inglesa. Para quem não leu a série, é uma forma ótima de introduzir o protagonista sem ficar perdido. Aqueles que já estavam familiarizado, acompanham o personagem em passagens da prisão com diálogos internos que exaltam sua dor física e psicológica pelas torturas como açoites, a privação de alimento e humilhações. Além de compreendermos essa construção psicológica, também entendemos como Marguerite e Callum se conheceram e como a personagem se tornou seu bálsamo para a salvação . A cena é breve porém exala emoção pela delicadeza com que a autora consegue abordar o encontro.

Callum segue vivendo seu sofrimento na prisão, mas a lembrança de Marguerite o mantém vivo. Depois de um tempo ele consegue escapar; é em meio a rebelião que Marguerite também vê sua chance de fugir de um casamento ligado ao homem que comandava a prisão. Coincidentemente, os irmãos de Callum lhe oferecem abrigo temporário até que pudesse estar segura para voltar a encontrar seu pai. Pouco tempo depois, Callum volta para sua família e os dois se reencontram novamente.

A autora constrói em cada livro a mesma passagem, porém cada história traça mais detalhes e avança um pouco mais na narrativa. Uma característica da Michelle que adoro nesta série é sua determinação em trocar os papéis que geralmente vemos em romances “de banca”. Seus personagens estão na posição de herói fragilizado enquanto as heroínas é quem precisam – com doses de paciência, sedução, carinho e compreensão –, resgatar a alma desses heróis. Entretanto, este não é um traço tão forte nesse livro. Aliás, pelas cenas de Callum vistas em histórias anteriores, eu esperava um personagem cujo psicológico fosse mais delicado, mas o livro me surpreendeu ao apresentar um herói forte, decidido em suas decisões para ficar com Marguerite mesmo que trouxesse consequências que o levariam de volta a prisão e possivelmente à morte.

Porém não se engane, o trauma do personagem é visível e trabalhado ao longo de toda a história. Callum perdeu a voz na prisão; o texto, portanto, carrega diálogos internos e tentativas por parte de Marguerite de ensiná-lo a escrever para que pudessem se comunicar melhor. Contudo, o foco é mostrar a comunicação pelo olhar, pelo toque, a mensagem de um abraço… Michelle Willigham é ótima em descrever cenas de amor que dispensam qualquer diálogo; trazem muita sedução e se encaixam bem à narrativa.

Gostei do clima, da ambientação histórica… mas sempre acabo implicando com algum personagem da autora. Marguerite faz o tipo politicamente correta, sua tentativa de fazer o certo – voltar para o pai, convencer o pai, cancelar o casamento e então se entregar ao romance, – e sua covardia perante os problemas que enfrenta acabaram me irritando. A personagem meio que é responsável por prolongar o sofrimento do casal até os últimos minutos; neste caso prefiro heroínas que se empenham mais frente aos obstáculos do romance. Marguerite tem bom coração, porém peca pela falta de coragem.

Voz do Coração é um romance agradável, escrito sem grandes enfeites na narrativa. Gostei da trama, dos dilemas românticos e principalmente da superação de Callum em encontrar a própria voz através do amor. Um tom dramático que encaixou-se muito bem com o romance e criou uma bela história.

Capa Original:

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Guerreiro Guardião – Michelle Willingham

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Her Irish Warrior

- Sinopse: Genevieve de Renalt precisa escapar do homem ao qual foi prometida em casamento, mesmo que isso signifique ser forçada a confiar em seus inimigos. O guerreiro irlandês Bevan MacEgan não pode abandonar uma donzela em apuros, mas até onde irá para mantê-la a salvo? Um casamento beneficiaria a ambos, mas ele jurou jamais amar novamente...
Orgulhoso e forte, ele se mantém distante de Genevieve. Contudo, à medida que ela começa a derreter seu coração, Bevan se vê forçado a fazer uma escolha... que pode significar perdê-la para sempre!

- Nota: image

Esse é um daqueles livros que me deixou indecisa quanto a nota. Adoro as histórias da Michelle Willingham e cada vez mais venho percebendo que a autora possui uma marca de drama suave em seus livros, geralmente ótimos e muito bem desenvolvidos. Pelo enredo, pela protagonista e pelo desenrolar da história, O Guerreiro Guardião poderia facilmente receber quatro estrelas. O problema, entretanto, é o herói, Bevan MacEgan. Incrível como uma ervilha pode incomodar e atrapalhar o brilho de toda uma boa história.

O livro começa com a fuga de Genevieve no meio da noite, ao tentar escapar de seu noivo, Hugh. No  caminho ela tenta pedir ajuda a Bevan, que a ignora ao perceber que nossa heroína era uma normanda. Isso porque a esposa de Bevan, Fiona, morreu nas mãos dos normandos e desde então seu ódio por eles fizera dele um homem cego e cheio de cicatrizes na alma. Entretanto, mais tarde ele encontrou Genevieve. E ao se dar conta  que ela sofria agressões do noivo, Bevan faz um trato com ela e decide ajudá-la a escapar.

Logo nas primeiras páginas é fácil perceber que a história aborda temas mais pesados como o abuso de poder por parte de um homem. Surras, tortura psicológica, medo; Genevieve sofreu tudo e mais um pouco nas mão do noivo obcecado em tê-la para si. Porém, o caminho trilhado pela autora opta por uma narração mais suave, sem sobrecarregar o leitor com detalhes, deixando que a história seja voltada para um romance lindo e delicado.  Brevan é aquele que lhe dará abrigo contra o noivo tirano, lhe dará um sobrenome como seu novo marido e uma nova chance de ser feliz.

O romance é uma graça. As descrições são bonitas, sempre voltado para o lado sensual e com um toque de drama. Michelle Willingham aposta na troca de olhares, nas mãos entrelaçadas e nos momentos de  longos abraços. Isso faz com que conseguimos perceber as cicatrizes que há em cada um dos personagens, Bevan porque não consegue esquecer sua antiga esposa, ao mesmo tempo em que se sente atormentado pela presença de Genevieve. Ela, por sua vez, é assombrada pelas surras de Hugh. Os dois vão descobrindo pouco a pouco o amor como forma de cura e assim exploram o relacionamento e a convivência do dia a dia.

Só há um porém. Seria perfeito, se Bevan não fosse teimoso de mais, orgulhoso de mais, chato de mais. Tudo nele é exagerado e ele estava sempre pronto para rechaçá-la. Como bem disse Genevieve, Bevan parecia uma criança mimada e se comportou assim boa parte da história. Sua relutância em trair uma esposa já morta há muitos anos, é irritante e cansativo. Além disso, ele não pensa duas vezes em magoar Genenevieve. Na primeira oportunidade, Bevan a abandona sem hesitar, pois ele “precisava fazer o que era certo”. Ao menos meu consolo é saber que ela  consegue devolver na mesma moeda e fazê-lo sofrer um pouquinho.

A história no geral é suave, linda, com um toque de superação que encanta o leitor. É uma pena que, por mais que as cenas de amor tivesse tentado demonstrar um homem apaixonado, eu não senti que os dois estivessem na mesma sintonia. Bevan parecia sempre estar um passo atrás boa parte da história, mas não vou negar que em dados momentos ele consegue compensar seus lados negativos. De qualquer forma, fiquei curiosa para ler a história dos outros irmãos, em especial de Ewan. Ele ganha um grande destaque nesse livro e é uma graça de personagem. Livro agradável para quem gosta de um romance de banca suave, leve mas com aquele toque especial de drama e superação.

Abaixo, a capa americana.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Desejo nas Terras Altas – Michelle Willingham

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Claimed by the Highlander Warrior

- Sinopse: Ele vai exigir a noite de núpcias que jamais tiveram! Bram MacKinloch passou sete anos, longos e torturantes, em cativeiro. Durante esse tempo, apenas três pensamentos o faziam resistir: cultivar sua força bruta, alimentar a sede de vingança e manter viva a memória do belo rosto de sua noiva. Ao rever seu marido após tanto tempo, Narnia ficou totalmente paralisada pelo choque de um encontro inesperado. As cicatrizes sobre o corpo de Bram revelavam o quanto sofrera em cativeiro, enquanto a fome em seus olhos provocava chamas de desejo. Porém, muitas coisas mudaram desde seu inocente casamento… Os guerreiros do clã MacKinloch estão sempre prontos para lutarem até o fim pela sua terra… e pelos seus amores!

- Nota:  image

Bram MacKinloch é um homem que passou sete anos como prisioneiro. Ao lado do irmão Callum, foi torturado, forçado a trabalhos humilhantes e desgastante, até que surge uma oportunidade de fuga. Mas seu irmão acaba ficando para trás, e Bram não se perdoa por isso.

Antes de se tornar um cativo, Bram tinha uma família, um lar e uma esposa a quem havia acabado de fazer os votos do matrimônio. Narnia viu seu marido abandonar a noite de núpcias para se juntar ao pai na guerra contra os ingleses, que invadiam a fortaleza dos escoceses. Desde aquele noite, se passariam sete anos até que o visse novamente.

Um pouco equivocada a sinopse do livro, o que fez com que a história fosse uma surpresa para mim. De fato, Bram não exige nada, ele é um homem torturado, carrega as cicatrizes no corpo e na mente. Sua mente frágil perturbada lhe prega flashbacks e se torna perigoso ao ver uma adaga, ou qualquer outra coisa que o remete aos tempos de tortura. Ele não consegue controlar os próprio atos, mas o quadro muda quando se encontra com Narnia. Ela é seu balsamo, seu porto seguro, e nosso herói claramente precisa de alguém em quem se apoiar ao longo da história. Quem mais senão a mulher que lhe manteve a sanidade nos sete anos de prisão?

O livro em uma descrição: tocante. A paciência de Narnia, o cuidado com que ela tenta trazê-lo de volta a vida, cada passo e gesto é acompanhado pelo leitor de forma leve, tocante, com excelente pinceladas de sedução, amor e posse. Um poderoso guerreiro, estruturalmente frágil, muito (muito) possessivo, e que precisa desse amor para sobreviver. Aos poucos a autora nos brinda com ótimas cenas hot, que misturam carinho, compreensão e uma dose de entrega para sarar as feridas.

Ao mesmo tempo, o livro é interessante por não focar apenas na relação do casal. Somos acompanhado a uma série de personagens secundários que ganham sua importância a trama, e que prometem bastante no próximo livro. Aliás, o segundo livro da série já está disponível, contando a história de Alex, um dos irmãos de Bram.

Por fim, “Desejo nas Terras Altas” também trás um pouco de ação, lutas e mostra até onde alguém é capaz de se sacrificar pelo outro. Foi uma das leituras mais prazerosas deste ano. Lindo, lindo!

Capa original:

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