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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

As Crônicas de Bane – Cassandra Clare

image - Ficha Técnica:

- Título Original: The Bane Chronicles

- N° de página: 388

- Sinopse: Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.

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As Crônicas de Bane reúne contos de um dos personagens mais famosos do universo criado por Cassandra Clare, autora da série “Os Instrumentos Mortais” e do spin-off “As Peças Infernais”. O livro foi escrito em parceria com mais duas autoras: Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson, e explora os anos e os acontecimentos aleatórios na vida de Magnus Bane – desde sua vida no Peru, em 1791, até o seu relacionamento com Alec, nos dias atuais. Imprescindível dizer que os contos seguem a trajetória das duas séries citadas acima – portanto, o livro contém spoilers destas histórias.

Magnus Bane é dotado de características divertidas e encantadoras – quiçá charmosas, uma vez que o feiticeiro possui a postura e a aparência de classe e de elegância de acordo com o seu próprio senso de moda. É justamente seu modo peculiar de viver e de ver as coisas, ou as situações mais diversas – e únicas, devo acrescentar – na qual qual se encontra, que “As Crônicas de Bane” se torna um deleite para qualquer um que aprecie o humor sutil e refinado, ainda que, algumas vezes, o contexto não seja propício a isso, como em contos onde o drama é mais acentuado. Magnus é, de longe, a figura de um homem com a alma de um rapaz vivendo e experimentando as mais diversas peripécias.

Suas “grandes aventuras”, descritas sempre com entusiasmo pelo próprio personagem, inclui salvar Maria Antonieta, enfrentar um bando de vampiros vingativos, se embebedar sempre que possível, flertar com homens e mulheres de qualquer espécie, rever antigos amigos e assim por diante. A lista é longa, e o ritmo, muitas vezes, acelerado. Os contos são interligados, já que descrevem sua trajetória de vida e quase sempre citam um ou outro fato do conto anterior. Aliás, “As Crônicas de Bane” é o momento que muitos leitores esperavam para rever antigos personagens do universo criado por Cassandra Clare, como Will e Tessa, por exemplo, que encantaram muitos – e eu faço parte deste coro –, pela sua história em “As Peças Infernais”. Os melhores contos certamente foram aqueles em que personagens já familiares aparecem na história.

O senso de ajudar o próximo, seu lado gentil e o seu carisma fazem de Magnus Bane uma figura introvertida e muito envolvente. A leitura é obrigatória para conhecermos mais a respeito de um personagem que roubava as cenas sempre que aparecia nos volumes anteriores. Não tardou muito, e um dos feiticeiros mais “sem noção” e, de certo modo, “fofo”, recebeu o seu próprio livro – livro este mais do que merecido. Fecho este ano literário de 2014 da melhor forma possível, sem dúvida.

Capa original:

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sábado, 1 de novembro de 2014

VIII – H. M. Castor

image - Ficha técnica:

- Título original: VIII

- N° de páginas: 377 páginas

- Sinopse: No início do século XVI, o gracioso príncipe Henrique VIII, ainda um carismático adolescente, chega à Torre de Londres. Na época, ninguém imaginaria que o príncipe mais belo da Europa morreria obeso, deformado e com uma reputação de barba-azul. O que teria causado tão brutal transformação? A resposta parece estar em seu tempo entre as paredes de pedra, onde antigos crimes e fantasmas rodeiam o jovem aristocrata. Lá ele será testado...

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VIII, da autora H. M. Castor, conta a história de vida de Henrique VIII, desde sua infância até os últimos dias de sua vida. A falta de carinho do pai, a relação fria com as esposas, suas ambições e fracassos – tudo é descrito através do olhar narcisista de Henrique, em uma história envolvente que nos transporta para outro tempo.

Graças a uma profecia ouvida durante a infância, Henrique VIII cresce acreditando que um dia será rei. Durante a adolescência, seu irmão mais velho morre, deixando-lhe a sucessão ao trono. A desgosto de seu pai, que sempre considerara Henrique um peso morto em sua vida, o rapaz começa então a se preparar para o cargo que um dia ocuparia. Mas as aulas enfadonhas de contabilidade e as conversas sobre impostos e contas não era o que Henrique tinha em mente para a posição de um rei. Para ele, subir ao trono significava a glória de criar herdeiros para garantir a linhagem real, além de invadir territórios e de participar de justas.

Narrado em primeira pessoa, a escrita rica e minuciosa da mente de uma dos reis mais famosos da história é um deletei para os apaixonados pelo período medieval. Os conflitos de sua mente, bem como as situações externas que o cercam, são retratadas a partir do ponto de vista de Henrique VIII. Acompanhamos um personagem egocêntrico, moldado pelo descaso de um pai que sempre o considerou como um estorvo – “o filho reserva”, caso algo acontecesse com Arthur. Henrique VIII aprendeu, desde a infância, a se desprender de sentimentos, e seu pai foi a primeira pessoa a quem ele dirigiu seu rancor.

No livro, Henrique passou a vida com dois propósito em mente: ter herdeiros e ser o maior rei que a história já viu. Em relação ao primeiro, sua vida foi marcada pelo martírio de casar-se com mulheres que não conseguiam conceber ou que lhe davam filhas mulheres; situação esta que, na época, era considerado o mesmo que nada. Quanto ao segundo caso, Henrique VIII passou quase toda uma vida de fracassos, com raras exceções.  De jovem ambicioso, decidido a ser um bom rei ao seu povo, Henrique VIII torna-se um homem frio, enfermo, obcecado e atormentado por passar anos fracassando em seus objetivos.

Mesclando ficção com fatos históricos, VIII é uma leitura com ritmo acelerado e cheio de pulos no tempo; o que parece atropelar um pouco a história em algumas cenas. Reviver Henrique VIII, entrar em sua mente e explorar os caminhos que o levaram a sua decadência física e mental, não é a tarefa mais fácil. Entretanto, H. M. Castor nos brindou com uma trama sedutora, repleta de bons elementos. Apesar do tema, VIII é uma história leve por não explorar situações mais violentas, como cenas de batalhas ou decapitações mencionadas superficialmente ao longo da história. Não vejo como um ponto negativo, uma vez que a ausência destas cenas não comprometem a qualidade do livro. Foi, de fato, uma leitura fácil de devorar em poucos dias.

Capa original:

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Longe de você – Emily Hainsworth

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Through to You

- N° de páginas: 288

- Sinopse: Camden Pike tem uma surpresa ao retornar ao local do acidente que matou Viv, sua namorada: ele encontra uma garota exatamente igual a ela. Nina vem de uma realidade paralela onde Viv está viva – mas não é bem Viv. Mas Cam está disposto a mantê-la ao seu lado. Mas eles fizeram escolhas bastante distintas em suas vidas, e quando Nina revela um segredo perigoso, fica claro que a Viv que Cam amava não é a mesma pessoa que ele reencontra. Mas será que ele conseguirá escolher entre essas duas realidades?

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Posso dizer que o principal atrativo de Longe de Você, livro de estreia da autora Emily Hainsworth, é instigar o leitor por meio do mistério. Não do tipo enrolado e cansativo, mas aquele mistério que é desmembrado a cada página, fisgando o leitor em uma história envolvente e inusitada. Confesso que tinha em mente outra ideia do livro, e a proposta da autora me surpreendeu de maneira muito positiva. Fugindo um pouco da mesmice, Longe de você traz um tema, até então, pouco visto na literatura juvenil – mundos interdimensionais paralelos.

Cam é um jovem que perdeu sua namorada, Viv, há dois meses, em um acidente de carro. O rapaz se culpa pelo ocorrido, uma vez que Viv perdeu o controle do veículo graças a ele. Desde então, Cam não tem vivido – ele tem sobrevivido. Sua perna dolorida é um lembrete do passado doloroso – um passado que ele não consegue esquecer. Em casa, sua mãe está sempre ausente e seu pai abandonou a família. Cam também não tem amigos na faculdade – pelo contrário. Sua vida está longe de ser um mar de rosas, e, muitas vezes, Cam deseja ter ido no lugar de Viv.

Em uma noite fria, ele se depara com algo inusitado. Uma garota em pânico, translúcida, confusa e perdida. Sem dizer coisas que fizesse sentido a ele, e assustado com a luz verde que emanava da jovem, Cam, em um momento de desespero, foge da aparição à sua frente. Mesmo após alguns dias, ele volta a ver a garota, porém descobre que Nina atravessou um portal que a levou para aquele mundo paralelo ao dela. Em duas dimensões parecidas, a vida de Cam segue um mesmo cursor, entretanto, algumas coisas diferem de um mundo para outro. Por exemplo, Cam descobre que, no mundo de Nina, Viv estava viva, e ele era quem havia morrido em outro acidente de carro.

É difícil explicar sobre o enredo sem entrar em muitos detalhes – especialmente para não estragar elementos que surpreenderão os leitores. Porém, posso dizer que a história, apesar de simples, foi trabalhada de maneira criativa e um tanto quanto original. O livro é dotado de um suspense delicioso, e apresenta personagens enigmáticos – sem sabermos se podemos ou não confiar neles. Há todo um mistério envolvendo a morte de Cam no outro mundo paralelo ao dele, e parte dessa incógnita está relacionada ao comportamento dos personagens. Muitos não são o que aparentam.

Bem escrito, Longe de você foi uma leitura rápida e envolvente. O livro fala de escolhas e de suas consequências – boas ou ruins –, e, embora o final tenha sido satisfatório, confesso que não fiquei de toda contente. Um dos personagens mais interessantes termina sem um fim mais conciso, gerando algumas dúvidas. Ainda assim, vale a pena a leitura, especialmente pela proposta original da autora.

Capa original:

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Garoto encontra Garoto – David Levitan

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Boy meets boy

- N° de páginas: 239

- Sinopse: Nesta mais que uma comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola... E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah!

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Garoto encontra Garoto é uma leitura leve, voltada especialmente para o nicho juvenil – porém não há restrições de idade. Ambientado dentro de um colégio peculiar, a história reúne como principal tema o romance entre dois garotos que estudam na mesma escola, mas que só se encontram após uma reunião com os amigos de Paul. A atração imediata faz com que Paul se empenhe em procurar Noah no dia seguinte, durante o intervalo da escola.

Com a ajuda de seus amigos, Paul finalmente consegue encontrá-lo. A relação entre os dois é muito doce e delicada, principalmente por Noah já ter enfrentado uma decepção amorosa em sua antiga escola. O rapaz não quer sofrer novamente, e, por isso, mantém certa distância dos seus próprios sentimentos com relação à Paul. Entretanto, ao ouvir um boato parcialmente verídico, os receios de Noah se concretizam, e os dois terminam a relação.

Agora, o garoto precisará arranjar um meio de fazer Noah perdoá-lo. Enquanto pensa em como revolver isso, Paul precisa planejar um baile, resolver de vez as pendências com o seu ex-namorado, lidar com sua amiga, Joni, e ajudar o seu amigo gay enrustido, Tony, a enfrentar os próprios pais. Assim, acompanhamos os conflitos amorosos, as intrigas, as brigas e as reconciliações do protagonista e de seus amigos no cotidiano do colégio onde estudam.

Narrado em primeira pessoa, o enredo simples faz de Garoto encontra Garoto uma história sem muitas ambições. A leitura é despretensiosa, de um jeito rápido e gostoso de se ler. O autor reúne personagens com características quase únicas, e os coloca em um ambiente juvenil com peculiaridades interessantes e divertidas – como os viciados em clubes, por exemplo. Onde o comum é presença de uma maioria gay, lésbica, travesti e bissexual, David Levitam defende  a bandeira da diversidade ao idealizar uma sociedade juvenil onde todos convivem de maneira natural – independente da orientação sexual de cada um. O preconceito é trabalhado de forma leve, porém ele está presente na figura dos mais velhos – como nos pais de Tony. O principal foi ressaltar a convivência de todos e mostrar que, sem importar orientação de cada um, os personagens são dotados de defeitos e qualidades apresentadas ao longo da história.

Garoto encontra Garoto foi um livro rápido, narrado com passagens bem humoradas, doces e delicadas. Embora não seja meu estilo de leitura - por apresentar personagens muito jovens e situações mais banais - , curti a proposta da história. Entretanto, devo também acrescentar que esperava um pouco mais. Faltou ousadia? Acredito que sim. O autor estagna numa zona de conforto e não saiu muito da mesmice de qualquer livro comum com este tema. Ainda assim, não deixa de ser uma história fofa e agradável.

Capa original:

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domingo, 15 de junho de 2014

Um Caso Perdido – Colleen Hoover

image- Ficha Técnica:

- Título original: Hopeless

- 381 páginas

- Sinopse: Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras... Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

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Um Caso Perdido, da autora Collen Hoover, é um romance adolescente voltado para o drama. Acredito que o livro se encaixe na definição de sick-lit, cujo enredo transborda em acontecimentos sofríveis que marcaram ou marcam a vida dos protagonistas. Confesso que não sou muito fã deste tipo de história, o que prejudicou um pouco minha leitura. O enredo apresenta ao leitor um mistério sutil que é desmembrado aos poucos, entrelaçado a uma carga acentuada de drama.

Sky é uma garota adotada por Karen, e não se lembra de sua vida antes dos cinco anos. Sua vida é relativamente comum; possui uma melhor amiga, leva meninos para o seu quarto e mantém uma amizade com sua mãe baseado em companheirismo e confiança. Algumas coisas, porém, são diferentes: Sky jamais estudou em uma escola – e sim em casa. Além disso, Karen é contra tecnologia, e por isso jamais permitiu que Sky usasse aparelhos como televisão, telefone ou celular. Entretanto, quando Sky compartilha seu anseio por estudar no último ano de um colégio, Karen abre esta exceção a sua regra.

Um dia, enquanto estava fazendo compras, Sky conhece Holder. O encontro gera certo desconforto, pois o jovem se comporta de maneira esquisita por achar que a conhecia de algum lugar. Mais tarde, ela o encontra novamente enquanto corria na rua. Então, descobre que Holder está na mesma sala de seu colégio, e os dois travam um romance que trará alguns mistérios. Porque Hold age como se estivesse escondendo algo dela? O comportamento instável de Holder a assusta, mas ela logo descobrirá o motivo. Sky precisará encarar verdades de sua própria vida e os mistérios de sua adoção.

Achei que a história começou muito bem até Sky encontrar Holder. Daí começa uma ladainha sem fim sobre como ela se sentia sempre que ele estava por perto, a tocava, tirava a camisa, respirava… achei que ela fosse entrar em combustão alguma hora! Achei muito exagerado e a autora pecou pela repetição. Entretanto, admito que em algum momentos me envolvi com a história dos dois. Holder é um personagem misterioso mas ao mesmo tempo sua personalidade faz mais o estilo romântico devoto. Quando os segredos são desmembrados, ele protege e acompanha Karen nas situações mais complicadas de sua vida.

A história traz uma realidade cruel e revoltante. Ao mesmo tempo, a quantidade de situações convenientes e furos na trama fazem de Um Caso Perdido uma história inverossímil. Não contarei qualquer um dos fatos presentes no enredo, pois uma vez que se centram no mistério, são spoilers importante para o leitor. Só ressalto que um tema tão importante, para mim, foi trabalhada sem o menor cuidado. Em momentos em que esperava mais bom senso, a autora escolhe uma via de fuga sem sentido, e, em outros, se repete e se enrola em uma narrativa cansativa e pedante.

Narrado em primeira pessoa, Um Caso Perdido é uma leitura que, para mim, não funcionou. Gostei em alguns momentos, mas confesso que pulei e fiz uma leitura “dinâmica” na maior parte da história. O mais curioso é que, quando comecei a leitura, não sabia que se tratava da mesma autora que escreveu Métrica – livro, que, por sinal, abandonei logo no começo. É, acho que definitivamente não me encaixo nas histórias de Colleen Hoover. Uma pena.

Capa original:

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Princesa Mecânica – Cassandra Clare

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Clockwork Princess

- 496 páginas

- Sinopse: Continuação de Príncipe mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.

- Nota: image

Quando pensei em ler a série Os Instrumentos Mortais, não estava preparada para encontrar uma trilogia que retratasse uma história tão intensa. O primeiro livro não me fisgou de início, mas resolvi que continuaria a série; com isso fui envolvida numa das melhores histórias do gênero Young Adult. Em Príncipe Mecânico, fiquei apaixonada pelo enredo recheado de fortes emoções em uma trama com um ritmo intenso, e um conflito envolvendo um triângulo amoroso com personagens encantadores e complexos. Agora, no terceiro livro da trilogia, Princesa Mecânica não somente trouxe os mesmos elementos que me conquistaram no segundo livro, como foi além e superou todas as minhas expectativas. Encantador, divertido, doce e muito triste, a história foi um verdeiro baque emocional.

O livro possui uma carga sentimental intensa. Princesa Mecânica é, sobretudo, uma história triste. Utilizando-se de um tom quase poético, o retrato da morte é um dos principais temas abordados sob a ótica da fantasia. Discussões sobre reencarnação, a passagem da alma e temas interligados foram bem trabalhados e inseridos no contexto da trama. A morte é um coadjuvante que conduz às emoções e os conflitos mais intensos de cada personagem. Will, por exemplo, é movido neste livro pela busca incessante de trazer à Jem, em seu leito de morte, a última vontade de seu parabatai. É arrebatador os sentimentos e a devoção que Will nutre pelo seu amigo e seu irmão – o que consiste na tal relação denominada – ; seu afeto e sua jornada por Jem conseguiram me levar às lágrimas diversas vezes. Há um momento na história onde é impossível não se emocionar com o sofrimento do personagem.

A saúde frágil de Jem permeia uma atmosfera melancólica. Não somente o personagem inspira compaixão, como os acontecimentos presentes na trama envolvem sentimentos de dor e perda. A história fala sim de esperança, de amizade no sentindo mais profundo, mas também de sacrifícios e sofrimentos. Princesa Mecânica misturou elementos que se encaixaram perfeitamente, sem que um se sobressaísse ao outro. O caráter e o aspecto emocional de cada personagem, a trama centrada, assim como as cenas de ação de tirar o fôlego – características estas presentes em todos os livros –, foram fundamentais para a construção de uma história impactante.

Os personagens são bem estruturados e cativantes. O triângulo amoroso – artifício esse do qual sou avessa –, foi um dos poucos que me conquistaram. Will e Jem são encantadores, sofríveis e apaixonantes. A relação entre eles com Tessa é algo muito especial. Mais do que um simples romance, a conexão dos personagens é tão intensa que o dilema comum envolvendo esses triângulos – que geralmente se resume a qual personagem a protagonista vai ficar -, é quase imperceptível na trama. A mera disputa romântica é deixada em segundo plano; o foco maior é a relação de afeto e companheirismo que nutrem um pelo outro. Porém, admito que, por mais que eu entenda a visão da autora, não posso dizer que tenha gostado do resultado final. Não que a história não garanta o final feliz, mas sim porquê a autora vai além dele. O pós-final feliz é doloroso. Triste, de apertar o coração e levar às lágrimas mais uma vez.

Cassandra Clare judiou de seus leitores nesse livro, mas concluiu a trilogia com chave de ouro. Chorei, me emocionei, ri e torci com os personagens. A minha dica é: leia e se emocione, pois é uma história marcante e um dos melhores Young Adults que li. Princesa Mecânica entra para a lista dos melhores deste ano.

Capa Original:

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Príncipe Mecânico – Cassandra Clare

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Clockwork Prince

- 396 páginas

- Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres — ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada — foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

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A continuação de Anjo Mecânico mostrou-se uma agradável e bem-vinda surpresa. No primeiro volume fui levada as páginas que narram a história dos antepassados dos personagens mostrados na série Os Instrumentos Mortais. Mesmo curtindo a leitura, houve alguns excessos que, devo confessar, não me agradaram muito. Já Príncipe Mecânico foi diferente; quase não conseguia largar o livro.  Retomei meu gosto pela série que entrou para os meus preferidos.

A narrativa cria um clima de aventura muito agradável. Ao longo da história a autora desmembra seus personagens, ou seja, muitas das dúvidas no primeiro livro são respondidas de forma satisfatória. As revelações feitas mostram uma trama bem amarrada, concisa, – o que trouxe uma compreensão mais clara do por que determinados personagens agirem de tal forma. Will, por exemplo, era intrigante. Já neste volume seu passado é resgatado, o que, devo dizer, me deixou ainda mais apaixonada por ele. Porém Tessa ainda é um mistério sobre suas origens.

O que encontrar na história? Um texto dinâmico, bem escrito e envolvente. Há reencontros, traições, muita ação e um triângulo amoroso delicado. Geralmente sou avessa a triângulos amorosos, contudo isso não me incomodou aqui. É quase impossível escolher entre dois personagens tão encantadores. Will se destaca graças ao humor ácido; Jem é o oposto, mas tampouco fica atrás. Aliás, a relação entre ambos é um forte atrativo; amei essa abordagem cúmplice dos dois. Will e Jem são o “parabatai” um do outro – termo para designar uma espécie amizade, como irmãos, com fortes laços que envolvem inclusive magia. Ao longo do livro Will e Jem demonstram essa lealdade de forma intensa e cativante.

E por falar em personagens, eles estão muito melhores. Will, Tessa e Jem exalam sua essência juvenil de dezessete anos, entretanto são personagens que precisam ou precisaram amadurecer rápido – o que trouxe uma abordagem mais adulta. Will, cujo caráter debochado no primeiro livro me irritou em diversos momentos, está diferente neste volume. Sua característica indiferente e sarcástica se mantém, porém, ao descobrir mais sobre o personagem, passamos a enxergá-lo de outro modo. Seu psicológico é delicado e Will, desta vez, se mostra humano ao desnudar seus sentimentos.

Jem possui um caráter mais reservado. Ele é fofo e sua saúde frágil carrega um ar melancólico no comportamento do personagem. Ele inspira compaixão mas, ao mesmo tempo, demonstra força através da amizade com Will e seu amor por Tessa. Já esta me agradou em diversos momentos; Tessa é madura, sensata e não hesita em proteger aos seus. Ela está mais ativa, mais guerreira - principalmente porque, neste volume, começa a ter aulas de luta. Ah, também não poderia deixar de comentar sobre Mangus Bane – mesmo em sua breve aparição o personagem me deixou intrigada, já que não o conhecia e espero saber mais sobre ele. 

Príncipe Mecânico traz o gostinho do que há de melhor na literatura jovem adulto. Um livro que fala sobre amizades, redenção, sacrifícios e paixões, que provoca um torvelinho de sentimentos no leitor. Amei cada momento da história e já sinto falta dos personagens. Agora é esperar ansiosa pela continuação que sai mês que vem pela editora Galera Record.

Capa Original:

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sábado, 20 de julho de 2013

O Futuro de Nós Dois – Jay Asher & Carolyn Mackler

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Future of Us

- Sinopse: É 1996, e menos da metade dos alunos das escolas de ensino médio nos Estados Unidos já tinham usado a internet. Emma acaba de ganhar o primeiro computador e um CD-ROM da America Online de Josh, seu melhor amigo. E ao instalar o programa, logo no primeiro acesso, descobrem que acabam de entrar no Facebook, dali a quinze anos. Todos se perguntam como será o futuro. Josh e Emma estão prestes a descobrir...

- Nota: image

Já adianto que a leitura foi muito prazerosa. A história é contada de modo leve, trazendo a experiência singular e divertida como característica principal de seu enredo. A ideia de saber como você será daqui a quinze anos não apenas atiça os personagens da história como o próprio leitor, o que por consequência este acaba sendo conquistado pela trama leve e gostosa. O livro provoca e brinca com o caráter mais antigo do ser humano: a curiosidade.

Na história, a personagem Emma ganha seu primeiro computador. Seu amigo Josh lhe entrega um CD da AOL que dá direito a cem horas grátis de internet. Ao instalar, entretanto, ela não entende o porque é direcionada a uma página denominada “facebook”. Não leva muito tempo para descobrir que a página é uma rede social em que uma Emma do futuro conta seu cotidiano, juntamente com outros amigos – inclusive Josh. A princípio, Emma e Josh desconfiam que este seja algum tipo de brincadeira, mas, aos poucos, começam a acreditar que estão de fato lendo relatos de pessoas do futuro. Com isso, também descobrem que suas ações do presente acabam mudando o que aparece na tela, como namorados, casamentos e até mesmo filhos.

A narrativa dos autores é leve, o que acaba tornando a leitura fluída e interessante. Os dilemas apresentados são para o público jovem, portanto aqui veremos temas como relacionamentos, amizade, “ficantes” e até sexo – tudo de um modo suave, sem pesar na história. O tópico predominante remete as ações do presente que, como os personagens percebem, alteram o seu futuro - neste contexto os autores abordam as questões principais da história. Um gesto simples, por exemplo, alteraria todo o futuro de Emma e, por consequência, modifica os daqueles que estavam em sua rede de contatos. Até onde alguém pode mexer em seu futuro sem prever as consequências? Como viver o presente sem se preocupar com o impacto que isso causará no amanhã? Essa e outras questões, tal como livre arbítrio e a busca pela vida perfeita, são trabalhadas nesse contexto.

Achei a história uma graça e muito gostosa de ler. Os autores souberam como atiçar o leitor mais velho inserindo alguns aspectos que caracterizam o cenário dos anos noventa. Pequenas coisas que fizeram a diferença na narrativa e deram veracidade a ambientação, como a menção a fitas piratas, programas da época, o bip, o fato de que a internet impossibilitava usar a linha telefônica, lições de casa todos os dias… é um tanque de nostalgia que provoca no leitor o sentimento de familiaridade e uma atmosfera descontraída, com a sensação de que ele já viveu aquilo e, portanto, uma identificação com os personagens. Vez ou outra eu abria um sorrisinho bobo ao me deparar com coisas do qual eu também já passei.

Os personagens são agradáveis, mas algumas vezes me apeguei mais a Kellan e Tyson quando estavam juntos do que aos próprios protagonistas – Josh e Emma. Isso porque os dois últimos passam boa parte da história se evitando devido a determinado acontecimento na história. Já Kellan e Tyson estão sempre juntos e garantem os diálogos mais descontraídos do livro. Entretanto, Josh é carismático, o personagem possui uma bondade fofa, um jeitinho divertido e, como vemos ao longo das páginas, mostra-se o mais sábio ao se deparar com seu próprio futuro. Quanto ao romance, ele peca um pouco pela falta de holofotes, mas para um livro juvenil, talvez esteja na medida certa.

O Futuro de Nós Dois fala da preocupação que temos com o nosso futuro, a nossa garantia de querer para si um final feliz. Fala sobre felicidade, sobre “deixar rolar” para viver o presente e aproveitar o que temos nele. As últimas páginas carregam uma carga de “moral da história” muito sutil e inteligente. Passei boas horas lendo e adorei. 

Capa Original:

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domingo, 7 de julho de 2013

Will & Will – John Green & David Levithan

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Will Grayson, Will Grayson

- 348 páginas

- Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

- Nota: clip_image004

Eu não andava muito empolgada com minhas últimas leituras, mas Will & Will me tirou dessa “letargia” por apresentar uma história que, não só mostrou diversas facetas diferentes que me surpreenderam, como também me conquistou com sua leitura leve e deliciosa. Will & Will consegue trazer uma história engraçada e ao mesmo tempo emociona por retratar dilemas amorosos, seja ele hetero ou homossexual. Além disso, temas como amizade e depressão também estão presentes na trama, tudo de uma maneira descomplicada e deliciosamente leve.

Will & Will traz uma linguagem jovem de um modo que soa natural e muito divertido. A narrativa parece própria de dois adolescentes com seus dilemas e conflitos internos. Já no começo fui surpreendida, pois imaginei que a história traria a relação entre dois Will – como parece sugerir a sinopse e o título –, mas, na realidade, o que encontramos é a vivência de dois personagens em relação a um terceiro, Tiny Cooper. Ele não é, de fato, o protagonista, mas traz consigo o argumento principal para a trama. O personagem possui 1,90, 130 quilos, é gay e está trabalhando em uma peça para o colégio cujo enredo é sobre ele mesmo. Ele e Will Grayson são melhores amigos, o que não impede que os dois briguem ou se irritem um com outro – principalmente Will se irritar com Tiny sempre que este queria interferir em seu modo de ser ou sua vida amorosa.

Em outro momento o leitor conhece… bom, Will Grayson. O outro Will, que neste caso também é gay, é caracterizado pelo contexto social – Will tem poucos amigos, não assume sua sexualidade perante eles e sua relação familiar é um tanto instável –, o que acaba refletindo, de certo modo, em um conflito interno sobre sua condição mental. Mas que fique bem claro, aqui não se trata de pieguice envolvendo clichês de existência, mas sim um problema de depressão cujo personagem trata por meio de remédios. Seus pensamentos autodestrutivos, próprios de alguém com esta doença, trazem dois lados - um que exala tristeza e inspira a afeição do leitor – e o outro que destila seu humor negro, o que tornou impossível não rir em diversos momentos.

Em uma noite os dois Will se encontram, o que faz com que o “Will gay” se aproxime de Tiny Cooper no âmbito amoroso, porém a relação é instável devido, não apenas, a sua condição social, já que isto incomoda ao personagem, mas pelo conflito interno do mesmo. Ao mesmo tempo, o “Will hétero” tenta enfrentar seus próprios dilemas de insegurança e dúvidas quanto a amar alguém, enquanto precisa lidar com problemas de sua amizade com Tiny. Qualquer coisa a mais que eu dissesse, infelizmente, considero como spoiler.

Eu nunca tinha lido nada dos dois escritores, mas gostei muito da forma como apresentaram um livro sobre preconceitos, dramas, homossexualidade, amizade e romance sem cair em uma história estereotipada. É difícil explicar, mas Will & Will traz uma abordagem criativa, diferente, sem focar em um único tópico – como eu também pensei que faria –, mas, ao mesmo tempo, dando ênfase em cada assunto de modo único… Não vou mentir, há alguns clichês, mas eles não incomodam. A história é trabalhada de forma leve e, ao mesmo tempo, sentimental. Will & Will é um sopro de ar fresco com mensagens nas entrelinhas que não são difíceis de entender a medida que o leitor se permite entrar na história. `

Os personagens transformam a leitura num momento agradável que garante boas risadas. Em vários momentos me peguei rindo das reações e pensamentos espontâneos – pois, como eu citei – os autores escrevem em linguagem descontraída, como se de fato o leitor estivesse conversando diretamente com os protagonistas e não houvesse qualquer intermediador. Tiny, entretanto, conseguiu me irritar em alguns momentos, mas o personagem compensa seus deslizes em argumentos sólidos no final da história. Já os temas são retratados sem holofotes melodramáticos – por exemplo –, Tiny Cooper é gay, mas isso é normal. Não é o fato de ele ser gay  que o livro trabalha, mas o relacionamento amoroso dele que é contextualizado nos mesmos aspectos de um relacionamento hétero, inclusive sua amizade com Will, por exemplo. Há mágoas, dilemas bobos ou simples, dramas com o mesmo conteúdo que qualquer outro relacionamento. Mesmo o preconceito, aqui, é trabalhado de forma sutil, o que torna o livro interessante por retratar temas fortes de maneira quase despretensiosa, mas, ao mesmo tempo, suficiente ao ponto de causar reflexão.

Will & Will é delicioso e me diverti muito lendo. Adoro romances gays que abordam o amor simples e sem complicações e há muito tempo sou apaixonada por esse gênero literário, embora até então só cheguei a ler literatura homo adulta retratada por autoras como J.R Ward ou Carol Lynne, mas Will & Will conseguiu me conquistar quase na mesma medida. Quando comecei a ler foram mais de 200 páginas sem que eu notasse o tempo. O desfecho me pareceu um filme americano, só lendo para entender o que quero dizer, mas, ainda assim, me tocou. Mensagens trabalhadas de um jeito simples, leves e muito gostosas. Adorei e recomendo.

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

A probabilidade estatística do amor à primeira vista – Jennifer E. Smith

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- Ficha Técnica:

- Título Original: The Statistical Probability of Love at First Sight

- 392 páginas

- Sinopse: Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

- Nota: image

Hoje a resenha é da convidada Luciara, do blog Leituras e Devaneios. Obrigada por ter aceitado o convite, Lu! Segue a opinião da blogueira sobre o livro:

Obrigada a minha querida amiga Brunette por me convidar para resenhar no blog.

Bem, “A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista”, da autora Jennifer E. Smith, é um dos lançamentos desse ano da Galera Record. A primeira coisa que me fez interessar pelo livro foi à capa; fala sério, não tem como não se apaixonar por ela, é muito fofa! O título é daqueles que tenho dificuldade de lembrar por ser tão grande, mas a capa é inesquecível (risos).

Hadley Sullivan - a personagem principal – tem 17 anos e está prestes a embarcar para Londres, onde participará do casamento do seu pai com uma mulher que ela nunca viu na vida. Porém tudo dá errado e ela acaba perdendo o voo, sendo obrigada a esperar pelo próximo. Ela tem pavor de aeroportos e tenta se manter afastada de todos ao seu redor, entretanto ela acaba esbarrando em um garoto lindo que não consegue ignorar: Oliver, que se torna, querendo ou não, seu companheiro de voo.

Oliver, com seu lindo sotaque inglês e seu jeito divertido, proporcionará a Hadley uma viagem inesquecível. Mas não se enganem com o jeito brincalhão de Oliver, pois apesar de demonstrar ser alguém seguro, ele também tem seus próprios problemas que não deixa transparecer.

Em meio a essa convivência, Hadley e Oliver vão se apaixonando (mesmo ninguém querendo admitir). Porém o voo não dura para sempre... quando menos se espera a viagem acaba e os dois são obrigados a enfrentar a realidade e os problemas que se encontram em terra.

O que acontecerá quando o avião pousar?

“A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista” é daqueles livros que a gente já começa a leitura achando que vai ser bom ou, no mínimo, apenas uma leitura de passa tempo. Porém, mais uma vez estava enganada: Jennifer E. Smith não criou somente uma história clichê sobre amor à primeira vista, então espere muito mais desse livro! Essa é uma história não só de amor, mas também sobre família e seus problemas.

Hadley e Oliver muitas vezes se tornam peças secundárias da história, dando lugar às lembranças dos dias alegres em família da personagem principal. Confesso que sofri por Hadley e torci para que algo acontecesse e ela voltasse a ter seus pais casados, porém divórcios ocorrem o tempo todo e não há como manter o casamento daqueles que não querem mais.

O casal Hadley e Oliver são bem fofos! Não tem como não gostar do entrosamento que os dois criam durante a viagem. Fiquei com medo de que no fim das contas o romance ficasse apenas no avião e quando chegassem a Londres eles nunca mais se veriam.

“A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista” é leitura leve, sem grandes acontecimentos, contudo proporciona ótimos momentos e nos faz parar para pensar o quanto a família é importante em nossas vidas.

Recomendo!

Capa Original:

 

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LUCIARA

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Procura-se um marido – Carina Rissi

image- Ficha Técnica:

- Sinopse: Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou. Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.

- Nota: image

Abaixo, segue mais uma resenha da Luciara, do blog Leituras e Devaneios:

“Procura-se um Marido” é um livro nacional da escritora Carina Rissi. Em “Procura-se um marido”, a história é centrada em Alicia Moraes de Bragança e Lima, uma jovem mulher de vinte e poucos anos que perdeu os pais ainda criança e, desde então, passou a viver com Narciso, seu avô.

Alicia é sua única herdeira. Como tal, teve tudo que sempre quis. Essa vida recheada de regalias não a tornou uma pessoa mimada, mas há um tom de imprudência na personagem que, confesso, me irritou, pois vivia se metendo confusões e precisava ser resgatada pelo amado avô a todo instante. Ainda assim, consegui ser cativada por Alicia mais para frente.

Tudo estava indo bem na vida da garota rica, contudo, ela mais uma vez perde a pessoa que tanto ama e se vê sem chão. Narciso partiu para sempre, deixando Alicia como única herdeira de toda sua fortuna. Porém, junto ao dinheiro vêm uma… surpresinha. Cansado de ver a neta destruindo a vida, Narciso estipula no seu testamento que ela só poderá receber a herança depois que se passar um ano casada e, enquanto não encontrasse o felizardo, teria que trabalhar na empresa L&L Cosméticos, cujo o fundador foi seu Narciso. Alicia odeia, é claro, as condições impostas pelo avô. Ela não quer casar, nem agora e nem nunca, e acha o testamento uma loucura.

Clóvis, o advogado e tutor de Alicia, a coloca contra a parede, deixando claro que não facilitará e levará ao pé da letra o que Narciso pediu. A única pessoa que está ao seu lado lhe dando apoio é Mari, sua melhor amiga. É com ela que Alicia está vivendo depois de sair da linda mansão da família, onde seu tutor Clóvis está morando também.

Logo ela se vê trabalhando em um ambiente onde as pessoas não vão muito com a sua cara e parecem achar sua presença desnecessária. Uma dessas pessoas é Max, um cara lindo e loiro, que arranca suspiros das mulheres da empresa.

Os dias vão passando e Alicia já não aguenta mais toda a situação. Ela então arquiteta um plano para cumprir as normas do testamento do avô, sua ideia consiste em arrumar um marido, nem que seja através de anúncio em um jornal. Mari deixa claro que acha uma péssima ideia e logo Alicia também. Porém,  alguém muito interessante responde ao seu anúncio e ele com certeza é a escolha perfeita.

Confesso que não sou grande fã de chick-lit, pois as vezes não tenho paciência para aguentar as personagens principais que, geralmente, tem todo aquele complexo de inferioridade, se achando feia, gorda, etc... mas “Procura-se Um Marido” me conquistou.

Alicia se mostrou uma personagem forte, que sabe o que quer e corre atrás. Adoro personagens assim. Ela não passa o tempo todo lamentando pela situação que está vivendo, ela vai atrás de soluções e pronto. No começo achei-a um pouco irritante por causa de toda a rebeldia, porém, no decorrer da história ela passou por mudanças e se tornou alguém mais consciente dos seus atos.

A amizade dela com Mari é um das coisas mais legais da história, pois é uma amizade forte e elas sempre estão juntas para se ajudar. A relação de Alicia e Narciso também é linda e tocante. Os dois tinham uma relação bem próxima e um grande amor pelo outro. Achei triste ele morrer, mas Alicia não teria encontrado a felicidade se não fosse pressionada pelo testamento.

O romance é muito fofo! Apesar de rolar uma química no primeiro momento entre o casal, é no decorrer da convivência que os dois vão realmente criando aquele amor um pelo outro. Alicia, que não queria se apaixonar, de repente está toda apaixonada e fazendo de tudo para que o casamento se torne algo real, sem saber que esse também era o plano do marido.

 Adorei a história e virei outra fã da Carina! Dépois dessa, já coloquei Perdida na minha lista de próximas leituras.

Luciara

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Assassin’s Creed – Oliver Bowden

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Renaissence

- 367 páginas

- Sinopse: Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os seus aliados, ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos, ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo da Itália. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.

- Nota: 2

Hoje vou abrir uma exceção aqui no blog. Nada de romance gracinha, erótico, chick lit ou romance adolescente… o livro de hoje é baseado nos jogos de Assassin’s Creed, criado pelos mesmos produtores do também jogo de video-game, Príncipe da Pérsia.

Antes de tudo, sou uma fanática por jogos. Posso não jogar tanto agora quanto na minha infância/adolescência (falta de tempo), mas era daquelas que comprava as revistas, lia sobre os lançamentos, alugava “fitas” (velha) todo final de semana e comprava os jogos dos mais diferentes tipos. Assassin’s Creed fez parte disso, e eu amei a história de Ezio, com todo aquele ar de conspiração, lutas e um homem em busca de vingança.

Ezio tinha uma vida tranquila em Florença. Metia-se em brigas, escalava a janela de Cristina toda a noite e corria entre os telhados das casas, apostando corrida com seu irmão. Tudo estava perfeito, até que sua família é acusada de traição. A vida que ele conhecia não existe mais. Ainda jovem, assistiu seus dois irmãos e seu pai serem enforcados. Viu como sua mãe perdeu o gosto pela vida, e como sua casa ficou destruída após a emboscada. O garoto encrenqueiro, que levava a vida tranquilamente, perdeu sua inocência aquele dia, e torna-se então um jovem em busca de vingança.

A história do livro começa boa, e o próprio enredo do jogo daria tudo para um livro digno de best-seller. Entretanto, parte do problema de Assassin’s Creed foi justamente esse… o livro segue a risca os acontecimentos do jogo.

Se fosse como aconteceu em Príncipe da Pérsia, com sua adaptação para o cinema – e nisso tivemos uma história reescrita, mas que conseguiu manter a essência do jogo – Assassin’s Creed teria sido perfeito. Porém, o autor optou pelo caminho idêntico ao game. As ações de Ezio, as falas, os passos dele… Como eu li em várias resenhas (e devo concordar), tive a impressão que estava lendo um script ao invés de uma história literária. Tanto que, na primeira parte do livro, ainda me senti lendo de fato uma história, e foi a parte que eu mais gostei. Temos momentos em que sabemos o que se passa com os sentimentos do personagem, a raiva, a frustação, o choro, o sentimento de deixar o seu amor para trás – coisas que Ezio enfrenta pela sua busca à vingança.

Entretanto, depois disso, só o que temos são cenas e mais cenas de ação, que em certo momento parecem repetitivas e não deixa o leitor respirar. Em um jogo isso é ótimo, no livro senti falta de algo mais. Os raros momentos em que Ezio dá uma pausa e temos o seu lado “humano”, que pensa em sua antiga vida, no seu antigo amor ou em quem ele se tornou, não passam de dois ou três parágrafos, poucas vezes.  O ápice de comover o leitor foi quando Ezio assistiu a morte do pai, que também durou rápido.

Não vou dizer que não gostei de nada. A leitura como um todo é boa, mas faltou mais ingredientes e, principalmente, se desprender um pouco do jogo. Se fosse para escolher um elogio, diria que as descrições de Florença e outras cidades são um prato cheio pro leitor ser transportado para época. O autor escreve bem e pesquisou bastante para trazer os ares da renascença para o livro.

Para quem já jogou, as chances de gostarem do livro são poucas. Ao mesmo tempo, vi várias pessoas que não jogaram e adoraram a história do livro. Para mim, opto pela história de Ezio no mundo dos games.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Amada Imortal – Cate Tiernan

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Imortal Beloved

- 279 páginas

- Sinopse: Primeiro livro de bem-sucedida trilogia, mistura fantasia sobre imortais a uma história moderna de jovem em busca de si mesma e de redenção. Questões de identidade e moralidade aparecem na trama, protagonizada pela imortal Nastasya. Nascida em 1551, acostumada a beber e sair para baladas cada vez mais loucas, ela perdeu o rumo. Suas conexões com outros imortais, interessados apenas em suas habilidades mágicas, a fazem partir em busca de um propósito. E o encontra em uma espécie de clínica de reabilitação para os de sua espécie, onde conhece um pouco mais sobre o próprio passado e cria importantes laços para o futuro.

- Nota: 3 (Bom)

A sinopse prometia. A capa é linda, com um efeito fosco, destacando as flores ao redor. Entretanto, Amada Imortal tem seus prós e contras. Sabe quando você até gostou da história, mas acha que ela podia ser muito melhor? Então…

Nastasya é uma garota com 449 aninhos. Tantos anos de vida tornaram a vida da personagem num completo vazio. Drogas, sexo fácil e viajar o mundo afora eram seus passatempos preferidos, até que assiste seu melhor amigo torturar um taxista. Incy simplesmente achou divertido quebrar a coluna do homem, deixá-lo em meio a chuva numa situação agonizante. Depois disso, ela percebe que é hora de mudar.

River’s Edge é o local perfeito para ela. Uma espécie de “clínica” de reabilitação para Imortais que procuram uma segunda chance. A rebelde percebe que não é a única com problemas e, enquanto tenta se adaptar naquele lugar exótico, diferente do luxo que estava acostumada, Nastasya vive crônicas do dia a dia entre aulas com outros alunos e afazeres domésticos.

Já aviso que o início do livro é lento. As coisas só começam realmente acontecer lá pela página 150. Se você estiver procurando um livro mais light, sem muita ação, esse é a história certa. O ponto aqui é a redenção de Nastasya, e isso ocorre aos poucos. A autora não tem pressa e mantém o leitor no mistério quase até o final. Porque, enquanto a heroína está varrendo o chão, colhendo ovos, trabalhando na farmácia e procurando sua paz interior – ao mesmo tempo acompanhamos o passado de Nastasya em algumas visões bastante interessantes, que fazem parte do mistério sendo desvendado pouco a pouco.

A trama é bem escrita. Dessa vez, não temos vampiros, lobos ou fadas. Eles são imortais que usam Magick, um tipo de magia que, ou você sabe usar, ou pode ser completamente desastroso (o que geralmente inclui mortes ou pessoas agonizando). Durante minha leitura, tive a impressão que Magick era quase uma religião (que me lembrou a Wicca), onde, para que a pessoa se aperfeiçoe, ela precisa ter uma certa harmonia com as energias, a natureza, a lua, etc. Gostei  e fiquei encantada com esse lado mais “zen” que a autora propôs, fugindo dos temas mais populares e seguros. Cate apostou e deu certo.

Entretanto, meu lado que gosta de explosões, brigas, ação e correria gritou pela falta dos mesmos na trama. Então, vem o romance. Ah, o romance é frustrante! O mesmo tem grande importância, mas a química é quase zero. Pouquíssimas cenas, pouquíssimos diálogos, e somos apresentados a um dos casais mais fraquinhos deste ano. A não ser, é claro, que a autora esteja jogando tudo para o segundo livro. Por enquanto, não me convenceu.

Amada Imortal parece quase uma introdução; onde a história só vai começar, de fato, no segundo livro. Aliás, o final deixa a gente com um gostinho de “quero mais”. É como eu disse no começo da resenha. Gostei do livro, mas achei que poderia ter sido muito, muito, mas muito melhor. Cate Tiernan tinha a faca e o queijo na mão, mas não soube tirar tanto proveito disso. Quem sabe na continuação?

Capa original:

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