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quinta-feira, 20 de março de 2014

Êxtase – Nicole Jordan

image- Ficha Técnica:

- Título original: Ecstasy

- 380 páginas

- Sinopse: Depois de ver seu amor definhar por causa de um amor perdido, Raven Kendrick jurou nunca entregar seu coração. Mas quando sua vida se transforma em um escândalo, ela é forçada a aceitar uma proposta de casamento do sensual prorietário da casa de jogos mais conhecida de Londres. Embora fortemente atraída por seu enigmático salvador, Raven luta para resistir ao marido, cujas carícias prometem um êxtase além de suas fantasias mais selvagens. Para salvar a reputação da inocente jovem, Kell Lasseter se vê obrigado a sacrificar sua liberdade casando-se com a deslumbrante garota, uma vez que o irmão dele foi o causador da ruina de Raven. Desprezado por seu sangue irlândes e seu passado obscuro, Kell não pode negar que essa mulher geniosa e encantadora é diferente de todas as outras que já conheceu... Assim como não pode reprimir o desejo ardente que sente por ela. Dividido entre a lealdade para com o irmão e seus sentimentos crescentes por sua noiva rebelde, Kell precisa libertar o coração relutante de Raven de alguma forma, para que eles possam conhecer o extase do verdadeiro amor.

- Nota:clip_image004

Eu confesso que estava um pouco receosa com esta leitura, pois a sinopse se parecia um tanto quanto a do livro “Paixão” – livro este que não gostei. Porém, felizmente, Êxtase foi o melhor que li da série até o momento presente. As características narrativas permeiam, como marca da autora, um texto mais detalhado, que tende a descrever passagens mais longas – especialmente os momentos sensuais entre os personagens. Outro aspecto é o enredo por vezes delimitado, em que temos a decisão dos protagonistas pela escolha de um casamento arranjado e sem amor. O diferencial, entretanto, está na dinâmica com que isto ocorre, e que vem melhorando consideravelmente a cada volume.

Em Êxtase, a história se inicia de maneira pouco convencional. Raven está para se casar quando é raptada por um de seus antigos admiradores. Seal é um homem perigoso e desequilibrado, que jurou se vingar de Raven após ser levado para a Marinha Britânica, onde sofreu diversos castigos físicos. Então, o rapaz a amarra sobre a cama de um quarto escuro, decidido a fazê-la pagar pelo seu sofrimento. Antes, porém, seu irmão o intercepta, e consegue convencê-lo a ir embora. Kell terá um grande problema pela frente: não somente teria que lidar com o fato de que seu irmão doente poderia ir para a prisão, como também precisaria resolver a reputação da moça em questão.

Ele, então, sugere a Raven um casamento de fachada. Sem outra escolha – uma vez que ser raptada no dia do casamento tinha machado sua honra –, a moça aceita, sabendo que, ao menos, seria concedido a ela um casamento sem amarras. Mas, aos poucos, os acontecimentos sociais e a química entre os dois acabam por aproximá-los. Antes que Kell e Raven percebam, o casamento por conveniência se transforma em amor. Caberia a cada um, então, tomar a decisão de deixar esse sentimento aflorar ou negar-se a ele.

O tema clichê é bem desenvolvido, o que tornou a leitura muito fluida. Assim como no volume anterior, Êxtase não se prende somente a relação sexual entre o casal – estas descritas com um toque de elegância –, mas também na relação cotidiana entre eles. Nenhum dos dois estava interessado naquele casamento, o que os deixa afastado boa parte da história. Porém, influências externas – como mexericos e a má fama que ronda o estabelecimento de seu marido, e que poderia arruiná-lo, faz com que Raven, aos poucos, se aproxime dele. A química se tece aos ao longo das páginas, bem como a convivência entre os dois.

A cada trama a autora nos brinda com antigos personagens. Uma característica marcante é a presença de um vilão que proporciona nos momentos finais um toque de ação à trama. Aqui, a autora explora mais a fundo este vilão, interligado ao passado sofrível de kell. Além disso, Nicole Jordan não deixa de inserir propositalmente um cenário retrógado a liberdade feminina com situações pouco favoráveis à protagonista da história. Nos livros desta série, a autora sempre levanta a questão do papel da mulher no matrimônio.

Apesar de ter gostado bastante, ao olhar para trás, não posso deixar de comentar que me sinto um pouco decepcionada pela falta de inovação. O tema, se sobreposto ao volume anterior, é praticamente o mesmo: o casamento arranjado e a veemente negação de se apaixonar. Há tantas outras variáveis a serem exploradas dentro do romance histórico, que estava esperando algo diferente. Ainda assim, Êxtase se mostrou uma ótima leitura, o diferencial seria somente um adendo para a história. Que venha o próximo!

Capa original:

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Desejo – Nicole Jordan

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Desire

- 363 páginas

- Sinopse: Uma noiva relutante. Uma maldição de família. Uma paixão escaldante que não pode ser domada… Amante lendário e chefe de espionagem, o sombriamente sensual conde de Wycliff evita o matrimónio até que um encontro próximo com a morte o faz ansiar por um filho que perpetue o seu nome. No momento em que Lucian avista a atraente Brynn Caldwell numa praia da Cornualha, sabe que encontrou a mulher que quer para sua esposa. Brynn acredita que o fascínio daquele conhecido libertino por ela resulta de uma maldição com séculos que condena as mulheres da sua família a tentarem os homens – apenas para conduzirem aqueles que amam à morte. Obrigada por circunstâncias difíceis a casar com Lucian, Brynn entrega o corpo às suas carícias mas não se atreve a entregar-lhe o coração. Preso numa batalha de vontades com a sua encantadora mulher, Lucian começa a suspeitar que Brynn é uma traidora. Não tarda a ver-se atraído para uma teia de perigo e traição, na qual o preço de conquistar o coração esquivo da esposa pode ser a sua própria vida.

- Nota: clip_image004

Desejo é o terceiro livro da série Notorius. O segundo livro, Paixão, me decepcionou ao tal ponto que minhas expectativas pela continuação não eram tão altas. Felizmente, meu receio de que o terceiro livro pudesse ter seguido os mesmo passos de seu antecessor, se mostrou infundado. Desejo não só foi uma leitura viciante, com elementos muito bem desenvolvidos, como também o considero uma das melhores obras que já li da autora. A premissa é instigante e me fisgou logo nas primeiras páginas. O livro explora o envolvimento emocional de um casamento arranjado, regido pelas convenções formais da época e inserido num contexto repleto de erotismo narrado de forma elegante, além de trazer, de bônus, uma história com traições, segredos e uma terrível maldição.

Em Desejo, Brynn é amaldiçoada. Todos em Cornualha conhecem a calamidade que ronda as mulheres da família dela. Há dois séculos, Eleanor Stanhope fora amaldiçoada por roubar o amante de uma cigana. Ela e todas as mulheres descendentes da família estariam condenadas a enfeitiçar os homens e atrai-los para a morte. Pela sua beleza, Brynn sempre chamara à atenção de pretendentes, mas por causa da maldição ela os repele e se mantém em um certo isolamento da sociedade. Uma única vez, Brynn não se importou com a maldição, o que fora um erro. Seu primeiro e único pretendente morrera afogado, e Brynn jamais se perdoou pelo seu deslize. Desde então, ela evita qualquer atenção masculina e, principalmente, qualquer ideia de matrimônio.

Lucian está em Cornualha como um espião. Ele se depara com uma mulher seminua nadando em uma praia, e se fascina com o que vê. O primeiro encontro dos dois é explosivo. Mais tarde, Lucian descobre a verdadeira identidade de Brynn. Decidido a ter um herdeiro, após um episódio traumático de sua vida, Lucian se empenha em convencê-la a aceitar um matrimônio, ainda que, para isso, ele tenha que recorrer a certos subornos. Brynn não deseja se casar com um libertino como ele, não apenas pela maldição como também pelo caráter irritante de Lucien. Ele é frio e não se importa em concordar com um matrimônio unicamente pela geração de um herdeiro. Os dois não precisariam ter qualquer tipo de envolvimento emocional, se ela assim preferisse. O problema é que, aos poucos, Brynn cai na sedução de seu marido e começa a mudar seus pensamentos. Ela seria capaz de amá-lo e, assim, levá-lo a morte?

Um texto elegante, bem escrito, que trouxe alguns aspectos interessantes. Esse tipo de proposta –abordar um relacionamento sem amor –, traz muitos perigos caso não seja bem estruturado. Mas ao contrário de muitos motes que tornaram a leitura cansativa, Nicole Jordan soube construir, de forma satisfatória, um enredo embasado nas convenções sociais da época. O relacionamento é distante, cheio de brigas e com um toque de frieza que permeia boa parte da história. É importante ressaltar que esses elementos não tornaram os personagens indiferentes, e talvez este tenha sido o diferencial para que o livro se tornasse atraente. Apesar do envolvimento sem amor, garanto que Brynn e Lucien possuem uma química cativante.

O desenvolvimento do romance é gradativo. Lucien e Brynn possuem qualidades e defeitos que amamos e odiamos ao longo da história, porém essa característica os torna agradavelmente mais humanos. O relacionamento é cheio de tropeços. Lucien é sedutor, mas autoritário. Ele está acostumado a ver as coisas pelo lado prático, como o casamento – o que faz com que Brynn se sinta, nas próprias palavras dela, uma égua reprodutora.  Aos poucos, é perceptível uma mudança no comportamento do personagem e seu amadurecimento sobre diversos aspectos. Brynn, entretanto, muitas vezes me cansou com seu discurso pronto sobre a maldição. O jeito insensível e ríspido da personagem é irritante. Dá uma dózinha de Lucien no começo do livro! Se não fosse por isso, o livro poderia muito bem ser um cinco estrelas.

Algumas questões sociais são levantadas ao longo da história. Nicole Jordan aborda a posição social da mulher, suas escolhas e alguns discursos machistas – porém comuns à época –, sobre o papel da mulher no matrimônio. Temas interessantes que trouxeram algumas discussões pertinentes entre os personagens. Além disso, a autora recheia a história inserindo no enredo um contrabando de barras de ouro que estão sendo enviadas para o governo Francês afim de financiar o exército de Napoleão. Cabe a Lucien descobrir quem seria o traidor e, de um jeito que envolve ação e tensão, Brynn é jogada neste meio de traições e conspiração. A última parte da história é eletrizante.

A narrativa refinada trouxe cenas sensuais bem exploradas. Infelizmente, encontrei alguns erros na edição. Traduções e errinhos bobos são alguns dos problemas que ocorreram durante a leitura. Alguns diálogos são cortados; começam numa linha e se iniciam novamente na linha abaixo, o que por vezes me fez voltar na linha anterior para entender qual personagem estava discursando. Isso me incomodou bastante. Contudo, Desejo foi uma leitura muito boa. Fico feliz de não ter desisto da série após o segundo livro, o que seria uma pena. Com um enredo que conquista, devorei a história em pouquíssimo tempo. Já estou me sentindo um pouco órfã por ter terminado a leitura tão rápido, com certeza vale à pena.

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domingo, 13 de outubro de 2013

Paixão – Nicole Jordan

image- Ficha Técnica:

- Título Original: The Passion

- 400 páginas

- Sinopse: A bela e sensual Aurora Demming acaba de perder o seu prometido e para garantir seu futuro, seu autoritário pai arranja-lhe um casamento de conveniência com um homem bem mais velho que ela. Com o fim de espantar a tristeza da sua vida, viaja às Ilhas Britânicas Ocidentais onde conhece Nicholas Sabine, um perigoso e sedutor americano condenado à forca por assassinato e pirataria com quem faz um estranho pacto. Aurora aceita se casar com o enigmático estrangeiro e tornar-se tutora de sua meia-irmã para fugir do acordo paterno. Há porém outra condição essencial, é preciso legitimar a união dos dois e para isso, a angelical donzela deverá realmente consumar a noite de núpcias, um breve espaço de tempo no qual o encantador Nicholas mostrará a Aurora parte dos segredos voluptuosos de dois corpos em um mesmo leito. Viúva, de volta à sociedade inglesa e com a irmã de Nicholas sob a sua responsabilidade, ela inicia uma uma nova vida, independente mas desprovida de amor.

- Nota: image

Paixão é o segundo volume da série Notorius. O primeiro livro “Sedução” foi lançado há algum tempo pela editora Planeta; um dos meus queridinhos desse gênero. Desde então venho aguardando ansiosa pela continuação, porém já adianto que a história não me fisgou. O livro mostrou-se bem menos interessante do que eu esperava, o que geralmente acontece quando as expectativas tendem a ser grandes.

A história tem um bom início, quando Aurora presencia a brutalidade de dois guardas sobre um prisioneiro. Em um ato impulsivo, ela parte para defender o pobre homem. Aurora descobre que o prisioneiro ferido se chama Nicholas Sabine, é americano e condenado à forca por traição. Inconformada com o destino dele, e sem conseguir tirá-lo da cabeça, Aurora volta a visitá-lo na prisão. Ao se conhecerem melhor, Nicholas lhe conta sobre sua meia irmã e o receio de deixá-la  só. Aurora, por sua vez, revela sobre seu casamento forçado que ocorreria em pouco tempo. Então Nicholas lhe faz uma proposta: eles se casariam para um benefício mútuo. Nicholas teria a garantia que sua meia irmã estivesse sobre o amparo de Aurora e, ao mesmo tempo, ela conseguiria se livrar de um matrimônio arranjado.

Quatro meses depois, Aurora leva uma vida amena ao lado de sua tutelada. Entretanto, ela não esperava encontrar Nicholas Sabine em uma festa a fantasia, disfarçado de pirata. O homem que fora seu marido por uma noite – e que ela acreditava que estivesse morto –, está de volta, disposto a retomar o casamento e conquistar Aurora. Entretanto, ela não irá abrir mão de sua liberdade tão facilmente. Nicholas terá um árduo caminho pela frente.

Paixão traz a essência do título às suas páginas. Um livro carregado de cenas sensuais bem descritas, mas que peca pela falta de ação e repetições em demasia. A história fica presa à um único foco – a tentativa de Nicholas em reconquistar a esposa –, o que por si só daria um bom enredo se não fosse esses “poréns” citados. Já a narrativa traz certa elegância e suavidade à história, mas as descrições minuciosas tornam a leitura arrastada. Por exemplo, um beijo de Nicholas motiva páginas inteiras descrevendo o que Aurora sentiu, o que ela pensa e o quão errado era aquele contato – contexto que se repete ao longo do romance. Em diversos momentos fui tentada a pular várias páginas.

Não me senti conectada aos personagens. Entendam, Nicholas é um charme, carinhoso e paciente, já Aurora é irritante. Ela não quer sofrer novamente e tampouco está disposta a abrir mão de sua liberdade, mas com isso só prolonga seu próprio sofrimento. Sem quaisquer traços interessantes, a heroína passa boa parte do livro travando discursos insossos sobre não querer se envolver com o personagem. Seus diálogos são fracos e seu caráter passivo me incomodou. Sou avessa a personagens apáticas e teimosas.

Por outro lado, Paixão tem seus encantos. A história permeia um estilo mais água com açúcar, mais delicado e romântico. Uma sutileza transborda nas cenas mais sensuais. A terceira parte da história traz um diferencial, pois há uma interação maior entre os personagens e até um pouco de ação. Paixão é uma leitura leve que deve ser lida de modo despretensioso, contudo eu certamente teria apreciado mais se o livro fosse menor ou se houvesse mais acontecimentos na trama. Considerei a obra regular, longe de ser o melhor da autora.

Capa Original:

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Muito mais que uma princesa – Laura Lee Guhrke

image- Ficha Técnica:

- Título Original: She’s no Princess

- Sinopse: Filha ilegítima de um príncipe e de uma famosa cortesã, Lucia viveu confinada em escolas e conventos durante a maior da vida. Mas, essas experiências não a impediram de provocar um escândalo depois do outro. Exasperado, o príncipe Cesare de Bolgheri decide que a filha deveria se casar o quanto antes. Para arranjar o casamento, Sir Ian Moore, o mais respeitado diplomata britânico, é chamado às pressas. De volta à Inglaterra, ele promete a si mesmo que achará um marido para Lucia, mas logo vê que sua experiência de diplomata talvez não seja suficiente para quebrar a resistência da moça. Apesar de não faltarem candidatos, nenhum está à altura do espírito e da paixão de Lucia. Trata-se Uma história que surpreende o leitor do início ao fim.

- Nota: clip_image004

Acho a capa brasileira linda e combina com o clima da história. Muito mais que uma Princesa é contada de um jeito leve, porém com doses de humor. A autora conduz diálogos inteligentes, deliciosos de acompanhar, onde o leitor é o espectador de um jogo de manipulações divertidas entre Ian e Lucia. Eu devorei esse livro em dois dias e me apaixonei pelo clima descontraído da história.

O livro é um conto romântico as avessas, pois Lucia é diferente das personagens que estamos acostumadas a ler neste gênero. Filha ilegítima do príncipe Cesare, Lucia passou a maior parte de sua vida sendo jogada de um lado para outro, ignorada por seu pai ou pela sociedade. Conventos, quartos luxuosos e solitários e guardas por todos os lados moldaram Lucia a uma personalidade que se rebela contra essa indiferença dado a ela. Portanto, não pensa duas vezes em quebrar qualquer regra se isso significa fazer o que ela quer: ela fuma, foge para festas, flerta com rapazes, visita a mãe escondida e provoca escândalos por onde passa. Qualquer antipatia que o leitor possa ter com essa personalidade rebelde cai por terra quando conhecemos seu jeito travesso, divertido e provocante.  A personagem não consegue enganar por muito tempo; a carga de mágoa por trás de suas atitudes, junto ao seu jeito sonhador, acaba por consequência provocando a simpatia no leitor.

Após seu último escândalo, Cesare decide que ela deve se casar, assim Lucia passaria a ser problema do marido que a escolhesse. Ele então envia seu embaixador, Ian, para lidar com a difícil tarefa de escolher um homem adequado. Diplomata, Ian não acredita que alguém como ele fora designado para arranjar um casamento a uma pequena rebelde. Ainda assim, ele assume a tarefa e leva Lucia para morar com sua cunhada e seu irmão, com o intuito de ficar de olho nela enquanto avaliava seus possíveis pretendentes. A convivência quase diária entre os dois resulta em conversas na biblioteca, partidas de xadrez e discussões sobre quem Ian escolheria para seu pretende. Lucia não hesita em tentar convencê-lo a deixar que a escolha fosse dela, Ian, porém, acha que amor não deve ser um fator a se considerar na hora de escolher um candidato. Os dois travam momentos divertidos e tentam manipular um ao outro para conseguirem o que querem.

Geralmente em livros assim é comum encontrarmos libertinos; homens provocantes que flertam, ousam e desafiam, porém aqui os papéis se invertem. Ian é um homem mais reservado, formal, coloca o seu senso de honra acima de qualquer desejo que ele estivesse nutrindo por Lucia. Esse seu jeito mais recluso – explicado pela educação rígida –, não o torna menos atraente, pelo contrário. Ele sabe como ser galante em suas palavras e como conquistar com seu tom levemente jocoso. Além disso,  é divertido ver como Lucia, aos poucos, consegue manipulá-lo com diálogos engraçados, encenações travessas; que acaba por deixá-lo de cabelo em pé, mas ao mesmo tempo consegue derreter suas defesas.

A autora flerta com o tema de romance proibido pelas diferenças de classes sociais. Típico de um romance regência, como ambiente encontramos os aspectos que compunha a sociedade londrina da época: a hipocrisia dos casamentos arranjados, cortesãs, as fofocas indecorosas e as acusações de escândalos. Diante desse quadro, a rebeldia de Lucia é satisfatória e traz um ar de provocação as etiquetas da época. Ela bate o pé e resiste até o último minuto a encontrar um marido sem que houvesse o amor no casamento. A conversa com um dos cadidatos, nesse aspecto, é um dos momentos mais divertidos do livro.

Por falar em amor, o romance acontece em um tom bastante natural. Há uma cena em especial para o leitor que prefere algo mais ousado, mas em geral o jeito mais sensual acontece, principalmente, nos diálogos entre os dois. É aquele romance lindinho, com um gostinho sonhador que prevalece da primeira a última página. Personagens secundários estão presentes na trama e sempre trazem um charme a mais na história, principalmente o irmão de Ian. Impossível não se apaixonar.

Fiquei surpresa ao descobrir que Muito Mais Que Uma Princesa é o quarto livro da série Seduction. Nunca entendo o porquê publicar uma série fora de ordem e, sinceramente, acho uma pena que a Essência (selo da editora Planeta) tenha parado de lançar romances desse gênero; sinto uma enorme falta deles. Quem sabe agora, com outras editoras investindo em títulos dessa área, eles não voltem com mais lançamentos? Esta aí uma notícia que seria excelente. Enquanto isso, leitoras como eu vão se divertindo com livros como Muito mais que uma Princesa. É uma ótima pedida. ;)

Capa original:

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Sombra do Súcubo – Richelle Mead

image - Ficha Técnica:

- Título Original: Succubus Shadows

- 237 páginas

- Sinopse: [cuidado: sinopse com spoiler] Georgina Kincaid tem poderes formidáveis. Imortalidade, poder de sedução, transformar-se em qualquer forma humana que ela deseje, andar em saltos que assustariam meros mortais – a súcubos que toda criança gostaria de ser. Ajudar a planejar o casamento de seu ex-namorado era uma história completamente diferente. Georgina não sabia o que era pior – Seth se casar com outra mulher, ou correr Seattle inteira provando vestidos de dama de honra. Ainda assim, existem distrações. O hóspede dela, Roman, está enchendo seu apartamento com tensão sexual. E também há Simone, a nova Súcubos da cidade, que planeja corromper Seth. Mas o verdadeiro perigo está numa força misteriosa que visita seus pensamentos e tenta arrastá-la para um reino sobrenatural sombrio. Cedo ou tarde, Georgina sabe que vai estar muito fraca para resistir. E quando isso acontecer, ela descobrirá em quem pode e em quem não pode confiar – e que o Inferno está longe de ser o pior lugar para se passar a eternidade.

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Depois de um tempinho, finalmente o blog atualizado. :) Meu laptop morreu como algumas pessoas souberam, ( justo na época de carnaval, onde nada funciona. :S) e até formatar, arrumá-lo, colocar internet, se passaram um mês sem atualização. Como começa mais um ano de faculdade, prometo dessa vez tentar manter o espaço aqui mais atualizado ;)

Sobre a resenha de hoje: Mais um pouquinho das crônicas de Georgina, dessa vez com o quinto livro da série, chamado "A Sombra do Súcubo". Quem acompanha o blog, sabe meu vício por tudo que Richelle Mead escreve. Ela mistura sexo, erotismo, tiragens sarcásticas, amizade, ação e melodrama em uma única história, transformando a história em uma das minhas preferidas do gênero. E para quem não sabe, vale mais uma vez relembrar o ponto inicial de tudo...

Georgina é um súcubo, demônio que, para sobreviver, precisa tirar energia dos homens durante o sexo. Quanto mais "puro" o alvo, mais satisfeito ficava seu chefe Jerome (é, existe uma hierarquia lá embaixo). Acontece que, de repente, ela se vê apaixonada por Seth, um escritor tímido (mas de mente muito ativa!), e entra no dilema: se o namoro fosse algo físico, ela tiraria anos de sua vida. Ao mesmo tempo, se não poderia tê-lo, então ela teria que procurar outros homens. Nada simples.

Richelle consegue algo que muitas autoras tentam por anos e não engatam. Se superar a cada livro é algo difícil, principalmente uma série com seis histórias. Pode parecer maçante, chato, enrolado em certo ponto, mas isso nunca aconteceu até então. Mais uma vez, ela repete o feitio.

Entretanto, faço uma pausa aqui. Esse livro não segue tanto aquela euforia de acontecimentos. O leitor voraz dos livros vai notar bem a diferença. A história deu “aquela” pausa no ritmo rápido e intenso, cedendo espaço, quase todo o livro, para conhecermos mais sobre o passado de Georgina, e como ela se tornou um demônio do sexo. Desde seu primeiro marido, até o último homem com quem teve um relacionamento – homens especiais que lhe trataram com carinho, que fizeram com que o lado humano dela crescesse até os dias atuais. Era meio inevitável um livro assim, para que o passado dela fosse mais explorado e não restassem quaisquer dúvidas para o último livro da série. Ao mesmo tempo, confesso: Senti falta das cenas de lutas, dos momentos cômicos e principalmente, da tensão sexual e dos diálogos divertidos entre Seth e Georgina! Tinha coisa mais legal que esses momentos?! :P

Jerome e Carter ganham um enorme destaque desta vez. A amizade nada comum entre um anjo e um demônio mal humorado passa a ter ares mais sério, dando a impressão (não duvidaria que fosse proposital), que ambos escondem juntos certos segredos de Georgina. Essa idéia é ressaltada principalmente no final, quando um fato importante é revelado. Talvez meu sentido Sherlock Holmes tenha falhado, porque... bom, alguns vão achar óbvio, mas eu não esperava. =]

É um livro que não segue o mesmo ritmo, mas necessário para o desfecho que está por vir. Sim, um pouco mais calmo, mais ameno, sem grandes momentos, mas nem por isso menos interessante. Não sei quando o último da série será lançado, mas fica aqui meu apelo para que seja logo. Com o final bem interessante e decisivo, deixa espaço para muitas possibilidades no último livro.

Abaixo, a capa americana:

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Obs: Se a Georgina não ficar com o Roman, eu SUPER aceito ele de bom grado aqui em casa. :P #fato.

Obs 2: Também não me importo de ficar com o Seth... *assobia* ;-)

Onde comprar:

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Assinatura (2)

sábado, 26 de novembro de 2011

O Canalha – Carly Phillips

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- Ficha Técnica:

- Título Original: The heartbreaker

- 285 páginas

- Sinopse: Os irmãos Chandler são os homens mais sensuais e cobiçados da pequena cidade de Yorkshire Falls. Chase, o mais velho deles, é solteiro – convicto – e sonha em alavancar sua carreira como jornalista. Em uma viagem a Washington para realizar uma grande matéria, ele se envolve com Sloane Carlisle, uma linda jovem, mas que guarda um segredo que pode colocar os dois em perigo. De repente, o cara que sempre desconsiderou a possibilidade de um casamento, percebe que está se apaixonando. Será que o canalha mais cobiçado da cidade vai se transformar no marido mais sexy do mundo?!

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Chase, jornalista, irmão mais velho de três que compõem a família Chandler, foi aquele que amadureceu mais rápido. Com a morte do pai quando ainda era adolescente, precisou assumir o papel de “homem da casa”, trazendo a responsabilidade da vida muito cedo. O resultado era um homem que jurou não se ligar a nenhum mulher, tampouco ter filhos. Porque, para Chandler, o homem que sempre cuidou de todo mundo, tinha como lema segurança primeiro, filhos nunca. Entretanto, quando ele se envolve com Sloane, tudo muda.

Sloane e Chandler mostraram química desde as primeiras páginas, ainda que no começo fosse apenas uma noite. Ela estava em busca de se livrar do grande segredo e relaxar, ele aceitara aquela noite de paixão sem maiores perguntas. No dia seguinte, quando ela desaparece, Chandler se surpreende ao descobrir de quem Sloane era filha, e o pedido estranho para que fosse até Yorkshire cuidar dela. Em troca, Chandler receberia uma exclusiva para sua matéria jornalística.

Novamente, mais uma série que eu leio fora de ordem. (certo Bruna, conte uma novidade…). Ainda assim é um daqueles livros que dá para entender facilmente, sem explicação dos dois primeiros. E que livro! Terminar sem um sorriso no rosto é quase impossível. O livro é sexy, leve, com uma onda gostosa de humor e mensagens importantes.

Chandler e Sloane não relutam em admitir o quanto amam um ao outro. O problema estava em Chandler, que queria crescer na carreira, e uma mulher e filhos só atrapalharia isso. O herói um pouco atrapalhado tem seu jeitinho fofo de querer cuidar dela o tempo todo, e  a química entre os dois garantem boa doses de momentos hots. A cena do bilhar que o diga. :)

A autora resgata aquele sentido de família, de união, um cuidando do outro. Com isso, cria um clima gostoso com Raina, a mãe de Chandler, e suas sábias palavras. Samson também fica encarregado dos momentos tocantes, ainda que, na minha opinião, deveria ter aparecido mais vezes. Há também bastante referência e cenas com os dois outros irmãos, dando o leitor já familiarizado com a série aquela sensação gostosa de rever os personagens. Pra quem ainda não leu, fica aquela vontade  louca de ler os outros, rs. :)

Alguns reclamaram da opção da editora em manter aspas para indicar uma fala, e não o famoso travessão. Para mim não importou muito, mas confesso que prefiro o segundo. Fora isso, simplesmente adorei o livro! Super recomendado.

Capa original:

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Onde comprar: 
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Assinatura (2)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Calor do Súcubo – Richelle Mead

image - Ficha Técnica:

- Título Original: Succubus Heat

- 287 páginas

- Sinopse: Depois de terminar seu namoro com o mortal Seth, Georgina tem se comportado tão mal que seu chefe Jerome, resolve “terceirizá-la” para um arquidemônio rival e aproveita para fazer dela uma espiã. Para cumprir esta tarefa ela é obrigada a viajar e deixar Seth nas garras da nova namorada. Para piorar tudo, Jerome é sequestrado, e todos os imortais sob seu controle perdem misteriosamente os poderes e tornando-se meros mortais. O lado bom de tudo isso é que Georgina pode, então, fazer tudo o que sempre quis com Seth. Em meio a toda essa confusão na comunidade sobrenatural, ela terá de administrar essa paixão, salvar seu chefe demônio e descobrir quem é que está aprontando com eles. Conexões é um livro repleto de intrigas, suspense e com um enredo que lida com uma das grandes indagações humanas: quanto poder tem a nossa mente e do que os cientistas são capazes para explorá-la?

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Fica cada vez mais difícil fazer uma resenha de um dos livros dessa série ma-ra-vi-lho-sa, principalmente sem causar spoiler, o que tentarei evitar o possível nas próximas linhas. (mas se você não chegou a ler nenhum dos livros, aviso que eles estarão na resenha).

Georgina precisa seguir sua vida, sem o seu namorado humano, agora que os dois haviam rompido o relacionamento. E o método a la Georgina é se envolver com vários homens, fazer seu trabalho de súcubo com afinco, enquanto, ao mesmo tempo, mantinha um relacionamento nada estável com Dante. Jerome, seu chefe , acaba enviando-a para o Canadá, para prestar serviços a outro arquidemônio.

Até aí tudo bem, se não fosse pelo fato de que, em uma dessas suas idas e vindas do seu novo trabalho para Seatlle, de Seatlle para o Canadá, ela perde suas habilidades de súcubo. Ao mesmo tempo, Jerome desaparece sem deixar rastros.

Virar uma mortal novamente? Até Georgina descobrir que essa repentina mudança é um pouco mais complexa do que imagina, o livro torna-se engraçado, mesmo que por um período breve. Georgina é sempre “a invencível”, a heroína que não tem medo de nada, para então transformar-se numa medrosa cômica, imaginando que agora poderia ser atropelada, poderia ter uma parada cardíaca ou, como ela mesmo cita, “um meteoro poderia cair na terra, bem em cima dela”.

Mas o lado cômico rapidamente dá espaço a tensão do livro, quase o tempo todo. O sumiço de Jerome é logo explicado, mas a disputada por poder dos outros demônios, faz com que ninguém – a exceção de Georgina – tente procurá-lo. A volta de um antigo personagem me fez ver que o rumo da história pode ser – quem sabe, – incerto com relação ao final “felizes para sempre” entre Georgina e Seth. Depois das últimas páginas do livro, a surpresa que me causou, acho que tudo pode acontecer (embora eu esteja torcendo muito pelos dois :)

E por falar em Seth e Georgina, Richelle consegue surpreender ainda mais. Engano quem pensa que, por estarem separados, não haveria cenas entre os dois, há de montes e as emoções são ainda mais intensas e lindas no quarto livro. Seth ganha bem mais destaque, e uma personalidade cada vez mais forte.

 Assim que chegou o livro, eu devorei ele no mesmo dia, deixando poucas páginas para o dia seguinte. De verdade, a série é muito boa, uma das poucas (a exceção de IAN e todos os livros da Judith McNaught, rs) que dei 5 estrelas desde o primeiro livro. Realmente, a curiosidade é grande para ver até onde a autora vai levar a história, e como será o desfecho final dela.

Pra quem curte uma mistura de sobrenatural, uma personagem poderosa, erotismo, romance, ação e humor, esse livro é indispensável. “O Calor do Súcubo” é lançamento da editora Planeta.

Série “Georgina Kincaid”:

Capa americana:

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Assinatura

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Sonho do Súcubo – Richelle Mead

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- Ficha Técnica:

-Título Original: Succubus Dreams

- 251 páginas

- Sinopse: A cidade de Seattle está passando por grandes mudanças, e um novo súcubo chega para tumultuar ainda mais os dias já nada calmos de Georgina Kincaid. Não que ela se importe em deixar de ser a garota, a única garota, da turma. Só não tem tempo a perder como tutora de Tawny – que, mesmo com todos os seus dotes de súcubo, parece completamente inepta na arte da sedução. Georgina tem problemas realmente sérios para resolver. Apesar de estar no auge de seu sex appeal, toda a energia que rouba dos homens numa noite de sexo desaparece na manhã seguinte, após um sonho. “O” sonho. E a vida dela não é a única em perigo. Seth Mortensen, seu grande amor, é gravemente ferido, e um demônio o está rondando, com uma proposta de vida eterna. Ela precisa evitar que Seth cometa o mesmo erro que ela e venda a alma, ainda que, agindo assim, corra um sério risco de perder o homem que tanto ama para... uma mortal.

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Já disse o quanto amo essa série? De verdade, Richelle é uma daquelas escritoras que, quando eu li pela primeira vez, fiquei apaixonada pela narrativa viciante. Não posso pegar um livro dela, que termino em menos de dois dias. Foi exatamente assim com o terceiro livro da série Succubus, “O Sonho do Súcubo”.

Só relembrando, Georgina é uma súcubo, um demônio que para sobreviver precisa tirar energia dos homens por meio do sexo. Até aí tudo bem, mas ela acaba se apaixonando por Seth, um humano e escritor. E então, seu maior dilema surge: como poderiam ter um relacionamento, sem ser físico?

Esse debate promovido no primeiro, já esquentando no segundo, finalmente chega explosiva no terceiro. A fina linha de autocontrole estoura para Seth, e somos levados a uma situação bem inesperada e nova. Confesso que cheguei a derrubar umas lágrimas (ok, não é novidade para uma manteiga derretida como eu, rs), as emoções do livro são bem intensas, dando uma mudança de cenário. Se antes conheciamos a Georgina mordaz, sarcástica e perfeita, pronta para uma boa resposta, agora somos mostrado a alguém mais frágil, quebrável, com sentimentos intensos e escolhas difíceis pela frente. Somos levados a um debate entre livre arbitrio, escolha própria e o amor, além de explorar mais um pouquinho o passado de Georgine.

Além de seu grande problema amoroso, Georgina precisa lidar com o fato que, sua energia some de uma noite para outra, sempre que um estranho sonho surge quando está dormindo. E é aí que Carter, Hugh e os outros amigos de Georgine surgem. Já disse o quanto adoro os personagens secundários que a Richelle criou? Muitas vezes são eles quem roubam a cena, e continuam me fazendo desejar um livro contando a história de cada um. (eu amaria ver um livro sobre o Jerome, chefe da Georgine, rs)

Mais uma vez, Richelle criou um livro maravilhoso. Erótico, divertido, tenso, romântico, dramático, tudo que eu adoro misturado em uma só obra. 5 estrelas, com certeza. :)

“O Sonho do Súcubo” é lançamento da Editora Planeta. Abaixo, a capa americana:

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Canção do Súcubo – Richelle Mead

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Succubus Blues

- 289 páginas

- Quando se fala de empregos no inferno, ser um Súcubo parece bastante glamuroso. Uma garota pode ser qualquer coisa que ela quiser, o guarda-roupa é de matar e homens mortais farão qualquer coisa por apenas um toque. Claro, eles geralmente pagam com suas almas, mas por que ser tão técnico? Mas a vida da Súcubo de Seattle Georgina Kincaid é muito menos exótica. Seu chefe é um demônio de médio escalão com uma queda por filmes do John Cusack. Seus melhores amigos imortais (ou melhores amigas …) ainda não pararam de provocá-la por causa da vez em que ela se transformou na Deusa Demônio, completa, com chicote e asas. E ela não consegue ter um encontro decente sem sugar parte da vida do cara. Ao menos ela tem seu emprego diário em uma livraria local – livros de graça; Todos os mochas de chocolate branco que ela conseguir tomar; e acesso fácil ao sexy escritor de bestsellers, Seth Mortensen, aka Aquele por Quem Ela Daria Tudo Para Tocar mas Não Pode. Mas os sonhos sobre Seth vão ter que esperar. Algo estranho está acontecendo no submundo demônio de Seattle. E, dessa vez, todos os seus charmes e cantadas de cair morto não vão ajudá-la porque Georgina está para descobrir que há algumas criaturas que tanto Céu quanto o Inferno querem negar…

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*Eu JURO que NÃO tem spoiler significativos!!! :P

Georgine é uma súcubo, um demônio que, para sobreviver, precisa tirar energia de homens durante o ato sexual. Por isso ela precisa constantemente estar com homens, além de, digamos… ser um tipo de trabalho. Quanto mais “pecadores” levar para sua cama, mais seu chefe ficará satisfeito. Mas então, ela acaba conhecendo Seth, seu escritor favorito, e como lutar contra a tensão de se apaixonar, mas, ao mesmo tempo, tentar afastá-lo para que ela não acabe sugando a vida dele?

Já falei o quanto estou apaixonada por essa série? Para quem não se lembra, (ou não viu), eu havia lido o segundo da série antes de ler o primeiro (para ler minha resenha, clique aqui), e fiquei morrendo de curiosidade para saber como, exatamente, Seth e Georgina haviam se conhecido. Diga-se de passagem, não poderia esperar menos dessa cena! Ele, Seth, humano, um escritor, famoso por criar os personagens "O’Neil” e “Cady”. Ela, a Súcubo que, além de sua profissão “secreta”, também trabalha na livraria onde Seth vai todo dia afim de escrever. Ter livros de graça ao seu dispor e ainda ver seu escritor favorito todos os dias… profissão chata, não é? :)

Um dos fatos que mais adoro nessa série é a mistura de elementos que praticamente todos adoram. Como eu havia dito, humor, uma vez que as tiradas de Georgine, sua relação com seu chefe Jerome e o anjo Carter, bem como seus amigos vampiros e duende são impossíveis de serem levadas a sério. E no entanto, destaque para a amizade entre eles, esta sim levada tão a sério, como mais que irmãos. Um clima de amizade maravilhoso. Eu realmente adoraria um livro para cada um deles. (quem sabe?), e adorei o destaque maior que eles receberam nesse primeiro livro.

O sexo e erotismo também é presença na série (ok, não esperem um livro cor de rosa com uma profissão como a da personagem, não é?), e, ao mesmo tempo, uma leve tensão para descobrir quem estava por trás dos súbitos ataques aos amigos e conhecidos imortais da Georgine.

Neste ponto, achei que ficou óbvio demais, mas confesso que o livro segue uma linha de raciocínio que me fez pensar em outras pessoas algumas vezes. Porém no fim, estava certa, e algo me diz que esse personagem ainda vai causar certo barulho em algum outro livro.

É uma série que dou mais que 5 estrelinhas. Uma história excelente, com personagens fortes e bem construídos, a exemplo do psicológico de Georgine, quando muitas vezes ela se vê pensando como seria voltar a amar alguém, simplesmente por gostar, e não apenas por sexo. Dá para ver os momentos de fraqueza da personagem, quando deseja ser apenas humana (embora isso não amenize meu incômodo por algumas atitudes que ela toma) . E Seth, por sua vez, embora eu achei pouco explorado em comparação com o segundo, também possuí uma personalidade tímida mas ao mesmo tempo inteligente, cativante, e… (como muitos irão descobrir no segundo) pervertida! =D

Agora todos lidos devidamente, irei para o terceiro, seguindo a ordem correta. *gritos de aleluia* Eu corro de spoilers, mas fica quase impossível, e o pouco que já sei do “O Sonho do Súcubo” está me deixando doida para ler ele. Porém, quem sabe, seguirei a idéia de Georgine. Cinco páginas por dias, e nada mais. ;)

Capa original:

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