quarta-feira, 30 de maio de 2012

Seduced by the Highlander - Julianne Maclean

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Seduced by the Highlander

- Sinopse: War, Lachlan MacDonald has conquered so many men on the battlefield—and so many women in the bedroom—that he is virtually undefeated. But one unlucky tryst with a seductive witch has cursed him forever. Now, any women he makes love to will be doomed for eternity…

Lady Catherine is a beautiful lass of elite origin—or so she is told. Suffering from amnesia, she is desperate to find the truth about who she really is…or, at the very least, meet someone who inspires an intense memory or emotion. When she first lays eyes on Lachlan MacDonald, Catherine has a sixth sense that he holds the key that will unlock her past—and maybe even her heart. But how could she know that the passion she ignites in this lusty warrior’s heart could consume—and destroy—them both?

- Nota: 5

Eu confesso, essa série me atraiu principalmente pelas capas. Certo, não tanto pelo homem sem camisa (já estou acostumada, *pigarreia*), mas sim pelo jogo de cores fortes, que acabou se destacando entre os demais livros que estava escolhendo para ler. Também fui atraída, óbvio, por se tratar de romance histórico ambientado nas Highlanders. Tenho uma queda por esse mote. (Quem não tem?).

E não é que mostrou-se uma ótima série? Os livros são dependentes entre si, aquela história que “pega gancho” da outra e, portanto, necessário ler na ordem para uma compreensão melhor. Claro, há clichês aqui e ali na história, mas a autora soube dosar com jeito, sem tornar a história cansativa ou monótona.

O início da história, entretanto, é diferente. (ao menos do que tenho lido). A história começa logo depois dos acontecimentos do último livro. Lachlan e seu primo Angus não se falam mais, e as coisas entre eles dificilmente voltariam a ser como antes. Em um dia fatídico, ele leva a pior quando topa sem querer com sua velha inimiga, a bruxa Ronaid (que nome lindo, darei para minha filha). Desde então, quando foi amaldiçoado por ela, jamais voltou a tocar em outra mulher para que ela não carregasse o triste fim que sua falecida esposa teve. Segundo a maldição, a mulher que engravidasse dele estaria condenada a morte após o nascimento da criança. O bebê também seguiria o trágico destino.

Lachlan jurou que encontraria Ronaid novamente, e por três anos longos anos seguiu-se um jogo de gato e rato. Enquanto isso, ele manteve seu celibato, mas até encontrar Ronaid… ou alguém bem parecido com ela.

Lady Catherine perdeu a memória, e não se lembrava de nenhum acontecimento ao longo dos cinco último anos. E então, de repente, lá estava um doido na sua frente, sedutor, highlander, dizendo que ela precisava tirar a maldição dele, ou ele acabaria com sua vida. 

Eu gosto quando a autora consegue construir personagens de personalidade fortes e diferentes. No caso de Lachlan, é notório como ele de início mostra-se um louco, obcecado pela maldição e determinado, sem importar os meios, para conseguir sua vida antiga novamente. Seja pela ameaça de levá-la para cama e engravidá-la, fazendo assim com que caísse na própria maldição que lhe foi posta, ou pela ameaça maiores, ele luta ao mesmo tempo com uma atração forte por ela. A tensão sexual é das maiores, e se mantém o livro inteiro, mas do ódio a paixão segue-se um Lachlan carinhoso, preocupado, intenso e pertubado, pois, mesmo que amasse Lady Catherine, ainda havia a maldição, e o risco de engravidá-la.

Lady Catherine também conta com uma personalidade marcante. A mocinha que não é 8 ou 800, que não briga por qualquer besteira, que não faz besteiras… sou do tipo que detesta essas, onde o mocinho acaba sustentando a história toda. Mas não, Catherine é inteligente, sem frescuras ou dilemas fúteis, e possui voz relativamente forte na história. A-d-o-r-e-i!

Julianne McLean com certeza se tornou uma de minhas escritora favoritas em livros a la romance de banca. A história, além da paixão intensa, com um amor proibido pela maldição, conta com um leve toque de mistério e reecontros ótimos com antigos personagens da trilogia. Apesar do fundo histórico das Highlanders, a história não é medieval, e se passa em 1721. Com Seduced by the Highlander, a autora fecha a trilogia com chave de ouro.

Trilogia Highlander:

0 – The Rebel

1 – Captured by the Highlander

2 – Claimed by the Highlander

3 – Seduced by the Highlander

Assinatura (2)

sábado, 26 de maio de 2012

Nas Sombras – Jeri Smith Ready

image - Ficha Ténica:

- Título Original: Shade

- 335 páginas

- Sinopse: o futuro, um misterioso acontecimento (que ficará conhecido como Passagem) dará para os nascidos depois desta data a capacidade de ver e se comunicar com os mortos. Sendo uma dessas pessoas, Aura passa toda a sua vida tendo que lidar com essa condição. Quando o aniversário de 18 anos de seu namorado, Logan, se aproxima, Aura sabe que será o melhor de todos. A banda dele tem um megashow marcado e há uma festa planejada. Está tudo dentro dos planos, exceto Logan morrer de overdose... E voltar, se fazendo presente na vida de Aura exatamente como antes, só que roxo.

Nota: 4

Vivo dizendo que estou cansada de YA’s. Sempre o mais do mesmo, a mesma receitinha, aquele enredo batido que já ouvimos em algum lugar. Todavia, nos últimos tempos venho percebendo uma alteração gradativa nisso. As autoras estão, aos poucos, apostando em outros caminhos que não sejam a velha cópia de Crepúsculo.

Alguns clichês são inevitáveis. Nas Sombras ainda conta com eles, como o aluno novo que vai parar no colégio, misterioso e sedutor, ou o triângulo amoroso perceptível logo que conhecemos Logan e Zachary. Porém, a autora consegue trabalhar esse e outras receitas de forma mais diferenciada. Em tempos de vampiros, lobisomens e fadas, temos Aura, uma garota comum se não fosse pela sua capacidade de enxergar fantasmas que ainda não fizeram a passagem.

Aura não é a única. Todos que nasceram depois do que eles chamam de “A Passagem” são capazes de enxergar fantasmas. São almas que possuem alguma pendência nesse mundo, de cor roxa e temperamento bem excêntrico. Podem se irritar facilmente e, com isso, correm o risco de virarem sombras, uma alma negra bem perigosa para os humanos.

Os fantasmas são aceitos na sociedade. O que muitos considerariam uma dádiva, para Aura e outros que nasceram após a passagem, é irritante. Para ajudar, o governo está de olho em todos eles, procurando pessoas que possam trabalhar, desenvolvendo essa habilidade. Em troca, eles oferecem suborno faculdade gratuita e outros benefícios.

Até então Aura sabia como lidar com isso, mas quando seu namorado morre e vira um deles, a situação muda. Logan precisa fazer a passagem, mas o amor é muito forte para que Aura, a princípio, deixe-o ir. A dor da perda é enorme, e com isso, a trama entra em novos ares.

Todo esse ar sobrenatural é envolvido de forma leve pela autora, algumas vezes engraçada, mas com um pano de fundo bastante trabalhado. Aí que está o diferencial. Jeri entra no campo da astronomia, de segredos de estados e grupos controlados pelo governo. A autora tinha a opção de entregar tudo facilmente  no primeiro livro, mas liberou em doses médias para o leitor, segurando o gran finale para o próximo livro. Felizmente, nada que deixe enormes ponto de interrogações em nossas cabeças. Tudo ficou claro e, de certa forma, fechando boa das questões.

Jeri também tocou em assuntos como sexo na primeira vez e drogas, de uma forma bem interessante. O romance YA está lá, mas ao mesmo tempo, os fantasmas ganham atenção na mesma proporção. Finalmente as autoras estão entendendo que criar aquele estereótipo de mocinha frágil e ingênua  já deu. Aura não deixa de ser aquela adolescente com dúvidas, mas nada irritante. Aliás, ponto para a autora que criou, de fato, verdadeiros adolescentes. Porque sim, adolescentes falam palavrão, pensam em sexo e fazem bobagens vez ou outra, tudo isso retratado de forma bem explícita no livro.

Foi uma leitura muito agradável e rápida. Algumas vezes engraçadas, outras com um toque dramático e fofo. Os personagens são todos ótimos. O triângulo amoroso é difícil de escolher dessa vez, embora quem está vivo irá, ao meu ver, ganhar alguns pontinhos na continuação. ;) Logan é sexy, mas com um jeitinho meio imaturo, já Zachary, talvez pela responsabilidade que tem, seja o mais sensato. Enfim, indico com toda certeza.

Trilogia Shade:

1. Nas Sombras

2. Shift

3. Shine

Capa Original:

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Assinatura (2) 

 

domingo, 20 de maio de 2012

@mor – Daniel Glattauer

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Gut Gegen Nordwind.

- 184 páginas

- Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. A cada dia, Leo e Emmi se sentem mais impelidos a marcarem um encontro. Após trocas contínuas de mensagens, está claro para ambos que o marido dela e as feridas emocionais dele não serão obstáculos para que marquem um encontro. O único obstáculo real é a insegurança de ambos quanto à transformação da fantasia em realidade. A expectativa é uma faca de dois gumes e a realidade pode não estar à altura.

- Nota: 4

Quando @mor foi lançado no Brasil (lançamento da Suma de Letras), acompanhei algumas resenhas e cheguei a comentar com uma amiga que, muito provavelmente, eu não iria gostar do livro. Um desses tipos de pré-conceito que eu tinha com livros finíssimos e narrativas epistolares (que até ler esse livro, eu nem sabia que existiam, mas só de imaginar a narração meu lado chato apitou e eu virei a cara). Imaginem, acompanhar 180 páginas exclusivamente composto de e-mails de um personagem para outro, prometia algo maçante. Por mais diferente que parecesse, uma hora ia acabar cansando!

Mesmo com toda essa idéia na cabeça, resolvi dar uma chance. O resultado? Três horas grudadas no livro, olhos doendo e pescoço latejando por ficar na mesma posição. Quando fui ver, já tinha terminando. Fiquei em parte frustrada ao saber que o livro acabou e eu terei que esperar (provavelmente) meses pela continuação, parte DUPLAMENTE frustrada pelo modo como acabou. Como assim? Daquele jeito? Não, não, não!

Eu adorei. Muito. De verdade, da primeira página a última, foi tudo excelente. Ok, não tão excelente, porque achei a Emmi um pouquinho chata de início. Mas foi só. De resto, trata-se de uma narrativa simples que envolve qualquer um que estiver lendo. O jogo de e-mails não torna a leitura em momento algum cansativa, pelo contrário. Os diálogos são alternados entre e-mails rápidos, que não completam nem mesmo uma linha, quanto de várias páginas. Felizmente, o autor optou por algo formal, nada de gírias virtuais, mas ao mesmo tempo, nada que fuja do que provavelmente alguém escreveria em um e-mail. Os assuntos são diversos, e a narrativa (estilo) em primeira pessoa aproxima muito o leitor dos personagens.

A premissa alguns já conhecem. Emma acaba mandando um e-mail para a pessoa errada, e, a partir daí, inicia-se o indício de uma amizade entre Emmi e Leo, o receptor errado. Uma frase ali, uma conversa aqui, divagações, sentimentos, brigas, brigas (eu já falei brigas?), flertes, dor, distância e consolo. Nasce uma amizade sólida, ainda que virtual, que claramente não demoraria para avançar a algo mais.

Esse algo mais é o assunto delicado do livro.  Afinal, Emmi é casada, e se envolve virtualmente com alguém. Não julgaria a personagem tão erroneamente depois de conhecer Leo e toda a situação, embora também não lhe dê razão. Fiquei no muro, mas um lado meu também torceu para que desse certo. Leo é irresistível com as palavras. Ele flerta, ele brinca, é sério e sensível. Enfim, ele se equilibra em uma corda bamba entre a sedução virtual livres de responsabilidade e a realidade, sabendo o que está em jogo. E quando vamos ver, os dois estão envolvidos de tal forma que, em palavras da própria Emmi, tornou-se doentio a necessidade que um precisa do outro. Chega a agoniar essa dependência, e confesso: Eu mesma fiquei imaginando inúmeras vezes como Leo seria!

Entro no coro com todos os leitores, preciso da continuação para ontem! Esse final me perturbou, e agora estou dependente dele. Indico para as românticas, para quem já teve um amor virtual, para qualquer um(a) que esteja disposto a deixar de lado aquela idéia que um romance de 184 páginas poderia ser chato, que uma narrativa epistolar está fadado a cansar o leitor em algum momento. Meu pré-conceito foi lá para o espaço. @mor é envolvente, inquietante e sublime.

Abaixo, a capa original:

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Assinatura (2)