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segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Sensitiva – Hannah Howell

image- Ficha Técnica:

- Título Original: If He’s Sinful

- 224 páginas

- Sinopse: Um Cético, uma Mística. Opostos em Quase Tudo... Mas a Química Parecia Irresistível... Segredos e intrigas como o estopim de paixões perigosas. Por toda a Londres do século XVII, é possível ouvir sussurros e boatos sobre os dons inexplicáveis da família Wherlocke. Mas o Lorde Ashton, um homem com firmes convicções, é uma das vozes mais céticas de seu tempo, e tudo caminhava para continuar assim... até encontrar uma bela mulher desacordada, largada no quarto de um bordel. A mulher misteriosa é Penélope Wherlocke, e seu dom especial a levou para um mundo perigoso de alta sociedade, quando foi sequestrada e vendida a uma cafetina criminosa. Ao vê-la, Ashton ficou enfeitiçado. Algo lhe diz que deveria esquecê-la, mas é atraído cada vez mais para a vida dela, transformando-se em seu protetor. Porém, Penélope é uma mulher com ideias próprias, algo que sempre a afastou dos homens de sua época, mas enfim encontra alguém seguro e capaz de lidar com suas habilidades sobrenaturais.

- Nota: image

 Esse é o segundo livro da série Wherlocke, contanto a história de Penélope, seus primos e irmãos bastardos a quem cuida com amor e carinho em uma casa pequena. A família Wherlocke é conhecida a gerações por terem poderes paranormais, e o de Penélope é poder ver e, em até certos momentos, conversar com os mortos.

O início do livro é ótimo e ágil, já dá para entender logo a trama. Penélope é sequestrada e levada a um bordel, para ser forçada a trabalhar lá. Entretanto, seu primeiro cliente é nada menos que o pretendente de sua meia-irmã-vaca-malvada Christine. (perdão as palavras feias, não resisti :)

Penélope é tratada quase como lixo na casa dela, e não consegue evitar o amor que cresce aos poucos por Ashton. Enquanto isso, precisa cuidar de outras crianças que são fofuras a parte, e que, também – boa parte deles, – possuem dons assim como ela.

Sou uma fã dos livros de banca da Hannah, mas tenho que admitir, tive uma dificuldade de leitura muito grande nesse livro. Talvez por não ser tão ágil quanto um de banca, e as coisas acontecerem de modo mais lento, ou pelo enredo mais simples, sem muitos acontecimentos importantes. Neste caso, até o vilão chega a sumir boa parte do livro, aparecendo só uma ou duas vezes até o gran finale. 

No entanto, o livro melhorou para mim depois da metade dele, tornando o ritmo do jeito que é a marca da autora. Não só Penélope e Ashton, os protagonistas, ganham destaque, mas também os irmãos e primos bastardos que Penélope ajuda a sustentar em uma casa. Paulinho realmente é um personagem fofo, cativante. O gostoso é a sensação como todos cuidam e zelam por Penélope.

Quanto a diagramação, só tenho elogios a Lua de Papel. A capa é linda (embora a original… ui!), o lacinho que prende o livro dá impressão que você está lendo um diário, e com certeza conquista a primeira vista. Cada capítulo começa com o desenho de um símbolo, e a correção também foi bem feita. Adorei a idéia de uma autora que, até então muitas só conheciam por banca aqui no Brasil, ganhar um espaço nos de livraria.

Gostei do livro, porém em uma inevitável comparação a outros da autora, não achei sua melhor obra. Pretendo ler os próximos da série e “A Vidente”, o primeiro, porque, mais uma vez, a blogueira aqui leu na ordem errada. (é, o dia em que eu ler algo na ordem correta, não saiam de suas casas. XD)

image Onde comprar:

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Refém nas Terras Altas – Hannah Howell

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Higland Captive

- Sinopse:  Escócia, 1500

Uma paixão proibida

As Terras Altas da Escócia são uma região de grande beleza, mas também de imenso perigo. Por isso, quando Aimil Mengue é capturada por um clã inimigo, ela tem razão em temer por sua vida... e também por sua castidade, pois seu captor é o infame guerreiro Parlan MacGuin. A reação inicial de Aimil é odiá-lo, porém, Parlan é muito mais honrado, e infinitamente mais atraente, do que ela imaginava. Embora esteja prometida a outro homem, Aimil não pode negar o desejo que sente pelo homem que a mantém cativa.

Parlan MacGuin conhece sua fama de guerreiro destemido e implacável, e faz uso disso para conquistar terras e corações femininos. Aimil, contudo, representa outro tipo de conquista. Parlan sente um desejo novo e inexplicável pela mulher que mantém prisioneira, à medida que a paixão proibida que os une ameaça deflagrar uma batalha sangrenta entre os clãs... ou preencher seus corações para sempre!

- Nota:image

 

 Eu adoro a Hannah Howell,  não é atoa que ela é considerada uma das melhores escritoras de romance do gênero entre medievais e regências. Quem gosta do estilo, pelo menos uma vez na vida já ouviu falar dela, e com certeza eu recomendo seus livros.

A história se passa em 1500, quando o irmão de Parlan vê a oportunidade de capturar dois homens do clã inimigo e pedir resgate. O que ele não sabia era que um deles era, na verdade, mulher, e que Parlan a desejaria no instante em que a visse.

A relação entre os dois é delicada e ao mesmo tempo simples, sem muitos floreios. Parlan a quer e, embora ela fosse sua prisioneira e assim fosse seu direito, ele abominava a idéia de forçar alguém a qualquer coisa. Então barganha, ou, em outras palavras, usa de chantagem para seus objetivos. Entretanto, o livro não carrega um ar pesado, e sim muitas vezes o que encontramos é o humor.

Parlan , conhecido como “grande” *cof, cof*, é um dos típicos mocinhos da Hannah, durão, rude e autoritário, mas ao mesmo tempo com um lado doce que se destaca a cada página, principalmente a medida em que a relação entre o herói e heroína se aprofundam. A mocinha não podia ser menos que durona e respondona (bem do jeito que eu gosto), mesmo sabendo de seu estado de cativa.

Além da relação de captor/prisioneiro, Hannah construiu uma relação entre irmãos, tanto Aimil com Leight, e Parlan com seu irmão que, ao que parecia, nunca levaria jeito na vida com suas bebidas e mulheres. Um relação bem legal ao longo do livro.

Os personagens são bem construídos,  e a história é simplesmente deliciosa. Estava com saudades de ler um romance medieval assim. Com certeza um cinco estrelas.

Um ligeiro sorriso surgiu nos lábios de Parlan quando ele correu o dedo pelo maxilar dela.

- Não entendeu mesmo? Quero o cavalo e também quero você. - O sorriso se ampliou quando ela corou. - Não vou roubar seu cavalo se você for para minha cama.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A Rebelde - Hannah Howell


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Reckless


Ágata achava impossível evitar o casamento que seu tio lhe arranjara, com um pretendenteF detestável, até ser seqüestrada pelo maior inimigo de sua família.  Agora ela se encontrava à mercê de um homem implacável, cujo coração fora transformado numa pedra de gelo pela mágoa e pela dor.

Lorde Alexander MacDubh estava na Escócia para reivindicar a guarda de seus sobrinhos, frutos do amor proibido entre seu irmão e uma das jovens MacFarlane.  E vislumbrou na bela Ágata a oportunidade de vingar-se do sórdido inimigo que arruinara sua família.  A beleza e o temperamento rebelde de Ágata o faziam vibrar de desejo, tornando a vingança mais doce que nunca.  Mas a paixão seria suficiente para aplacar o tormento do passado e romper as correntes que aprisionavam seu coração?

Em geral, eu adoro os livros da Hannan Howeel. Acho seu jeito de escrever relativamente simples, e talvez por esse motivo seja cativante. Os personagens nem sempre possuem aquela paixão explosiva logo no começo, o que confere a descrição do livro A Rebelde. Além do que o tema aqui é seqüestro por vingança, tema que qualquer leitora familiarizada com romances de banca conhece (e diga-se de passagem, muito bem!)

Fiquei com pena de Ágata, a pobre sofre logo no começo do livro, pois sempre viveu numa família que mais parece um covil de cobras. Ela está prometida a um MacCordy, que tudo o que deseja é desfrutar de seu corpo. Este, no começo pensei se tratar de um mero coadjuvante, mas Donald mostrou-se um excelente vilão (sim, vocês entenderam, excelente!). Sua sede pelo poder é tanta que não mede esforços para conseguir o que quer (spoiler: Em um dado momento, ele tenta tirar o bebê que está nascendo em Ágata, mas é impedido pelo primo. Outra cena que mostra sua maldade é quando ordena que a própria Ágata chicoteie Alexander, o homem que a havia seqüestrado, mas que depois ela se apaixonara)

Ao descobrir sobre seus sobrinhos, Alexander sai em busca deles, e se depara com nada menos que Ágata, a sobrinha de seu destestável inimigo. Ele não pensa duas vezes ao torná-la sua prisioneira e fazer dela sua tentativa de vingança contra os MacFarlane. 

O livro conta também com a participação de vários personagens secundários. Os sobrinhos são uma graça, há também os homens de Alexander, e não tão menos importante é claro, temos Jaime, um quase “anjo da guarda” de Ágata.

Abaixo, segue um trechinho. Achei um dos mais bonitos do livro:

Quando o avistou, seu coração apertou-se dolorosamente e soube que podia enfrentar mais frieza e mais insultos se isso diminuísse o sofrimento dele. Alexander estava ajoelhado dian­te de uma pequena lápide e havia ramos secos de alfazema sobre a grama marrom. Suas mãos se entrelaçavam sobre o joelho; tinha a cabeça baixa e o vento frio agitava os cabelos dourados. Quando ela chegou perto, ele olhou-a e, ágil, se pôs em pé. A princípio seu olhar não foi de boas-vindas, depois se suavizou.
— Deixaram que você saísse de Rathmor — quis saber — e ninguém a acompanhou?
— Sim. Para onde eu iria? Para Donald, que descontaria sua fúria em mim? Ou para meu tio, que me diria que o cobri de vergonha?
— Quer dizer que nunca tentará ir embora?
— Eu nada ganharia com isso.
Ela olhou para a lápide de pedra que tinha gravados alguns ramos de alfazema e o nome Elizabeth sob o qual se lia: "A amada filha de Alexander: um pequeno anjo cuja memória vi­verá para sempre no coração do seu pai".
— Sua filha…
— É. Ouviu sobre ela?
— Não foi preciso habilidade ou astúcia. Não é segredo.
— Não… — ele empurrou um ramo de alfazema com o pé. — Ela adorava o cheiro da alfazema.
— E esta é das boas, seu perfume não é muito forte nem muito doce. — Ágata procurou o que dizer. Por fim, sem des­viar os olhos dos dele, disse, baixinho: — Não pretendo pôr outra criança no lugar dela.
— Nem conseguiria.
— Eu sei.
— Sabe? Alguém pode saber o que é enterrar uma filha se nunca perdeu uma?
— Não, provavelmente não. — Ela colocou as mãos sobre o ventre. — E, se isso agradar a Deus, espero nunca saber.
Alexander olhou para as mãos dela, depois colocou a sua por cima. Seus olhares se encontraram. Por um breve e intenso momento, Ágata soube que eles estavam de acordo, como se houvessem encontrado um caminho comum. Pela primeira vez sentiu uma esperança verdadeira.
E rezou para não estar enganada.