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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

As Crônicas de Bane – Cassandra Clare

image - Ficha Técnica:

- Título Original: The Bane Chronicles

- N° de página: 388

- Sinopse: Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.

- Nota: image

As Crônicas de Bane reúne contos de um dos personagens mais famosos do universo criado por Cassandra Clare, autora da série “Os Instrumentos Mortais” e do spin-off “As Peças Infernais”. O livro foi escrito em parceria com mais duas autoras: Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson, e explora os anos e os acontecimentos aleatórios na vida de Magnus Bane – desde sua vida no Peru, em 1791, até o seu relacionamento com Alec, nos dias atuais. Imprescindível dizer que os contos seguem a trajetória das duas séries citadas acima – portanto, o livro contém spoilers destas histórias.

Magnus Bane é dotado de características divertidas e encantadoras – quiçá charmosas, uma vez que o feiticeiro possui a postura e a aparência de classe e de elegância de acordo com o seu próprio senso de moda. É justamente seu modo peculiar de viver e de ver as coisas, ou as situações mais diversas – e únicas, devo acrescentar – na qual qual se encontra, que “As Crônicas de Bane” se torna um deleite para qualquer um que aprecie o humor sutil e refinado, ainda que, algumas vezes, o contexto não seja propício a isso, como em contos onde o drama é mais acentuado. Magnus é, de longe, a figura de um homem com a alma de um rapaz vivendo e experimentando as mais diversas peripécias.

Suas “grandes aventuras”, descritas sempre com entusiasmo pelo próprio personagem, inclui salvar Maria Antonieta, enfrentar um bando de vampiros vingativos, se embebedar sempre que possível, flertar com homens e mulheres de qualquer espécie, rever antigos amigos e assim por diante. A lista é longa, e o ritmo, muitas vezes, acelerado. Os contos são interligados, já que descrevem sua trajetória de vida e quase sempre citam um ou outro fato do conto anterior. Aliás, “As Crônicas de Bane” é o momento que muitos leitores esperavam para rever antigos personagens do universo criado por Cassandra Clare, como Will e Tessa, por exemplo, que encantaram muitos – e eu faço parte deste coro –, pela sua história em “As Peças Infernais”. Os melhores contos certamente foram aqueles em que personagens já familiares aparecem na história.

O senso de ajudar o próximo, seu lado gentil e o seu carisma fazem de Magnus Bane uma figura introvertida e muito envolvente. A leitura é obrigatória para conhecermos mais a respeito de um personagem que roubava as cenas sempre que aparecia nos volumes anteriores. Não tardou muito, e um dos feiticeiros mais “sem noção” e, de certo modo, “fofo”, recebeu o seu próprio livro – livro este mais do que merecido. Fecho este ano literário de 2014 da melhor forma possível, sem dúvida.

Capa original:

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Princesa Mecânica – Cassandra Clare

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Clockwork Princess

- 496 páginas

- Sinopse: Continuação de Príncipe mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.

- Nota: image

Quando pensei em ler a série Os Instrumentos Mortais, não estava preparada para encontrar uma trilogia que retratasse uma história tão intensa. O primeiro livro não me fisgou de início, mas resolvi que continuaria a série; com isso fui envolvida numa das melhores histórias do gênero Young Adult. Em Príncipe Mecânico, fiquei apaixonada pelo enredo recheado de fortes emoções em uma trama com um ritmo intenso, e um conflito envolvendo um triângulo amoroso com personagens encantadores e complexos. Agora, no terceiro livro da trilogia, Princesa Mecânica não somente trouxe os mesmos elementos que me conquistaram no segundo livro, como foi além e superou todas as minhas expectativas. Encantador, divertido, doce e muito triste, a história foi um verdeiro baque emocional.

O livro possui uma carga sentimental intensa. Princesa Mecânica é, sobretudo, uma história triste. Utilizando-se de um tom quase poético, o retrato da morte é um dos principais temas abordados sob a ótica da fantasia. Discussões sobre reencarnação, a passagem da alma e temas interligados foram bem trabalhados e inseridos no contexto da trama. A morte é um coadjuvante que conduz às emoções e os conflitos mais intensos de cada personagem. Will, por exemplo, é movido neste livro pela busca incessante de trazer à Jem, em seu leito de morte, a última vontade de seu parabatai. É arrebatador os sentimentos e a devoção que Will nutre pelo seu amigo e seu irmão – o que consiste na tal relação denominada – ; seu afeto e sua jornada por Jem conseguiram me levar às lágrimas diversas vezes. Há um momento na história onde é impossível não se emocionar com o sofrimento do personagem.

A saúde frágil de Jem permeia uma atmosfera melancólica. Não somente o personagem inspira compaixão, como os acontecimentos presentes na trama envolvem sentimentos de dor e perda. A história fala sim de esperança, de amizade no sentindo mais profundo, mas também de sacrifícios e sofrimentos. Princesa Mecânica misturou elementos que se encaixaram perfeitamente, sem que um se sobressaísse ao outro. O caráter e o aspecto emocional de cada personagem, a trama centrada, assim como as cenas de ação de tirar o fôlego – características estas presentes em todos os livros –, foram fundamentais para a construção de uma história impactante.

Os personagens são bem estruturados e cativantes. O triângulo amoroso – artifício esse do qual sou avessa –, foi um dos poucos que me conquistaram. Will e Jem são encantadores, sofríveis e apaixonantes. A relação entre eles com Tessa é algo muito especial. Mais do que um simples romance, a conexão dos personagens é tão intensa que o dilema comum envolvendo esses triângulos – que geralmente se resume a qual personagem a protagonista vai ficar -, é quase imperceptível na trama. A mera disputa romântica é deixada em segundo plano; o foco maior é a relação de afeto e companheirismo que nutrem um pelo outro. Porém, admito que, por mais que eu entenda a visão da autora, não posso dizer que tenha gostado do resultado final. Não que a história não garanta o final feliz, mas sim porquê a autora vai além dele. O pós-final feliz é doloroso. Triste, de apertar o coração e levar às lágrimas mais uma vez.

Cassandra Clare judiou de seus leitores nesse livro, mas concluiu a trilogia com chave de ouro. Chorei, me emocionei, ri e torci com os personagens. A minha dica é: leia e se emocione, pois é uma história marcante e um dos melhores Young Adults que li. Princesa Mecânica entra para a lista dos melhores deste ano.

Capa Original:

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Príncipe Mecânico – Cassandra Clare

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Clockwork Prince

- 396 páginas

- Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres — ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada — foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

- Nota: image

A continuação de Anjo Mecânico mostrou-se uma agradável e bem-vinda surpresa. No primeiro volume fui levada as páginas que narram a história dos antepassados dos personagens mostrados na série Os Instrumentos Mortais. Mesmo curtindo a leitura, houve alguns excessos que, devo confessar, não me agradaram muito. Já Príncipe Mecânico foi diferente; quase não conseguia largar o livro.  Retomei meu gosto pela série que entrou para os meus preferidos.

A narrativa cria um clima de aventura muito agradável. Ao longo da história a autora desmembra seus personagens, ou seja, muitas das dúvidas no primeiro livro são respondidas de forma satisfatória. As revelações feitas mostram uma trama bem amarrada, concisa, – o que trouxe uma compreensão mais clara do por que determinados personagens agirem de tal forma. Will, por exemplo, era intrigante. Já neste volume seu passado é resgatado, o que, devo dizer, me deixou ainda mais apaixonada por ele. Porém Tessa ainda é um mistério sobre suas origens.

O que encontrar na história? Um texto dinâmico, bem escrito e envolvente. Há reencontros, traições, muita ação e um triângulo amoroso delicado. Geralmente sou avessa a triângulos amorosos, contudo isso não me incomodou aqui. É quase impossível escolher entre dois personagens tão encantadores. Will se destaca graças ao humor ácido; Jem é o oposto, mas tampouco fica atrás. Aliás, a relação entre ambos é um forte atrativo; amei essa abordagem cúmplice dos dois. Will e Jem são o “parabatai” um do outro – termo para designar uma espécie amizade, como irmãos, com fortes laços que envolvem inclusive magia. Ao longo do livro Will e Jem demonstram essa lealdade de forma intensa e cativante.

E por falar em personagens, eles estão muito melhores. Will, Tessa e Jem exalam sua essência juvenil de dezessete anos, entretanto são personagens que precisam ou precisaram amadurecer rápido – o que trouxe uma abordagem mais adulta. Will, cujo caráter debochado no primeiro livro me irritou em diversos momentos, está diferente neste volume. Sua característica indiferente e sarcástica se mantém, porém, ao descobrir mais sobre o personagem, passamos a enxergá-lo de outro modo. Seu psicológico é delicado e Will, desta vez, se mostra humano ao desnudar seus sentimentos.

Jem possui um caráter mais reservado. Ele é fofo e sua saúde frágil carrega um ar melancólico no comportamento do personagem. Ele inspira compaixão mas, ao mesmo tempo, demonstra força através da amizade com Will e seu amor por Tessa. Já esta me agradou em diversos momentos; Tessa é madura, sensata e não hesita em proteger aos seus. Ela está mais ativa, mais guerreira - principalmente porque, neste volume, começa a ter aulas de luta. Ah, também não poderia deixar de comentar sobre Mangus Bane – mesmo em sua breve aparição o personagem me deixou intrigada, já que não o conhecia e espero saber mais sobre ele. 

Príncipe Mecânico traz o gostinho do que há de melhor na literatura jovem adulto. Um livro que fala sobre amizades, redenção, sacrifícios e paixões, que provoca um torvelinho de sentimentos no leitor. Amei cada momento da história e já sinto falta dos personagens. Agora é esperar ansiosa pela continuação que sai mês que vem pela editora Galera Record.

Capa Original:

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Anjo Mecânico – Cassandra Clare

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Clocwork Angel: The Infernal Device

- 390 páginas

- Sinopse: Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo.

- Nota: 4

Com tantos burburinhos a respeito de Cassandra Clare e sua fama de plagiadora da série Harry Potter, eu não fiquei muito interessada nos livros dela. Mas a medida em que o tempo passava, foram tantos elogios a série Instrumentos Mortais que, no fim, resolvi tentar a leitura em um prequel dessa série, o livro Anjo Mecânico.

No começo, confesso que fiquei incomodada com algumas semelhanças entre as obras. Não é nada que o leitor vá dizer “nossa, pegaram Harry Potter INTEIRO e transcreveram nos livros da Cassandra”; ao menos, não em Anjo Mecânico. Você até percebe as semelhanças quando lê sobre um instituto de feiticeiros, ou quando Charlotte explica sobre os mundandos, aqueles que não sabem fazer magia. Lembrou dos trouxas? Pois é. Até fiquei um pouco incomodada no início, demorando um pouco na leitura. Depois, vi que as semelhanças paravam por aí. Cassandra Clare constrói uma ótima história cheia de mistérios, aventura e romance.

Quando sua tia morre, Tessa vai em busca do irmão, em Londres, mas acaba sendo sequestrada por duas mulheres, as irmãs Dark e Black. Alegando que estavam mantendo seu irmão em cativeiro, Tessa é forçada a fazer tudo o que as irmãs desejam, incluindo desenvolver um poder dentro dela que ela mal conhecia. À medida que os dias passam, Tessa descobre ser capaz de se transformar em quem ela quiser, desde que tenha um objeto pessoal da mesma.

As irmãs sombrias estão treinando-a para ser a esposa de alguém intitulado “O Magistrado”. Tessa recusa pensar que não teria escolha, mas é mandada num navio para o seu noivo. Entretanto, ela é resgatada por Will, um Caçador de Sombras e membro do Instituto. A partir daí, a vida dela muda drasticamente, entrando em um mundo com fadas, vampiros e Nephilins.

A autora meio que usou a receita do “tudo junto e misturado”. Não é que deu certo? Quanto as personagens, Tessa foi uma das que me agradou muito. Tem uma voz muito boa no livro, fugindo dos velhos estereótipos dos YA’s. Cassandra pegou um pouco de cada qualidade e colocou nela. É inteligente, tem traços de bondade, romântica incorrigível e… ama ler!

Já Will… Por incrível que pareça, Will me irritou com suas frases prontas. Até certo ponto, as tiradas humorísticas em praticamente 90% das suas falas foram engraçadas e deu pra sorrir algumas vezes. Depois, começou a soar batido, e quando eu estava começando a achar que a autora tinha forçado de vez, Cassandra mostrou que há sim um motivo para o personagem ser daquele jeito. O que vemos é um mocinho mais complexo do que se imagina, solitário e com uma atmosfera triste em sua vida. Podem me matar, mas foi essa parte dele, a parte que eu enxerguei como “madura”, que realmente me encantou.

Os outros personagens também cativam, cada um a sua maneira. Jem é uma graça, assim como os outros no Instituto. A história fluiu muito bem, e tem uma coerência ótima. Cassandra mostra que sabe como chegar no final e, ainda assim, deixar o leitor surpreso com certas reviravoltas.

A autora não se apegou muito as características de Londres Vitoriana, mas, mesmo assim, a leitura conseguiu atingir seu objetivo, da história se passar com ares de época antiga. Eu amo romances históricos, e ver um YA Book nos tempos de Londres Vitoriana foi ótimo.

Não vou dizer que caí de amores pela série, mas fiquei encantada com essa história. O bom é que, até esperar o próximo livro, tenho toda a série de Instrumentos Mortais para ler (pois é, não li nenhum dos livros ainda!). Leitura ótima e envolvente.

Capa Original:

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