terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Amante Eterno - J.R. Ward



Lover Eternal


Dentro da Irmandade, Rhage é o vampiro mais voraz, o melhor lutador, agindo sempre através de seus instintos mais primários...

E o amante mais selvagem - porque em seu interior arde uma feroz maldição lançada pela Virgem Escriba. Possuído por este lado sombrio, Rhage teme o momento em que o dragão que leva dentro de si seja libertado, convertendo-o em um perigo para quem o rodeia. Mary Luce, uma mulher que conseguiu sobreviver a uma vida cheia de penúrias, é introduzida de maneira involuntária ao mundo dos vampiros. Agora, toda sua vida depende da proteção de Rhage.

Com uma maldição que ameaça sua própria vida, Mary não está buscando o amor. Faz muito tempo que deixou de acreditar em milagres. Mas quando a intensa atração animal de Rhage se converte em algo mais emocional, ele sabe que deve fazê-la sua. E, enquanto os inimigos pisam em seus calcanhares, Mary lutará desesperadamente por conseguir uma vida eterna junto ao homem ao qual ama...

Bom gente, como vocês perceberam, eu decidi aderir a outro template. Eu tinha pouco espaço naquele outro, e quando tentei aumentar o resultado não saiu do jeito que eu queria. Então resolvi pegar um pronto, que dá menos dor de cabeça. Agora, falando do livro:

 Sabe aquele livro que você não consegue parar de ler? Aquele livro que quando chega ao final, você demora nas páginas só pra não acabar? Aquele livro que quer reler 20 vezes? Pois é, eu fiz exatamente isso com Amante Eterno.

É sempre bom fazer resenha do que livro que a gente mais gosta. Aqui no blog eu já havia falado sobre Amante Sombrio, primeiro livro dos sete. (por enquanto, isso sem contar os dois mini-livros que ela lançou relacionada à série. O oitavo está pra sair esse ano nos Estados Unidos.) Este é o segundo da série.

Todos os livros seguem quase o mesmo estilo. Contam a história de cada membro da Irmandade da Adaga Negra, grupo de guerreiros que vivem numa mansão, (imagem uma república só com homens sarados, másculos, engraçados, sexy, imortais e... vampiros.) lutando contra ameaças do mal. Rhage é um membro desse grupo maravilhoso, e foi amaldiçoado com uma besta, que surge nos piores momentos. Sempre que se transforma em um monstro, Rhage não é mais ele. O pior é quando a fera se acalma, o pobre passa mal a beça. (na resenha do Amante Sombrio, separei um trecho em que ele fica nesse estado).

Apesar disso, consegue viver razoavelmente bem, lutando contra as forças que ameaçam a Irmandade, até encontrar Mary em seu caminho, uma humana que mais para frente ele descobre estar com câncer, e em perigo, pois ela acaba pisando no caminho dos Restrictores. (lembram o que eu disse sobre as forças do mal? Pois então, são esses aí.) Isso não impede que a ame, mas por um momento cheguei a pensar se a doença dela não era outra (como falta de visão ou algum parafuso a menos na cabeça), é difícil contar o número de foras e mancadas que ela dá com o Rhage.  

Como eu havia falado antes, o bom da série Irmandade, é que você vai longe nas emoções. Rhage tem aquele sentimento de querer protegê-la, e acaba levando Mary para morar na repúbli... na Irmandade. Para não prolongar mais e acabar contando algum spoiler, esse é mais um livro na série em que você é capaz de chorar (principalmente com o câncer dela, há uma parte muito triste no livro), rir, babar pelos irmãos, torcer... enfim, na minha opinião foi o melhor livro de todos eles.

Eu não aconselho a série pra quem não curte um livro com muitas (muitas mesmo!) cenas picantes e palavrões (o livro é cheio deles). Mas como disse uma vez a Jú do Lost in Chick-Lit quando fez sua resenha sobre A Mulher dos Colters (outro livro que eu amei) leia com a mente aberta, ok? Faço dela as minhas palavras... Você pode se surpreender. ;)


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Laços da Vida - Debbie Macomber

Cranberry Point
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Peggy Beldon
Cranberry Point 44
Cedar Cove, Washington

Querida leitora,

Adoro viver em Cedar Cove, mas as coisas não têm sido as mesmas desde que um homem morreu em nossa pensão. Seu nome era Max Russell, e ele foi amigo de Bob durante algum tempo no Vietnã. Ainda não sabemos por que ele veio nem quem o matou.

Mas não somos a única notícia em Cedar Cove. Ouvi dizer que Jon Bowman e Maryellen Sherman vão se casar. E que Grace, a mãe de Maryellen, tem uma longa fila de homens interessados à sua espera! A questão é: qual deles ela vai escolher? Olivia – acho que agora ela se chama Olivia Griffin – voltou da lua de mel, e a mãe dela, Charlotte (que está no meio da casa dos 70, no mínimo), também parece ter um homem em sua vida. Não tenho certeza se Olivia está muito feliz com isso...

Ainda tenho muitas fofocas para lhe contar. Passe lá na pensão para tomar um chazinho e provar um dos meus famosos muffins!

Hoje eu decidi ler algo diferente. Fui até a banca e comprei então esse livro (tive que passar reto pra não comprar outros). Devo dizer que fiquei surpreendida com o estilo da Debbie Macomber.


O resumo explica pouco, e por isso achei que tinha feito um mal negócio. Estava totalmente errada! Realmente, é diferente dos romances que estou acostumada a ler. O livro é uma crônica, ou seja, reuni vários casais e seus problemas cotidianos. Peg, por exemplo, é casada com Bob, que está a vinte e dois anos freqüentando o AA. Jon já foi preso por problemas envolvendo drogas, e tem uma filhinha com Maryellen. Grace destruiu seu amor por causa de um relacionamento pela internet, Cecília está grávida novamente, mas Ian teme a situação por terem perdido sua outra filha no parto, e assim segue a história de vários outros casais.

É como assistir aqueles filmes que mostram cidades pequenas, onde todo mundo conhece todo mundo, são amigos, se ajudam em situações complicadas e inusitadas. A cidade chamada Cedar Cover conta também com a misteriosa morte de Max Russel, um ex-vietnamita que surge na calada da noite na pensão de Peg, e que, no dia seguinte pela manhã, aparece morto em seu quarto. Além disso, o livro tem momentos divertidos com o leilão de Cães e Solteiros que acontece na cidade.

Gostei muito. Em resumo, o livro é uma delícia,  a notícia meio ruim (pra quem não gosta de esperar, como eu) é que este é o quarto livro da série. Ou seja, quem leu Laços da Vida sabe que o livro não termina aí, muitas coisas ficam pendentes para o próximo, como a segunda gravidez de Cecília, o relacionamento de Grace, outro mistérios que surgem... Mas com certeza vale à pena, o livro está denominado pela Harlequin como Rainhas do Romance... bom, dá para entender o porquê. =)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Plágio




A blogosfera literária unida vem através desta blogagem coletiva mostrar seu repúdio a aqueles que se utilizam dos textos alheios para se projetar na web.
O mundo virtual dos blogs é um espaço livre, de compartilhamento de idéias e opiniões, mas essa liberdade também deve ser norteada pelos princípios da ética e da camaradagem. 
Infelizmente a ética e a camaradagem não têm sido respeitadas por algumas pessoas. Nos últimos dias tivemos conhecimento de que um dos blogs dedicados a falar sobre o universo dos livros o "Nossos Romances", foi quase que totalmente copiado. A proprietária (e nós também) vimos que o layout do blog tem diversas semelhanças e vários textos foram simplesmente transplantados de um blog para o outro. A confirmação do plágio se deu a partir da comprovação que as mesmas resenhas publicadas no blog Nossos Romances, estavam publicadas aqui. 


As blogueiras têm consciência de quando os textos estão inseridos na internet, há possibilidade de menções e cópias, mas o que não é admitido é ter os nossos textos copiados, sem a nossa autorização ou, pelo menos, um aviso de que o texto será reproduzido. A falta desse aviso é compreendido pelas blogueiras como uma simples cópia com o intuito de aproveitar-se da audiência e/ou sucesso alheio. 
O caso do blog Nossos Romances que teve seus textos copiados, chegou a tal ponto que até o domínio .com.br foi registrado. A ação é considerada como plágio e a blogosfera literária repudia, abomina e em conjunto vai denunciar essa atitude.
Recadinho meu: Realmente, acho isso um horror. A pessoa deveria ser punida de alguma forma, afinal, ela está copiando o trabalho dos OUTROS. Eu mesma tinha adorado um layout que vi em um blog, e mandei um e-mail para pessoa, perguntei se ela tinha pego de um site, ou foi da própria autoria. Como é de sua própria autoria, eu não vou copiar, não é pessoal? Fui no google pesquisar outros layouts...  Por favor, esse povo que plagia, tenham um pouco de vergonha na cara!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Castelo das Sombras - Candace Camp

The Hidden Heart

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Em O castelo das sombras, segundo livro da Trilogia dos Aincourt, o leitor passa a conhecer a história de Richard, o duque de Cleybourne. Após perder a esposa, Caroline Aincourt, e a filha, a pequena Alana, em um trágico acidente às vésperas do Natal, Richard torna-se um homem solitário e amargo. Em profundo estado depressivo, Richard parte para seu castelo no campo. Mas, com a chegada de Jessica Maitland e Gabriela Carstairs, seus dias de autocomiseração estão contados. Pouco antes de morrer, o general Streathern, tio-avô de Gabriela, ordenou que a menina ficasse sob a custódia de Richard, que a protegeria do lorde de Vesey, seu cruel sobrinho-neto interessado em roubar a herança da prima. Com a missão de entregar a menina sã e salva para Richard, Jessica parte para o castelo do duque, afastando Gabriela de um ambiente nefasto.

Mas Richard não tem a menor intenção de ser responsável por uma órfã, até mesmo porque isso o faz lembrar a filha. Por outro lado, ele se sente cada vez mais atraído por Jessica, tornando-se vulnerável à insistência dela para que proteja a menina. Com a chegada de lorde Vesey ao castelo, a situação fica ainda mais complicada.

Ele está decidido a reivindicar a guarda de Gabriela, o que coloca Richard em uma posição desconfortável, e para complicar ainda mais, uma pessoa aparece morta. Agora, Richard e Jessica unem forças para descobrir quem é o assassino, ao mesmo tempo em que têm de resistir à paixão incontrolável que surge entre eles.

Vou aproveitar o tópico e pedir desculpas pela ausência, mas acho que ninguém acreditaria se eu disse-se que fiquei 3 dias sem energia elétrica. (ok... estou tentando acreditar até agora) Pois é, com esse problema de chuvas, acabei ficando sem acessar a internet. 

Agora, indo ao livro:

Eu levei um tempão até decidir ler Candace Camp. Foi a mesma coisa com Diana Palmer; agora não consigo ficar sem ler um. Esse é o primeiro livro dela, e tenho todos os motivos do mundo pra dizer que é um livro excelente (ok, vocês já ouviram vezes e vezes isso aqui, mas é verdade!) Candace Camp, nesse livro, mescla bons ingredientes em doses certas.

Tem mistério que me lembrou muito os bons e velhos livros da Agatha Christie. Inclusive, ter vários estranhos morando temporariamente dentro de uma mansão, sem poderem sair e de repente, um deles aparece misteriosamente morto na calada da noite; quem não pensou imediatamente no Caso dos Dez Negrinhos?

Além disso, há muito romance. Richard é um homem atormentado pelo passado, ele se sente culpado pela morte da filha e esposa, e acha que não há razão para continuar vivendo sem elas... Até que então surge Jessica em sua vida.

As brigas entre eles são feitas em doses certas, achei que foi equilibrado. Em muitos livros já cheguei a perguntar se os personagens, ao invés de se beijarem no final, não acabariam se matando. Entretanto, a parte mais... digamos, “divertida”, é poder contar os impropérios proferidos a cada cinco minutos por Richard, em sua discussões com Jessica. (Diabos! Inferno! Maldição!) Juro que dá quase para fazer uma música...

Tem também Gabriela, motivo pelo qual Jessica encontrou-se com Richard. Ao perder o avô, Jessica teve que fazer a última vontade do homem, e levar Gabriela para o novo tutor: O Duque de Cleybourne.

Quando uma tempestade de neve atinge o castelo, Cleybourne se vê cheio de hóspedes inesperados, e aí que começa o mistério. À noite, enquanto alguns estão no sono profundo, outros estão acordados, entrando e saindo de quartos, invadindo escritório, e cabe então a Jessica e Cleybourne descobrirem quem é a figura misteriosa que anda assustando aos moradores.

Não achei o livro chato, pelo contrário. Pode ser que alguém não goste, (dificilmente, já que só ouvia falar bem dessa autora, tanto que foi isso que me motivou a começar um livro dela). A continuação do livro é Baile de Máscaras, que conta a história de Rachel e Michael (Rachel tem uma pequena participação no O Castelo das Sombras). Recomendadíssimo!

Como sempre separo um trechinho para vocês:

Cleybourne olhou-se no espelho.
— Parece que fui à guerra — criticou ele.
— É um lugar difícil de colocar a atadura — comentou Jessica de forma um pouco defensiva. — Pelo menos deixe assim durante a noite.
Ela lavou as mãos na bacia e enxugou-as. Sabia que deveria sair agora. Não havia mais nenhum motivo para ficar.
— Alteza...
— Você poderia pelo menos me chamar de Cleybourne, agora que me atingiu na cabeça. Acho que já passamos da fase dos títulos, não? — Levantou-se, os olhos fixos no rosto dela. — Seria até aceitável se usássemos o primeiro nome.
Jessica sentiu o peito se apertar de repente; era difícil olhar nos olhos dele dessa forma e ainda se lembrar de respirar.
— Eu... não seria adequado.
— E você é sempre tão adequada! — O sorriso dele foi lento e gentil. Atingiu os nervos de Jessica como fogo. — Você já me chamou de covarde e de tolo, se me lembro bem. "Richard" parece suave em comparação a isso.
Ele levantou a mão até o rosto dela. O toque foi leve, a pele queimando com o calor. O olhar foi até os lábios dela, os olhos ainda mais escuros de paixão, e o polegar contornou suavemente o lábio inferior dela.
— Jessica.
Jessica sentiu os joelhos fracos. Era isso que queriam dizer, pensou ela, quando diziam que alguém estava desmaiando de prazer. Era essa sensação de falta de ar no peito, o tremor por todo o corpo que fazia com que as pessoas caíssem de joelhos, a queimação no estômago... e tudo isso por causa da proximidade irresistível de uma pessoa. Como seu nome nos lábios dele podia afetá-la tanto?
Por que se sentia como se fosse morrer se não recebesse esse beijo?