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segunda-feira, 22 de junho de 2015

A Seleção – Kiera Cass

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-Ficha Técnica:
-Título Original:
The Selection
-N° de páginas: 368
-Editora: Seguinte
-Sinopse: Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria apenas ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto. Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa. Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma...

A Seleção, de Kiera Cass, é o primeiro livro de uma série juvenil publicado pela primeira vez em 2012 pela editora Seguinte. Deixando de lado o cenário sombrio distópico apresentado por muitos livros do gênero, Kiera Cass mergulha numa história singular, cujo foco está em apresentar um mundo dividido por castas. A pobreza e a miséria dependem do grau no qual você está inserido, ocorrendo de forma crescente: quanto maior o número da sua casta, mais pobre e miserável sua família será.

Contudo, um apogeu tétrico pungido por um governo opressor não é, a princípio, o foco da história. Na verdade, A Seleção é construído de um jeito leve e divertido, sobre o alicerce de uma “cinderela distópica”. Em Iléa, um país nascido após uma grande guerra, é comum que os príncipes se casem com plebéias. Foi assim com a mãe de Maxon, e assim seria quando fosse a vez dele de escolher uma pretendente. Trinta e cinco candidatas seriam selecionadas para o conhecido reality show A Seleção, onde só uma delas seria a sortuda a ganhar o posto de princesa ao lado de Maxon. Qualquer garota estaria mais do que ansiosa para ter esta chance.

Qualquer uma, menos America. Impulsionada pela mãe, a garota se inscreve e, surpresa, descobre que ficou entre as finalistas. Abandonar a família para morar no palácio, por tempo indeterminado, enquanto é acompanhada por uma rede de TV, passando por aulas de história, rivalidades e jantares reais, não estava em seus planos. Mas uma vez lá dentro, America vai descobrir que A Seleção pode ser, de fato, uma oportunidade única, especialmente ao conhecer mais a fundo o príncipe Maxon. A aproximação dos dois lhe mostrará que Maxon é mais do que apenas sua aparência de um belo príncipe.

A Seleção é, na melhor das definições, uma leitura doce e singela, que atrai pelo ritmo com que a história é contada. Sem se prender a uma narrativa densa, o que Kiera Cass nos apresenta é uma leitura rápida, onde tudo flui de forma harmoniosa. Personagens juvenis interessantes incrementam a qualidade da história, e embora não esteja livre de alguns clichês – como o triângulo amoroso –, America e Maxon deixam a leitura ainda mais viciante. America é uma protagonista forte, e Maxon, com seu jeito tímido de príncipe adolescente, é irresistível. Sua bondade e seu flerte doce é só parte do charme que acompanha o garoto.

Mesmo sendo avessa a livros distópicos, A Seleção foge a regra.  A história trata, principalmente, sobre as discrepâncias sociais, mas também aposta em um romance que há muito tempo eu não experimentava em uma leitura: doce, inocente e juvenil, mas que consegue, ainda assim, arrancar ótimos e longos suspiros de um leitor. A  Seleção fica entre as leituras mais leves que tive este ano, mas certamente uma das que ficará entre as preferidas de 2015. As expectativas para “A Elite”, continuação do livro, não poderiam ser maiores após a excelente leitura.

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Capa original:

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Obs: Queria agradecer a Mayara Tashiro, do blog Silêncio Contagiante, que foi quem me deu o livro. Obrigada pelo presentão!!!

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Laços de Sangue – Richelle Mead

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Bloodlines

- 440 páginas

- Sinopse: Sydney estava encrencada. Em sua última missão, ela tinha ajudado a dampira Rose Hathaway a escapar da prisão, e essa aliança foi considerada uma traição grave, já que vampiros e dampiros são criaturas terríveis e antinaturais, ameaças àqueles que os alquimistas devem proteger: os humanos.
Com sua lealdade colocada em questão, Sydney se sente obrigada a voluntariar-se para uma tarefa nada agradável: ajudar a esconder Jill Dragomir, uma princesa vampira que está sendo perseguida por rebeldes que querem o poder. Caso ela seja capturada e assassinada, a rainha Lissa ficará sem nenhum parente vivo e, como manda a lei, terá de abdicar do trono - o que culminará numa guerra civil tão sangrenta no mundo dos vampiros que certamente afetará a humanidade.
Primeiro volume da série Bloodlines, "Laços de Sangue" apresenta o ponto de vista de Sydney Sage. Por ser uma alquimista, ela foi criada para acreditar que vampiros são criaturas terríveis e antinaturais. Até ser enviada à ensolarada Califórnia em uma missão para proteger a princesa vampira Jill Dragomir.

- Nota: clip_image004

Fiquei um pouco receosa de ler esse livro sem ter antes lido a série anterior por completo. Mas a exceção de pequenos spoilers inevitáveis, Laços de Sangue não revela muita coisa. Já seu conteúdo; a autora volta a repetir seu feito de trazer ao leitor personagens cativante e um história pincelada de mistério e ação. Laços de sangue também conta com uma pitada de brigas escolares, bom humor e a promessa de ótimos romances.

O livro conta a história de Sydney, uma alquimista que ficou, de certo modo, com sua reputação manchada após ajudar Rose em uma fuga. Para voltar a ter crédito com outros alquimistas mais velhos – e não decepcionar seu pai –, ela aceita servir como “babá” para Jill, uma Moroi que corre perigo de vida. Levadas ao ambiente escolar, com identidades falsas, Sydney, primeiro, precisaria vencer seu preconceito contra vampiros e tudo que envolvia esta palavra – magia, sangue, caninos… Segundo, ela precisaria saber lidar com Keith, um alquimista desprezível que a acompanharia nessa tarefa. Keith está decidido não apenas a tratá-la com o máximo de desprezo possível, como também a encurtar seu trabalho com a Moroi.

A medida que o tempo passa, Sydney não apenas se envolve com o meio escolar como também se torna amiga de Jill e outros vampiros. Lee parece um rapaz bacana, que está interessado em Jill. Eddie, o guardião da vampira, parece esconder mais do que simples afeto por ela, já Adrian… ele é antipatia certa. O vampiro sarcástico parece sempre pronto para provocá-la e fazê-la perder a paciência. E enquanto ela precisa lidar com ele, Sydney tenta desvendar a morte de alunas, tatuagens estranhas em alunos e um inimigo que está mais próximo do que ela pode imaginar.

Laços de sangue é uma leitura light, porém muito gostosa. Richelle tem um jeitinho único de deixar o leitor envolvido em qualquer enredo escrito por ela – no caso, o ambiente escolar. Mesmo a picuinha mais boba de colégio, aqui se transforma em uma descontraída e inteligente história de vingança  entre alunas. Há pesquisas escolares, crédito extra, lições, romances juvenis e muitas aulas – como qualquer enredo deste meio. Um gostinho característico já visto em Academia de Vampiros, que retorna as páginas de Laços de Sangue de um jeito mais suave, sem trazer muito os aspectos mais sobrenaturais de uma escola de vampiros já que boa parte da história se passa no meio humano. 

Gostei muito dos personagens. Há muitos encontros entre eles apenas pelo prazer de saírem juntos, como quando todos se reúnem para jogar golfe. Lee é uma surpresa e adorei Eddie, que promete trazer um romance doce com Jill nos próximos volumes. Adrian é o destaque da história – ele traz um ar indiferente ao mundo e esconde suas mágoas através de uma máscara de escárnio, atribuindo ao personagem um ar divertido e cativante. O humor delicioso do protagonista me conquistou. Com um jeitinho playboy, Adrian finge que não quer nada da vida mas que, no fundo, esconde muita coisa. Confesso, fiquei curiosa para continuar minha leitura de Academia de Vampiro e, assim, descobrir mais sobre seu passado.

Parte do meu amor pelos personagens balançou um pouco em relação à Sydney. Não que a protagonista não fuja dos estereótipos já criados pela autora – e que eu adoro –; personagens fortes que estão prontas para briga e que dispensam melodramas enrolados. Porém, Sydney é insegura. Ela está sempre querendo andar na linha e fazer de tudo para cair na graça do pai megero, dos alquimistas ou de Keith. Suspeito que isso fará com que a personagem meta os pés pelas mãos em algum momento. Além disso, há um quê de preconceito em sua visão aos vampiros que chega a ser irritante. Sydney ainda precisa amadurecer nos próximos volumes.

Laços de Sangue não se aprofunda muito no romance. Há apenas uma prévia do que teremos nos próximos volumes, mas já sentimos o gostinho de um casal que promete ter bastante química. A leitura traz um mistério gostoso e muita ação nas últimas páginas. Adorei cada página. Para finalizar, como assim o livro termina daquele jeito? Preciso da continuação pra ontem!

Capa original:

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