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sábado, 19 de julho de 2014

Desafio de uma vida – Diana Palmer

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- Ficha técnica:

- Título original: Harden

- 252 páginas

- Sinopse: Nascido em uma família de rancheiros, Haden Trepane poderia ser considerado o homem mais rude e selvagem de todo o Texas. E também o mais solitário. Pelo menos, até conhecer Miranda Warren, uma adorável viúva vinda de Chicago que despertou nele sentimentos há muito tempo sufocados. Além do agonizante desejo por uma mulher que jamais poderia pertencer a ele. Miranda nunca sentira algo tão arrebatador quanto a paixão por aquele caubói alto e esguio. Seria o amor dela suficiente para amaciar um coração seco e, ao mesmo tempo, tão sedento de carinho?

- Nota: image

Desafio de uma vida, da autora Diana Palmer, era o livro que eu precisava no momento. Uma história leve, com as características típicas dos personagens que marcam o estilo da autora – um moço turrão e rabugento e uma mulher doce e ingênua, marcados por algum tipo de trauma do passado. Os personagens se envolvem de um modo intenso e conturbado, em geral porque se mostram relutantes em se entregarem a paixão por motivos muitas vezes tolo. Um estilo próprio dessa autora, e que eu adoro.

Haden e Miranda se conhecem em um bar, quando ela se encontra em um período difícil de sua vida. Ela perdeu o bebê e o marido em um acidente de carro. Interpretando erroneamente a reação dela mediante a dor do luto, Harden se preocupa com a ideia de Miranda se suicidar, e, com isso, passa sempre a estar perto dela. De encontros e mais encontros, os dois travam o começo de uma paixão que ambos relutam tanto em abandonar quanto em seguir em frente. Por fim, decidem seguir a vida separados, mas concordam em escrever um para o outro.

Tempos depois, Harden está inquieto, e sua vida não é mais a mesma no rancho. Ele não consegue esquecer Miranda e, numa oportunidade de negócios, volta a encontrá-la. Miranda sente que já passou pelo luto, e decide enfim entrar neste relacionamento. Porém, ao ir para o rancho dele, descobrirá mais sobre o passado conturbado de Harden. Será que ele, de fato, seria capaz de amar novamente? Para que isso acontecesse, Harden teria que aprender a perdoar e a esquecer a tragédia que fizera dele um homem amargurado. E isso não será fácil.

A história traz personagens que sofreram com tragédias no passado e não conseguiram seguir em frente. Miranda perdeu o bebê e o marido em um acidente de carro, porém Tim, seu falecido esposo, nunca a tratara com consideração. Em consequência, Miranda é uma mulher insegura e tímida, que passa a maior parte da história ressaltando seus defeitos segundo os olhos de seu antigo marido. Mediante à paixão de Harden, ela volta, aos poucos, a recuperar a confiança em si mesma. Já este é um homem amargo; ele culpa sua mãe por ter tido um filho ilegítimo – ele próprio –, além de ter causado a morte de sua antiga namorada.

Embora os argumentos de Harden sejam em parte consistentes, não pude deixar de rir em alguns momentos. Graças a tragédia que marcou sua vida, Harden não gosta mais das mulheres. Nenhuma presta, e o personagem faz questão de ressaltar isto em vários momentos da história. Bem, Harden não tem dez anos para se comportar como se realmente odiasse “todas as mulheres do mundo”; esse tipo de afirmação é tão fora do contexto que, ao invés de ressaltar sua dor pela perda da mulher amada no passado, traz um tom cômico à história. Entretanto, estamos falando de Diana Palmer. Sabemos o quanto ela gosta de exagerar em algumas partes.

A história, ainda assim, é leve e despretensiosa. Harden é orgulhoso e teimoso, porém achei ele um personagem bem atraente. A interação entre os dois é ótima – doce, em cenas para lá de sensuais.  Com uma narrativa agradável e de um jeito simples, Desafio de uma vida é uma leitura leve e obrigatória para os fãs da autora. O livro faz parte da “Coleção primeiros sucessos”, pois a obra foi originalmente lançada em 1991. Uma história mais do que bem vinda, que traz o gostinho do passado. Adorei.

Capa original:

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domingo, 16 de março de 2014

Casamento Acidental – Diana Palmer

image- Ficha Técnica:

- Título Original: Connal

- 252 páginas

- Sinopse: Penelope Mathews é fascinada por C.C. Tremayne desde a adolescência. Até que uma noite ele bebe demais e parte para o México em busca de confusão. Para impedir que C.C. termine na cadeia, Pepi se casa com ele! Quando o porre passa, o caubói cai na realidade e fica indignado. A última coisa que ele precisa é de uma noiva virgem. C.C. exige anulação imediata! Contudo, quanto mais tempo passam juntos, mais ele percebe que não quer o divórcio…ele deseja Pepi

- Nota: image

Casamento Acidental foi minha releitura durante as férias. Na primeira vez em que li, dei 5 estrelas e marquei-o como favorito – na época, era apaixonada pelos livros da autora. Ainda gosto das histórias um tanto quanto melodramáticas da Diana Palmer, mas hoje, com mais experiência, consigo enxergar alguns aspectos de seu texto que de vez em quando me incomodam. Casamento Acidental é uma história despretensiosa e um dos trabalhos mais leves e gostosos da autora – admiro, particularmente, as primeiras obras dela –,  mas há um discurso retrógado inserido neste contexto que soa errado e não consegui, desta vez, ser indiferente a tais argumentos.

Na história, Pepe sempre amou Colby em segredo. Dedicada, sempre cuidou dele como uma mãe faria, embora desejasse que Colby a enxergasse diferente. O rapaz que cuidava da fazenda gostava de provocá-la e, no fundo, desconfiava da atração que a menina nutria por ele. Uma vez por ano ele tinha motivos para se embebedar, e, todas as vezes, Pepe estava lá, preocupada com sua bebedeira e tomando cuidado para que seu pai não descobrisse. Entretanto, em uma dessas noites, bêbado, Colby ameaça colocar os dois na cadeia se por acaso eles não se casassem em uma pequena capela em El Paso. Pepi acredita que o casamento seria de mentirinha, sem validade, e acaba aceitando. No dia seguinte, entretanto, ela descobre que o casamento fora válido. Como contaria aquilo à Colby, que não se lembrava muito bem da noite anterior?

Há uma linha divisória no que diz respeito à fantasia, mas quem sou eu para definir a fantasia dos outros? Até porque tenho meus próprios gostos referente aos mais diversos estilos românticos, desde sonhar com romance levinhos – típicos água com açúcar –, até me deixar levar por leituras mais densas, que tendem a causar polêmica por onde passam – por exemplo, romances de cunho BDSM. Para o meu gosto, porém, Colby bambeou entre o meu amor e o meu ódio. Veja bem, acho até charmoso o estilo rabugento, resmungão que, por dentro, mostra um comportamento inseguro – características típicas dadas a maioria dos personagens masculinos da autora, e Colby não foge delas.  O rapaz já sofreu no passado e se culpa pela morte da esposa interesseira – fato este que o leva a querer distância de outro casamento. Até aí, segue um personagem agradável e uma história levinha, bem gostosa de acompanhar. Depois de um tempo em que leva para absorver a ideia de estar casado, Colby chega até ser doce.

O problema, entretanto, é quando ele decide destilar o seu discurso sobre como mulheres devem se comportar, se vestir e falar. Até mesmo frases com o propósito de soar sexy, acabaram parecendo um tanto quanto bizarras e perigosas. Por exemplo, quando Colby diz que eles fariam amor e que ele tentaria se controlar – sem saber se conseguiria –, para tornar o ato o mais suportável para ela. Entretanto, se ele não conseguisse, Colby a compensaria mais tarde. Também há frases tendenciosas ao machismo que são irritantes, como “Você precisa de um homem assim para controlá-la” ou “você é tudo que uma mãe quer para os seus filhos: um elfo falante, prendada na cozinha e bondosa” (sic). É sério isso?

Por outro lado, descobri que o livro foi escrito há vinte e cinco anos atrás, o que talvez, acredito, explique certas características mais retrógadas presentes na história, se levarmos em conta o tempo e o lugar onde a história se passa. Já as cenas de sexo são suaves, delicadas, quase bobas de tão inocentes. É a visão do primeiro amor com um toque romântico de transformar um homem amargurado, ranzinza, e mostrar a ele uma nova chance ao amor. Embora Pepe tenha sido um tanto boba e insegura demais para o meu gosto – outro arquétipo de todas as personagens da autora –, não dá para negar que, dentro do contexto, foi uma história doce e fofa. Não há grandes acontecimentos na trama, o que encontramos são cenas cotidianas e o relacionamento gradativo – sem muitos empecilhos – entre os dois. Um passo de cada vez onde os dois descobrem seu amor um pelo outro, além de superarem, cada um, a própria insegurança pessoal.

Há alguns personagens secundários que se destacaram na história – Evan é uma graça e Ben, o pai de Pepe, é uma figura divertida que quase incorpora o papel de cupido.  De todos os estilos da autora, as histórias de cowboy são as que mais gosto, e, mesmo com alguns defeitos, este foi um dos mais agradáveis, sem dúvida. Um livrinho ótimo para encaixar entre uma leitura mais pesada ou para desfrutar em uma tarde lendo.

Capa original:

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mundo Encantado – Nora Roberts

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* Título Original: Treasures Lost, Treasures Found

* Preço: HARLEQUIN

* 288 páginas

Kate Hardesty herdara um sonho de seu pai: mapas e cadernos misteriosos com instruções para encontrar um tesouro submerso. Decidida a concluir sua última expedição, ela voltou para a ilha onde cresceu. Lá, contratou Ky Silver, um mergulhador profissional e o homem que a havia abandonado quatro anos atrás. Entretanto, trabalhar lado a lado com ele significava alguma coisa além de descobrir ouro…

O livro é uma reedição lançada agora pela “Coleção Primeiros Sucessos”.

Gosto de um livro que sempre traga uma temática mais diferente. Dessa vez a história se passa entre os mergulhadores Kate e Ky, dois experientes na área que acabam se reencontrando após anos, quando Kate precisa dele novamente para uma missão: achar o Liberty, um navio que seu pai estava procurando antes de falecer.

O passado entre os dois deixou mágoas, e não seria fácil para Ky aceitar aquela aproximação novamente tão fácil. Tanto que há uma leve tensão sexual durante a história. Os dois se amam mas não sabem perdoar o que aconteceu há anos atrás.

Gostei bastante do livro, simples e de leitura agradável. A visão de se mergulhar, toda a empolgação de encontrar objetos perdidos, de estar flutuando no mar, tudo isso é descrito de uma forma bem gostosa, dando essa visão da profissão de mergulhador. E para quem gosta de um bom romance, partes levemente hot e bonitas são garantias certa.

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Cotação:

3 estrelas

Assinatura

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Lorde do Deserto – Diana Palmer

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Eles mal se conheciam, mas o amor foi a primeira vista e estava disposto a enfrentar qualquer perigo!

Gretchen Brannon, uma garota da pequena cidade do Texas, estava muito frágil quando encontrou o sheik Philipe Sabon, o formidável governante de Quawi. Ambos vinham de mundos diferentes, mais ainda assim, ela encontrou sua alma gêmea no homem poderoso e sensual, que suprimira paixão por tempo demasiado, e abrigava uma angústia secreta. Apesar disso, Gretchen tornou-se consciente de sua coragem… e em troca, ela despertou no sheik, sentidos adormecidos há muito tempo…

Porém, depois que o coração de Gretchen passou a pertencer ao Senhor do Deserto, o perigo rondava, pois tornara-se alvo perfeito para a vingança do inimigo mais diabólico de Philipe. Num duelo final do bem contra o mal, poderia o amor sair triunfante…?

Que resumo enorme, não?

Bom, o que posso dizer? Diana Palmer vai ser sempre uma das minhas escritoras favoritas, Lorde do Deserto já foi lançado uma vez e agora está sendo relançado pela coleção Primeiros Sucessos. Embora não seja história de rancho, Texas e afins (marca da autora), é uma história de Sheik *.*… ain, preciso dizer mais alguma coisa?

O Philipe é um fofo, mas quando quer sabe ser um grosseirão destruidor de corações de primeira. Ele se sente “menos” homem por ter ficado impotente quando pisou numa mina terrestre, anos atrás, e justamente a descoberta desse novo amor com Gretchen, dele saber que pode amar novamente, é o encanto do livro. Temos uma história com ciúmes, descobertas, brigas, e cenas lindas de paixão. É um dos melhores romances de Sheik que já li. :)

Infelizmente, fiquei um tantinho decepecionada com essa nova edição… vários erros de digitação, inclusive uma frase cortada ao meio. Não anotei cada uma delas porque não tenho esse costume, mas foram várias vezes (como ex: “ele ajugou-a descer do cavalo” ), fora as vezes em que era trocado os sujeitos. As vezes, onde estava “ela” era para estar “ele”, e vice-versa. Uma pena.

Cotação:

4 estrelas Assinatura Bruna

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Uma Paixão Indomável – Nora Roberts

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Jovilette Wilder tinha um coração de leão, mas seu temperamento era o de uma gata selvagem. Quando Keane Prescott cruzou o caminho dela, ela o aguardava com as unhas bem afiadas. Jo tinha certeza de que seu chefe tão tranqüilo certamente era uma ameaça, mas ela não poderia negar a forte atração entre eles. E ainda que os beijos de Keane a deixassem sem fôlego e querendo mais, era sua ternura a principal arma para domá-la.

Ah, Nora Roberts é Nora Roberts! Dificilmente quando pego um livro dela pra ler, não gosto, e esse aqui não foi diferente. Me apaixonei pela história maravilhosa sobre Jovillete (uma treinadora de leões) e Keane Prescott (o dono do circo).

Esse livro primeiramente foi lançado em uma edição Bianca, daqueles ainda antigos. (lá fora o livro foi lançado em 1983), e agora está sendo lançado de novo pela Harlequin na série “Coleção Primeiros Sucessos”. É delicioso, Jovilette é a típica mocinha que tem a vida resolvida, trabalhou no circo sua vida inteira, é feliz lá e sabe o que quer… até aparecer o inconveniente Keane, (mocinho bonitinho, TDB, maravilhoso, advogado…) o recente herdeiro do circo, que não sabe o que fazer com o ele. O ressentimento de Jovilette com ele vem do passado, e só se intensifica quando ele insinua que talvez o circo não continue. É claro que no primeiro encontro sai bastante faíscas.

Amei foi pouco. Adoro os livros da Nora, e esse não decepcionou. É uma história bonita, adorei essa visão do circo que ela consegue passar pra gente. Jovilette é sonhadora e direta. Não consegui ver nenhum ponto negativo, talvez apenas o de ter acabado muito rápido, hehe. Livro nota mil!

Cotação:

5 estrelas

Assinatura Bruna