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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sedução por Vingança – Nicola Cornick

image Escandaloso e sedutor, Lorde Hawksmoor é um famoso caçador de fortuna. As mulheres o querem na cama, enquanto os homens preferem manter distância dele. Mas agora ele encontrou a mulher de seus sonhos, Catherine Fenton, e fará de tudo para conquistá-la. Embora possua uma herança considerável, Catherine é prisioneira em uma gaiola de ouro. O dever a obriga a suportar um marido a quem não ama. Ao mesmo tempo, ela sabe que existe um certo fascínio em torno da figura de Hawksmoor e que talvez ele seja a solução para seus problemas. Porém, Catherine teria encontrado um herói ou estaria prestes a firmar um pacto com o próprio diabo?

Juro que tentei, mas o livro não me prendeu atenção tanto quanto eu achei que fosse acontecer. Talvez tenha sido eu, já que Nicola Cornick é uma das autoras mais vendidas e tanto se fala dela… Por isso, claro, esse não vai ser o último livro que lerei da autora, mas Sedução Por Vingança não correspondeu as minhas expectativas.

O livro é regência, e começou bem: Catherine e Ben Hawksmoor se “esbarram” em um enforcamento, depois disso os dois parecem sempre se encontrar por acaso em algum lugar nada convencional. Catherine é a típica mocinha presa aos costumes da sociedade e a um casamento odioso que não deseja; e Ben, um libertino. Um fato interessante, é que cada começo de capítulo é descrito um trecho de como as mulheres da época deveriam se comportar.

“Se uma jovem dama tiver o triste dever de recusar um pedido de casamento, ela deve fazê-lo gentilmente, com cortesia e sem magoar os sentimentos do cavalheiro…”

“A um casal comprometido, exceto na presença da dama de companhia, em nenhuma circunstância deve-se permitir sentar junto, caminhar junto ou passar qualquer tempo junto…”

Bom, voltando ao casal, Ben acaba por desonrar Catherine (vocês entendem o que falo por desonrar, certo?!) E, depois disso, ele se vê entre a culpa e o desejo de tê-la para si. Achei que ficou muito nisso, embora o livro em si seja um pouco diferente dos romances de regência que estou acostumada a ler, talvez mais escandaloso (na família de Catherine, ninguém é santo). Claro, como eu sempre falo, particularmente, eu, euzinha, não achei o livro tão bom quanto esperava. É claro, vale sempre dar uma chance e ver por vocês mesmos. Afinal, não sou a dona da verdade, certo? Um contraponto legal foi que outras blogueiras leram e adoraram. =)

Cotação:

3 estrelas

Assinatura Bruna

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Castelo das Sombras - Candace Camp

The Hidden Heart

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Em O castelo das sombras, segundo livro da Trilogia dos Aincourt, o leitor passa a conhecer a história de Richard, o duque de Cleybourne. Após perder a esposa, Caroline Aincourt, e a filha, a pequena Alana, em um trágico acidente às vésperas do Natal, Richard torna-se um homem solitário e amargo. Em profundo estado depressivo, Richard parte para seu castelo no campo. Mas, com a chegada de Jessica Maitland e Gabriela Carstairs, seus dias de autocomiseração estão contados. Pouco antes de morrer, o general Streathern, tio-avô de Gabriela, ordenou que a menina ficasse sob a custódia de Richard, que a protegeria do lorde de Vesey, seu cruel sobrinho-neto interessado em roubar a herança da prima. Com a missão de entregar a menina sã e salva para Richard, Jessica parte para o castelo do duque, afastando Gabriela de um ambiente nefasto.

Mas Richard não tem a menor intenção de ser responsável por uma órfã, até mesmo porque isso o faz lembrar a filha. Por outro lado, ele se sente cada vez mais atraído por Jessica, tornando-se vulnerável à insistência dela para que proteja a menina. Com a chegada de lorde Vesey ao castelo, a situação fica ainda mais complicada.

Ele está decidido a reivindicar a guarda de Gabriela, o que coloca Richard em uma posição desconfortável, e para complicar ainda mais, uma pessoa aparece morta. Agora, Richard e Jessica unem forças para descobrir quem é o assassino, ao mesmo tempo em que têm de resistir à paixão incontrolável que surge entre eles.

Vou aproveitar o tópico e pedir desculpas pela ausência, mas acho que ninguém acreditaria se eu disse-se que fiquei 3 dias sem energia elétrica. (ok... estou tentando acreditar até agora) Pois é, com esse problema de chuvas, acabei ficando sem acessar a internet. 

Agora, indo ao livro:

Eu levei um tempão até decidir ler Candace Camp. Foi a mesma coisa com Diana Palmer; agora não consigo ficar sem ler um. Esse é o primeiro livro dela, e tenho todos os motivos do mundo pra dizer que é um livro excelente (ok, vocês já ouviram vezes e vezes isso aqui, mas é verdade!) Candace Camp, nesse livro, mescla bons ingredientes em doses certas.

Tem mistério que me lembrou muito os bons e velhos livros da Agatha Christie. Inclusive, ter vários estranhos morando temporariamente dentro de uma mansão, sem poderem sair e de repente, um deles aparece misteriosamente morto na calada da noite; quem não pensou imediatamente no Caso dos Dez Negrinhos?

Além disso, há muito romance. Richard é um homem atormentado pelo passado, ele se sente culpado pela morte da filha e esposa, e acha que não há razão para continuar vivendo sem elas... Até que então surge Jessica em sua vida.

As brigas entre eles são feitas em doses certas, achei que foi equilibrado. Em muitos livros já cheguei a perguntar se os personagens, ao invés de se beijarem no final, não acabariam se matando. Entretanto, a parte mais... digamos, “divertida”, é poder contar os impropérios proferidos a cada cinco minutos por Richard, em sua discussões com Jessica. (Diabos! Inferno! Maldição!) Juro que dá quase para fazer uma música...

Tem também Gabriela, motivo pelo qual Jessica encontrou-se com Richard. Ao perder o avô, Jessica teve que fazer a última vontade do homem, e levar Gabriela para o novo tutor: O Duque de Cleybourne.

Quando uma tempestade de neve atinge o castelo, Cleybourne se vê cheio de hóspedes inesperados, e aí que começa o mistério. À noite, enquanto alguns estão no sono profundo, outros estão acordados, entrando e saindo de quartos, invadindo escritório, e cabe então a Jessica e Cleybourne descobrirem quem é a figura misteriosa que anda assustando aos moradores.

Não achei o livro chato, pelo contrário. Pode ser que alguém não goste, (dificilmente, já que só ouvia falar bem dessa autora, tanto que foi isso que me motivou a começar um livro dela). A continuação do livro é Baile de Máscaras, que conta a história de Rachel e Michael (Rachel tem uma pequena participação no O Castelo das Sombras). Recomendadíssimo!

Como sempre separo um trechinho para vocês:

Cleybourne olhou-se no espelho.
— Parece que fui à guerra — criticou ele.
— É um lugar difícil de colocar a atadura — comentou Jessica de forma um pouco defensiva. — Pelo menos deixe assim durante a noite.
Ela lavou as mãos na bacia e enxugou-as. Sabia que deveria sair agora. Não havia mais nenhum motivo para ficar.
— Alteza...
— Você poderia pelo menos me chamar de Cleybourne, agora que me atingiu na cabeça. Acho que já passamos da fase dos títulos, não? — Levantou-se, os olhos fixos no rosto dela. — Seria até aceitável se usássemos o primeiro nome.
Jessica sentiu o peito se apertar de repente; era difícil olhar nos olhos dele dessa forma e ainda se lembrar de respirar.
— Eu... não seria adequado.
— E você é sempre tão adequada! — O sorriso dele foi lento e gentil. Atingiu os nervos de Jessica como fogo. — Você já me chamou de covarde e de tolo, se me lembro bem. "Richard" parece suave em comparação a isso.
Ele levantou a mão até o rosto dela. O toque foi leve, a pele queimando com o calor. O olhar foi até os lábios dela, os olhos ainda mais escuros de paixão, e o polegar contornou suavemente o lábio inferior dela.
— Jessica.
Jessica sentiu os joelhos fracos. Era isso que queriam dizer, pensou ela, quando diziam que alguém estava desmaiando de prazer. Era essa sensação de falta de ar no peito, o tremor por todo o corpo que fazia com que as pessoas caíssem de joelhos, a queimação no estômago... e tudo isso por causa da proximidade irresistível de uma pessoa. Como seu nome nos lábios dele podia afetá-la tanto?
Por que se sentia como se fosse morrer se não recebesse esse beijo?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A Rebelde - Hannah Howell


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Reckless


Ágata achava impossível evitar o casamento que seu tio lhe arranjara, com um pretendenteF detestável, até ser seqüestrada pelo maior inimigo de sua família.  Agora ela se encontrava à mercê de um homem implacável, cujo coração fora transformado numa pedra de gelo pela mágoa e pela dor.

Lorde Alexander MacDubh estava na Escócia para reivindicar a guarda de seus sobrinhos, frutos do amor proibido entre seu irmão e uma das jovens MacFarlane.  E vislumbrou na bela Ágata a oportunidade de vingar-se do sórdido inimigo que arruinara sua família.  A beleza e o temperamento rebelde de Ágata o faziam vibrar de desejo, tornando a vingança mais doce que nunca.  Mas a paixão seria suficiente para aplacar o tormento do passado e romper as correntes que aprisionavam seu coração?

Em geral, eu adoro os livros da Hannan Howeel. Acho seu jeito de escrever relativamente simples, e talvez por esse motivo seja cativante. Os personagens nem sempre possuem aquela paixão explosiva logo no começo, o que confere a descrição do livro A Rebelde. Além do que o tema aqui é seqüestro por vingança, tema que qualquer leitora familiarizada com romances de banca conhece (e diga-se de passagem, muito bem!)

Fiquei com pena de Ágata, a pobre sofre logo no começo do livro, pois sempre viveu numa família que mais parece um covil de cobras. Ela está prometida a um MacCordy, que tudo o que deseja é desfrutar de seu corpo. Este, no começo pensei se tratar de um mero coadjuvante, mas Donald mostrou-se um excelente vilão (sim, vocês entenderam, excelente!). Sua sede pelo poder é tanta que não mede esforços para conseguir o que quer (spoiler: Em um dado momento, ele tenta tirar o bebê que está nascendo em Ágata, mas é impedido pelo primo. Outra cena que mostra sua maldade é quando ordena que a própria Ágata chicoteie Alexander, o homem que a havia seqüestrado, mas que depois ela se apaixonara)

Ao descobrir sobre seus sobrinhos, Alexander sai em busca deles, e se depara com nada menos que Ágata, a sobrinha de seu destestável inimigo. Ele não pensa duas vezes ao torná-la sua prisioneira e fazer dela sua tentativa de vingança contra os MacFarlane. 

O livro conta também com a participação de vários personagens secundários. Os sobrinhos são uma graça, há também os homens de Alexander, e não tão menos importante é claro, temos Jaime, um quase “anjo da guarda” de Ágata.

Abaixo, segue um trechinho. Achei um dos mais bonitos do livro:

Quando o avistou, seu coração apertou-se dolorosamente e soube que podia enfrentar mais frieza e mais insultos se isso diminuísse o sofrimento dele. Alexander estava ajoelhado dian­te de uma pequena lápide e havia ramos secos de alfazema sobre a grama marrom. Suas mãos se entrelaçavam sobre o joelho; tinha a cabeça baixa e o vento frio agitava os cabelos dourados. Quando ela chegou perto, ele olhou-a e, ágil, se pôs em pé. A princípio seu olhar não foi de boas-vindas, depois se suavizou.
— Deixaram que você saísse de Rathmor — quis saber — e ninguém a acompanhou?
— Sim. Para onde eu iria? Para Donald, que descontaria sua fúria em mim? Ou para meu tio, que me diria que o cobri de vergonha?
— Quer dizer que nunca tentará ir embora?
— Eu nada ganharia com isso.
Ela olhou para a lápide de pedra que tinha gravados alguns ramos de alfazema e o nome Elizabeth sob o qual se lia: "A amada filha de Alexander: um pequeno anjo cuja memória vi­verá para sempre no coração do seu pai".
— Sua filha…
— É. Ouviu sobre ela?
— Não foi preciso habilidade ou astúcia. Não é segredo.
— Não… — ele empurrou um ramo de alfazema com o pé. — Ela adorava o cheiro da alfazema.
— E esta é das boas, seu perfume não é muito forte nem muito doce. — Ágata procurou o que dizer. Por fim, sem des­viar os olhos dos dele, disse, baixinho: — Não pretendo pôr outra criança no lugar dela.
— Nem conseguiria.
— Eu sei.
— Sabe? Alguém pode saber o que é enterrar uma filha se nunca perdeu uma?
— Não, provavelmente não. — Ela colocou as mãos sobre o ventre. — E, se isso agradar a Deus, espero nunca saber.
Alexander olhou para as mãos dela, depois colocou a sua por cima. Seus olhares se encontraram. Por um breve e intenso momento, Ágata soube que eles estavam de acordo, como se houvessem encontrado um caminho comum. Pela primeira vez sentiu uma esperança verdadeira.
E rezou para não estar enganada.